Limites do tolerável e da decência

Como tão bem frisa o Carlos Esperança, a recusa em deixar-se interrogar deixa-nos com um Presidente da República que falta à responsabilidade primeira: o seu juramento. É espantoso – isto é, ainda bem que continuo a espantar-me – haver quem defenda a postura de Cavaco, sequer quem não dê um berro ou murro na mesa de indignação. Esses são os mesmos que encheram a boca com a seriedade e honestidade da Manela, e que sentem qualquer crítica a Cavaco como uma falta de respeito e insolência. São os mesmos que apregoaram o mandamento para se falar verdade aos portugueses e que foram votar na Política de Verdade. São os mesmos que rejubilam com qualquer difamação ou calúnia contra Sócrates, venha de onde vier e como vier. Não há coincidências.

Os limites do tolerável e da decência foram há muito violados em Belém. Há, pelo menos, 18 meses. Pelo menos.

12 thoughts on “Limites do tolerável e da decência”

  1. Há 18 meses
    as campainhas do BPN retiniram…

    desse facto,

    passou-se um qq plano B,
    em ataque desenfreado, descabrestado…

    foi prioritariamente via freeport
    reflexo condiconado,
    ressalta logo, ao 1º toque do clarim…

    depois, segundo nivel,
    essa cena das escutas em belem

    de imediato
    refletido nas asfixias manuelinas
    e do seu redondinho…

    Hoje os factus, as “explicações”
    são implacáveis para o senhor de Belem…

    que lhe resta dos enredos em que se meteu?

    A Historia, há-de-o Bem aconselhar

    porque suponho lhe deva ser dificil re-olhar-se espelho de seu Palacio

    e (re)ver factos de seu destrambelhamento e das gentes o acessoriam…

    aquela gente devia ser desterrada, reciclada
    alafabetizada
    num minimo de respeito regras de democracia

    digo eu…

    abraço

  2. não esqueçam a palavra-chave: opus dei. Para esses senhores (cavaco, ferrugenta, marcello e mais uns tantos) Portugal continua e deve continuar a ser um Estado só laico na aparência. E o buraco no BPN de 2000 milhões toca muitos deles directa ou indirectamente. Creio que o risco sistémico associado ao BPN não era sobretudo financeiro, era político.

  3. A ingenuidade do PR (ele pensa que não a tem), quando pensou que podia influenciar alguma coisa nos resultados eleitorais! Ninguém lhe contou que existe uma agência estrangeira a controlar as eleições portuguesas. Essa agência sabe mais a dormir que ele acordado!
    Era mesmo uma questão de Estado, o troço do Freeport! mas não aquela que ele pensava ser…

  4. O Dr. Cavaco Silva pôs nas ruas da amargura a Presidencia da Republica, e transformou-a numa Republica das bananas.Os ataques ao P.S. apesar do perfil baixo do Eng. Sócrates só querem dizer da sede de poder que vai por Belem.O comportamento de alguns P.S.D. avulsos só vem justificar esta afirmação.Vou ler agora o que diz o VGM, para ficar ainda mais enjoado, pois comi um almoço que me fez mal e quero vomitar.

  5. Já li o artiguelho do VGM. Emético que baste para me livrar do almoço.Este intelectual da nossa praça não tem vergonha de continuar a flutuar nos mares da reacçionarite e do conservadorismo bacoco. O que não consigo entender é como é possivel continuar-mos a ler os seus textos .Poderá ser um grande poeta, mas prefiro o Manuel Alegre.

  6. o Cavaco é capaz de nem se dar bem conta do que fez, será? É que normalmente quem apregoa que não é ingénuo é porque é. No entanto isso não tira o facto que resolveu dar cobertura por omissão a uma notícia caluniosa para o Governo, mete escutas, é um watergate que parece virtual mas ainda assim um watergate porque existiu como suspeição na campanha eleitoral. Ora, watergate implica resignação. Resta saber se não foi o joker que planeou e deu uns jeitinhos.

  7. Já estou farto de ouvir repetidamente que o Presidente sempre teve razão em relação ao Estatuto dos Açores.
    Afinal quem provocou toda esta situação?
    Então não é evidente que se o Presidente tivesse mandado para o Tribunal Constitucional, inicialmente, todos os artigos que achava serem inconstuticionais do Estatuto, estes não seriam analisados em conjunto?
    Porque motivo guardou na manga os dois célebres artigos? Claro que para os poder utilizar, quando entendesse, como arma de arremesso? Foi isto o que aconteceu.
    Então não afirmou que não era ingénuo? Ingénuos são os que o desculpem na sua ingenuidade.
    O Estatuto dos Açores foi usado desde o início, com a célebre comunicação ao País e posteriores acontecimentos como guerra polĩtica de oposição ao governo, quando na verdade o Estatuto foi sempre aprovado por unanimidade na Assembleia.
    Até quando a sua suposta »seriedade» servirá para suportar todos os factos que todos apontam aqui?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.