La grande bouffe

José Manuel Fernandes e Mário Crespo insultam e caluniam Sócrates com maníaca persistência. E são dois jornalistas com décadas de prática e acesso a poderosos meios de comunicação com poderosos recursos para investigar o que lhes der na telha. Por alguma razão que me escapa, nada provaram até agora que legitime o ódio que dirigem ao Primeiro-Ministro. E as suas declarações na Comissão de Ética, havendo coerência na sociedade, levaria a que nunca mais se perdesse um segundo com o que andam a espalhar há anos.

O Zé Manel foi para a frente dos deputados contar anedotas. Uma delas é a de que a SONAE perdeu o mais importante negócio da sua história para defender o incompetente director de um projecto deontológica e financeiramente ruinoso. Outra foi a recuperação dos métodos de Brejnev contra os dissidentes, que recentemente o Pacheco garantia serem só de uso em Portugal pela frente da calúnia.

Com Mário Crespo o circo instalou-se na Assembleia da República. Eis um colosso de egolatria e devassa. O número das fotocópias mostra o seu desprezo pela instituição que o convocou, tratou os deputados como público para a sua actuação. O número da camisola revela um inimputável a desafiar a dignidade de um concidadão que, paradoxalmente, está limitado pelo poder que representa. Mas foi o número de caixeiro-viajante que me fez bater palmas frenético. O cabrão teve o descaramento de sacar do seu livro e fazer a promoção do mesmo no meio de uma comissão parlamentar aonde foi chamado a prestar declarações acerca da liberdade de expressão e de imprensa. Isto foi feito com voz chorosa e rosto compungido, uma manipulação emocional só ao alcance dos actores profissionais e dos grandes bufões.

O que une estas duas figurinhas da baixa política, e da cultura de calúnia, é a megalomania. Cada uma delas, à sua maneira, despreza os políticos que conhecem de formas tão promíscuas, e de tantos carnavais. Eles têm décadas de frequência dos bastidores do Poder, décadas em que chafurdaram nos segredos de alcova das elites que lhes pedem favores ou contas. Em resultado de tão longa exposição ao ecossistema dos privilegiados, ficaram intoxicados de cinismo, despeito, velhacaria.

São ogres, literalmente.

30 thoughts on “La grande bouffe”

  1. Aqueles deputado, todos!, que foram tratados como atrasados mentais e como compradores de panelas, e de banha da cobra, e não se levantaram e abandonaram a opereta bufa, não têm nem desculpa nem perdão!
    A AR não é nem uma loja dos trezentos nem uma casa de putas.
    Ou será?

  2. Bom dia,
    Pois é Val e dá que pensar porque é que estes ´”heróis” que nos dizem que isto ( leia-se a tentativa de censura na sua ( deles )opinião ) se passa há 30 anos e que todos os partidos o tentaram só agora tenham a “coragem” de o denunciar. Obrigado José Sócrates.

    Francamnete MFerrer,
    porquê e para quê insultar as putas ?
    Cumprimentos

  3. Caro Val

    Todos temos direito à opinião…já no campo da coerência, as coisas mudam!
    Primeiro diz que Crespo e JMF insultam sistematicamente Sócrates (Nada de novo…) e depois o Val, “gratuitamente” chama cabrão a Crespo… Insulto por insulto, é isso?
    “…Tratou os deputados da comissão de ética como público…”- e como deveriam ser tratados estes deputados, senão como uma plateia “aparvalhada”???
    Também eu desprezo a classe política, pela inabilidade de produzir resultados (mesmo quando eles são mais precisos…), pela luta sistemática pelo controlo dos dinheiros, das clientelas, das golden shares e da populaça…
    No fundo a classe política (que merece todo o meu desprezo e dos demais Portugueses!!!), a única coisa que quer é circo e palhaçadas, nunca governar um País de forma capaz e competente… Nunca pra produzir e alcançar resultados de médio longo prazo…
    Neste momento a incompetência (leia-se conivência em esquemas!), traz mais resultados que o próprio exercicio das competências, é ver Vitor Constâncio a ir para o BCE…
    Numa coisa o Crespo tem razão… Os palhaços tomaram conta de tudo e Portugal já há muito que virou circo!

