6 thoughts on “Lavoisier e as escutas”

  1. Seria curioso ver o que disseram muitas das pessoas que agora pedem que o 1º Ministro se venha justificar aquando do caso envelope 9. Então a pressão era exercida sobre o PGR porque não era admissivel que um envelope tivesse uma diskette onde constavam numeros de personalidades do estado, que era uma clara violação da liberdade individual, etc…pois bem agora a liberdade individual não vale nada, uma (é só esta se fossem as outras o caso mudava de figura) alta figura do estado pode ser escutada sem problema, nem interessam os procedimentos nem os meios utilizados.As pessoas mudaram? Não são quase as mesmissimas, mais quilo menos quilo, mais ruga menos ruga. O que mudou foi o clima politico e o cada vez mais afastamento do poder de uma certa elite que tem influência na comunicação social e em outros orgãos poder, mas não tem o apoio popular que lhes permita governar.É este desespero que cria este frenesim mediatico e o falhanço de qualquer politica de verdade. Com eles ainda estão os jornalistas populistas de grupos de comunicação da direita, alguns lideres de classes profissionais corporativas ou de alguns sindicatos de classes profissionais, os economistas da praxe e outros tremendistas.Mas já não está o Povo. É esta esquizofrenia que não conseguem resolver, não conseguem compreender e que lhes dói até ao ódio.
    Tambem sabem que o prazo limite é até ao próximo orçamento, porque depois perdem o palanque e o partido.E sabem que Sócrates sabe que eles sabem.
    Até lá farão uso de tudo e de todos para alcançar o poder que o Povo não lhes quer dar. É de descasca pessegueiro.

  2. Li, há pouco, no DN o Conselheiro de Estado e professor catedrático na área das leis que as “escutas fortuitas” ao PR, PM e PAR devem ser validadas sem que antes tenha havido a necessária autorização prevista na lei para estes casos das tres altas figuras de Estado. E dá o exemplo: se, por acaso, uma dessa tres figuras for apanhado a cometer crime hediondo, o juiz deve validar sem a devida autorização. Parece lógico, não é? Agora vejamos. Alguém imagina uma dessas figuras de estado a cometer crime cabeludo sem ninguém dar conta e sem que o povo tenha percebido que elegera um criminoso da pior espécie para exercer tão altas funções? E se o crime ou ilicito não é dos grandes, que tamanho deve ter para se passar por cima da lei da autoeização prévia para a escuta? Fica aberto a caminho para tudo o que um qualquer procurador ou juiz entender! Mas há mais e pior ainda. Se a escuta obtida não for suficientemente incriminatória e sejam necessárias outras, e todas as que forem precisas, para entalar de vez a alta fugura do Estado, o procurador de serviço tem autorização tácita do sr conselheiro de Estado Costa Andrade para escutar durante o tempo que bem entender! Semanas, meses, anos…Desconfio que foi o que aconteceu agora neste caso da face oculta pelas queixas de Noronha de Nascimento e do PGR de que as certidões estão a ser enviadas aos bochechos! Quantos meses foi escutado o Primeiro Ministro, senhor conselhjeiro Costa Andrade? O senhor aprova esta loucura? A sua interpretação da lei abre esta auto-estrada da vergonha, senhor Conselheiro!

  3. Por acaso li uma referencia ao envelope 9 num outro blog.
    O que um caso tão recente e tão imediatamente esquecido prova é que o efeito que provoca este novo mediatismo e todo este jornalismo populista é o esquecimento. Tudo
    e plano e equalizado, todos os dias tem que existir um episódio para alimentar a narrativa de fundo, tudo é igualmente grave, do aumento do preço da gasolina ao aumento do preço do pão, as dividas da classe media, à crise hoteleira no Algarve etc… nada tem profundidade, é uma maquina de enchidos que funciona de forma circular.Nada se inscreve. Daqui a uns 3/4 anos tens o mesmo problema, com a mesma lei ou outra qualquer, com as mesmas pessoas a defenderem posições segundo os seus interesses de ocasião, tudo como se fosse a primeirissima vez.

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