Lá como cá, um pulha é um pulha é um pulha

A situação política nos EUA, à beirinha de umas eleições que estão a deixar meio Mundo atónito perante os números nas sondagens de um candidato absolutamente grotesco e insano como Trump, tem vários aspectos de espantosa similitude com o que se passa em Portugal desde 2008. Essas semelhanças atingiram o pináculo com o historicamente inusitado papel que o FBI assumiu a 12 dias da votação ao enviar, pelo seu director, uma carta ao Congresso onde anunciava que se tinha descoberto mais correio-electrónico relativo às irregularidades de Hillary Clinton nessa matéria. Foi uma bomba que causou gravíssimos danos na campanha Democrata, efeito destrutivo potenciado pelas notícias muito negativas a respeito do ObamaCare que saíram também por essa altura.

A carta de James Comey não explicou o que estava realmente em causa nessa nova informação adquirida pelo FBI, a qual poderá ser completamente irrelevante do ponto de vista legal, o que abriu de imediato espaço para as mais selvagens especulações. Trump e a sua campanha não perderam tempo a usar o espantoso bónus como munição para a continuação do festival de mentiras e calúnias. E as sondagens começaram a cair para o lado Democrata tanto a nível nacional como estadual. Só por isto, a actuação do director do FBI foi vista como uma óbvia judicialização da política dado que o efeito da sua intervenção não foi o de proteger a investigação ou o processo político, antes o de prejudicar um candidato e favorecer aquele que tinha apostado tudo nessa linha de ataque. Para cúmulo, o número circense foi lançado em cima da meta de forma a que nada se pudesse esclarecer até ao fim da corrida.

Nos últimos dias, recuperaram-se declarações onde Rudy Giuliani, um dos mais fervorosos apoiantes de Trump, aparece a gabar-se de saber o que Comey iria fazer dentro de pouco tempo. Mais declarações deste passarão se vierem juntar, anteriores e posteriores ao anúncio gabarola e encapotado da golpada, onde admite à boca cheia que há agentes do FBI a dar informações à campanha de Trump. Em consequência, a tese que agora começa a correr entre alguns comentadores norte-americanos é a de que Giuliani, ou alguém do lado de Trump, poderá ter sido um instigador das forças que dentro do FBI querem afundar Hillary num poço sem fundo de suspeições judiciais de forma a que seja derrotada nestas eleições. Nunca tal degradação do FBI se tinha visto na história das presidenciais americanas.

Qual o paralelo com o que se passa em Portugal desde 2008? É escolher. Ainda antes de o PS ter ganhado as eleições em 2005 que já PSD, CDS e sua máquina mediática apostaram em lançar campanhas negras onde se tentava assassinar o carácter de Sócrates a golpes de calúnias envolvendo a Justiça. O caso Freeport foi lançado em 2004 e explorado a fundo a partir de finais de 2008 e ao longo de 2009. Como sabiam que judicialmente não iriam conseguir apanhar Sócrates enterrado em Alcochete, lançou-se o processo Face Oculta, o qual teve como calendário produzir uma tentativa de envolvimento judicial de Sócrates em cima da pré-campanha eleitoral para as legislativas de 2009. Como tal igualmente esbarrou nas figuras que defenderam o Estado de direito, foi ainda lançada a “Inventona de Belém” em cima das eleições e apenas requerendo a cumplicidade de um jornal para o efeito. Finalmente, em 2014, a Operação Marquês consegue servir para tentar influenciar as eleições do PS para secretário-geral com o artigo da Sábado no final de Julho, pois Seguro e companhia agitavam a bandeira da pureza moral e da incorruptibilidade contra os diabólicos socráticos, e ainda para influenciar o início do ciclo de Costa, com a detenção de Sócrates em Outubro a ter sido preparada para ter impacto mediático máximo e para coincidir a uma semana de distância com o congresso do PS onde António Costa lançaria o ano eleitoral. Depois, e até às eleições de 2015, a Operação Marquês forneceu um caudal de informações e oportunidades para uma sistemática campanha de devassa, deturpação, crimes e estratégia politicamente desenhada pelos órgãos de comunicação social alinhados contra o PS, uns explicitamente e outros como canais de distribuição e amplificação. Como é que sabemos isto tudo? Recorrendo a alguns factos indeléveis e espampanantes, e ainda aos mesmíssimos instrumentos cognitivos e lógicos com que na Judiciária, no Ministério Público e nos tribunais se elaboram hipóteses para investigar e julgar crimes ou meras suspeitas de crimes: cui bono?

