Lembram-se do Marques Mendes?

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Apostei em Marques Mendes. Era o rosto da contestação a Santana quando Santana era a carantonha da indigência. Ser baixo não lhe afectava a eventual grandeza, possibilidade que residia no capital de prestígio acumulado enquanto serventuário do cavaquismo. Junto de Aníbal, ele era mais um M&M na embalagem, mas a solo prometia aplicar as lições do professor. E quais eram elas?

A novidade de Cavaco Silva só se entende no contraste com Mário Soares. Este era o fala-barato, aquele o esfíngico. Um era obsceno na sua gula pelo poder, o outro encriptava o poder da sua gula. Cavaco aparecia para acabar à direita com a confusão resultante da morte de Sá Carneiro, um líder carismático por muitas e boas razões, e também para selar o esgotamento das capacidades executivas de Soares, as quais se adequavam a períodos de transição mas não aos de consolidação. O primeiro Governo do cavaquismo criou-lhe o mito: o País tinha, finalmente, alguém que estava mais preocupado em pôr as contas na ordem do que em fazer política; ou seja, Salazar voltava a sentar-se na cadeira. É que o século XX português, do princípio ao fim, procurou sempre uma qualquer variante do salazarismo como matriz da estabilidade, fenómeno cujas raízes vão dar ao pombalismo — e cuja fonte foi, e ainda é, o desprezo a que o poder político e económico votou o saber. O preço era a estagnação, mas a estagnação tem encantos e benesses.


Perante a ruína da credibilidade do PSD, e do próprio Estado, com a deserção de Barroso e a desgovernação de Santana, e face ao recuo de Manuela Ferreira Leite (o Cavaco de saias), Marques Mendes representava aquela ética republicana que Pacheco Pereira referiu recentemente; menção que, registe-se por curiosidade, deu origem a um valente espirro do Vasco Pulido. Mas mais: Mendes sugeria uma racionalidade no trato da coisa pública que poderia emular as boas práticas do melhor cavaquismo. Porém, um pequeno nada, uma distracção do destino, obrigava-o a ter de fazer oposição a um Sócrates com a faca e a pistola na mão. Seria uma longa travessia no deserto, carregando às costas um saco de víboras.

Passados só dois anos, Luís substituía Luís. O voto directo consagrava a gaia inconsciência, essa desgraça chamada Menezes. Como foi possível errar tanto? O fracasso de Mendes é o fracasso de toda a classe política que quer repetir soluções velhas perante problemas novos. E há dois problemas novos na democracia portuguesa: o primeiro, é olímpico; o segundo, é homérico.

O primeiro resulta da existência de um político que corre. Sócrates corre para os objectivos e corre para se manter em forma. Muito imbecil não consegue sequer perceber como os dois exercícios estão ligados, e nem vale a pena perder tempo a explicar-lhes, mas isto é factual: ele é o primeiro chefe de Governo que assume a actividade política como uma forma daquilo que em grego antigo se grafa ἀρετή — a areté, a excelência. Por isso, por se concentrar e libertar a força acumulada na direcção do adversário, ganha todos os debates no Parlamento, e sempre por KO. Chegou a meter dó assistir ao desamparo de Marques Mendes quando tinha de se confrontar com Sócrates na Assembleia. E perante 3 especialistas em bullshit como Portas, Louçã e Santana, os debates continuam a ser passeios de domingo. Esta característica olímpica do socratismo, onde o político exibe a sua força no confronto directo com o adversário e quer vencê-lo por mérito próprio, vai precisar de tempo para ser devidamente valorizada. Por agora, tem apenas baralhado a oposição e os comentadores, pois é estranha à normalidade hipócrita. É daqui que vem a acusação de arrogância, e não da determinação em seguir políticas reformistas e arriscadas. Obviamente, quem acusa Sócrates revela, acto contínuo, a sua fraqueza ou inveja. É essa a história dos que não ficam na História.

