Let’s go to war

Mário Nogueira quer um regime de excepção para os professores, onde eles não tenham de ser avaliados para progredirem na carreira. Não só a racionalidade do sistema estatal ficaria posta em causa como a própria legalidade seria violada. Os professores, pelo seu lado, farão qualquer tipo de manipulação e chantagem para aguentarem a barricada. Na anterior legislatura, esta reacção corporativa contou com o apoio de toda a oposição, enquanto o bigodes anunciava que as manifestações dos professores eram instrumentais para retirar a maioria ao PS.

Pois a maioria desapareceu, os professores foram a correr votar no Louçã, e agora? Agora, a luta continua. Só falta que os encarregados de educação se alistem para defenderem o que é seu: o direito a terem professores que não fujam do mérito.

29 thoughts on “Let’s go to war”

  1. Ulianov deu a tactica para sempre: dois passo em frente e um atrás. Deste modo avança sempre um passo.
    Mas Nogueira é ainda mais táctico: obriga a recuar um passo e avança ele outro. E deste modo avança sempre dois passos.
    Perfeito não é? Até quando os professores vão alhinhar e alimentar esta tactica revisionista?

  2. Estás enganado Valupi, professores que não fujam do mérito não é um direito dos encarregados de educação, é um direito dos alunos. E esses, ao contrário do que nos querem fazer crer, já o começam a reivindicar. Não sei se é geral mas por aqui, e estou a falar de miúdos de 12 anos, são eles os primeiros a reclamar e nós, encarregados de educação, limitamos-nos a dar-lhes alguma voz que ainda não têm.
    Há um provérbio português que diz que mães preguiçosas fazem filhas trabalhadoras e eu quase que me aventurava a dizer que professores relaxados fazem alunos responsáveis. Acompanho de muito perto duas escolas e os miúdos reclamam do laxismo e não do rigor. Aqui por casa o Estatuto do Aluno e o Regulamento da Escola andam na mochila e já me foi pedido o Estatuto dos Professores, vai ser difícil porque parece uma manta de retalhos, mas tudo isto para coisas tão simples como saber se um professor pode, sistematicamente, chegar atrasado às aulas. Tem graça porque a mesma turma tem um professor que prolonga as aulas muito para além do tempo limite e desse não se queixam, queixam sim daquele que aparece para dar a aula 20 minutos depois e que ainda só deu 1/3 do programa. E os alunos não precisam de nós, encarregados de educação, para conhecerem os programas, saberem os objectivos a cumprir e apontarem o dedo. Como eles dizem, querem professores, não querem funcionários frustrados a cumprir os mínimos para ganharem um ordenado. Eu repito, estou a falar de miúdos de 12/13 anos.
    Tenho fé que os mários nogueiras ainda vão ter grandes surpresas.

  3. Caro Valupi, quem sempre acompanhou como eu, ao longo de vários anos o que se passou com o Sindicato dos Professores, não tenho pejo de dizer que foi ele o responsável maior para que nunca se fizesse um reforma no ensino, assim continua e posssivelmente continuará porque as oposições no intuito de recolherem dividendos políticos os vão sempre apoiando e eles claro aproveitando.

  4. Avaliação para progredir na carreira? Mas que carreira?! Então o comedor-de-parvos, que deu umas aulitas durante uma dúzia de meses, não sabe que os professores contratados não pertencem aos quadros do ME? O comedor-de-parvos está, pelos vistos, a precisar de voltar à escolinha, não para dar aulas, mas para aprender a ler os jornais com mais atenção, ou para aprender a não manipular as cabecinhas ocas! É que o que está em causa não é qualquer avaliação para progredir na carreira (que não existe!), mas uma aldrabice burocrática com efeitos na graduação do concurso dos professores contratados. Desta forma, quem teve a sorte de ir parar a uma escola «generosa» (quer em termos de alunos, quer em termos de avaliadores, quer em termos de quotas disponiveis), passa à frente de quem teve o azar de dar aulas numa escola completamente diferente.
    Quanto ao apelo final do comedor-de-parvos, para que os pais se unam pelo seu direito a terem melhores professores e um melhor ensino, é apenas um apelo hipócrita, mas em sintonia com a propaganda a que o Pinto de Sousa já nos habituou: porque se fosse sincero, esse apelo também passaria por que os pais exigissem turmas mais pequenas, para que exigissem mais autoridade para os professores, e para que exigissem um ensino que não estivesse orientado para a produção de estatisticas aldrabadas. Só que tudo isto vai contra o plano meramente financeiro do Pinto de Sousa, não é verdade?