Nos EUA não existem pasquins que sejam os órgãos oficiosos de agentes da Justiça criminosos, como acontece em Portugal para gáudio e júbilo de uma direita decadente – posto que as violações ao segredo de Justiça existem e são tratadas pelos responsáveis judiciais e políticos como algo que é impossível evitar, sequer investigar. Para além disso, nos EUA, como se está a ver, também não há cagunfa de dizer o que há para dizer: que é inadmissível pactuar com órgãos policiais e judiciais que ambicionem interferir com a funcionalidade e legitimidade democráticas. Tirando essas diferenças, a pulsão de usar a Justiça para atacar adversários políticos é tão mais forte quão politicamente inanes e indecentes sejam os líderes partidários.

36 thoughts on “Lá como cá, um pulha é um pulha é um pulha”

  1. E depois de fazeres esta análise crítica (muito bem feita, e com a qual concordo inteiramente) tu ainda arranjas lugar para “o Julgamento Moral” do Sócrates ?
    É pá, sinceramente, deixa-te disso.

    E já agora, passa-se a mesma esterqueira no hemisfério sul …

    PS: e quando o Sócrates veio dizer que a Direita estava a tentar fazer à Hillary o mesmo que lhe fizeram a ele … o coro dos palhaços do costume avençados na Comunicação Social veio tentar convencer-nos que o homem delira.
    Cambada de fdp, devem julgar que todos comemos fardos de palha.

  2. Não tenho tempo nem pachorra para te ler esta brilhante-dissertação-só-ao-alcance-de-quem-conhece-em-pé-de-igualdade-realidades-políticas-jurídicas-e-mediáticas-diferentes-que-metodologicamente-é-assim-que-modestamente-se-deveria-trabalhar-por-aqui-e-por-aí mas farei fé no muito que dizes embora expresse no condicional, Valupi. Eu votarei na Hillary, sabes disso.

    Nota, importante. Estou descansado porque se passou no crivo da Jasmim deve ser mesmo bom, noto.

  3. A sabedoria alentejana não teria dificuldade em confirmar que estás mais uma vez a comparar a Feira de Borba com o olho do cu, mas enfim, não há-de ser nada.

    Sendo certo que não há pior cego que o que não quer ver, não menos certo é que, nos entretantos, rebeubéu pardais ao ninho mas a caravana passa.

    Duplamente nos entretantos, aqui vai serviço público, com a entrevista fresquinha de Julian Assange ao jornalista australiano John Pilger, hoje transmitida no canal russo RT (cruzes canhoto! vade retro! vá de metro!, foda-se, refoda-se, usw., etc. e tal).

    Aguenta aí os cavais, ó Killary Klingon, que os índios não tardam para te tratar da BSE!

    https://www.youtube.com/watch?v=_sbT3_9dJY4

    Transcrição completa aqui:

    https://www.rt.com/news/365405-assange-pilger-full-transcript/

    John Pilger foi o autor, entre muitos outros trabalhos fora do penico, do documentário “Death of a Nation: The Timor Conspiracy”. Ver mais aqui:

    https://en.wikipedia.org/wiki/John_Pilger

    e aqui:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Death_of_a_Nation:_The_Timor_Conspiracy

  4. Reacção da chalada dos cornos imediatamente a seguir a mostrarem-lhe, num smartphone, o vídeo acabadinho de chegar do assassínio de Kadhafi, na Líbia, por terroristas islamitas:

    https://www.youtube.com/watch?v=Fgcd1ghag5Y&gl=CO&hl=&app=desktop

    (não sentes um arrepio na espinha, perante a hipótese de criatura assim vir a ter ao seu dispor o maior arsenal nuclear do mundo?)

    Reacção da chalada dos cornos (no Congresso dos EUA) a perguntas de uma congressista, durante o inquérito sobre a sua actuação (ou falta dela) aquando da morte (não menos horrível que a do Kadhafi) do embaixador americano em Benghazi, Líbia, por terroristas islamitas:

    https://www.youtube.com/watch?v=BQ7qfnaYSTA&feature=youtu.be

    (pergunto de novo: não sentes um calafrio a percorrer-te a espinha, sabendo ainda por cima que a chalada dos cornos se afirmava amiga do dito embaixador?)

