Joe Biden, my new hero

Não sei, não conseguiria sequer começar a explicar, por que razão o Partido Democrata não encontrou um candidato melhor do que Joe Biden. Contudo, e com tudo o que nele parece inadequado à função e à situação, desde o fim do 1º debate presidencial que o tenho como um genuíno herói norte-americano.

Quem tiver acompanhado a CNN desde a tomada de posse de Trump, a 20 Janeiro de 2017, que acredita com esperança renovada a cada semana estar por dias a iminente queda do clown. Essas doses de excitação e invariável frustração aguentam-se durante um ano, máximo dois. Depois temos de desligar e desaparecer dali pois só aumenta a perplexidade e derrelicção em que já estávamos. O que recordo e realço é isto: nem a CNN, que pôs a carne toda no assador de um posicionamento opositor à actual Casa Branca, conseguiu encontrar o caminho das pedras para converter os apoiantes de Trump. Aliás, nem sequer sabemos se o massacre mediático ao longo de quase 4 anos teve algum efeito nos indecisos. A avaliar pelo teste feito pela própria CNN após o debate, népias.

O mundo não estava preparado para o coronavírus e menos preparado parece continuar para a virose da trampa que ameaça afundar os EUA numa das maiores crises da sua História. A inacreditável conjugação de factores que se reuniu para permitir a eleição de Trump só é superada pela inacreditável estabilidade na sua base de apoio. Foi contra este fenómeno, que aparenta ser misterioso ao deixar baralhados os cientistas políticos e demais especialistas que não descobriram o antídoto, que Joe Biden se apresentou representando a racionalidade e a decência.

Aquele que poderá ter sido o pior debate presidencial de que há memória na América foi igualmente revelador do que está em jogo nesta eleição. Biden apareceu extremamente bem preparado para não se deixar apanhar nas provocações emocionais e com uma estratégia de comunicação com a audiência televisiva que seguiu na perfeição ou lá perto. Para lidar com o caudal de mentiras a opção foi a da tolerância zero, em cada ocasião repetindo até ficar com a última palavra que Trump tinha mentido. Já Trump não mostrou ter qualquer plano para além de insultar Biden e focar-se nas calúnias e ofensas aos filhos do seu opositor à mistura com clichés inanes. Daí ter perdido por completo o autocontrolo, passando a comportar-se como se estivesse num comício. Foi assim que acabou abraçado aos Proud Boys, graças à sua imbecil e debochada arrogância. Para quem precisava de conquistar indecisos, a sua prestação foi um desastre.

O aspecto mais interessante do ponto de vista antropológico, para mim, não o vi referido por ninguém; talvez por ter sido subtil. Aconteceu ao longo do debate quando Biden resistia às interrupções e passava ao ataque. O efeito foi o de efectivamente conseguir que ele se calasse e ir diminuindo a energia de Trump ao ponto de, lá para o meio do debate, até parecer que a alimária enraivecida tinha aceitado comportar-se à altura do acontecimento. Esta dinâmica gerou na minha percepção um efeito paradoxal, em que o protagonista com a imagem de maior fragilidade se mostrava muito mais forte do que a besta insana a poucos metros de si.

Depois do debate, Biden continuou sem convencer os comentadores. Achei injusto. E achei que nenhum deles teria conseguido sair daquela câmara de tortura com a dignidade e confiança que Joe Biden tinha mostrado ao enfrentar uma das maiores desgraças planetárias do começo do século XXI.

52 thoughts on “Joe Biden, my new hero”

  1. Ficamos a saber quem,entre os comentadores e jornalistas nacionais,apoia Trump,,,
    Poucas surpresas no rebanho,quase todo gado já brincado !

  2. Sem dúvida, se Trump ganhar, o caos e o futuro incerto para 99% dos americanos será sem dúvida uma triste realidade.

  3. “uma das maiores desgraças planetárias do começo do século XXI”

    Porquê? Provocou uma Guerra Civil na Jugoslávia, no Iraque, na Líbia, na Síria, na Ucrânia,…? Foi?
    Com Biden no poder, muito provavelmente, os lobis guerreiros de Washington já estariam de lança-chamas em punho percorrendo as ruas de Minsk, como fizeram em Kiev. Surpreende a ingratidão europeia com o primeiro Presidente americano em muitos anos que segurou as suas tropas em casa.

  4. Lucas Galuxo, porque alimenta os grupos que pretendem uma guerra civil nos EUA, porque agrava a crise climática, porque se alia a uma Rússia nas mãos de um tirano, porque provoca a China sem qualquer estratégia de apaziguamento e cooperação.

  5. Lamento, mas, com o devido respeito, Joe Biden não passa de segunda figura, o seu passado e perfil o dizem.
    Não sei quem vai ser o próximo presidente dos EUA, mas se Biden for eleito pouco aquecerá o lugar. O próprio Partido Democrata se encarregará disso. Em boa verdade Biden é um joguete, ainda que ele não se aperceba. Biden é mais um semeador mecânico de ilusões.
    Trump é o que é. Considerando a complexa estrutura de governação dos EUA o poder de Trump não é tão grande como por vezes se pensa. Portanto, não atribuam especiais responsabilidades da decadência dos EUA ao presidente actual. Em minha opinião, Obama também não fica nada bem na fotografia.
    Enquanto europeu estou grato ao Trump pela frente que tenta fazer (ainda que atabalhoadamente) à crescente hegemonia do regime da China no mundo. No seu lugar, Obama foi comido em grande.
    Ma se querem falar em poder, muito, mas muito mais poder tem o Putin no seu país.