  4. O Crespo até citou freudianamente Charles Foster Kane:)))
    Revelaram-se. Sem substância, decorativos, apoiando-se num conjunto de sub-impressões e subjectividades que só ganham algum sentido dentro da narrativa maior da campanha lançada pelo PSD.Actores menores desesperadamente à procura de uma justificação para a sua injustificada mediocridade.

  5. Sabes amigo MFerrer porque é que aqueles calhordas todos não abandonaram a opereta bufa e se travestiram de compéres na exibição daquela revista série Z?
    É simplesmente porque estão a segurar o futuro e a “vidinha”. A contagem das espingardas já começou a nunca se sabe qual será o dia de amanhã.

  6. O pior que me lembre:
    Foi das coisas mais degradantes que assisti em directo pela televisão. Nem no tempo da outra senhora assisti a espectáculos destes. O presidente da comissão de ética – se àquilo se pode chamar ética!? – não intervir, deixar que a casa da democracia passe a loja de trezentos ou chinesa, é de bradar aos céus. Não me lembro o nome do presidente da comissão, nem vou ao programa no Google para me inteirar. Basta ver a falta de sentido cívico, para me aperceber que estou perante um ser desprovido, pelo mais elementar direito, que é o direito ao respeito à Casa de todos os Portugueses.
    Depois Mário Crespo diz que invadiram a sua casa ao não o deixar escrever! Quem invadiu a nossa casa foi essa triste figura com a complacência desse triste presidente.
    Não se admirem se um dia for algum vendedor da banha da cobra para ali fazer negócio. Depois quero ver como se comporta este ou qualquer presidente de comissão. Aproveitar-se de um espaço como é a Assembleia da República para fazer publicidade de livros e do patrocinador da camisola é das últimas coisas que esperava. Não há quem ponha mãos em instituições como a Assembleia da República. Tenha vergonha.

  7. “… só ao alcance dos actores profissionais e dos grandes bufões.”????? Não concordo nada com a frase, acho que ficaria melhor só ao alcance dos actores profissionais manhosos dos grandes bufões. Admitir qualquer profissionalidade à acção é demais!!

  8. Quanto à questão da promoção do livro o Crespo tem atenuantes já que existe um precedente que passa todos os domingos no serviço publico da RTP1.
    Prevejo aqui um bom negocio para as editoras, a cada “convidado” da Comissão o seu livrinho que depois abrirá quando confrontado com alguma questão que se preste a citações, “conforme disse o autor XZIT a paginas tantas da sua obra…” sempre serve para ajudar a limpar stocks.

    Engraçado foi tambem ouvir o MFernandes dizer que o indice de leitura de jornais em portugal era baixíssimo sendo ultrapassado pela Turquia e outros países que julga incivilizados ou pelo menos não tão civilizados como o nosso.Dizer isto não é mentira, agora fazê-lo e não ter consciência de que é grande parte do problema é de uma desonestidade atroz. A queda de leitores do Publico atesta-o bem. E na enunciação desta questão reside o problema do jornalismo português. Grande parte do jornalismo corporativo desresponsabiliza-se do facto de não haver mais leitores centrando a continuação do negocio não na qualidade do produto e consequente atracção de novos leitores, mas na competitividade tabloide que busca atraves do sensacionalismo e falta de rigor, picos de atenção dos poucos que ainda existem.A degradação é evidente.