    Barack Obama sobre a Killary Klingon… em 2008 (tão amigos que eles são agora):

    https://www.youtube.com/watch?v=JVS8-1KwS2c

    Michelle Obama sobre a Killary Klingon… em 2008 (tão amigas que elas são agora):

    https://www.youtube.com/watch?v=jLPESWWPUJE&feature=youtu.be

  5. A chalada dos cornos ameaça guerra à Rússia por causa de hackers que afirma, sem apresentar quaisquer provas, obedecerem a ordens do Putin:

    https://www.youtube.com/watch?v=k4aIIpCDsLU

    Pode alguém que pretende ser chefe do Estado mais poderoso do planeta falar assim do chefe do segundo Estado mais poderoso do planeta? Diga-se de passagem que não ficou sem resposta:

    https://www.youtube.com/watch?v=Q55SxoaiJjw

    Pergunto de novo: depois de veres o próximo vídeo, dormes descansado com o dedo desta chanfrada a afagar um gatilho nuclear?

    https://www.youtube.com/watch?v=OqbDBRWb63s

  6. A doida mente como quem respira. Não é uma segunda natureza, é a sua primeira e única natureza. Pelo menos numa coisa o desbocado do Trump tem 500% de razão. A questão já não é que esta criatura não possa ser presidente dos EUA, a verdadeira questão é: como é que esta besta pode sequer ser autorizada a concorrer à presidência?

    https://www.youtube.com/watch?v=-dY77j6uBHI

  7. A Huma Abedin do próximo vídeo tem acesso ilimitado à Killary Klingon, de quem é o braço-direito há anos. Os 600 mil e-mails de que o director do FBI falou há dias e vão obrigar a reabrir a investigação à chalada foram encontrados no computador do ex-marido da Abedin, presentemente a ser investigado por troca de mensagens sexuais explícitas com menores, em que incluía fotografias suas em trajes menos que menores. Esses e-mails eram correspondência entre a Abedin e a Killary, e o FBI encontrou-os porque ela partilhava o computador com o marido pornógrafo. Tudo gente bué de responsável, como se pode ver.

    Mais uma vez se pergunta: como é possível que criatura assim possa sonhar sequer em ser presidente dos EUA e esteja à beira de concretizar tal sonho, que para o planeta inteiro poderá transformar-se em pesadelo. Resposta: é possível porque a Killary Klingon é completamente irresponsável e chanfrada dos cornos, corrupta da ponta dos capelos até às unhas dos pés e com uma ambição do tamanho da galáxia e arredores.

    https://youtu.be/tgheRzhCTkc

  8. Nao é por acaso a falta de textos que analisem os paralelismos por demais evidentes entre as três situações, no debate público existe uma espécie de omertà para não melindrar nenhuma das 3 equipas, o benfica, o Sporting e a equipa de arbitragem.

    Começa a tornar-se evidente que a Justiça é uma ameaça emergente ao poder eleito, a um nível quase global. O Sindicato dos magistrados tem mesmo um texto em que figura como objectivo a tomada do poder pelos puros… Isto decorre da cada vez maior fragilização do poder eleito cerceado pelos vários poderes faticos, e o poder tem horror ao vazio. Agora o que interessa é saber quem combate e quem fecha os olhos a esta nova ameaça. Não estou a ver Hillary, caso ganhe, nomear Comey ou alguém da sua equipa como proximo Procurador Geral, bem pelo contrário. “Cagunfa” não é bem sinonimo de demissão e cobardia.

  9. Sim. José Sócrates, Lula da Silva e Hillary Clinton são os três vítimas de lawfare. Mas no último caso isso é um mal menor.

  10. Amiga Jasmin, o Trampas é um pato-bravo desbocado, um multimilionário explorador, um habilidoso que aproveita todos os truques legais ao seu alcance para ganhar o máximo pagando o mínimo, um infantilóide tentando permanentemente provar que é the smartest kid on the block, um vaidosão convencido de que conseguirá, como presidente do conselho de administração da “empresa” Estados Unidos da América, Inc. (é assim que ele vê os EUA), ter o mesmo sucesso que, ainda que com altos e baixos, conseguiu na actividade empresarial privada.