O segundo nasce de se estar longe de casa. A casa dos partidos é o bem comum, aquela noção de que o bem de todos deve ser procurado por cada um, por ser do interesse de cada um que todos se satisfaçam, que todos se realizem, ou se aproximem o máximo possível dessas metas. O bem comum é, pois, a comunidade e o seu futuro. É a justiça. Ora, a corrupção é tudo aquilo que nega este princípio, e nem só os casos de ilegalidade configuram casos de corrupção. As próprias leis podem nascer da corrupção, pode até haver vírgulas corruptoras. Contudo, as ilegalidades de facto têm de ser as primeiras anomalias a serem castigadas e prevenidas. Marques Mendes começou auspiciosamente, ao afastar-se de Valentim Loureiro e Isaltino Morais, mas precisava de ter ido muito mais longe. E poderia ter ido? Não, claro que não — porque não foi. Se tivesse ido, teria chegado à Madeira; mas também, e principalmente, a si próprio. Só num acto de loucura poderia Marques Mendes fazer a auto-crítica do sistema que o tinha feito e alimentado como político durante 25 anos. Por isso se ficou pela tesão do mijo, e nunca soube o que pensar, nunca soube que acordo estabelecer com os portugueses; como se viu pelo nada que lhe saiu da boca, e, principalmente, pelo tanto que calou. Sim, a corrupção é a impenetrável Tróia, e o bem comum a saudosa Ítaca. A justiça é um desafio para heróis, como se ouve em Homero.

O próximo chefe do PSD, seja quem for, não poderá ser pior do que Menezes, o qual não é louco mas doido, pois pior é impossível. Já não é possível pôr o Mendes Bota à frente daquilo, apareceria no último minuto um grupo de gente a distribuir porrada e a formar uma junta de salvação partidária. Se voltasse Marques Mendes, num milagre de recuperação colectiva da inteligência, a vida política nacional respiraria melhor, seria um alívio. Mas este filho de Azurém revelou não ser o messias que o centro-direita espera, nem sequer soube comunicar com as hostes. Se o próximo presidente do PSD não for louco, a sensatez que leva milhares a preferir a corrupção vai inevitavelmente originar um novo partido à direita; o qual atacará o mal pela raiz, como é esperança de milhões. Só que não será a longamente efabulada união Santana-Portas, pois esses nem são loucos nem doidos: são dois malucos, perfeitamente adaptados ao sistema político.

Marques Mendes, estudante de Coimbra, é uma lição. Que precisa de ser lembrada pelo senhor, ou senhora, que se segue.

23 thoughts on “Lembram-se do Marques Mendes?”

  1. Eu lembro-me dele, Valupi. Foi o protagonista da maior ingratidão por parte dos tripulantes de um barco semi-naufragado que só ele teve tomates para comandar.
    De resto, só comentei este post porque senão deixam-te aqui a falar sozinho enquanto se concentram em massa num post mais abaixo…

  2. Ah, bem sei, aquele pilriteiro:

    Pilriteiro que dás pilritos
    Porque não dás coisa boa?
    Cada qual dá o que tem
    Conforme a sua pessoa.

  3. Ó shark, gostei dessa boca, digna do pseudónimo, mas posso garantir que não estou lá no meio das centenas.
    Valupi, creio que concordarás comigo: a ideia de um paraíso na terra é sempre uma ilha, ainda que se viva numa. Mutatis mutandis, o bom político é sempre o que não está no poder.
    Gostei especialmente desta que disseste a respeito das qualidades do Mário Soares, pois sintetiza admiravelmente o que tenho dito inúmeras vezes: “as quais se adequavam a períodos de transição mas não aos de consolidação”.

  4. val,
    Marques Mendes pode até ser uma prenda, mas foi atraiçoado à nascença pelo embrulho que lhe coube em sorte. E não há perfil político que lhe mude essa realidade, até por falta de génio por aí além que compensasse o que lhe falta em imagem ou dicção. Evitando a graça fácil, devo dizer-te que me espanta até onde ele chegou, nem por isso se pondo em bicos de pés por aí além. Mas ver nele a grande esperança de liderança social-democrata, o exemplo de alternativa de oposição para Portugal, não mostra bem o enorme deserto de carisma que é o PSD dos dias modernos (e dos rabos presos)?