  6. Valupi, podemos pensar de outra maneira. Podemos pensar que o extremismo interno é consequência do desaparecimento de causas militares externas congregadoras. Num país tipicamente belicista, essas podem ser manifestações do ardor de um remédio que cura. Mas convém olhar bem para quem alimenta o quê. A Media anti-Trump não me parece menos preconceituosa e intolerante do que as redes sociais que o defendem.
    Sobre crise climáticas, cuidado com a demagogia. As emissões de CO2 per capita dos EUA são idênticas às do Canadá ou da Austrália, são sensivelmente as mesmas de há 30 anos, enquanto as da China aumentaram quase 300% no mesmo período, e não se vê ninguém achincalhar os governos desses países por causa disso.
    Onde é que os EUA se aliaram à Russia?
    Colocar um travão à estratégia imperialista do Partido Comunista Chinês que já manda em meio Mundo, inclusive Portugal, é uma provocação à China?? Ganha juízo.

  7. Foi realmente uma pena que tenha falhado a “estratégia de apaziguamento e cooperação.” que Chamberlain tinha já bem alinhavada com os nazis. Que mundo belo seria o de hoje se esse Churchill belicista louco que condenou à morte o regime nazi tivesse sido vencidos pelos seus opositores internos.
    Valupi, acha, vejam bem, que é possível pactuar, fazer pazes, cooperar, dar as mãozinhas e quiçá beijinhos, a um regime que despreza em absoluto o estado de direito e a democracia.
    Valupi anda por aqui a defender o estado de direito e a democracia como se fossem as maiores conquistas da civilização, valores acerca dos quais nunca se pode transigir, nomeadamente com Venturas e quejandos, mas chegando a China… bom chegando a China Valupi abre todo o seu cú Chamberlainesco e pede que o arrombem e de preferência à bruta.

  8. O mais fabuloso é que Valupi acha que cooperar e apaziguar com a Rússia nem pensar, mas cooperar e apaziguar com a China, nada a opor.

  9. Lucas Galuxo, sem dúvida, podemos pensar de múltiplas maneiras. Mas parece-me que a tua maneira de pensar não se preocupa com os factos, ficando-se por afirmações que só encontram sentido na tua subjectividade.
    __

    Bronx, tens de largar o vinho. A China quer fazer negócios com a Europa, a Europa faz negócios com a China. Isto é apaziguamento e cooperação onde ambas as partes ganham. Hitler não queria fazer negócios com ninguém, e a Rússia faz as duas coisas, negócios e ataques às democracias ocidentais.

  10. Caro Bronx:
    Churchill,esse belicista louco,como lhe chama, foi corrido por Hitler da Europa Continental em 1940 e só lá retornou em 1944 !!!
    Durante 4 (quatro) anos, alguém teve que segurar e vencer a besta louca na Europa ,sem a comparência do charuto e do Bourbon do seu tão afamado belicista..
    Um pouco de decência, a História existe !

  11. Poderias talvez explicar à maralha essa coisa de que “a Rússia faz as duas coisas, negócios e ataques às democracias ocidentais”, ou melhor, a segunda das duas, já que sobre a primeira ninguém tem dúvidas. Que ataques são ou foram esses, quando e como, que objectivos tinham, se foram bem ou mal sucedidos ou assim assim, e, principalmente, o que ganharia, ou ganhará, a Rússia em fazer ataques às “democracias ocidentais” com as quais faz, e certamente pretende continuar a fazer, mutuamente benéficos negócios, assim arriscando estúpida e gratuitamente a continuidade dos ditos. Poderias talvez explicar a esta cambada de estúpidos que somos nós a estupidez genética e a incurável burrice dessa Rússia que parece ter como desporto favorito dar tiros nos pés, essa Rússia que, quando as coisas parecem correr-lhe um pouco melhor, faz tudo e mais um par de botas para que voltem a correr-lhe o pior possível. Poderias, digo eu, se deixasses de acreditar que, quando as galinhas têm dentes, saem os pintos carecas. Mas é improvável que o consigas, pois, no que respeita a EUA, Europa, Rússia, China, resto do planeta e arredores, e aos mecanismos reais que regem o modo como interagem, a tua cabecinha funciona ao nível do lugar-comum, do preconceito e da fé na superioridade infalível da excelentíssima excelência da ocidental ralé, crença tão falha de rigor científico como a da alegada relação entre a cremalheira das galinhas e a calvície precoce dos pintos.

  12. Ao lado do gangster Donald Trampa, o fraquinho Biden é uma estrela de primeira ordem.

    Não sei se ainda haverá grunhos, evangélicos, mafiosos, barbies, neocons, neonazis e KGBs em número suficiente para reeleger o gangster.

    Ele representa o que a América tem de mais feio, porco e mau. Desatou tais ódios, que muita gente irá votar não por Biden, mas contra ele. Espero isso, mas só acredito quando vir.

  13. Val,

    Como exemplo de uma das maiores desgraças planetárias do início do Sec. XXI, disseste que os EUA se aliaram à Rússia.
    Perguntei-te onde é que isso aconteceu.
    Respondeste que eu não me preocupo com os factos. O dono da objectividade és tu.

    Estás em grande forma!
    Não fazes lembrar o preconceito e repetição de chavões caluniosos, sem apresentação de provas, com que a direita decadente emporcalha a cidade.