    Mas, pelo menos por enquanto, não é, como a Killary Klingon, responsável directo pelo sofrimento e morte violenta de dezenas de milhares de pessoas (na maioria civis) num país por sua culpa completamente destruído, como a Líbia. Nem co-responsável pela morte de outras centenas de milhares no Iraque, Afeganistão, Síria, sem esquecer Ucrânia, Palestina e sei lá que mais, tudo “proezas” em que a chanfrada dos cornos participou e participa alegremente sem a mínima hesitação ou problema de consciência, e muito menos remorso. Participou por vaidade e por ganância, por amor ao dinheiro e ao poder, com uma total ausência de empatia pelo Outro, pelo sofrimento do Outro, numa vertigem de corrupção e total ausência de bússola moral absolutamente assustadora.

    Certamente conheces o célebre cliché de que as mulheres são de Vénus e os homens de Marte, que pretende ilustrar a índole alegada e tendencialmente pacífica do sexo feminino, predominantemente dedicada às coisas do amor, em contraponto com a agressividade como característica alegadamente masculina, responsável principal por tudo o que tem a ver com actividade bélica e todo o sofrimento que daí advém.

    No subconsciente de muitos homens e mulheres do mundo inteiro, uma mulher na presidência dos EUA significa a esperança ilusória de uma sensibilidade mais apurada na resolução de conflitos, a resolução dialogante de guerras intermináveis, um nunca experimentado e miraculoso “toque feminino” que mergulhará o planeta numa era de paz. É uma tremenda ilusão. Se ganhar a presidência, uma das principais prioridades da Killary Klingon será provar que se engana quem receia que uma mulher presidente possa ser mais contemporizadora, mais “pacífica”, não tão “guerreira” como um homem, e que isso possa enfraquecer a força e o poder do império no planeta. A “nação indispensável”, chamam-lhe eles (ou chamam-se a si próprios), como se as outras não o fossem. O resultado será uma tendência permanente para um comportamento de mais papista que o papa que nos pode levar a uma guerra mundial enquanto o Diabo esfrega um olho.

    Imagino que só me possas fazer essa pergunta porque não te deste ao trabalho de visionar nenhum dos vídeos que acima postei, já que eles ilustram, sem margem de ambiguidade (foram criteriosamente escolhidos), tudo o que afirmei, mas olha que vale a pena perderes um pouco do teu precioso tempo a fazê-lo. Talvez te aguce o apetite para perderes depois não um pouco mas uma dose bastante mais generosa de tempo a ler muito do que existe disponível sobre o assunto, mas se calhar isso já será pedir de mais.

  11. “…a Operação Marquês forneceu um caudal de informações e oportunidades para uma sistemática campanha de devassa, deturpação, crimes e estratégia politicamente desenhada pelos órgãos de comunicação social alinhados…”

    Tudo certo Valupi. Mas os nossos “orgãos de comunicação social” só por si não poderiam ir longe se não contassem com uma vasta vara de quadrúpedes de tromba e perna curta disponível para fazer todo o tipo de sujice necessária. Encapotada, disfarçada como no engraçadismo dos engraçadistas encartados ou clara e directamente como nos “observadores”.
    O caso típico são os fedorentos que, iniciados no engraçadismo de esquerda chique bem-pensante envernizado, rapidamente gastaram a décima de micron da película de verniz que os cobria para se dedicarem de corpo e alma a vendedores profissionais bem pagos do produto de empresas cujos donos escolhem a dedo digital quem melhor faz passar gato por lebre.
    Há dias surgiu-me, inesperadamente, na net um video do “governo sombra” dos 3 e meio mânfios da putice (ainda considero o mexia meio cauteloso) acerca do caso Marquês e fiquei perplexo com o escorrimento purulante saído da cloaca do oportunista-exibicionista fedorento.
    Ouvira ele as gravações do “manholas” e tornava-se claro, clarinho e branco como o omo que pelo “tom” das respostas de Sócrates no interrogatório do teixeira, para ele, não lhe restavam dúvidas e fazia, como é seu costume de “inteligente”, a sua rábula engraçadista para o pagode estupidificado que lhes fazem de moldura a condizer rir e rirem-se todos alarvemente.
    O fedorento-mor crê no “tom” das conversas gravadas não como “ouvidas” apenas, mas sim, com se tivesse presenciado e “visto” aquelas gravações publicadas pelo “absolutamente impoluto” correio da manha.
    O mais desgraçado e pulha neste fedorento é que, sendo ele um “mestre” batido, useiro e vezeiro em fazer montagens video com truques e truncagens de som e video para obter efeitos pretendidos, nem ao de leve, se questione sobre a veracidade daquelas respostas, e logo, naquele “tom” tão a propósito do critério do teixeira e do dâmaso.
    Tão inteligente que é este mano e o mano pacheco e a mana clarinha e toda uma vasta manada de “inteligentes” e, porra, não saem do conforto do encosto das tábuas com medo que o dono das bandarilhas lhas enfie entre a chifradura e saia de lá sangue azul.

