Muito bem

Excelente a decisão de homenagear as mulheres vítimas de violência doméstica no meio do discurso de encerramento de Costa. Porque a homenagem foi feita não pela retórica mas liturgicamente, emulando uma cerimónia fúnebre.

A política também é, em parte substancial, liturgia e simbolismo. Com este gesto, o tema da violência doméstica torna-se mais urgente e mais vergonhoso para a comunidade.

24 thoughts on “Muito bem”

  1. O congresso Xuxa é um espectáculo de obstipação socratica e múmias empertigadas enroladas em tralha politica e ideológicamente bolorenta; mas até as revistas cor de rosa alinham na narrativa e dão continuidade ao velório … surreal e patetico este Partido e este paízinho socialista.

  2. Realmente, Vítor T, que interesse poderá ter a merda de uma mulher ser violentada? Interessa mesmo é atacar o PS e defender a gentalha que nos (des)governa! Ainda ontem eu discutia esta loucura assassina de mulheres que anda a atacar muitos “omens” deste país, e concluímos que, para além deste governo roubar tudo aos cidadāos, inclusive a sua dignidade, há muitos GAJOS para os quais as mulheres são lixo porque as suas apetências são outras…

  3. O tema é importante e premente, decerto! Urgente! Mas o que é que propõe o galaró Costa para resolver esse étodos os outros assuntos da governança do Estado ???? Pois é … nada! Discursos e redondilhas que qualquer aprendiz de político ou até um software automaticamente é capaz de fazer! Vacuidades e basófias para media e militante comer como tremoços, acompanhados de uma mini! O que é, que nessa matéria, se vislumbra que possa fazer melhor que o governo actual ???? Sabes?? Tens algum vislumbre ou cheiro ??? Até porque nessa matéria, segundo parece, mesmo por gente da oposição informada e equilibrada, o actual governo tem feito um trabalho interessante e razoável !

    Portanto, o que dizem mais as tuas múmias Xuxas sobre a realidade? O que inventaram agora ? Alguma novidade substancial ? Fizeram contas de alguma coisa? Renegociar, estudam , analisam ou mandam a divida pro caralho??

    Ficam tão bem nos discursos esses temas óbvios e difíceis, mas e depois ???? Para além de verborreia e boas intenções … basófias e mais basófias!

    “a merda de uma mulher ser violentada” é uma expressão muito reveladora sobre … sei lá ? … tu própria???

  4. Hum, na emoção parece-me que nos transportou às antigas sessões republicanas debaixo de telha tal como elas são relatadas nas hemerotecas e, assim sendo, o momento poderia ser incluído na tradição republicana portuguesa. Litúrgico (e ao mesmo tempo laico…) talvez, mas sem a ritualização das romagens (masculinas?) aos cemitérios dos Prazeres e do Alto de São João , ou à estátua de António José de Almeida. Mas foi um momento também retórico, note-se: quem aprecia tanto as qualidades oratórias, a performance como as nuances de um bom discurso previamente escrito gosta de ser surpreendido no fim de um longo parágrafo… e eu gosto. Tal como aconteceu na sessão camarária do 5 de Outubro deste ano, nesse momento através de um culto e longo roteiro sobre a Lisboa revolucionária que desembocou na estátua do largo de Camões e no Ultimatum, também aqui a mesma técnica *literária* foi utilizada. Com um pormenor, diferenciador: uma nova voz se fez ouvir (e que voz!) que criava uma expectativa grande sobre a forma como António Costa pegava novamente no fio da meada. E fê-lo simplesmente, e muito bem, ao dizer que é por tudo aquilo (ou seja, o parágrafo) que a política é tão importante para a vida das pessoas (cito de memória). Tão eficaz que até o David Diniz aplaudiu, dizendo no fim que o discurso de hoje foi cinco vezes melhor do que o primeiro. A (re)ver.

  5. RFC, sem dúvida, foi um artifício retórico em sentido largo, onde tudo é discurso. Mas foi muito mais do que um acto verbal ou discursivo, foi uma cerimónia de essência religiosa e eclesiástica. É esse o aspecto que relevo pela sua novidade e importância.

  6. “a merda de uma mulher ser violentada” é uma expressão muito reveladora sobre … sei lá ? … tu própria???

    claro, não chega à elevação do azeiteiro-mor a vender mulas, gajas & abiões aos árabes.

  7. “… foi uma cerimónia de essência religiosa e eclesiástica.”

    eheheh… ficaram sem fala e agora debitam palavras para disfarçar.

  8. Val, eu aponto para a tradição republicana portuguesa e assim é, seguramente, uma cerimónia laica (patriótica como então se dizia, sendo que a pátria tomou o lugar da religião, ou que fará parte do domínio das cerimónias religiosas desde que olhadas antropologicamente em vez de serem religiosa apenas?). Sobre as mulheres, as de ontem: é verdade que algumas portuguesas notáveis sempre estiveram a agir na sombra e que, umas tantas, ocuparam + tarde a primeira fila nas sessões públicas republicanas – ainda há dias esbarrei na prontidão com que uma comissão exclusivamente feminina que, na viragem dos anos 1930, conseguiu ser recebida pelo presidente Carmona defendendo os maridos que tinham sido presos e/ou deportados pela Ditadura Militar -, mas o que as imagens mostraram eram algumas centenas de homens e mulheres surpreendidos (?) e eu apenas consigo dar algumas achegas impressivas. Mas estou de acordo que aquele *momento* do PS seja analisado, inteligentemente.