  9. é pá que tristeza. um e outro têm egos que não cabem neste mundo. o crespo confirmou que é um zé-chunga, brejeiro, pimba e tudo o mais. mas o que me supreendeu foi o zé manel dizer que ele próprio era a chave da opa à pt. mas este gajo não se olha ao espelho? se fosse ele o factor limitativo do sucesso da opa estava claro que o belmiro o enfiava na cova de um dente. mas não houve ninguém que lhe perguntasse:1- nessa época o pasquim público e seu director não eram contra o governo, passaram a sê-lo depois do insucesso da opa (recuperaram o cerejo e início do tiro ao sócrates, começando com a licenciatura); 2- uma vez que o zé manel foi despedido, é caso para perguntar o que deu o sócrates ao belmiro em troca da oferenda?

  10. só para acrescentar a tareia que o santos silva (sempre em óptima forma: “o último governo, contrariamente ao que é comum, nem sequer substituiu os administradores da rtp/rdp quando tomou posse. aí tem a interferência!”) deu ao pacheco perreira, na tvi. mais uma vez o pacheco não enuncia factos, fica-se pela calúnia em abstracto e depois é salvo do ko pelas interrupções cirúrgicas do entrevistador. a mesma táctica de crespo&fernandes: não conseguem enunciar um caso de interferência (assim factual como o caso do marcelo/tvi).

  11. Muito sinceramente, eu pergunto:
    Mário Crespo e José M. Fernandes são tudo isso de que são acusados?
    Serão sim, vou aceitar.
    Mas que dizer de alguns dos comentadores cujos argumentos aqui apresentados não passam, também eles de insultos e/ou calúnias?
    Ou seja, se ambos os jornalistas agiram com má fé, não vejo que estes comentadores sejam melhores do que eles. Tento até imaginar o que fariam se tivessem uma tribuna como M. Crespo e José M. Fernandes têm ou tiveram!
    Mas a vida é assim mesmo. A uns pede-se que apresentem provas de tudo e de mais alguma coisa mas a outros permite-se que apenas vomitem o ódio que lhes corrói as entranhas.
    Tentem fazer este pequeno exercício:
    Apliquem a alguns membros do governo o mesmo crivo de exigência de que são alvo todos aqueles que, por vezes, se limitam a criticar o governo ou o PM.
    Sim, que se somos rigorosos com uns devemos sê-lo com todos, a bem da verdade.
    Façam isso e publiquem aqui os resultados.
    Mas quando leio aqui que Augusto S. Silva está sempre me boa forma já sei que o resultado será de “15-0” (a favor do governo), tal como dizia Ricardo A. Pereira…

  12. Ao que isto chegou. Ver a triste figura de gente que não tem a mínima vergonha de insultar, provocar e por em causa a Democracia. Ver um dirigente politico de topo, ir ao Parlamento Europeu dizer que no seu pais está em perigo a liberdade de expressão. Ver este insulto á memória daqueles que em tempos ainda muito recentes sentiram na pele as garras da repressão e censura. Ver membros de partidos que noutros tempos foram vitimas da perseguição politica e que hoje até parece apoiarem todo este circo, é repugnante e dá vómitos.

  13. O termo “cabrão”, que até chega a ser de conotação afectiva, é insultuoso? Naaaa… Insulto é dizer-se que o Jornal das 9 é um espaço de informação. Chamassem àquilo Crespo Show e nada (ou nada de importância) haveria para dizer.

  14. Egos? Quando muito mentes de aluguer para emprenhar os egos dos outros.
    Proponho “Crespogate, as suas crónicas amestradas e a gata que já era”.
    O Zé Manel, esse devia estar cotado em bolsa. Até lá, não conta.

  15. E afinal quando é que o Belmiro lança uma opa à AR.
    Com o actual quadro parlamentar, anda por aí uma janela de oportunidade.

  16. Estou a imaginar o José Manuel Fernandes e o Crespo como os mais recentes Sem Abrigo da cidade de Lisboa.

    É que passado este drama da CS, ninguém lhes vai dar trabalho

    Ou eles já têm um bom pé – de – meia, ou vão começar a frequentar a sopa dos pobres.