  12. Discordo. Se queres mesmo encontrar uma analogia com o que se passou em Portugal a partir de 2008 (não li o post, mas imagino de que estas a falar), acho muitissimo mais pertinente evocar o que se passou na Alemanha a partir de 1933. Ou então na Judeia por altura do ano 33…

    Boas

  13. Ó Joaquim

    Vamos lá por partes.
    – Porque é que apontas o dedo à Hillary e não o apontas directamente ao Obama ?
    Ele é que é o Presidente da Junta, logo ele é que é o responsável por essas desgraças todas que enumeraste. Ele e todos os poderes que o sustentam, e por exemplo, todos os líderes europeus que o seguiram.
    – Mas se os poderes que estão por detrás da Hillary são tão terríficos imagina o que serão os poderes que estão por detrás do palhaço Trump ! Ou cabe na tua cabeça que aquela Coisa é independente de alguém ? Cabe ?
    – E essa parvoeira de que “uma mulher será mais pacifista e coisa e tal” ainda te parece argumentário depois de toda a gente ver o que a senhora Tatcher fez à Inglaterra e do que a senhora Ângela Marcolina tem feito a toda a Europa ? não percas tempo com isso, esse argumentaria é palha.
    E por falar em mulheres, de todas a que era honesta, a Dilma, foi corrida, não por ser mulher, mas por ser intransigente contra os poderes que se movem nos subterrâneos e contra quem, nos últimos 30 ou 40 anos, as classes trabalhadoras desistiram de lutar. Os sindicatos aburguesaram-se, deixaram-se corromper, venderam-se, passaram-se para o outro lado.
    Nunca foi tão actual o slogan da Intersindical: Trabalhadores do mundo inteiro uni-vos contra a exploração do capital! Mas vai ser preciso primeiro dar um pontapé no cú dos actuais “poderes sindicais” instalados e corruptos.
    Mas mais que tudo agora é: Cidadãos do Mundo Inteiro UNI-VOS contra a EXPLORAÇÃO e a DITADURA GLOBAL.
    E tu queres o pior de todos os males, tu queres no governo da América um palhaço que representa a facção mais radical de todos esses poderes maléficos que fizeram essas patifarias no mundo. Tu queres que fiquemos sem quaisquer hipóteses. Tu estás maluco e não sabes.

  14. como é que se consegue escrever 10 comentários sobre o trump sem dizer que ele é um racista convicto?

  15. este post do dr. valerico é tão imbecil, mentiroso e chantagista, como criminosas são as atividades do dnc para proteger a criminosa escroque.

    este artigo com provas inequívocas do lamaçal clintoniano deveria ser suficiente para encher de vergonha as trombas de quem aqui defende essa montanha de bosta chamada dinastia clinton.

    http://www.zerohedge.com/news/2016-11-06/we-now-know-why-cheryl-didnt-want-hillary-run-wikileaks-releases-part-32-podesta-ema

  16. Nesta rebaldaria de comentários à maneira”tuga” devíamos classificar os que são fascistas e os que são democratas.

    Os que são fascistas seriam os pró TRUMP? E se fosse em Portugal? Ganhava a Clinton porque aceitava os ciganos? (mexiacanos?)

    Penso que se houvesse algo semelhante em Portugal o Trump ganhava por 10 a zero.

    Mas como é no cu do outro!

  17. Amiga Jasmin,

    Quem te disse que não aponto (também) o dedo ao Obama? A diferença entre ele e a Killary, porém, é que ela é muito mais perigosa, uma mafiosa profissional, de carreira, uma alma profundamente corrupta e totalmente desprovida de empatia em relação aos outros, com uma caixa registadora no lugar do cérebro e uma pedra negra no lugar do coração. Quanto ao idiota a quem quer suceder, não passa disso mesmo, um idiota útil, um comediante e entertainer, um habitué de talk shows em que dia sim dia não exibe a alvura do corta-palha impecavelmente alinhado e pavoneia pateticamente a sua “coolness”, pensa ele de quê e acreditam os milhões de idiotas, tão (in)úteis como ele, que se excitam com a sua presença.

