Marcelino pan y vino

O caluniador pago pelo Observador escolheu como 2º convidado da sua 2ª rubrica radiofónica na madraça o João Marcelino. Mais uma vez, do que o caluniador queria falar era de Sócrates. E, mais uma vez, o que o seu convidado lhe disse explica o silêncio da pulharia e das alimárias.

Ouvir Marcelino a oferecer porrada ao palerma do Henrique Monteiro não chega a ter graça. É que esse grupo de vedetas do editorialismo onde também cabem o mano Costa e o poeta-Guerreiro, o David Dinis e o Manuel Carvalho entre outros, os quais estiveram em rotatividade à frente dos poucos órgãos que constituem a nossa comunicação social, são uma presença tóxica, fétida, no espaço público. No caso da “Inventona de Belém”, o Marcelino expõe o Monteiro de uma forma que revela a putrefecção fulanizada do meio. Ao mesmo tempo, o sistema, a estrutura e os poderes fácticos são abafados no seu discurso. Ele nada tem a dizer sobre Cavaco, sobre o PSD, sobre o Grupo Impresa, sobre Balsemão, sobre o Estado de direito, sobre o regime, sobre a comunidade. E o que tem a dizer sobre a Cofina é elogioso, porque gostavam muito dele lá ao ponto de o terem metido em tribunal por ter saído, partilha cândido e soberbo.

O jornalismo português tem alguns profissionais que podemos admirar, incluindo no jornalismo de opinião. Mas a decadência da direita nacional, uma falência no campo financeiro e intelectual, deixou os títeres que moldaram durante décadas a opinião pública com uma agenda de direita reduzidos à sua farronca e fel.

3 thoughts on “Marcelino pan y vino”

  1. «É que esse grupo de vedetas do editorialismo onde também cabem o mano Costa e o poeta-Guerreiro, o David Dinis e o Manuel Carvalho entre outros, os quais estiveram em rotatividade à frente dos poucos órgãos que constituem a nossa comunicação social, são uma presença tóxica, fétida, no espaço público»

    Tal qual. São realmente uma presença insuportável que a nossa comunicação social nos quer impor por via do tempo de antena dado a tais personagens que não por via das ideias pois que já vivem há muito encerrados nos mesmos argumentos e juízos que os guindaram ao rotativismo de chefias nos postos de “vedetas do editorialismo” segundo um sentido de oportunismo de prostituição mais forte do que qualquer deontologia jornalística.
    Tal como Cavaco via a política como um jogo e a acção política como uma soma de jogadas contra a sua “honesta” pessoa; tal como Pacheco, por amizade ao tacho na Unesco prometido pelo Durão, passou a ver tudo pelo mesmo prisma com que “viu” as armas de destruição maciça no Iraque; tal qual assim o jmt vive obcecado com as suas visões anti-Sócrates que o guindaram ao topo do jornalismo prostituído.
    Empurrado pelo assoprão do Presidente, que diga-se ainda não se percebeu bem porquê mas sabe-se que Marcelo não dá ponto sem nó, o homenzinho viu-se de novo instituído simbolicamente de inquisidor-acusador-salvador dos crentes no “deus-diabo” Sócrates, o fazedor de todos os males do mundo, e a própria madraça, agora também radiofónica por cá, mandatada pelos empresários para ser o reino ideológico assumido dos portugueses puros, de imediato o instituiu como autoridade prática organizadora para promover e ser o forneiro do auto-de-fé onde Sócrates deverá arder e ser queimado com cinzas depositadas num cemitério de lixo nuclear.
    A ânsia é tanta que a azáfama deste homem da madraça parece uma metralhadora ininterrupta a disparar sobre o alvo. A vontade de liquidar e fechar o caso tão urgente e de qualquer modo quanto possível é notória e só revela o medo do julgamento da história que já pressentem de ventos contrários à narrativa cheia de buracos lógicos que inventaram.
    O tempo histórico até descobriu a pégada da pata dos dinossauros desaparecidos há milénios e muito mais facilmente descobrirá a pégada da pata mental prostituída de recentes pequenos seres rastejantes.

  2. Oh Valupi, esta agora, chamas palerma ao Monteiro assim a seco?
    Atão não foi ele um dos salvadores do teu clube, uns dos que inventou umas coisas que acabaram por expulsar o maluco que construía pavilhões à doida a e queria tentar ganhar em tudo?
    PS. isto é só um desabafo, escusas de responder.

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