9 thoughts on “Lapidar”

  1. O Marcelo foi sempre o mesmo pantomineiro. Desta vez só enganou mais uma donas de casa – que adoravam vê-lo a dizer coisas na televisão – para chegar a Belém.

  2. Em relação ao Garcia Pereira:

    “Por outro lado, é patente que essa estratégia de julgar, condenar e executar previamente e na praça pública determinados arguidos, apresentados como autênticos troféus de caça da elite de ditos “super-procuradores”, embora representando um completo aniquilamento do basilar e constitucional princípio da presunção de inocência – o qual não é apenas uma declaração pragmática, mas antes um comando normativo da Constituição e, muito antes disso, da própria Declaração Universal dos Direitos do Homem (artº 11º), com eficácia directa e imediata, vinculando todas as pessoas e entidades, quer públicas, quer privadas – consubstancia igualmente uma absolutamente inaceitável maneira de procurar ganhar antecipadamente e “fora de campo” aquilo que se imporia alcançar dentro de campo (através da investigação aturada e da recolha de provas) e que, pelos vistos, se revelou mais difícil do que os tais super-procuradores pensaram.”

    É aqui que discordo totalmente do Garcia. Nomeadamente no caso Marquês, o julgamento na praça pública nunca teve nada a ver com a obtenção de prova. Muito pelo contrário, existisse alguma prova e não havia necessidade nenhuma do julgamento na praça pública. O julgamento na praça pública cumpriu sempre objectivos muito diferentes como todos sabemos.

    Já sobre as violações do segredo de justiça cirúrgicos e que convêm sempre a quem exerce a acção penal acabavam todas num instante. Bastava passar a responsabilizar tanto o MP – nomeadamente os magistrados titulares do inquérito – como o próprio juíz de Instrução. Porque qualquer um deles podia pôr termo a este tipo muito concreto de violação num ápice. Ou alguém acredita que no Marquês saiu alguma coisa sem o agreement do Rosário? E porque claro que configura um crime de corrupção, independentemente até da vantagem patrimonial. Sim, também é de corrupção que falamos quando falamos deste tipo muito concreto de violação do segredo da justiça.

    Quanto à Sra. PGR nunca devia continuar depois da chantagem de querer condicionar a AR. Condicionar o Parlamento e desrespeitar a própria Constituição. Mas em Portugal só se debate sempre o que não interessa para nada. Nunca num verdadeiro Estado de Direito Democrático. Nunca!

    E sobre alterar a actual composição do CSMP, claro que o MP pode e deve ser escrutinado. Até porque e que eu tenha dado conta Portugal ainda não é uma Republica de magistrados intocáveis. Digo eu.

  3. O Costa já veio pedir mais um magistrado para averiguar a queda de um helicóptero. Qual especialistas ou entidades civis qual quê, um magistrado é que é. O carro não pega, o correio não chega a horas, o comboio está atrasado? Peça um magistrado. Judicialize a sua vida, é limpinho.

    Entretanto o mano Costa já está de olho numa nova aquisição para a Impresa
    https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/jornalista-alemao-do-semanario-der-spiegel-falsificou-reportagens
    É desta que passa a perna ao Octávio Ribeiro.