    Não basta trocar o Correio da Manhã pelo New York Times ou pela CNN. É preciso Pensamento Crítico.

  14. Lucas Galuxo, a Rússia interferiu nas eleições americanas de 2016 para atacar Hillary e promover Trump e está a interferir nas de 2020 no mesmo sentido. Trump, depois de eleito, defendeu Putin de todas as suspeitas de violação da soberania eleitoral americana. Entretanto, agências de inteligência norte-americanas (perto de 20), mais o Senado (num relatório dirigido por um republicano), confirmaram que a Rússia tinha interesse em ter Trump a mandar na superpotência ocidental. Só não provaram que Trump alinhou intencionalmente na invasão russa porque tal implicaria ter de julgar um presidente dos EUA por alta traição.

    Se precisares das fontes destes factos, avisa que eu ajudo-te nesse plano de desenvolveres o teu pensamento crítico. Se, apesar destas evidências, continuares a dizer que não há uma aliança entre a actual Casa Branca e Putin, já nada poderei fazer por ti.

  15. Valupi,
    Dou de borla ver dezenas de advogados e detectives em matilha a produzir milhares de páginas de relatórios para descrever um mero acto ilícito. Faz-me lembrar um caso doméstico de atira barro jurídico à parede que esta casa conhece bem.
    Também dou de borla o relatório Mueller afirmar expressamente não terem sido encontradas evidências de conspiração ou coordenação da campanha de Trump com o Governo Russo.
    Mesmo assim, a olho nu:
    Quantos países existem no Mundo que não sofreram indirecta ou directamente interferência dos EUA nas suas escolhas políticas?
    Quantas organizações políticas europeias não mostraram hostilidade por Trump e apoiaram a eleição de Hillary?
    Na rede, há mais sites, páginas de youtube, facebook ou twitter, jornais e revistas com agenda pro-Russia ou com agenda anti-Russia?
    Antes da eleição, se Putin não manifestou deveria ter manifestado publicamente preferência por um candidato que não incluisse no seu programa uma reedição da Guerra Fria. Deveria Putin e deveria quem tem dois dedos de testa. Qual foi a guerra que os EUA começaram nos últimos anos que acabou bem?

  16. Valupi dixit: “Não sei, não conseguiria sequer começar a explicar, por que razão o Partido Democrata não encontrou um candidato melhor do que Joe Biden.”

    Não sabes porque andas distraído ou porque não queres saber. O Partido Democrático (e não “Democrata”, democratas chamam eles aos membros da agremiação) podia ter escolhido um cavalo de corrida, ainda que já um pouco “sénior”, para correr contra o cavalo Trump, e chamava-se ele Bernie Sanders. Mas a máfia corrupta que controla a agremiação, estrénua defensora das anafadas carteiras das hipermercearias atrás dos arbustos, verdadeiras “donas daquilo tudo”, entre um Sanders e um Trump não hesita um segundo na sua preferência pelo cavalão que finge odiar, já que ele defende os mesmíssimos interesses, sem um micrómetro de diferença. Na realidade, a única coisa que odeiam no desbocado é o estilo e não a substância. O que é que queres, o Trampas acha um desperdício e uma perda de tempo e energia o que eles gastavam a disfarçar a merda de sempre com toneladas de verniz, rímel, pó-de-arroz e Chanel n.° 5. Tem um apurado sentido prático, a besta, e não lhe entra na cabeça a vantagem de quererem parecer o que não são.

  17. Valupi dixit: “O que recordo e realço é isto: nem a CNN, que pôs a carne toda no assador de um posicionamento opositor à actual Casa Branca, conseguiu encontrar o caminho das pedras para converter os apoiantes de Trump.”

    E tu achas que compete à CNN, à qual supostamente competiria fazer uma coisa em vias de extinção chamada jornalismo, optar em vez disso por pôr “a carne toda no assador de um posicionamento opositor à actual Casa Branca”, emulando o nosso querido correio da manha e outras quintarolas igualmente manhosas da Cofina, suas primas e adjacentes?

  18. Valupi dixit: “A inacreditável conjugação de factores que se reuniu para permitir a eleição de Trump só é superada pela inacreditável estabilidade na sua base de apoio. Foi contra este fenómeno, que aparenta ser misterioso ao deixar baralhados os cientistas políticos e demais especialistas que não descobriram o antídoto, que Joe Biden se apresentou representando a racionalidade e a decência.”

    O principal factor que permitiu a eleição de Trump foi, insisto, a teimosia mafiosa E BURRA da psicopata e sociopata Killary Klingon, com o aparelho do partido ao seu serviço, ao roubar a nomeação a Bernie Sanders. Só “cientistas políticos e demais especialistas” burros da quinta casa ficarão “baralhados” com o resultado e suas sequelas. Dois neurónios e meio bastavam para entender que era Sanders o cavalo mais bem posicionado para vencer o desbocado, mas isso, como atrás afirmei, era coisa que a máfia klingoniana, defendendo os interesses dos verdadeiros “donos daquilo tudo”, nunca poderia tolerar. Antes o Trump!

    Quanto à alegada “racionalidade e decência” de Joe Biden, por este caminho ainda te vejo a atribuir as mesmas excelsas qualidades ao Durão Barroso, sendo que, falho da segunda, me parece ter este último pelo menos a primeira (no sentido de calculismo realista), ao passo que o teu “new hero” falha miseravelmente nas duas.