    Mas o Obama não passa de um pau-mandado, ao serviço da Wall Street, das petrolíferas e dos gatos gordos dos regimes trogloditas do Golfo, dos fabricantes de armamento do complexo militar-industrial e de outros interesses mafiosos que à sombra dele continuaram a engordar, ao contrário das promessas mentirosas com que o cretino chegou ao lugar onde está. Nas barbaridades acontecidas na lamentável era Obama, a participação do idiota limitou-se a assinar de cruz em todos os espacinhos onde lhe ordenaram que assinasse, alma de escravo que imita o comportamento dos donos. A única questão que o parvalhão colocou, em todas essas situações, foi: “Queridos bwanas, se eu assinar vocês deixam-me continuar a exibir diariamente a alvura do corta-palha e a fazer uns números bué da cool na televisão?” Com preço tão baixo, a resposta só podia ser afirmativa, e em consequência o mundo (em que me incluo) ganhou mais uma série de molhos de brócolos que ninguém sabe como desatar e que numa eventual era Killary Klingon serão inevitavelmente agravados, com o perigo muito real de uma guerra nuclear.

    Ora vamos ao Trampas. Bastaria o primeiro parágrafo do meu comentário anterior para entenderes o que penso do energúmeno. Quanto aos poderes que estão por detrás dele, está à vista que, neste momento, os mais perigosos, que atrás listei, estão em bloco a apoiar a Klingon. Não há neocon da era Bush que não esteja com ela, e isso diz tudo. Quanto ao Trampas, tem alguns folclóricos inofensivos do Tea Party, mas nem esses ele consegue arregimentar todos. Claro que, se o homem for eleito, os que hoje estão com a Klingon vão a correr perfilar-se à porta da Casa Preta e não duvido que o tipo entrará em milhentas jogadas para os contentar, ainda que eu suspeite que a tal “facção mais radical” possa ter algumas surpresas e ser obrigada a cortar um pouco na gorda dieta. Mas esse é o lado para onde durmo melhor. A única coisa que espero dele, se for eleito, é que não mergulhe o planeta numa guerra nuclear e se alie à Rússia para reduzir ao mínimo o poder dos terroristas islamitas, neles incluídos os gatos gordos do Golfo.

    Quanto a «essa parvoeira de que “uma mulher será mais pacifista e coisa e tal”», quando no comentário que referes classifiquei a coisa como “cliché” estava implícito que a considerava, tal como tu, uma “parvoeira”, não percebo a dúvida, estamos exactamente na mesma página. Também estamos na mesma página em relação à Dilma, amiga Jasmin, subscrevo-te a 100%. Enganas-te, porém, em relação ao slogan. Os seus autores foram Karl Marx e Friederich Engels, a rematar o “Manifesto do Partido Comunista”, no fim dos anos 40 do século XIX, e a pobre da Intersindical limitou-se a adoptá-lo.

    Eu não quero “na América um palhaço que representa a facção mais radical de todos esses poderes maléficos que fizeram essas patifarias no mundo”, como dizes. O que não quero, em primeiro lugar, é uma criatura que fará ao mundo a mãe de todas as patifarias, que é uma guerra nuclear da qual quase nada sobrará. Podes crer que com a Killary é o que temos de mais provável. Segundo, “a facção mais radical de todos esses poderes maléficos” está inteiramente por detrás da Killary e não do Trampas, por mais que a propaganda maciça nos tente convencer do contrário, no teu caso com sucesso.

    No plano das características pessoais, é até possível que o Trampas não seja tão mau como o pintam (o “Pintam” é muito pior). No segundo debate para as presidenciais americanas, calculo que tenhas visto a pergunta de um dos participantes do público, que quis saber se acaso algum deles conseguia descortinar no outro uma única qualidade que fosse. A resposta da Killary foi hipócrita, fugiu à pergunta e chutou para canto, dizendo que a qualidade que conseguia ver no Trampas eram os seus filhos, que eram óptimos da Silva. A resposta do gajo foi muito mais franca e honesta e, surpreendentemente, contraditória com a alegada “misoginia” que será um dos seus traços principais. Respondeu ele que apreciava na adversária o facto de ser uma lutadora, de não desistir, de lutar até ao fim. Para um misógino que despreza as mulheres e acredita que elas se devem submeter a uma alegada superioridade dos homens (como juram a pés juntos ser o caso dele), apontar e elogiar como qualidade, na mulher que mais luta lhe deu em toda a sua vida, precisamente o facto de ela não se submeter e lutar com ele até ao fim, de igual para igual, é obra! Se isto é um misógino, alto e pára o baile que vou ali fazer uma emenda no meu dicionário.