  4. O novo extraordinário mundo português às avessas.
    Se se disparam os incêndios por questões climatéricas ou fogo posto ou porque o eucaliptal é a mata própria para arder e logo propícia aos negócios da madeira e consequentemente também nos equipamentos de combate aos incêndios os jornalistas, quais pulgas, assaltam de imediato os microfones e câmaras a descobrir vias tortuosas de responsáveis e culpados que levam invariavelmente ao governo: leia-se António Costa.
    Se os incêndios são eficazmente combatidos e não há vítimas mortais as mesmas pulgas jornalísticas saltitonas descobrem que as populações foram evacuadas e maltratadas quando podiam estar em suas casas a “ajudar” os bombeiros a “defender” os seus bens rodeados de fogo e, portanto, não havendo ardidos há bens ardidos indevidamente e está achada a falha e culpa do governo: leia-se António Costa.
    Se cai a estrada entre buracos como crateras de vulcões que era suposta estar encerrada ao transito lá vêm as mesmas pulgas irrequietas morder as canelas do governo: a estrada era municipal mas uma qualquer entidade governamental existirá sempre que falhou porque não fez explodir os buracos e a dita estrada pois “estava-se mesmo a ver e toda a gente via” (tal como dizia a Manela acerca da crise de 2008) que aquela geringonça exportadora das pedreiras ia acabar mal e, portanto, o responsável e culpado é o governo: leia-se António Costa.
    Se o helicóptero cai porque o piloto, sabe-se lá porquê e nem se quer saber porquê, decide sem necessidade meter-se sob uma tempestade que lhe tapava totalmente a visibilidade de navegar logo, as mesmas pulgas saltonas mordem porque a agilidade do socorro não foi lesta mesmo que esta falha de agilidade nada tivesse a ver com o acidente mas serve para fazer barulho de inversão na cabeça do povo e até o PR, há décadas uma grande pulga mordedoira, à sorrelfa insinuara falhas ao Estado: leia-se governo e António Costa.
    Mas coisa curiosa, diria mesmo incrível. Se nestes casos e todos os outros de igual matriz de causalidades as responsabilidades vão sempre parar ao mais alto cargo do governo no caso das ‘fugas ao segredo de justiça’ que duram há décadas nunca, jamais em tempo algum as responsabilidades vão parar a quem quer que seja desde o contínuo passando pelo meirinho pelo super-magistrado ou juiz e muito menos atribuído ao mais alto cargo do Ministério Público.
    Lá, nesse santuário de anjos tão alados que querem colocar tudo debaixo de sua asa, para além da quantidade de “santidades” que o Garcia Pereira invoca e são cometidas ao arrepio da Lei dá-se o caso de acontecer sempre há anos consecutivamente a “fuga ao segredo de justiça” justiça e de uma forma tão conveniente como acontece com os prazos dos códigos que são todos a ‘título indicativo’
    As sucessivas fugas ao segredo de justiça, tal como os prazos, indicam o quê?

  5. Sem dúvida, Garcia Pereira, P, Joe e restantes comentadores.
    E se continuarmos a tratar este PROBLEMA da crescente judicialização da Política com paninhos quentes, um dia a casa (da Democracia) ainda vai abaixo.
    E mais: o grande cavalo-de-tróia do fascismo do Futuro é já hoje a comunicação social dita “livre”…
    Livre de princípios e de ética, livre de qualidade e profissionalismo, livre de isenção, livre de vergonha e livre de escrúpulos, isso sim.

  6. «Livre de princípios e de ética, livre de qualidade e profissionalismo, livre de isenção, livre de vergonha e livre de escrúpulos, isso sim.»
    Sem dúvida.
    Livre de tudo isso e, ao mesmo tempo, completamente tolhida e amarrada aos interesses inconfessáveis de quem, sombriamente, a manipula e sustenta.

  7. O que se está a passar não causa surpresa pois, enquanto não for banido
    o corporativismo das magistraturas, são o medíocres a fazer carreira sem
    um verdadeiro escrutínio sobre o seu desempenho profissional!
    Claro que, os procuradores devem sentir-se predestinados a fazer a “sua”
    justiça, vão-se criando uns mitos arranja-se um “chapéu” que os defenda
    da avaliação, atira-se por tudo e nada a CORRUPÇÃO para a frente e, é
    de ver os fracos políticos a agacharem-se com receio de estarem no radar
    de uma qualquer investigação … por um qualquer “pentelho”, seja por uma
    caneta que lhes foi ofertada, um convite para assistir a um jogo, etc. etc.!
    A independência de acção não desobriga de ser avaliado o “trabalho” de-
    senvolvido e, verificação sobre o respeito das Leis por parte de quem deve
    ser o seu garante! Em nada é beliscada a autonomia do M.P. se o seu con-
    selho superior tiver outra composição ( mesmo sem maioria de procura-
    dores) e, para já, a PGR devia demitir-se falta-lhe independência para o
    exercício responsável da função que lhe foi atribuída e, o mais importan-
    te autoridade sobre as representações dos tais medíocres nas palavras
    do ex PGR Pinto Monteiro!!!

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