  19. “era Sanders o cavalo mais bem posicionado para vencer o desbocado” (Camacho*)

    Nem o próprio achou isso, por isso desistiu para Biden e declarou-lhe:
    “Precisamos de ti na Casa Branca e eu vou fazer tudo o que puder para garantir que isso acontece”.

    Faltou lá o Camacho* para lhe explicar que a nomeação democrata lhe foi novamente “roubada”, agora como em 2016, pelo aparelho do partido, que regurgita de mafiosos e psicopatas. Mas o Bernie se calhar é tão burro que não ia acreditar. Burro uma vez, burro para sempre.

    É dramático este desaproveitamento dos neurónios portugueses.

    *corrigido, com pedido de desculpas ao Lucas Galuxo

  20. A lista de interferências americanas (e seus vassalos) nos processos políticos de outros países, nomeadamente em eleições, é de longe, muitíssimo longe, superior à das alegadas interferências russas. Os que agora entram em apoplexia com as emissões da RT em países ocidentais, por exemplo, acham, e sempre acharam, perfeitamente legítimas as emissões muito mais antigas da Voice of America ou da BBC em língua russa para todo o antigo bloco de Leste. E eu também acho, e sempre achei, diga-se de passagem. Emissões que se mantêm, aliás, e não é culpa dos russos, ou dos americanos, britânicos e outros que lá trabalham que o profissionalismo e eficácia da RT faça cair no ridículo o primarismo e irrelevância dos velhos interferentes ocidentais, de uma incompetência e ineficácia confrangedoras, apesar dos meios e orçamentos muito superiores aos do canal da Moscóvia.

    Essas interferências são também muito mais descaradas e arrogantes, não hesitando sequer na utilização de pressões, ameaças ou chantagens sem a mínima preocupação de disfarce. Basta lembrar a falta de pudor da intervenção de Barack Obama nas eleições presidenciais francesas a favor do jovem Manu Morcon, como podes relembrar aqui:

    https://youtu.be/vt5IkcqG3FI

    Ou as pressões do mesmo herói sobre os britânicos no que toca ao modo como deviam votar no brexit, para memória futura aqui:

    https://youtu.be/-PsVHL5IZLo

    Ou aqui ameaçando descaradamente os eleitores britânicos (ver minuto 2:35) sobre o que lhes aconteceria caso optassem pelo brexit, a saber: em futuros acordos comerciais iriam para o fim da fila, em benefício da União Europeia sobrante. Textualmente: “O nosso foco estará na negociação com um grande bloco, como a União Europeia, para concretizar um novo acordo comercial, e o Reino Unido irá para o fim da fila”.

    https://youtu.be/5tkNamVKz8I

    E aqui, depois do brexit, fazendo de todos nós parvos, dando o dito por não dito sem um miligrama de vergonha, aldrabando descaradamente para tentar emendar a mão:

    https://youtu.be/YlBGt38mgqA

    Em verdade te digo que, num campeonato de aldrabões e vigaristas em que este gajo participasse, o aldrabão certificado Donald Trump teria de suar as estopinhas para chegar à medalha de ouro. Claro que para ti, ocidental e superior criatura, todas as interferências são iguais, mas algumas são bem mais iguais do que outras, e à “nação indispensável”, à “excepcionalidade” do “império do bem”, tudo deve ser permitido, deus-nosso(deles)-senhor abençoou-os com essa graça, esse direito, essa missão, e quem não gostar, bueno… ou cai bomba ou sai sanção.

  21. E a prisão de Guantánamo,que o ungido Obama ia encerrar ?
    É preciso topete !
    Quase tanto topete quanto o necessário para manter um país em bloqueio durante 60 (sesseta) longuíssimos anos…

  22. Faz-me espanto a certeza imperativa que tanto portuguezinho tem de que Biden é um idiota enquanto vêem em Trump, após estes quatro anos, um inteligente espertalhão político que, como já o tinha dito Pacheco Pereira na eleição, soube entender o americano genuíno arruinado e desprezado do midi e far-west americano e prometido a levá-lo, de novo, à grandeza perdida.
    É que tanta certeza faz-me lembrar os expert psicólogos de vendedores de praça ou meninas empregadas de loja fina que mal um cliente lhes aparece olham-nos na cara e sabem logo o que são e quanto valem.
    Nem lhes passa pela cabeça que com tal saber peremptório estão tratando os milhões do partido democrata americano de estúpidos ou atrasados mentais quando escolhem tal “falas mansas” para os representar nas eleições presidenciais americanas.
    Contudo Biden é herói americano e foi vice-presidente vários anos e não consta que tenha cometido algum erro idiota. Ao contrário o Trump já deu mais que provas nestes quatro anos que é parco de inteligência, desconhece a história das ideias e da ciência, é idiota que só sabe, como os locutores da nossa TV, que faz mau tempo quando chove e bom tempo quando está sol, é narcisista que só se vê a ele e acredita nele, faz promessas à la carte que não cumpre e depois desculpa-se com cada vez maiores e anedóticas fantasias e por fim mente e culpa os outros como bodes expiatórios, é um simplista que pensa que governar o maior poder do planeta é submeter pelo medo os outros países (o tempo do Príncipe já foi), é um estúpido irresponsável que divide o planeta em bons (apoiantes) e maus (todos os que duvidam dele), é um louco que se deixa manipular por gente que quer fazer dele um César, apesar de não ter nenhuma qualidade e grandeza do dito, e mesmo num tempo que tal lugar é disputado por alguns outros, é um vigarista de negócios tão bronco que actua como tal nas relações com os outros povos, e é um insuportável troca tintas que mente e se desdiz com o àvontade de um desmiolado; resumindo, é um imprestável social a quem ninguém empregaria para um cargo responsável.
    Claro, há sempre a possibilidade de, pelo uso das ideias do pensamento e acção prática, alguém achar que o mundo é feito apenas de malfeitores ainda maiores e, desse modo, ir contra a corrente e elogiar alguém como Trump é ainda um mal menor e usar um pensamento contra-corrente é ter uma visão inovadora.
    Novidade do tempo poderá parecer quanto a inovadora é uma farsa pois trata-se de regressar, social, civilizacional e racionalmente, ao caixote do lixo da história.

