Lumpenimbecilidade

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As alimárias, para lá do eventual interesse sociológico que possam ter para presentes ou futuros investigadores, entraram em 2017 a manter a alucinação de que o Jacinto Lucas Pires recorre ao pseudónimo “Valupi” para dizer umas parvoeiras num blogue perdido no cu da Internet. Trata-se de um boato desmiolado que foi lançado em 2008, e aqui estão estes broncos mergulhados nele nove anos depois.

As alimárias projectam nos seus odiozinhos de estimação as regras de conduta que observam à sua volta, entre os pares, a sua malta. Logo, se alguém aparece a defender uma ideia que estranham, esse confronto com a alteridade, essa crise cognitiva, resolve-se imediatamente recorrendo à mesmidade: “O que tu queres sei eu! Vendido!”

É deste chiqueiro mental e moral que, no passado como no presente, Pacheco Pereira e Alberto Gonçalves alimentam a pulhice que vendem por excelente preço. Nisso, estas duas vedetas da indústria da calúnia são por igual caixas de Petri da direita portuguesa.

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18 thoughts on “Lumpenimbecilidade”

  1. Valupi, olha, vem aí um post sobre o Cavaco Silva ou ficaste desiludido com o nível do comunicado do José Sócrates trazido com o entusiasmo habitual pela Jasmim? Não o vi em nenhum lado, o dito, é uma coisa da lavra do ex-PM? Ou é um texto apócrifo?

  2. Eheheh é isso mesmo, são uns projectores marados. O pior é que passam por inteligentes lá na bolha a que pertencem, onde ha muita gente de esquerda, q nesta merda da nova sociabilidade são todos iguais , tem é opiniões diferentes.

  3. Jasmim, obrigado pelo novo DN como dizia a prosa inspirada do Plúvio aqui há dias, mas olha que pode ser um sintoma obsessivo a insistência nessa cena antropológica nas festas da Senhora do Atoleiro e, ainda, esses outros encontros imediatos com os dinossauros vermelhos (os dinossauros cor-de-rosa assim a modos que o Manuel Alegre, um outro senhor que até tenho vergonha de o ver misturado aqui e outros democratas estavam ou estão no PS, José Sócrates dixit).

    aeiou
    16 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 15:35
    «De berreiro em berreiro … PSD e o CDS vão a caminho do atoleiro !», depois do estilo clássico do José Neves não posso deixar de observar que passeia pelo Aspirina B, também, algo de antropológico nesta incursão de uma das mais ilustres leitoras do blogue pelas festas e romarias deste país. Senhora do Atoleiro, foneticamente indicia que existe um culto pagão qualquer… Ou então tratar-se-á de uma vulgata da doutrina marxista parecendo que lhe surgiu à frente um militante comunista exaltado, aparentemente residente na margem sul do Tejo. PCP! PCP! PCP!

    Bravo Jasmim em qualquer dos casos, como diria o outro.

  4. se fosse o Jacinto seria Jálupi , muito mais próximo de Chálupi , que é o que o Valupi na verdade é no que se refere ao Zézito , chalupa :)
    tadinho do lucas pires , tadinhos dos lupi , bons rapazes e cordatos todos os que conheço , que são bastantes-

  5. «PS: Nunca tinha visto uma transmutação de personagens tão estrambólica: “As reuniões com Soares eram sonolentas.” O livro não é uma prestação de contas, mas um ajuste de contas.», que caraças!

    Jasmim, mas esse não é o alegado comunicado que tu entusiasticamente copiaste para o Aspirina B (copio, em baixo).

    Eu, que tenho coisas mais interessantes para fazer, abri entretanto o DN online e trata-se de um artigo de opinião. Não o li, mas como tenho por hábito ver a “sombra” das coisas fiquei sem forças ao deparar como é que alguém tem o desplante de se aproveitar do nome do Mário Soares para se defender infantilmente de sucessivos ataques de outro alguém vertidos em quase 600 páginas. Sobre a merda do tal comunicado queria dizer-te o seguinte: li-o, achei que não era apropriado para a ocasião (é a enésima vez que acho, mas isso é comigo) e anotei-o levemente para dizer que está mal escrito (à confuso algures no meio junta-se um atabalhoado parágrafo que pretenderia ser engraçado, vá-se lá saber porquê… sabes que me escuso de repetir no que já escreveu Um Azar do Kralj sobre o enigmático sorriso do Carrillo).

