Muito nos contam

5 535 104 – 4 996 074= 539 030. Ou seja, em 2013 votaram menos 500 mil eleitores nas autárquicas do que em 2009. Que aconteceu? Aconteceu que alguns morreram, outros estão gravemente doentes, outros estão acamados, outros estão cansados, outros tinham mais o que fazer e até ficaram com pena de não ter ido votar, outros estão deprimidos porque estão desempregados ou sem dinheiro suficiente para si e para os seus e, principalmente, há quem calcule que a emigração levou nos últimos anos uma média de 120 mil pessoas por ano para fora da Grei. Tudo somado e subtraído, votaram os mesmos que sempre votam dentro da normalidade.

O que é completamente anormal é a manutenção dos cadernos eleitorais com eleitores que não podem votar pela simples razão de já terem desaparecido do mapa. Corre a suspeita de que tal disfunção é do interesse do poder autárquico. Se assim for, essa é uma verdadeira corrupção de Estado em que não há órgão de soberania que escape à vergonha.

31 thoughts on “Muito nos contam”

  1. Serão cada vez menos eleitores.

    Uns morrem antes de nascer.

    Ultimamente já se usa mais o preservativo.

    E os vibradores nem precisam vasectomia.

  2. a bécula acha que é coerência da inflação e o reaça que o problema tá nos vibradores. se o crato decretasse um exame para obtenção de cartão de eleitor talvez houvesse menos analfabetos e bestas a votarem. tanta estupidez, logo de manhã, devem meter bagaço ao pequeno almoço.

  3. Ó Val, não estão a faltar aí uns números?
    Então os nulos os brancos e a abstenção não contam?
    É que daqui a bocado estás a dizer que o Cavaco teve uma maioria absoluta com 25% de votos.

  4. Carlos Sousa, se calhar ainda não almoçaste e por isso não percebeste as contas. Os números são apenas relativos aos que se deslocaram às mesas de voto.

  5. Ó Val, quem votou nulo ou quem votou em branco também se deslocou às mesas de voto.
    Vá lá, faz lá um esforço e soma lá isso porque parece que os nulos e os brancos também aumentaram.

  6. Carlos Sousa, estás com sérias dificuldades na interpretação, mas vou tentar ajudar-te. Chega aqui. Isso. Agora repara: os números apenas comparam a afluência às urnas, não os totais absolutos ou relativos da abstenção.

    Pronto. Vai lá almoçar.

  7. Ó Val, “prontos” eu vou dizer isto como se fosses um puto de 10 anos.
    Votos nulos 147.151, votos brancos 193.357 a soma portanto é de 340.508.
    Ó Val, como vês foram mais 340.508 afluentes às urnas, deixa-te lá de tretas e corrige mas é o “post”.

  8. parece que há por aqui uma ganda confusão entre votantes e abstenção. quem vota, pode fazê-lo em partidos, em branco ou nulos e quem se abstém não põe lá os pés. notar que de 2009 para 2013 o número total de eleitores inscritos aumentou 120.000.

  9. ai que riso! também dá riso pensar nos pensamentos omissos dos outros, Carlos Sousa. os mortos, por exemplo, podem não ter lugar no céu mas continuam a manter o lugar no caderno da autarquia. :-)

  10. Carlos Sousa, por alguma razão que me escapa, tu achas que o total dos votantes não inclui o número dos brancos e nulos. É uma tara engraçada, e não tem mal nenhum continuares assim. ‘Tá tudo bem compadre.

  11. A contabilidade da abstenção, em sentido lato, também pode incluir os nulos e brancos, pois esses eleitores absteram-se de escolher um representante político.

  12. “A contabilidade da abstenção, em sentido lato, também pode incluir os nulos e brancos, pois esses eleitores absteram-se de escolher um representante político.”

    não é critério da cne e muito menos o que diz a lei eleitoral, mas em portugal os critérios interpretativos têm bués de lata no sentido que dão às leis. vê lá se te decides se os brancos e nulos são votos, abstenções ou conta só metade.

  13. oh bécula! enquanto o lobo mau não aparece para te re-comer, podes ir desenvolvendo o fetiche abstencionista lá na pornochachada do teu blogue. aproveita agora que o iva tá a 5% para o sector.

  14. Ó Val, sabes que não é uma questão de eu achar ou deixar de achar que as contas estão maradas.
    Porque é que tu quando dizes a percentagem da abstenção te baseias no total de eleitores e quando falas na percentagem dos partidos só te baseias no número de votantes?
    Sabes, a língua portuguesa é muito traiçoeira, e a matemática então…mas olha tens razão, faz as continhas como quiseres, assim como assim “burro velho não aprende línguas”.
    Só mais uma achega, percentagem quer dizer “por cem” não é por duzentos.

  15. Carlos Sousa, afinal o teu problema não era o almoço, antes o vinho. Onde é que me leste a discorrer sobre percentagens fosse do que fosse?

    Mas, confessa lá, já percebeste que o número de votantes inclui os brancos e os nulos, né? Vês, o saber não ocupa lugar.

  16. Os números indicados pelo Val estão correctos! O que está escrito é tão simples
    como; Foram votar em 2009 = 5.535.104 eleitores, em 2013 = 4.996.074 logo
    votaram menos 539.030 eleitores! Falou de afluência às urnas!
    O aspecto que desvirtua o tal número da abstenção, prende-se com uma correcta
    actualização dos cadernos eleitorais que, por interesse das autarquias para não
    baixar o número de eleitores não promovem com rigor a tal actualização!
    Se o censo do País identifica um universo do 10,5 milhões de habitantes como é
    possível existirem 9,5 de eleitores ? A população juvenil é só de 1 milhão ???

  17. “Porque é que tu quando dizes a percentagem da abstenção te baseias no total de eleitores e quando falas na percentagem dos partidos só te baseias no número de votantes?”

    se calhar é porque a abstenção é uma percentagem do eleitorado que não vota e porque os partidos são eleitos pela percentagem de votos que obtêm e não pelos que não votam. houve em tempos uma teoria comuna, para atribuição de cadeiras vazias à abstenção e sabes porquê? era o método ortodondt para arrancar cadeiras à reacção.

  18. Ó ignatz vê lá a percentagem dos partidos em relação aos 52% que votaram neles.
    O que é que achas?
    É que para não fazeres uma regra de três simples, tens de fazer as contas ao eleitorado total, como fazes para a abstenção, penso que é básico, porque o “universo”de eleitores é que é o teu ponto de partida. Ou então tens de dizer no teu raciocínio a que “universo” é que te referes, para não induzires os leitores a um erro.

  19. olha meu! quem não vota, não elege e os partidos ganham os votos que entram nas urnas. regras de 3 simples são complicadas demais para mim, só entendo coisas básicas e não vejo lógica em distribuir o prémio por quem não aposta.

  20. Ó ignatz é por causa dessas análises simplistas é que esta merda está como está.
    Não te deixes manipular e exige que te apresentem os números sem demagogia.

  21. oh sousa! o saramago já tinha simulado coisa parecida com votos em branco no “ensaio sobre a lucidez” e agora tu queres alargar o jackpot ao pessoal que não preenche o boletim. não tás a enxergar bem a coisa, a democracia funcemina na base de uma pessoa, um voto, portanto quem não vota, não conta.

  22. edie, o correcto é “abstiveram-se”. Mas, por causa da crise, temos de aplicar a austeridade até nas formas verbais, cortando onde pudermos. Assim, enquanto Passos estiver no poleiro fica a vigorar o “absteram-se”.

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