  23. 《Nem o próprio achou isso, por isso desistiu para Biden e declarou-lhe:
    “Precisamos de ti na Casa Branca e eu vou fazer tudo o que puder para garantir que isso acontece”.》 (Júlio)

    E que porra de mistério terá levado Sanders a concorrer inicialmente à nomeação, tanto em 2016 como agora? Se não foi porque pensava, quando avançou, ser o mais bem posicionado, até ser obrigado a desistir pela máfia corrupta klingoniana, foi porquê? Acaso desconheces que a “controleira-chefe” do DNC (Democratic National Committee) entre 2011 e 2016, Deborah Wasserman Schultz, teve de se demitir do cargo por se ter confirmado o que acima ridicularizas?

    “On July 28, 2016, Wasserman Schultz resigned from her position after Wikileaks released a collection of stolen emails indicating that Wasserman Schultz and other members of the DNC staff had favored Hillary Clinton over Bernie Sanders in the 2016 Democratic primaries.” Aqui:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Debbie_Wasserman_Schultz?wprov=sfla1

    Dos teus dois neurónios e meio, suspeito que gripaste dois e a pobre metade solitária que sobrou não chega para responder a questões de tão sofisticada complexidade. A talhe de foice, aproveito para dizer que o “meu” candidato era Tulsi Gabbard, o Sanders seria sempre uma segunda escolha.

    O “apoio” de Sanders a Biden tem a mesma sinceridade que o de Kamala Harris ao mesmo Biden, depois de, num debate nas primárias, o ter acusado, entre outras malfeitorias, de apoiar políticas segregacionistas nos transportes públicos. No caso da Harris, aliás, pesou sobremaneira o “desinteressado” cálculo de, afastada da corrida depois de desmascarada pela Tulsi, lamber empenhadamente os entrefolhos ao corrupto senil com o objectivo (bem sucedido) de ser escolhida para vice. Com sorte, a senilidade evidente entra em processo de aceleração a curto prazo e ela chega a presidenta da chafarica quase sem mexer uma palha, muito provavelmente de acordo com os cálculos que a posicionaram onde está. Ver aqui:

    https://youtu.be/T_FuG13z0bQ

    《Faltou lá o Camacho* para lhe explicar que a nomeação democrata lhe foi novamente “roubada”, agora como em 2016, pelo aparelho do partido, que regurgita de mafiosos e psicopatas. Mas o Bernie se calhar é tão burro que não ia acreditar. Burro uma vez, burro para sempre.》(Júlio)

    Tens razão. Quanto ao Sanders, só encontro explicação na conclusão a que cheguei vai já para algumas décadas: o americano vulgar é burro e ignorante, mas, graças a Deus, o americano sofisticado é exactamente ao contrário, ou seja, é ignorante e burro.

    《É dramático este desaproveitamento dos neurónios portugueses.》(Júlio)

    Aproveita tu, que é de borla.

  24. “Democratic primaries” e não “Deocratic primaries”, peço perdão pelo erro, agradeço ao Valupi se puder corrigir.

  25. Grande Camacho, análise correctíssima.
    Obviamente, Tulsa Gabbard seria a primeira escolha. Tulsa> Bernie> Trump> lóbi intervencionista Biden

  26. Quer saber como o aldrabão do Trump
    foi eleito e provavelmente vai voltar a ser reeleito ?

    É fácil, a esquerda e o politicamente correcto são tão aldraboes como ele é há mais tempo. Como tal estão completamente descredibilizados.

    Por exemplo, a aldrabice que nos inpingem até à exaustão de que todas as comunidades de maioria branca seriam racistas perseguidoras de pretos.

    Vejamos a sua referência aos proud boys defenidos como racistas pelas organizações tipo SOS racismo lá dos states.

    Depois quando se vai a ver o chefe dos proud boys é preto !!!’

    Um pouco como por cá os jornalistas do politicamente correcto considerarem “prova de racismo” uma manifestante do Chega ser mãe adoptiva de uma criança negra !!!!!

    Se o ridículo matasse nesse momento todas as redações dos jornais deste país teriam ficado de luto.

    Tanta merddda fazem com tretas de racismo fake que ás tantas aparece um verdadeiro partido nazi com bandeiras com suasticas desfraldavas ao vento mas vocês já queimaram tanto o assunto que já ninguém acredita. E pensam que lá estão vocês outra vez a inventar racismo fale.

  27. “Depois quando se vai a ver o chefe dos proud boys é preto !!!”

    eheheheh… é pantone de moscavide, o enrique tarrio é tão preto como mário machado.