    Em tempo. Assinalo também o obsessivo regresso de António Costa aos encantos pessoais do Papa Francisco, o que poderá ajudar a compor este sentimento de *novidade* num partido socialista, mas eu desconfio que o líder do PS se revê nas suas palavras como se elas tivessem sido proferidas, contraditoriamente, por um papa laico (ou seja, uma homília papal nos tempos que correm seria vista como um bom discurso, desde que se esteja de acordo).

  9. vitor f,a direita como não tem ideias a não ser a da acabar com as gorduras, mas do lombo dos portugueses,pressiona quem está na oposição.costa, como é um homem serio e competente,prefere aguardar a hora,para não “contar mentiras “aos portugueses, como fez o nosso primeiro de massamá. ante de falares,puxa pela memoria meu pulha!

  10. rfc, no fim do texto estragou a sua prosa. david dinis, diz que o segundo discurso foi melhor do que o primeiro,por que no primeiro, o governo que ele apoia às segundas, terças,quartas e quintas, e às sextas sabados e domingo,critica a oposiçao,foi atacado violentamente com toda a justiça. esse gajo mete-me nojo!

  11. Adenda sobre a prosa. Por isso eu acrecentei a (re)ver, porque o discurso de abertura condicionou positivamente o congresso do PS e a agenda político-mediática.

  12. RFC, estamos de acordo, cerimónia laica. Ou melhor, secular. Claro, não poderia ser de outra forma. O tema não levanta sequer questões, o poder é sacral, mesmo o republicano.

    E de acordo continuo contigo no enquadramento da citação papal feita por Costa – a qual ocorreu na sequência da leitura dos nomes, assim exibindo a semântica interna daquele bloco exibicional e simbólico.

    E ainda mais: o papa Chico está a fazer o “aggiornamento” da Igreja sem necessidade de concílio. Pelo que em breve será politicamente correcto termos um ateu a citar e celebrar o chefe do Vaticano.

  13. Fifizinha com um vibrador sempre te podias excitar um nada mais, mesmo com a remota hipotese de sentires um delicado frémito de prazer, enquanto ouves essas banalidades ocas dos discursos do Costa e múmias xuxas ! Para tanta crítica feroz e mediaticamente ruidosa, populista e em alagado molho doce rosa de facilitismo, há muito que esses planos milagrosos e geniais deviam ser esfregados nas fuças do Desgoverno … mas ainda vão analisar, reflectir, ponderar e fazer continhas (o que a acontece é já em si uma revolução no ps) pedir a varinha mágica ao pai natal!

    Pobre, muito pobre e pindérico com sabor a banha da cobra para entreter fifizinhas e luluzinhos. Que diversão!

  14. qualquer motivo é excelente para fazer ressaltar a violência doméstica. tenho a certeza que em qualquer contexto, seja qual for, o agressor deita os olhos ao chão e a vítima faz-se sentir. naquele preciso momento há sempre uma espécie de justiça na repetição das palavras com um impacto positivo.

  15. Vitó relaxa pá se não gostas do Costa muda de canal, se não gostas deste blog lê outro. E se gostas de conversas do cu para a pixa recomendo-te. Um blog chamado insurgente, a malta aqui é mais civilizada, argumenta em vez de insultar. Uma cena inovadora tás a perceber?

    Vocês estão tão à toa que nem conseguem curtir o Socrates na choça… Esse vosso sonho antigo. A razão pela qual querem o programa do Costa a 1 ano das eleições é com certeza para poderem copiar, pois claramente desde que a troika se foi embora que já não há sequer um guião, estão à deriva.

  16. Será que todas as mulheres que foram violentadas são socialistas ? Então porque se aproveitaram da desgraça alheia para aproveitamento político ? Não seria mais proveitoso ao menos uma ideia, de como pretendem fazer para tirar o País das dificuldades ? Com esta jogada mágica mas de mau gosto, o Costa pretende dizer que os socialistas não maltratam as mulheres ? Ou então, que quando os socialista forem governo vai acabar com a violência sobre as mulheres, assim como diz que vai acabar com os sem-abrigo ?

  17. No hard feelings, mas falar de desgraça alheia (alheia?!) para falar da violência doméstica não cabe nos c. de um gaijo que respira os ares de 2014.

  18. oh campus, ainda me pões a dar razão ao carrilho quando se queixou de aproveitamento político pedirem à bárbara para ler umas cenas nas jornadas de violência doméstica.

  19. RFC tem razão, não é só desgraça alheia e o Costa tem todo o direito de fazer um alerta, mas em pleno congresso é um aproveitamento vergonhoso.
    Olinda, ainda somos livres de falar e colocar perguntas , espero que o seu socialismo, não seja a atirar para o comunismo.
    Ignatz, nunca foi minha intenção pô-lo a dar razão ao carrilho.
    Já agora respondam-me a alguma das minhas perguntas.

  20. “Ignatz, nunca foi minha intenção pô-lo a dar razão ao carrilho.”

    pois, és burro e disfarças mal.

    “Já agora respondam-me a alguma das minhas perguntas.”

    não vale a pena pelos motivos acima.

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