  5. Grande Artigo.

    O PSD pode colapsar, sim, o risco é grande, a estrutura central está com muitas fissuras. Mas isso, a contecer, arrastaria todo o sistema político, a menos que Cavaco fosse mais novo (e muito mais hábil do que o casal Eanes foi), o que é mau.

    A solução é só uma e está naquele que se interpõe entre Gaia e o Porto, ou seja, o Rio.

    Lá para 2013 o veremos a discutir, finalmente, o Poder com um Sócrates já exausto de tanta correria.

    E, para além de uma mão-cheia de qualidades e defeitos reconhecidos, com um grande trunfo na manga: a popularidade. Que Sócrates nunca conseguirá ter, porque não é um líder.

    Sócrates será, sim, o grande pioneiro do Portugal-finalmente-em-rota-europeia, mas isso do pioneirismo funciona entre nós apenas junto das élites. Por isso mesmo, ele nunca será um líder do Portugal profundo, que geralmente despreza os pioneiros, após o trabalho difícil, e cai logo nos braços do papá mais à mão quando as tormentas se acalmam…

  6. está bem visto, qual chronos, a democracia come os seus actantes, implacavelmente, dentro dos partidos, manobrados pelas sanguessugas dos aparelhos, a diferença é que José Socrates treinou-se bem na lógica dos ensinamentos do seu patrono – em vez da imortalidade da alma será antes a da obra – mais aristotélico, que a reflexão suscitou a sensatez,

    ele afirmou-o numa entrevista ao DN pouco tempo depois de ter chegado ao poder: a suprema realização é a derrota final

    O Rio é candidato, mas o Morais Sarmento também vai dar que falar

  7. shark, muito obrigado pela tua gentileza. Esse post mais abaixo cheio de massa, é um que mete caricaturas ou que mete caralhadas?
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    Nik, a foto é como a susana a descreve: aquilo não dá para esconder.
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    Daniel, folgo em descobrir que somos dois especialistas no soarismo.
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    rvn, mas de que embrulho falas? Do corpo? O Napoleão não se queixava. Quanto a ter estado na linha da frente, é como diz o shark: generosidade e coragem. Pelo menos, tem esse mérito.
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    A. Castanho, o Rio é uma boa carta, mas depende da vaza. E há ali uns problemas de comunicação e fragilidade emocional que poderão ser fatais. Quanto a Sócrates não ser líder, não é isso que o povo está a achar (na senda, de resto, da oposição, que o vai louvando de estouvadas maneiras).
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    z, que cena é essa do Morais Sarmento?! O meu espanto resulta de o achar completamente incapaz de suscitar confiança política.

  8. O Sócrates tem boa imagem, mas não tem grande carisma, não. É um excelente primeiro ministro (o melhor que o PS lá pôs), um político que sabe o que quer e o que não quer, conhecedor dos dossiers, firme, eficaz, frontal, incisivo, educado, cortês, maleável, etc. Apesar de eu ser fan do outro sexo, também o acho fisicamente atraente, com uma allure e uma figura que inspira coisas positivas. Mas lá carisma, não tem, não. Podemos interrogar-nos sobre o que isso seja, carisma, numa democracia europeia do século XXI, em tempos de austeridade e petróleo acima dos $100. Provavelmente, faltou-lhe uma conjuntura de feição para isso, uma luta rija em que assumisse a representação das esperanças duma maioria que ele próprio tivesse construído. O Rui Rio parece-me o melhor que o PSD pode agora ir buscar, no meio daquela ganga toda de populistas e demagogos de feira.

  9. Esqueci-me de dizer que gostei de ler este post, Valupi. Ainda bem que há blogues para se poder ler coisas, como esta e muitas outras, escritas num tom vivo, franco, sem cálculo nem afinação pelo diapasão dos três bês (Balsemão, Belmiro e oliBeira). A cultura bloguística, coisa totalmente marginal e desconhecida há apenas oito anos, está aí para durar. É o embrião de qualquer coisa cuja importância e potencialidades ainda não percebi bem (não costumo ler os textos que sobre o tema abundam na net), mas que já está a revolucionar a expressão da opinião pública e as próprias regras por que os meios de comunicação tradicionais se (e nos) regem. É melhor calar-me, parece que estou a escrever um editorial.