    ” Um pouco como por cá os jornalistas do politicamente correcto considerarem “prova de racismo” uma manifestante do Chega ser mãe adoptiva de uma criança negra !!!!!”

    não foi nada disso que foi noticiado, mas dava-te jeito que fosse.
    “Menina negra “vestindo” cartaz identificando-a como adotada, angolana e com pais do Chega foi fotografada na manifestação convocada por Ventura para desmentir racismo do país. Comissão de Proteção recebeu “mais de uma dezena de queixas”, juristas veem crime de maus-tratos. “Foi um erro”, diz mãe.”
    https://www.dn.pt/edicao-do-dia/07-ago-2020/crianca-negra-cartaz-em-manifestacao-do-chega-12502908.html

  28. O grande, enorme jornalista australiano John Pilger sobre Julian Assange e a guerra assassina que o Império lhe faz, para amedrontar, domesticar e silenciar o pouco jornalismo que resta no planeta, transformando-o num exemplo do que pode acontecer a quem se atreva a mijar duas pinguinhas que seja fora do penico:

    https://youtu.be/E_w8hWXoD6k

    É este o país de Donald Trump, Mike Pompeo, Barack Obama, George Bush, Condoleezza Rice, Joe Biden, Hillary e Bill Clinton, Madeleine Albright, Henry Kissinger, Zbigniew Brzezinski e muitos mais. Gangsters, criminosos de guerra, genocidas, sociopatas e psicopatas, tudo bons rapazes… e raparigas, claro, que eu não sou sexista.

    Felizmente que ainda lá existem alguns Noam Chomsky, Edward Snowden, Chelsea Manning, Jimmy Dore, Angela Davis, Susan Sarandon, Max Blumenthal e outros. Bastantes, mas ainda assim uma miserável gota de água potável a tentar alguma lucidez e sanidade num tsunami de merda.

  29. Caro grunho.

    Antes de mais nada deixe felicitá-lo pela escolha do seu nick que lhe é muito apropriado.

    Depois gostei do seu withe washing do lider dos proud, que é preto mas você jura que é branco. Talvez seja black face..,

    Quanto à menina negra adoptada por uma “racista” do Chega, qual é o mal de a mãe a levar à manif ?

    As manifs do PCP estão sempre pejadas de criancinhas aos montes e nunca ninguém se queixou.

    Além disso informo-o que verdadeiros racistas não adoptam crianças negras como todos vocês estão fartos de saber mas como estão a competir com o Trump pela taça de maior aldrabão do universo, fingem não saber.

  30. José Neves, é exaustiva e basicamente correcta a caracterização que fazes do Trump. O gajo é uma besta quadrada e, do muito que se pode dizer dele e das pauladas conceptuais que se lhe podem aplicar, só se perdem as que caem no chão. Mas classificar Biden como “herói americano” e afirmar que, enquanto vice-presidente, “não consta que tenha cometido algum erro idiota” não lembra ao Diabo (cruzes, canhoto!). É do mais estapafúrdio que já li, vi ou ouvi nos muitos séculos que levo neste planeta. Biden é um desbocado arrogante, inculto, hipócrita e corrupto que, nesse campeonato, obriga o Trampas a suar as estopinhas e disputa com ele, taco a taco, a medalha de ouro. Não tem hipótese, porém, na modalidade de eficácia, em que o quadrúpede “Bad Orange Man” vence a pileca senil por 80 ou 90 comprimentos com uma perna às costas.

    Mas catalogares simplisticamente como apoiante ou simpatizante de Trump quem, com fundamentos explícitos, não gosta de Biden, tentando assim amedrontar e silenciar os críticos, não é honesto. Do que aqui tenho “visto” nas tuas intervenções, admito que as paixões que estes assuntos provocam te tenham empurrado para um “momentary lapse of reason”, mas não me parece que esse género de métodos seja digno de ti.

  31. «Mas catalogares simplisticamente como apoiante ou simpatizante de Trump quem, com fundamentos explícitos, não gosta de Biden, tentando assim amedrontar e silenciar os críticos, não é honesto. »

    Não digo nem insinuo no meu comentário que apoias ou simpatizas com Trump ou sua política; tresleste de imediato e irritado porque duvido cartesianamente de certezas à priori tomadas por instinto. E muito menos tento amedrontar e silenciar os críticos. Logo falar de desonestidade é, por sua vez, pior a emenda que o soneto.
    O Camacho já postou aqui, sobre este assunto, 9 comentários todos no mesmo sentido e igual argumentação apoiados em mais oito links para textos (ou videos?) também, provavelmente, de mesmo sentido e mesmo significado e sou eu que tento “amedrontar e silenciar os críticos”.
    Ainda bem que não falo ou leio o inglês para o entender criticamente estando assim muito mais liberto para pensar pela minha cabeça, pois, sendo o inglês a língua do mundo e sobretudo da net é, forçosamente, aquela onde mais abundam as fake news e vídeos e livros apologéticos de factos e argumentos falsos ou truncados para levar muita gente a navegar em suas embarcações de águas turvas.
    Já tinha discutido com um amigo a questão de Biden, o fraquinho e sem qualidades da opinião pública portuguesa. E a minha questão é esta; Biden é considerado um político moderado desde que conquistou um lugar no Senado em 1972 como um dos mais jovens senadores e desde então fez uma carreira política pendendo mais para o melhor do que para o pior até conseguir, agora, os apoios para a nomeação a candidato presidencial. Contudo, segundo opinadores na nossa imprensa é um pobre diabo político escolhido pelo partido Democrata de broncos porque o escolheu.
    É, como já disse, a psicologia barata da vendedora de praça e menina do shopping que mal o cliente entra na loja, pela cara, pelo visual, pelo cheiro, pela fala ou outra aparência qualquer topam logo quem é e o que vale tal pessoa e depois, atendem o cliente conforme a opinião que formaram em cinco minutos acerca dela.
    Biden tem uma experiência política ao contrário de Trump que tem somente experiência de negócios pouco claros e, certamente, corruptos de corruptor como são geralmente os bravos da construção civil.
    E volto a dizer que há sempre a possibilidade de, pela leitura sistemática contra um alvo chegar a pensamentos como aquele muito batido e feito slogan entre nós de que “os políticos são todos corruptos” e uns malfeitores e desse modo lhes parecer que qualquer idiota estilo Trump será sempre melhor Presidente que um velho político com “tarimba” de décadas de malfeitor e corrupto.
    Não digo que seja o caso do Camacho mas é uma hipótese racional e foi esse o caso de Pacheco Pereira, um amigo meu músico com quem discuto muito, e muitos comunistas aquando da eleição de Trump.