  17. Concordo com a opinião de Carmim.
    Da forma como o Estado/Governo domina a economia, não lhe será difícil vetar admissão desses dois jornalistas.
    Sim, já sei. Vão dizer-me que o Estado/Governo não se mete nessas coisas e que são as agências “disto” ou as empresas “daquilo” que detêm essas “coisices”. Pois sim.
    Mais sorte têm os membros de todos os governos, que mal saem dos ditos cujos arranjam logo colocação e algumas vezes até em bancos ou empresas da sua área ministerial. Mas isso não interessa, pois não?
    Se não fosse assim, como se empregariam os milhares de boys que os partidos do chamado arco governamental têm e que serão pagos com os nossos impostos?
    Exemplos? O Pedro Soares, da PT, para referir um caso fresquinho. Um boy sem experiência alguma e que foi alcandorado a administrador da PT!
    Muitos favores deve ele ter feito, para ser assim recompensado!
    Mas há mais, como todos saberão.

  18. Interrogarmo-nos hoje em Portugal sobre a isenção dos jornalistas e da comunicação social em geral é o mesmo que mexer na pilinha do Menino Jesus. Quem cometa o sacrilégio de duvidar da seriedade do trabalho dessa malandragem é logo acusado das piores torpezas, de atentado à liberdade de imprensa, de andar a soldo de Sócrates e da PT. E a fascistagem de esquerda faz coro com a direita, porque é acanalhada e porque vende o pito e o cu para alinhar no golpe anti-governo.

    Se torces o nariz a um noticiário da TVI, mesmo que sejas tu o alvo da lama que ela lança, vem logo a chularia do costume acusar-te de que “convives mal com a liberdade de expressão”. Se questionas a legitimidade de o Sol estampar ilegalmente na primeira página escutas ilegais, vão-te acusar de quereres asfixiar a “liberdade”. Chegámos a isto. Jornalistas imundos que se julgam intocáveis e media que ditam o que é ético e o que é legal. E a comunicação social é a única coisa que em Portugal está ao abrigo da comunicação social.

    O que esses porcos vendidos estão a fazer há anos contra Sócrates, um dia terá o seu reverso, estou certo. Já aconteceu várias vezes na história os cabrões pagarem pela porcaria que fazem.

  19. A sócrafobia tem estado em expansão. Há inúmeros exemplos neste blogue e em todo o espaço mediático. Mas a OMS prefere pandemias hipotético – assumidas e com vacinas mais ou menos testadas a alucinações individuais contagiosas.
    Os jornalistas andam cruzes credo: Tás infectado? Mordes-me aqui! Não? Ranhoso! Mas não há ninguém que fale em doença. Dizem que é a agenda.

    Não tenho gostado da Comissão da Sociedade: vão todos para lá falar dos gostos pessoais e, quer partilhemos ou não os mesmos apetites, ficamos sempre naquela: e daí?
    Tirando o crespo. Ao não revelar todo o pijaminho deixou espaço à especulação. Hoje é claro que faz parte do conjunto da t-shirt uns boxers com a inscrição “mas o Arons é que mo entalou” impressa nas “costas”.

    A cabrita foi clarinha, mas porque é que eu ainda tenho que aturar estes deputados, racistas de um cabrão? Faz sentido quando as notificações do tribunal são óptimas para limpar o cu.

  20. São os dois actores num teatrinho do PSD.
    Só falta saber quem lhes paga a performance… porque de certeza que há compensação!

  21. La grande bouffe
    No Aspirina B, a camarilha dos boys e jotaeses, cheios de tiques neo-estalinistas, insultam e caluniam todos os que são contra o grande chefe e timoneiro do governo xuxalista de 36% de votos expressos. E porquê? Porque o PS foi infectado com a injecção massiva de agentes estalinistas ex-PCs e oportunistas ex-independentes de esquerda desde os Estados Gerais! No entanto, a infecção já vinha do tempo do Mário Soares que era ex-PC e de todos os mrpps que se inscreveram nos partidos do arco central! Neste momento a infecção do PS atingiu o ponto crítico sendo o prognóstico reservado havendo que já o veja de “face oculta”.

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