Kadê Kobani?

Desapareceram as notícias sobre Kobani. De relatos diários, até horários, sobre os avanços e recuos, os voos e bombardeamentos, os feridos e mortos, passámos para o silêncio total após as notícias da chegada de guerrilheiros sírios e curdos do Iraque e também da cooperação da Turquia com os EUA, no final de Outubro.

Pede-se aos maluquinhos das teorias da conspiração para se chegarem à frente e aproveitarem a oportunidade de ocupar o vazio enquanto ele dura.

15 thoughts on “Kadê Kobani?”

  1. E disto?

    http://mobile.nytimes.com/2014/10/28/magazine/theo-padnos-american-journalist-on-being-kidnapped-tortured-and-released-in-syria.html?referrer=

    I returned to the F.S.A. troops. One told me that his unit had recently traveled to Jordan to receive training from American forces in fighting groups like the Nusra Front.

    “Really?” I said. “The Americans? I hope it was good training.”

    “Certainly, very,” he replied.

    The fighters stared at me. I stared at them.

    After a few moments, I asked, “About this business of fighting Jebhat al Nusra?”

    “Oh, that,” one said. “We lied to the Americans about that.”

  2. Mas numa coisa tens razão, Val. O circo mediático dos nossos dias e dos nossos blogues não tem o mesmo pedal que os rapazes e raparigas que há 60 dias estão de arma na mão e peito aberto, frente às balas da negritude, quase sozinhos, entre um rasgo inédito de lucidez americana e a irrelevância acobardada da velha Europa. Se vasculhares um pouco por essa net fora, vais chegar à conclusão que não deveriamos estar a falar de outra coisa.

  3. é interessante pensar nisto de as coisas do mundo adquirirem importância mediante a visibilidade que lhes dão. como se ou não existissem ou carregassem a maior existência consoante interesses e apetites. as pessoas são mesmo assim, gostam de usar ao invés de fruir.

  4. O mesmo se pode dizer do É – bola, ou já encheram os bolsos e já não é necessário mais, por agora. No nosso surto só me espanta uma coisa, porque é que não se vê “especialistas” com os mesmos EPI’s “equipamentos de protecção individual” que se viu nos países “infectados” na Africa?

  5. Lucas Galuxo, não percebi qual é a teoria da conspiração que defendes, mas aposto que será uma das mais jeitosas.

    Keep up the good work.
    __

    Olinda, bem visto.
    __

    João Costa, com o ébola passámos de previsões que falavam de 10 mil novos casos por mês (por semana?) para um também quase apagamento do pânico geral. É do 80 para o 0,8.

  6. Pensei que estivesses a chamar teoria da conspiração à evidência de suporte do actual regime turco às hordas de fundamentalistas islâmicos, Val. A não ser assim fico mais descansado.

  7. Obrigado. Mas, num momento em que esta merda está a rebentar à séria, a ti, que gostas de ser tratado como guardião da cidade iluminada, dos últimos genuínos, não te ficava mal dedicares um pouco mais de atenção e disciplina, e não apenas fazer graça, às labaredas que se aproximam.

  8. Val, estou a falar da extensão das áreas que estão a perder o que considero os mínimos dos valores em que cresci: o respeito pelas convicções pessoais de cada um e o respeito pelas mulheres. E da indiferença, por um lado, e dos pontapés na gramática geopolítica, por outro, com que ela alastra. Nada de mais.

  9. “Os maluquinhos da teoria da conspiração”, em particular os caseiros, estão ainda a acordar do terramoto que se abateu sobre as nossas cabeças !!!
    A guerra em curso, cá dentro, é demasiado intrincada para que o que se passa no exterior a suplante !!!
    Há tiros de “revelações”, disparados por snipers acossados !

    As guerras e os grandes problemas humanitários, seguem dentro de momentos !!!!

  10. Ainda não percebi onde queres chegar, Valupi. Se achas que o assunto não tem nada ver connosco, se nada adianta falar dele, se está bem encaminhado… Experimenta dar-nos a tua opinião sobre a principal manifestação do PS acerca deste tema: chamar a explicações no Parlamento um ministro, por este andar a ler em voz alta as notícias do Expresso sobre o novo califado, enquanto outro ministro do governo negoceia a concessão dos portos portugueses a interesses de um dos países que o sustenta. A ver se nos situamos.

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