Mors certa

«Rocha Andrade recorda ao DN o "tipo muito surpreendente" que era o seu antigo colega de governo. O agora deputado do PS sublinha o que outros disseram dele nas horas que se seguiram à notícia da morte. Era um homem com capacidade "de descomplicar, de motivar e de fazer". E com uma "boa disposição, mesmo em situações muito chatas".»

Fonte

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Fernando Rocha Andrade e João Vasconcelos, ligados pelos traços de personalidade, talento político e experiência governativa. Unidos pelo sentido da vida e também pela tragédia da sua morte tão prematura.

António Costa, o PS e Portugal, em três anos, sofrem o implacável absurdo de perder dois dos seus melhores recursos humanos ainda com décadas de potencial mérito cívico pela frente.

2 thoughts on “Mors certa”

  1. subitamente, é sempre subitamente, é por isso que mais vale fazer do que temer a imperfeição. :-(

  2. O MP e a justiça portuguesa no seu melhor.
    Vale a pena recordar a propósito da morte de João Rocha Andrade, o que este e o também já falecido João Vasconcelos foram objecto no âmbito do chamado Galpgate.
    Ambos (entre outros, curiosamente todos do PS) foram acusados de recebimento indevido de vantagem e da aplicação da “pena acessória de proibição do exercício de função de titulares de cargos políticos, de funcionários públicos ou de agentes da administração” por causa de terem recebido de Costa Pina (gestor da GALP) as viagens e os bilhetes para assistirem a jogos da selecção de Portugal no Euro/2016, na sequência da qual, ambos se demitiram das suas funções de Secretários de Estado.
    Entretanto, na mesma ocasião, o deputado do PSD Cristovão Norte que também foi a França ver dois jogos da seleção (a meia-final e a final, jogos que calharam em dias de plenário no parlamento a que CN faltou, mas não justificou), com bilhetes e viagens pagas, não foi acusado com a argumentação então aduzida pelo MP, pasme-se “de os convites terem sido de um amigo pessoal, resultado de uma relação de amizade que tem a ver com aquela pessoa e não com a empresa onde trabalha”. No entanto, quem pagou os convites (viagens e bilhetes) do deputado CN também foi a GAPL!
    E depois, digam que o MP não tem objectivos políticos!

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