Menos vezes menos

Se ainda havia alguma dúvida quanto ao fatal azar que Queiroz arrasta consigo, a lesão de Nani contraída a treinar, num movimento acrobático a pedido do seleccionador, afastou-a para sempre. As expectativas já eram anãs, a Selecção não entusiasma nem convence ninguém, mas agora o anão estatelou-se ao comprido com o afastamento de um dos jogadores em melhor forma, mais motivado e com talento suficiente para resolver jogos sozinho em jogadas e remates inspirados.

Que desvario se segue? Cristiano Ronaldo lesionar-se ao dar um autógrafo? Danny raptado e vendido em peças num recanto do Soweto? Sá Pinto aparecer de surpresa no Valley Lodge para espancar Liedson e quem mais apanhar pela frente?

Por incrível que possa parecer, essas aberrações seriam o melhor que podia acontecer a Portugal. Queiroz, para se livrar da maldição, tem de chegar a um ponto em que até os adversários se comovam com a sua desgraça e, vencidos pela misericórdia, desistam de querer ganhar.

Com muito azar – determinado, rigoroso, crescente – podemos mesmo acabar campeões.

8 thoughts on “Menos vezes menos”

  1. Nem sonhas, val, o que aí vem! Pareces o Cavaco a falar da situação «insustentável» a que o País chegou, numa altura em que há sinais claros de retoma…

  2. …….
    Não acabava quando uma figura
    se nos mostra no ar, robusta e válida,
    De disforme e grandíssima estatura;
    O rosto carregado, a barba esquálida,
    os olhos encovados, e a postura
    Medonha e má e a cor terrena e pálida;
    Cheios de terra e crespos(não por caso) os cabelos
    A boca negra, os dentes amarelos

  3. K. essa figura será proventura o Adamastor que saiu do Cabo das Tormentas?
    Esquece cabo da Boa esperança (ele agora já faz o buço).

  4. o melhor caminho para ganhar um mundial é ter uma boa equipa e que tudo o mundo esteja na sua comtra, estou a falar da sua propria afiçião, então seguro que é campeão. Portugal tem boa equipa, acho que sim, tem o melhor jogador do mundo (?)….assim que a conclusão semelha crara.

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