  5. Acho uma graça quando as pessoas falam do que não sabem, nem estão interessados em saber.

    Fique sabendo, ds, que colégios em Lisboa, altamente qualificados apresentam turmas superiores às escolas publicas. Sei do que falo por experiência própria.

    Mais, actualmente, dizer-se que os professores do privado são melhores do que os do publico é uma mentira de todo o tamanho.

    Considero que é fundamental o estado assumir uma politica de ensino publico de qualidade, pois só assim podemos criar alguma intelectualidade neste país, mas tem de ser com ensino publico, não privado.

  6. O que é que eu não sei Carmim? Será que me está a querer ensinar a comparar turmas de colégios (onde é permitida a expulsão) com turmas com alunos de todas as proveniências sociais (e onde não é permitida a expulsão)? Diga-me lá como é que se pôem estes dois tipos de turmas num mesmo plano, porque eu até estou interessado em saber…
    E o que é que eu (ou o meu comentário) tenho que ver com a mentira dos professores do privado serem melhores do que os do público? A Carmim leu com atenção o que eu escrevi? A Carmim saberá mesmo do que está a falar, isto é, do meu comentário?

  7. A validade de Val

    Já terminou de tão azedo ficou

    O péssimo exemplo do que não deve ser uma Mãe “tereza ” uma disforme EE sem princípios e valores para transmitir a ninguém, uma vergonha

  8. Esta filha da putice de EE de educação que utilizam as crianças como armas de arremesso
    “estou a falar de miúdos de 12 anos, são eles os primeiros a reclamar e nós, encarregados de educação”
    Manipulam a cabeça das crianças um nojo do pós 25 de abril

    Não admira que já não se eduquem crianças com Mães assim…..
    Força Medina Carreira mete-lhes o dedo no cú que bem precisam

  9. “Manipulam a cabeça das crianças um nojo do pós 25 de abril”

    E tu não achas que sob o regime de Salazar não havia manipulação de cabeças infantis com as fotos do “petit dictateur” em todas as salas de aula?

  10. o ensino público está viciado e já nem se aguentam as sebentas com gordura de serem sempre as mesmas. viva a exigência dos reitores das universidades privadas. :-)

    (que chatice. eu não entrei, com média de 18, numa universidade pública. mas terminei um dos meus cursos superiores – e que orgulho sinto – com média de 13) :-D

  11. Estava eu no conselho directivo de uma escola e entra-me no gabinete um pai furioso porque ía a passar e viu a filhinha num grande roço com um marmanjo. E o paizinho estava furioso, eu devia ir impedir a criatura de roçar no marmanjo. Com muita paciência expliquei à criatura pai que nós ali na escola não ensinavamos essas coisas, que se calhar a filhinha tinha aprendido o roço lá por casa, ele que visse bem.
    Portanto, queridos, deixem-se lá de merdas e não despejem as vossas frustrações de pais incompetentes nos professores. Lindinhos, para vcs é cómodo, acusando os profs não vos acusam a vós. Simples. Mais tarde julgarão os patrões. A vossa vez chegará no dia em que os vossos queridos inocentes vos escolherem o lar.
    Estúpidos com receitas de como ensinar melhor. Esquecem que só se ensina quem quer aprender. Vão-se catar.

  12. ana conda,

    se só se ensina quem quer aprender, não tenho a veleidade de que vás aprender nada nesta caixa de comentários.
    O argumento “não concordam porque são pais frustrados e incompetentes” é de uma qualidade intelectual a toda a prova e de uma sustentação lógica que faria orgulhar qualquer pai de ter como como professor dos seus alunos alguém como tu.

    Para mim terás de arranjar outra tese, que não tenho crianças.

  13. ana conda: “filhinhos”, “paizinho”, “criatura pai”, “só se ensina quem quer aprender”.
    Os meus parabéns, conseguiu condensar num só post tudo o que está errado com certa classe de professores do ensino público. Os meus parabéns.

  14. EÇA DE QUEROZ, abandona esse pseudónimo aproximativo! Deixa o grande Eça em paz ou julgas que ele apoiaria as imbecilidades que escreves?! Não faças ao Eça essa injustiça! Junta-te ao Medina Carreira que assim, sim. Ficas em excelente companhia; na companhia de alguém que certamente ajudará a encher essa cabecinha da porcaria que já lá existe!