  18. Jasmin, ainda quanto ao slogan, o correcto será: “Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos!” Na edição de que disponho, da editora Centelha, Coimbra, colecção “Textos Nosso Tempo”, 1974, a versão registada é: “Proletários de todos os países, uni-vos!”

  19. Não fosse Joaquim Camacho, este blogue era só propaganda repulsiva à killary.
    Gente bem informada é outra coisa.
    Indispensável o contraponto RT.

  20. o fbi acabou de divulgar uma carta onde afirma que se manteem as conclusoes de julho quanto à culpabilidade de clinton, ou seja, nenhuma.
    manterá agora o valupi o título deste post?
    será que agora o comey já não é pulha?
    é evidente que sobre isto o valupi manterá o silêncio cinico e hipócrita dos pulhas

  21. Joaquim Camacho

    Está a escapar-te algo importante na análise que fazes á Hillary: Bill Clinton.
    Se era ela quem mandava nele como é que ele foi o Presidente que foi ? não me parece haver razão de queixa !
    E se for ao contrário … se for o Bill a mandar outra vez através dela, … tranquila na mesma !
    Eu quando olho para a Hillary vejo o Bill Clinton, e ele foi um excelente presidente da América.
    E se ela não tem coração ele tem pelos dois.

  22. aparentemente, ser racista é na boa.
    pra proxima um candidato que negue a teoria da evolução sff
    e os que berram contra a hilary porque lhe chamam Trampas?

  23. há gajos burros, mas há outros estupidos.
    e depois há o enapa a tentar fazer nos crer que isto afinal foi tudo para beneficiar a hillary.
    enfim, quem aceita trump ou é pelo quanto pior melhor ou do que gosta mesmo é de botas…

  24. Excelentes comentários, Camacho.
    “Bill Clinton foi um excelente presidente”
    O primeiro blog que segui diariamente foi o de uma rapariga sérvia, habitante de Belgrado, durante os bombardeamentos. Aí começaram as políticas a que a esposa traída de Bill, se tudo correr mal, como parece que vai correr, dará epílogo definitivo.

  25. “o fbi acabou de divulgar uma carta onde afirma que se manteem as conclusoes de julho quanto à culpabilidade de clinton, ou seja, nenhuma.”

    o fbi não teve alternativa, foi encostado à parede pelo chefe e a organização tem que salvar a face. chama-se estado de direito, coisa que os enaparvos se fartam de pinchar pelos comentários, mas fazem ideia do que se trata e como se aplica.

    “manterá agora o valupi o título deste post?”

    tu queres é um mimo do gerente para mostrar aos outros meninos a atenção que dão às tuas parvoeiras.

    “será que agora o comey já não é pulha?”

    espera pelo comunicado de resignação ao cargo e pela investigação à merda que fez. tem tamém atenção ás julianadas.

    “é evidente que sobre isto o valupi manterá o silêncio cinico e hipócrita dos pulhas”

    valupi não te esqueças duma atençãozinha com o idiota de serviço e se puderes tira uma selfie com o gajo para ele mostrar no infantário. atenção que a érica tamém pode querer.

  26. Jasmin

    Aquela “coisa” entre a Killary Klingon e o consorte não é um casamento, é um saco de (dois) gatos e, simultaneamente, uma lucrativa sociedade comercial. Os dois gatos obrigam-se a si próprios a coabitar apenas em nome da expectativa do lucro, do benefício mútuo que daí advém. Essa expectativa tem sido, aliás, amplamente concretizada, e mesmo gordamente excedida, por uma máquina bem lubrificada e com manutenção profissionalmente impecável, numa prática de anos. É esse o cimento que os une e nada mais. As derivas extraconjugais do príncipe consorte não se limitaram à Monica Lewinski, como é sabido. A quantidade de pares de cornos que pregou à chanfrada ao longo dos anos dava provavelmente para enfeitar os capacetes de uma imensa horda de vikings. Porque aguentou então a querida Killary as contínuas humilhações? Porque era a única maneira de não desfazer a sociedade comercial e os lucros expectáveis, e não por amor assolapado ao príncipe. Alto e pára o baile, porém: aguentou mas não perdoou!