    Ainda assim, se um dia um historiador positivista (ou um paleontólogo…) se interessar pela autenticidade da coisa, dir-te-ei que o certificará de caras porque está à altura do que sai da cabeça do autor sem um copy-writer na sua sombra.

    Nota, começo e acabo com um único exemplo: «Sobre isto, quero dizer algumas pequenas coisas. Pequenas coisas mas importantes.» Ora, a frase dever-se-ia escrever assim: «Pequenas mas importantes», apenas. Ou ainda, se procurares outros estilistas e mesmo o Valupi nos dias inspirados, escrever-se-ia assim: «Sobre isto quero dizer algumas pequenas coisas. Pequenas, mas importantes coisas.» É o que eu faria, mas não precisam de.

    ______

    Jasmin
    16 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 22:24
    Ó das Vogais

    Não te aflijas que a MÚMIA não ficará sem o devido troco.
    Isto é só para começo de conversa:

    “O sr. ex Presidente da República, Cavaco Silva, tem hoje propagado pela comunicação social partes importantes e interessantes da sua mais recente obra. Diria mesmo, as partes mais importantes e interessantes: o mexerico e o mal dizer.
    Sobre isto, quero dizer algumas pequenas coisas. Pequenas coisas mas importantes. A primeira é que o sr. ex presidente leva já uma longa vida – não só politica, e nós democratas, respeitamos isso. A segunda, é que o sr. ex presidente ocupou esse cargo durante 10 anos por escolha dos portugueses e portuguesas, e já tinha antes ocupado o cargo de primeiro ministro por semelhante periodo, igualmente por escolha livre dos cidadãos. E, nós democratas, também respeitamos isso. A terceira, é que sabemos que as memórias escritas tendem, por vezes, a fugir da verdade histórica. As memórias procuram por vezes encaixar-se numa narrativa condicionada pelo momento da escrita e não do momento da vivência, ou são adornadas de pormenores que são construções normais do processo cognitivo – irreais portanto, sobretudo quando se pretende atingir um determinado objectivo. E nós, cidadãos vividos e atentos, também respeitamos e entendemos isso.
    Já não consigo entender a parte dessas memórias que é escolhida para a promoção da obra. Certamente não foi escolha do sr. ex. presidente. Mas a verdade é que estranho que a súmula apresentada aos portugueses não contenha o que o sr. ex presidente pensou antes da queda do BPN e da necessidade da sua nacionalização para conter o risco sistémico, ou o que o sr. ex presidente pensou quando incentivou os cidadãos a confiar no BES enquanto banco sólido, meses antes dele desabar, ou o que o sr. ex presidente pensou do financiamento do BES para a compra do Pavilhão Atlântico – obra emblemática do nosso país e que foi vendida em saldo – ou o que é que o sr. ex presidente pensou da proibição da acumulação de salários com pensões na função pública – em janeiro de 2011 – ou o que lhe passou pela cabeça quando condecorou algumas das figuras de relevo, ou ainda tantas outras dúvidas abordadas muito ligeiramente pela comunicação social ao longo dos tempos. Não estão no livro? Que pena… São muito bons mexericos também…
    Na minha também longa vida, e não só politica, sempre achei que se alguma dúvida existisse sobre o sr. ex presidente, entre outros, ela nunca seria objecto de grande atenção, investigação ou propagação pela comunicação social. Aliás sempre pensei que seria exactamente ao contrário. Nesse aspecto, também eu, não me enganei. Nem um bocadinho.
    José Sócrates”

  6. Jasmim, obrigado pelo novo DN como dizia a prosa inspirada do Plúvio aqui há dias, mas olha que pode ser um sintoma obsessivo a insistência nessa cena antropológica das festas da Senhora do Atoleiro e, ainda, esses outros encontros imediatos com os dinossauros vermelhos (os dinossauros cor-de-rosa assim a modos que o Manuel Alegre, um outro senhor que até tenho vergonha de o ver misturado aqui e outros democratas estavam ou estão no PS, José Sócrates dixit).