  10. estava a pensar no carisma, que de facto não tem, apesar dessas características todas. talvez seja pouco empático, não sei se será por isso. e tem uma carência noutro campo, que para tal contribui (veja-se o caso de jorge sampaio, como é uma mais-valia): a voz – a voz de sócrates é terrível, tem voz de roberto. a dicção também poderia levar uma voltinha.

  11. z, ora aí esta uma lógica que me estava a escapar.
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    Nik, o Sócrates é uma grande incógnita. Porque, ao contrário do Cavaco vencedor de eleições legislativas, ele vai disputar um segundo mandato em condições políticas e sociológicas que não se relacionam com 2005. Isso abre a interrogação para o último ano deste Governo e para a campanha que irá ser feita; especialmente, para as promessas relativas ao ciclo 2009-13. Assim, o seu carisma (de facto, um conceito fodido, por ter muito de idiossincrático), vai ter a sua verdadeira prova de fogo nas próximas eleições. No entanto, a sua postura política tem marcas carismáticas, como o são a sua energia discursiva e atitude viril, e isto já desde os tempo de Guterres.

    O Rui Rio não parece ter paciência para fazer oposição. E é uma figura com grande capital de antipatia, não esquecer.

    Quanto ao teu apreço pelo texto, e pela blogosfera, pois sorte a nossa a de haver estes espaços de convívio. Reactualizamos a essência da política: falar uns com os outros.
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    susana, curiosa essa comparação. Porque a voz do Sampaio para nada lhe servia (ele nada tinha para dizer), enquanto com Sócrates a voz é irrelevante para a eficácia da mensagem. Mas também percebo os teus reparos.
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    shark, bem sei, companheiro. E eu estava na reinação.

  12. o carisma é difícil de definir, porque é próprio de cada figura. logo, consegues dizer porque uma dada pessoa é carismática mas, como é sempre marca pessoal, é arriscado instituir a priori condições para o carisma. o carisma é qualquer coisa como a emanação de influência, o que desperta atenção e colhe liderança.
    a imagem pode ser um factor contribuinte, se bem que nada determinante. pensei na voz por ser mais importante, ainda, que a imagem, tratando-se de uma posição em que a comunicação é crucial. era um pequeno detalhe. o sampaio tem boa voz, e gostei do tom ao princípio. mário soares tem voz de falsete e é carismático, lá está. sócrates prejudica-se no discurso oral pela voz (sobretudo ouvido na rádio) e não é só por aí, é pelo tom pedante. porque a sua arrogância é defensiva. evidentemente que isto não será axial para a governação, mas para a sua credibilidade comunicacional é importante. é difícil dar ouvidos a quem nos soa irritante. eu, mulher, não o olho como macho seguro. o que vês como nota viril não é captado assim por mim, mas como agressividade defensiva. uma parte do eleitorado é feminino e o factor emocional é sempre relevante…

  13. Neste caso em particular eu estava a ser objectivo, a testar a fantasia da visão desapaixonada do profissional de imagem e comunicação. Porque o carisma é a matéria prima, não a beleza ou correcção estética. Marques Mendes tem-no contra si, já que o carisma que possa ter o empurra para outro tipo de aceitação que não a imediata de multidões. Mais coisa de regedor, palanque de freguesia.
    Eu lembro-me de Cavaco, nas suas primeiras aparições de comunicação pós-figueira da foz. Trabalhava na Telecine-Moro, na altura, e todo o gabinete de imagem do Prof foi lá montado, praticamente, na regie de video. Os profissionais envolvidos ao tempo (com Luis Andrade à cabeça, se a memória não me falha) tiveram uma trabalheira para lhe moldar aquele ciciar irritante e a queixada teimiosa que salta em vez de deslizar. Era pior, incomparavelmente pior. Lembro-me de Guterres e da paranóia da bendita melena que lhe caía para a testa e que ele teimava em puxar e repuxar num tique à Poirot que, esse sim, lhe emprestava um ar patético. Penso em Figueiredo Dias, um homem com uma voz que seria o pesadelo de qualquer comunicador, não fora aquela convicção que lhe dá uma credibilidade imparável no coração do ouvinte. Penso em Jorge Miranda, um dos meus primeiros entrevistados para a televisão (Jornal da Economia, RTP Janeiro/1980, inesquecíveis 15 minutos em que não me olhou nos olhos uma única vez) e que quase me fez desmanchar a rir pelo timbre, porém plena de autoridade e conhecimento. Cruz Vilaça, incapaz de comunicar com uma câmera. Outros nasceram casados com ela: Santana Lopes é um bom exemplo, Soares outro, distintos no truque mas unidos pelo mágico: é mais que eles o que os explica e faz escutar. É aquilo que Marques Mendes não tem.