    Uma experiência engraçada é atentar na linguagem corporal da parelha, quando as relações públicas a forçam a performance conjunta. Numa sequência que me fez rir, vemos, de frente, os dois pombinhos, sentados, cada um na sua cadeira, no lado direito de um palco, ela à esquerda, ele à direita, a manápula esquerda dele estende-se e agarra carinhosamente a manita direita dela, e ali ficam os dois, sorriso beatífico-plastificado pendurado no focinho, imagem perfeita de felicidade e harmonia conjugal. Qual o problema?, perguntarás tu, amiga Jasmin. Bueno, o problema foi que a harpia não aguentou a intimidade epidérmica mais que uns breves momentos, ao fim dos quais se desfez da mão do príncipe consorte com mal disfarçada repulsa e brusquidão, mas sem abandonar o sorriso plastificado, claro. Um fartote, se encontrar a cena no YouTube ponho-te aqui o link.

    Ele não manda nela, mas não tenho dúvidas de que a inquestionável experiência manobrista do príncipe saxofonista, de que ela está bem ciente, a levará a aceitar grande parte dos conselhos que ele certamente lhe prodigalizará. É assim que se gere uma empresa: boas medidas de gestão devem ser tomadas mesmo quando sugeridas pelo empregado mais ranhoso e bexigoso do escritório, desde que a expectativa de lucro seja clara e consistente.

    Quanto à tese de que “ele foi um excelente presidente da América”, que debitas como verdade bíblica, ocorreu-me imediatamente o mesmo que ao Lucas Galuxo, que me tirou as palavras da boca: Sérvia, Jugoslávia, etc. Não que eu tenha seguido o blogue que o Lucas refere, que não conheço, mas acompanhei toda a situação desde o início, irritei-me com a propaganda merdiático-mercenária que nos despejavam permanentemente pela goela abaixo, enojei-me com a total ausência de escrúpulos do saxofonista da Sala Oval e os verdadeiros motivos que nortearam a sua actuação, como sempre obedecendo a interesses escondidos atrás do arbusto. Julgo que é saxofone o instrumento dele, mas pode até ser gaita-de-beiços, ou pandeireta, ou punheta, a música que dali sair será sempre merda. Admito que, em certos aspectos, possa ter sido um bom presidente para a América, reduziu com eficácia o défice monstruoso que Bush pai deixou, dinamizou a economia, reduziu o desemprego, etc. Mas, amiga Jasmim, eu não sou americano, faço parte daquela imensa parte do planeta que não pertence à “nação indispensável”, sou um cidadão do (resto do) mundo, e, para o mundo que pensa pela sua cabeça e não está formatado pela propaganda mercenária, o saxofonista da Sala Oval foi apenas mais um de vários filhos da puta que por lá passaram.

    Para memória futura: se fosse americano, o meu candidato, sem qualquer espécie de hesitação, era o Bernie Sanders, que encarei, desde o início, como o único, no campo democrata, que podia bater de olhos fechados o Pato Donald Trampas. E não acredito que a Killary não tivesse exactamente a mesma convicção. Mas a ambição desmedida, cega, o egoísmo que lhe afoga qualquer assomo de lucidez ou de decência, levou-a, bem coadjuvada pela fiel matilha de assessores que a rodeia, a lançar mão de todos os truques sujos do cardápio para lhe roubar o lugar, como bem se viu nos e-mails disponibilizados pelo Wikileaks. Après moi le déluge! Ou seja, tínhamos o puro-sangue Sanders para bater a pileca Trampas sem esforço, por cinco comprimentos, e agora temos, em seu lugar, uma mula teimosa, ranhosa e piolhosa, permanentemente rodeada por uma nuvem de moscas atraídas pelo fedor de pústulas e cloaca apodrecida, escoiceando desesperadamente tudo quanto é ponto cardeal. Repito: poderá eventualmente a pileca Trampas levar alguns males à América, mas com isso posso eu bem, que não sou americano. O fedor e podridão da mula teimosa e raivosa, porém, poderão infectar o resto do mundo, e isso diz-me respeito, já que não posso mudar de planeta.

    Como ‘deplorable’ ateu que sou, amiga Jasmin, só posso acabar esta longa homilia com uma sugestão: oremos!

  27. Caro Ignatz: se a Olinda e outros gajos do Aspirina B te incomodam não lhes respondas como costumas falar com a vaca da tua mãe.

    Vira-lhes o cu e manda-os foder (com ou sem strap-on, Olinda satisfá-lo de vez).

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