  15. A besta Aniper que de educação só deve saber o local onde mija e mesmo assim com orientação vem cagar postas de pescada
    Força Eça
    Aniper parece o Conselheiro Acácio

  16. Também é preciso ter o que ensinar.
    E aqui não há o que ensinar, só receitas.
    Não tenho tempo para tão pouco.
    Fiquem bem.

  17. Ó Tereza, fiquei a pensar no seu comentário. E, para mim, a falta de pontualidade da dita professora, só tem uma explicação: ela tem um estatuto na escola que não é o da maioria dos professores. Só pode. Já indagou acerca do prestígio da dita professora junto da direcção da escola? Provavelmente é daquelas intocáveis, com currículo de fazer inveja e cuja actividade profissional tem como principal objectivo a subida na carreira, desvalorizando a função do professor que é ensinar.
    Atenção encarregados de Educação! corre-se sério risco desta “espécie de professores” começar a surgir em massa, pois são os que cumprem os objectivos da avaliação.
    A avaliação dos professores que foi implementada pela actual legislatura, tanto com a antiga ministra da educação como com a actual tem por base aquilo que na minha terra se costuma chamar de “fazer flores”. Depois de espremidinho não sai nada a favor do desenvolvimento dos alunos porque não foi feita a pensar neles.
    Esta avaliação cria professores que só olham para o seu umbigo, pois o que dá pontos são, por exemplo, os projectos em que os professores andam envolvidos, as acções de formação, os mestrados, as parcerias com as autarquias, etc, etc, etc. E, quanto maior for o número e mais diversificadas forem essas actividades mais pontos a favor do professor. Quem anda nestas embrulhadas o ano inteiro não é bom professor e a razão é só uma: não tem tempo para o ser, mas também não lhe interessa, pois não é isso que lhe garante o muito bom ou o excelente.
    Trata-se de uma avaliação facilmente mensurável que peca por não estar centrada na componente pedagógica (o que pelos vistos não é relevante para o governo), mas que permite uma seriação dos professores, satisfazendo em pleno o objectivo economicista do modelo.
    Repito: os professores que centram a sua acção na sala de aula não vão longe em questões de avaliação. Isso não dá pontos.
    Os alunos, na generalidade, sabem distinguir os vários tipos de professores. Mas a uma maioria, principalmente aos do ensino básico (e nisso discordo da Tereza), não lhes interessa (nem aos seus encarregados de educação) tal distinção porque passam de ano com menos esforço.
    É a cultura do facilitismo que se instalou. Basta ver a vergonha que são as novas oportunidades. Há uns dias assisti a umas certificações do 12º ano através desse novo modelo. Saí de lá enjoada com tantos disparates.
    Tereza, aplaudo quando diz que os alunos querem professores e não funcionários frustados. Mas a quem interessam esses professores, Tereza? Interessam a um reduzido número de alunos cujos encarregados de educação valorizam o conhecimento como meio de atingir um fim, pois a mediocridade é que estar a dar. Basta olhar à sua volta e, se for pessoa de bem como parece, encontrará muita mediocridade nos vários sectores da sociedade portuguesa.
    O caso da professora que referiu é a ponta do icebergue, pois o que se passa na escola da sua filha passa-se em todos os sectores da sociedade; são os indivíduos que estão dentro do sistema, os que se ajustaram a ele que singram, pois como diz o ditado: “não interessa ser, o que interessa é parecer”.
    De facto, este modelo de avaliação dos professores é uma farsa. Ainda bem que tem consciência disso, mas se não satisfaz alguns Alunos e Encarregados de Educação, certamente também não satisfaz aqueles Profesores que o são por paixão. (Até rimou).

  18. ana, eu própria dei formação no âmbito das Novas Oportunidades e concedi 12os anos por essa mesma via, mas é mesmo um despacha-pardalinhos porque a nível de exigência e qualidade, não se pode exigir nada de mais aos formandos, nomeadamente quando já se encontram numa faixa etária avançada, sem grandes esperanças de voltarem a encontrar novo emprego. Pelo menos, ficam com o 12º ano.

  19. Pois é, Cláudia, ainda bem que estamos de acordo quanto às novas oportunidades: são um fiasco e só servem fins estatísticos.
    Cumpre-se o ditado popular “com papas e bolos se enganam os tolos”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.