  14. susana, sem dúvida: vêem-se coisas diferentes no que aparece igual para todos. E também será inegável que o seu tom causa uma certa alergia, em certos momentos. Isso tem uma justificação óbvia: Sócrates é humano, reage à pressão. Mas ele não tem só um registo tonal, pelo que, a par do artificialismo de classe e situação, passam outras características ligadas à capacidade de chefia.
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    Rui, lembras bem: Cavaco tinha problemas tramados na imagem. E Marques Mendes não tem carisma, como é evidente. Mas poderia ter tido, se… É que o carisma também pode ser uma estética, a da loucura – ou seja, a do favor dos deuses.

  15. Carisma não se esgota na “imagem”. Que ideia redutora!

    A Sócrates falta sobretudo carisma por não conseguir enunciar uma única ideia forte capaz de entusiasmar e de inspirar o eleitorado. Sócrates não tem uma filiação ideológica clara, uma atitude pessoal coerente com as opções políticas que toma, uma aura de paternalismo, ou de solidez que inspire confiança e sedução.

    É “apenas” um político (muito?) competente. E será sempre o preferido dos portugueses enquanto se defrontar com medíocres e a conjuntura não lhe seja particularmente desfavorável.

    Mas não poderá contar com gratidões ou reconhecimentos de qualquer espécie (reservados sempre para quem “nasce “om o rabo virado para a Lua”) no dia em que se pressinta que a sua missão possa estar terminada, ou ultrapassada, ou caso surja uma “estrela”, real ou fictíca, no horizonte do zé povinho que o faça, antes do mais acreditar que a sua vida pode mesmo ser melhor.

    Para Sócrates, no dia da derrota, estará guardada a incompreensão dos básicos e o reconhecimento dos (poucos) lúcidos.

    Por isso é que eu penso que, o seu destino, é antever o fim a tempo e saltar fora antes desse dia, um pouco à semelhança de Cavaco.

    E, até ver, a única figura do PSD capaz de chegar a tempo à “grelha da partida” para o dia do tabú-Sócrates parece-me ser o Rui Rio. Que até poderá aparecer como uma certa incarnação de um Sócrates II, dadas as semelhanças idiossincráticas e, por que não dizê-lo, ideológicas e políticas.

    Isto, claro está, desde que Rio não cometa erros crassos de percurso até lá, como seria, por exemplo, ir repescar, à semalhança de Menezes, as alimárias fantasmáticas de um passado cuja sepultura se encontra já irremediavelmente cavada, caso do tal “peludinho”, ou “peludão” de que acima se fala, completamente a despropósito. Com esse “lastro”, ou parecido, o Rio nem chega à “Foz”…

    Diga-se, aliás, por respeito à verdade, que até agora o único vice de Rio que fez figura foi Paulo Morais, que seguramente representa o nadir do “universo” em que o outro Morais se poderá considerar candidato a zénite…

  16. mr. brown,
    Embora esteja em crer que o meu caro não se referia a mim ou ao que eu escrevi, permita-me a clarificação, por causa das tosses: não disse (nem nunca me passou pela cabeça) que o carisma se esgota na imagem. Seria mais que redutor afirmá.lo.

  17. Caro Rui V. N., está muito bem em tal crer: de facto, não me referia aos seus comentários.

    António das Neves Castanho (“brown” é alcunha, sim, mas de um primo meu…).

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