    aeiou
    16 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 15:35
    «De berreiro em berreiro … PSD e o CDS vão a caminho do atoleiro !», depois do estilo clássico do José Neves não posso deixar de observar que passeia pelo Aspirina B, também, algo de antropológico nesta incursão de uma das mais ilustres leitoras do blogue pelas festas e romarias deste país. Senhora do Atoleiro, foneticamente indicia que existe um culto pagão qualquer… Ou então tratar-se-á de uma vulgata da doutrina marxista parecendo que lhe surgiu à frente um militante comunista exaltado, aparentemente residente na margem sul do Tejo. PCP! PCP! PCP!

    Bravo Jasmim em qualquer dos casos, como diria o outro.

  7. «PS: Nunca tinha visto uma transmutação de personagens tão estrambólica: “As reuniões com Soares eram sonolentas.” O livro não é uma prestação de contas, mas um ajuste de contas.», que caraças!

    Jasmim, mas esse não é o alegado comunicado que tu entusiasticamente copiaste para o Aspirina B (copio, em baixo).

    Eu, que tenho coisas mais interessantes para fazer, abri entretanto o DN online e trata-se de um artigo de opinião. Não o li, mas como tenho por hábito ver a “sombra” das coisas fiquei sem forças ao deparar como é que alguém tem o desplante de se aproveitar do nome do Mário Soares para se defender infantilmente de sucessivos ataques de outro alguém vertidos em quase 600 páginas. Sobre a merda do tal comunicado queria dizer-te o seguinte: li-o, achei que não era apropriado para a ocasião (é a enésima vez que acho, mas isso é comigo) e anotei-o levemente para dizer que está mal escrito (à confuso algures no meio junta-se um atabalhoado parágrafo que pretenderia ser engraçado, vá-se lá saber porquê… sabes que me escuso de repetir no que já escreveu Um Azar do Kralj sobre o enigmático sorriso do Carrillo).

    Ainda assim, se um dia um historiador positivista (ou um paleontólogo…) se interessar pela autenticidade da coisa, dir-te-ei que o certificará de caras porque está à altura do que sai da cabeça do autor sem um copywriter na sua sombra.

    Nota, começo e acabo com um único exemplo: «Sobre isto, quero dizer algumas pequenas coisas. Pequenas coisas mas importantes.» Ora, a frase dever-se-ia escrever assim: «Pequenas, mas importantes», apenas. Ou ainda, se procurares outros estilistas e mesmo o Valupi nos dias inspirados, escrever-se-ia assim: «Sobre isto quero dizer algumas pequenas coisas. Pequenas, mas importantes coisas.» É o que eu faria, mas não precisam de.

    ______

    Jasmin
    16 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 22:24
    Ó das Vogais

    Não te aflijas que a MÚMIA não ficará sem o devido troco.
    Isto é só para começo de conversa:

    “O sr. ex Presidente da República, Cavaco Silva, tem hoje propagado pela comunicação social partes importantes e interessantes da sua mais recente obra. Diria mesmo, as partes mais importantes e interessantes: o mexerico e o mal dizer.
    Sobre isto, quero dizer algumas pequenas coisas. Pequenas coisas mas importantes. A primeira é que o sr. ex presidente leva já uma longa vida – não só politica, e nós democratas, respeitamos isso. A segunda, é que o sr. ex presidente ocupou esse cargo durante 10 anos por escolha dos portugueses e portuguesas, e já tinha antes ocupado o cargo de primeiro ministro por semelhante periodo, igualmente por escolha livre dos cidadãos. E, nós democratas, também respeitamos isso. A terceira, é que sabemos que as memórias escritas tendem, por vezes, a fugir da verdade histórica. As memórias procuram por vezes encaixar-se numa narrativa condicionada pelo momento da escrita e não do momento da vivência, ou são adornadas de pormenores que são construções normais do processo cognitivo – irreais portanto, sobretudo quando se pretende atingir um determinado objectivo. E nós, cidadãos vividos e atentos, também respeitamos e entendemos isso.
    Já não consigo entender a parte dessas memórias que é escolhida para a promoção da obra. Certamente não foi escolha do sr. ex. presidente. Mas a verdade é que estranho que a súmula apresentada aos portugueses não contenha o que o sr. ex presidente pensou antes da queda do BPN e da necessidade da sua nacionalização para conter o risco sistémico, ou o que o sr. ex presidente pensou quando incentivou os cidadãos a confiar no BES enquanto banco sólido, meses antes dele desabar, ou o que o sr. ex presidente pensou do financiamento do BES para a compra do Pavilhão Atlântico – obra emblemática do nosso país e que foi vendida em saldo – ou o que é que o sr. ex presidente pensou da proibição da acumulação de salários com pensões na função pública – em janeiro de 2011 – ou o que lhe passou pela cabeça quando condecorou algumas das figuras de relevo, ou ainda tantas outras dúvidas abordadas muito ligeiramente pela comunicação social ao longo dos tempos. Não estão no livro? Que pena… São muito bons mexericos também…
    Na minha também longa vida, e não só politica, sempre achei que se alguma dúvida existisse sobre o sr. ex presidente, entre outros, ela nunca seria objecto de grande atenção, investigação ou propagação pela comunicação social. Aliás sempre pensei que seria exactamente ao contrário. Nesse aspecto, também eu, não me enganei. Nem um bocadinho.
    José Sócrates”

  8. Em tempo e para acabar o expediente, seja para o silencioso Valupi como para a entusiástica Jasmim.

    Li o artigo de opinião no DN online e, a não ser que ocorra um tremendo golpe de sorte e o tal comunicado se trate de um texto apócrifo, fica perfeitamente claro para os leitores o singelo facto de que não foi a mesma pessoa quem os escreveu. Ou seja, não o sei dizer de outra maneira, mas há algo que não bate mesmo.

  9. estive a ler os piu piu . acho que o Valupi é o Ricardo Oliveira ( não faço ideia quem seja), infiltrou-se naquela treta a puxar pela língua aos outros.

  10. A sua panca já não se reduz apenas à defesa à outrance de Sócrates, agora também se extende a alguns que escrevem ou divulgam as suas ideias nos jornais e na TV .
    A seu tempo, Pacheco falou na selvajaria reinante na NET e em certos pastores de Blogues e Facebook, que com as suas diatribes, pretendem essencialmente intimidar e cercear a actividade jornalistica .
    Vejo que ele tinha razão, e que V. nada adianta para substanciar os ataques pessoais que lhe faz, pelo que só posso concluir que V. tem desrazão .

  11. Jasmim-Jasmim, olha lá, não queres dizer aos filhos de um Deus Menor como eu onde te apareceu ao caminho o depressivo comunicado assinado por José Sócrates? Ou assim, que fica melhorzinho: onde te apareceu ao caminho não a Nossa Senhora, mas quase, estrambolicamente “transmutada” como diria o outro em forma de folha de papel A4?

  12. Perante, o estranho silêncio no Aspirina B continuemos a nossa missão paleontológica de amadores do ofício. No episódio de hoje, conseguiremos perceber que o comunicado-pirata de José Sócrates esteve online mas que foi, entretanto, retirado do site do jornal i. E que foi substituído, eventualmente, pela coisa copywritada e mais decente que saiu no DN (que é uma espécie de post com a grandiloquência perdida pelo Valupi mas, como acontece com os artistas lembrados por um único sucesso na carreira, trata-se de um de samba de nota só. Ora, como é que pode alguém criticar os prazos do MP se o ex-PM em apreço é um mistério?!

    Aqui: https://ionline.sapo.pt/549528 .

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    Sócrates lamenta que BPN e BES estejam fora das memórias de …
    ionline.sapo.pt/549528
    há 4 dias – “Já não consigo entender a parte dessas memórias que é escolhida para a promoção da obra. Certamente não foi escolha do sr. ex. presidente. Mas a verdade é que estranho que a súmula apresentada aos portugueses não contenha o que o sr. ex presidente pensou antes da queda do BPN e da …

    (em actualização)

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