Ministério Público 451

«Nessa nota, pode ler-se que “o Ministério Público requereu” o “julgamento, em tribunal colectivo, de dois arguidos, pela prática de crimes de peculato”. Justificando que “no essencial ficou suficientemente indiciado que os arguidos, que exerceram funções de secretários de Estado do Governo em causa, utilizaram os cartões de crédito que lhes foram atribuídos para fins públicos em benefício próprio”.

Especifica a nota da PGDL que esse uso consistiu na aquisição de “bens para uso pessoal, nomeadamente adquiriram livros e revistas”, compras que “não se enquadravam no âmbito funcional ou de serviço, quer pela sua temática, quer pela sua natureza”. A nota conclui assim que estas compras “não reverteram a favor do Estado, produzindo no erário público prejuízo pecuniário”.»

Secretários de Estado de Sócrates arguidos em processo sobre cartões de crédito

10 thoughts on “Ministério Público 451”

  1. realmente, livros e revistas, elevado “prejuízo pecuniário”. andam os magistrados entretidos com estas coisas. são estas as orientações da Joana?

  2. «Foi solicitado “aos diversos ministérios a remessa da identificação de todos os cartões de crédito e respectivos titulares membros dos gabinetes ministeriais, desde o ano de 2007 até 2013, assim como os respectivos extractos de movimentação”, bem como “documentação de suporte justificativa da despesa designadamente, facturas, extractos bancários, boletins de itinerário, documentos relativos a ajudas de custo, etc.”»

    Coisa singular é o trio maravilha, associação dos juízes + associação dos magistrados + procuradoria geral. Pois singular e espantoso é a coincidência de só haver dúvidas nos papéis dos governos entre 2007 e 2013 pelo que o trio maravilha considera que fora desse tempo os homens do governo foram imaculados santinhos e anjos.
    E, claro, tanto papel, papelinho e tiquetes “provocou dificuldade excepcional e morosidade inevitável da investigação, do apuramento dos factos e da descoberta da verdade material”, de tal ordem que não houve tempo nem meios para investigar ninguém fora daquele específico governo Sócrates. Vejam bem os malandros a comprarem livros e revistas e depois não entregam os ditos livros e revistas à guarda da procuradoria geral.
    Ora todos nós sabemos que os submarinos do Durão & Portas foram entregues na Armada, que nos cursos da Tecnoforma para aeródramos foram passados os devidos diplomas, que os cheques do CDS estavam devidamente assinados pelo Capelo, que as acções do Cavaco eram valiosas por estarem certificadas pelo Costa do BPN, que as escutas a Belém eram certificadas pela Manuela que também ouvia ruídos no telemóvel dela pelo que está tudo em dia, “jamais” de suspeitas e portanto arquive-se.
    Agora temos o papelinho do bilhete do Centeno que em vez de ir o ir entregar na procuradoria se atreveu a servir-se dele para pôr o cu no camarote da bola.
    E, caso não seja posto travão a tão insólitos casos de revisionistas interpretações das leis, quase certamente, o próximo será o PM Costa antes de acabar a legislatura. O caso Centeno é indiciador do apalpar de terreno e do caminho que se tenta abrir, rumando sempre na mesma direcção.

  3. Correcto, José Neves. Aposto que a matilha do CM já anda a farejar o terreno à procura de materiais sobre Costa que possam estimular a imaginação do MP. Vamos lá a ver se a frase cobarde “à política o que é da política, à justiça o que é da justiça” se mantém por muito tempo.

  4. Subscrevo idem, José Neves.
    E se nas buscas, entre odiosos livros e revistas, encalharam os senhores procuradores no famigerado ‘Fahrenheit 451’ em DVD? Eureka, subversão, pai e mãe de toda a corrupção, fogueira com eles!

  5. Destrua-se o Teatro Nacional. No seu lugar construa-se, de novo, o Palácio dos Estaus. E depois dos acusados passarem por todos os suplícios constantes do Regimento da Santa Inquisição, remetam-se os ditos ao braço secular na esperança de serem devidamente “churrascados” para glória e salvação dos do costume. Ah, é verdade, reserve-se já para o efeito a Praça do Comércio. Dita missa est! Amen!

  6. Subscrevo idem, José Neves.

    Ah, é verdade, reserve-se já para o efeito a Praça do Comércio. Dita missa est! Amen!

    Estes tipos são uns cómicos, hoje há iscas e bacoradas ao almoço.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.