  32. “Faz-me espanto a certeza imperativa que tanto portuguezinho tem de que Biden é um idiota enquanto vêem em Trump, após estes quatro anos, um inteligente espertalhão político que, como já o tinha dito Pacheco Pereira na eleição, soube entender o americano genuíno arruinado e desprezado do midi e far-west americano e prometido a levá-lo, de novo, à grandeza perdida.” (José Neves 17.31)

    Não encontro para esta transcrição interpretação diferente da que lhe dei, pelo que afirmar agora que “não digo nem insinuo no meu comentário que apoias ou simpatizas com Trump ou sua política” é lançar areia para os olhos.

    Por “amedrontar e silenciar os críticos” entendo, obviamente, levá-los a recear que as críticas que eventualmente possam fazer ao Biden sejam automaticamente equiparadas a apoio ao Trump, daí resultando que, para não serem acusados de apoiar algo ou alguém por quem sentem profundo desafecto e repugnância, metam a viola no saco e fiquem calados, assim contribuindo para a impunidade e inimputabilidade do alegado “herói americano”. Já agora, reitero a minha espantação: que porra fez o corrupto senil que possa levar alguém a considerá-lo um “herói americano”? É que eu já procurei a resposta à vista desarmada, com um microscópio, com um telescópio, até aluguei uns minutos do Large Hadron Collider do CERN, e não encontro nada. Será miopia minha? Defeito do material? Ambas as três?

  33. Trump foi alvo de uma investigação na Câmara dos Representantes e no Senado, que conduziu a um processo de impeachment, na sequência da acusação de, em conversa telefónica com o presidente da Ucrânia, ter alegadamente usado um auxílio previsto de perto de 500 milhões de dólares ao país para conseguir um “favor” que lhe era politicamente vantajoso: uma investigação, por corrupção, a Joe Biden e à empresa ucraniana onde o seu filho Hunter Biden trabalhara.

    Nessa conversa, Trump “teria pressionado” o actual presidente ucraniano (Volodymyr Zelensky) a fazer com que a justiça do país investigasse alegadas pressões de Joe Biden, quando vice-presidente de Obama, sobre o presidente e o primeiro-ministro ucranianos da época, para que fosse demitido o procurador-geral, que conduzia então uma investigação, por corrupção, à empresa ucraniana de energia Burisma, em que Hunter Biden, filho de Joe Biden, integrava o conselho de administração. Hunter Biden não tinha quaisquer conhecimentos ou experiência prévia no ramo, o currículo referia “apenas” a condição de ex-cocainómano e filho do vice-presidente dos EUA, mas ainda assim, sem saber ler nem escrever, auferia como administrador da Burisma um salário de 50 mil dólares por mês.

    A investigação e o processo de impeachment a Trump deram em nada. Aliás, ainda que a acusação tivesse algum mérito, era improvável que dessem em alguma coisa, dada a maioria que os republicanos detinham, e detêm, no Senado. Das transcrições da famigerada conversa telefónica entre Trump e Zelensky, porém (que foram tornadas públicas e li atentamente), não se pode inferir sem margem para dúvidas que Trump tenha usado o auxílio de 500 milhões de dólares como pressão. É certo que ele pede a Zelensky que a justiça ucraniana continue a investigar o assunto, mas isso é perfeitamente legítimo e já estava a ser feito. Em nenhum momento da conversa uma coisa fica dependente da outra e o próprio Zelensky declarou mais tarde não ter sentido nem se ter apercebido de qualquer pressão.

    Do que, porém, não há a mínima dúvida é que Joe Biden, quando vice-presidente dos EUA, fez, mas fez mesmo, exactamente a mesmíssima coisa de que Trump foi acusado e impichado. Com algumas diferenças: no caso de Trump, estavam em causa menos de 500 milhões de dólares; no de Biden, o dobro, mil milhões. Em relação a Trump, a acusação não foi provada; quanto a Biden, a chantagem (de que nunca foi acusado) não só ficou provada como o próprio se vangloriou mais tarde publicamente do feito, como se pode comprovar aqui:

    https://youtu.be/S3Ibbq_LG-4

    “Son of a bitch! He got fired! And they put in place someone who was solid!”, bolça o gabarola. Será este o feito heróico que reciclou o desbocado corrupto e senil em “herói americano”?

  34. Mais uma grande malha, Camacho. Muitos canalhas que apoiam Biden caluniam Trump acusando-o de fazer o que Biden fez mesmo.

  35. Que tristeza. Temos mesmo de aturar esses paranoicos a divulgar as campanhas de trazer por casa do Trump ? Olha la, oh caramelo, assumindo que o Biden também fez “chantagem” como lhe chamas, fê-lo proposito do quê ? Para beneficio proprio ou para tentar tirar beneficios eleitorais distruindo a reputação de um adversario ? E’ que isto faz toda a diferença…

    https://eu.usatoday.com/story/news/politics/2019/10/03/what-really-happened-when-biden-forced-out-ukraines-top-prosecutor/3785620002/

    O direito absoluto de expressão da conversa de taberna é um fundamento importante da democracia, isto não esta em causa. Mas que cansa, cansa…

    Boas

  36. “Por “amedrontar e silenciar os críticos” entendo, obviamente,…”

    Pois é, Camacho, o grande problema da filosofia como da ciência é as pessoas “verem e entenderem obviamente”.
    Como sabes o caso paradigmático do “obvio” foi o caso histórico dos obviamente geocentristas contra os heliocentristas que duvidavam do óbvio.
    A mais recente prova do “óbvio” foi-nos dada pelos cinco estarolas reunidos nos Açores acerca das armas de destruição maciça no Iraque de Sadam.
    A carrada de argumentos que trazes para este debate, dado que não és americano, não vives lá, não acompanhas desde sempre a política dos USA, nunca estiveste ou participaste da vida política do dia a dia americano e, portanto, toda essa metralha pesada de argumentos que aplicas neste combate de ideias são todos tirados dos livros e videos que andas a citar e linkar e que serão para ti clarinho, clarinho e óbvios.
    Claro que, se quisesses, certamente, podias arranjar outros tantos livros e vídeos que dizem o contrário dos que citas; visto de outros prismas o óbvio torna-se mais obscuro; a teoria newtoniana tornara-se óbvia mas Einstein colocado no espaço duvidou que fosse tão óbvia e correcta como era considerada; e assim sucessivamente no correr histórico da ciência.
    O “óbvio” já enganou muita gente da filosofia e da ciência e estes são os verdadeiros grandes pensadores que nos ensinam a pensar; tudo o resto não são mais que opinadores críticos, mais ou menos inclinados para um lado e muitos até apologistas ou caluniadores.

    Quanto ao Biden “herói americano” esquece, foi um erro meu, também neste caso levado por um amigo (também aqui entra o meu “óbvio”) que me tinha afirmado que o homem fora colega de MacCan na guerra e era igualmente herói.
    Mas podes continuar a agarrar-te e brincar com o meu erro que isso, além de nada alterar aos meus argumentos, não me provocam a mais indelével comichão.

  37. Quase consigo ver-te, Neves, a perguntar angustiadamente ao espelho: “Diz-me, espelho meu, se há opinador mais opinantemente belo do que eu.” Porque, OBVIAMENTE, estás resolutamente convencido de que todas as opiniões são iguais, mas as tuas são muito mais iguais do que outras. E fica claro que, para ti, livros e outros suportes de informação são coisas sem qualquer utilidade na formação de opiniões alicerçadas, que permitam a expressão de argumentos. Basta-te, OBVIAMENTE, o que o Espírito Santo, iluminando generosamente o teu laico mas inchado espírito, te sopra ao ouvido enquanto arreias o pastel e ruminas perfumadas opiniões, já que, como acima declaras, “ainda bem que não falo ou leio o inglês para o entender criticamente, estando assim muito mais liberto para pensar pela minha cabeça”. OBVIAMENTE, meu caro Watson… perdão, meu caro Neves!

    Qual heliocentrismo ou geocentrismo! O que está a dar é o umbigodonevescentrismo! Um futuro sem livros e outras excentricidades, um paraíso de e para taxistas, um éden para filósofos da cagadeira!

    Quanto a mim, pobre indígena da miserável e imprestável Tugalândia, “que não sou americano, não vivo lá, não acompanho desde sempre a política dos USA, nunca lá estive ou participei da vida política do dia-a-dia americano” (as coisas que tu “sabes” de mim, valha-me Deus!), bom mesmo é que feche a matraca e volte de uma vez por todas ao buraco de onde nunca devia ter saído. Onde é que já se viu?! O atrevimento desta gente, a mania que têm de ler livros e pesquisar dados antes de formar opiniões! Cortem-lhe a cabeça, já, disse a Rainha Vermelha, e o Neves aplaudiu!

  38. E já agora, Neves, o McCain era herói porquê? Não partilho, OBVIAMENTE, o argumento idiota do Trampa, que contestava a qualidade de herói do homem por se ter deixado apanhar. Isso foi apenas azar dele e pontaria afinada dos vietamitas que lhe derrubaram o aviãozinho. Mas, abstraindo da trumpice idiota e cretinóide do desbocado da Sala Oral, que porra tem o McCain no currículo que permita classificá-lo como herói? Nenhum dos dicionários que cá tenho em casa (livros, que horror!) regista “herói” como sinónimo de “prisioneiro de guerra”. Quanto ao comportamento dele na prisa, há antigos camaradas de infortúnio que dizem que se portou bem e outros que dizem o contrário, mas nada rotulável como heroísmo.

    Aviso desde já, porém, que despejar cá para baixo, dia após dia, semana após semana e mês após mês, toneladas de bombas de fragmentação, quilolitros de napalm e de químicos desfolhantes e outras generosas benfeitorias civilizadoras e democratizantes, fritando, grelhando, assando, cozendo, salteando, fatiando e tempurando aquelas horríveis criaturas amarelas que tinham o descaramento de querer controlar a sua própria terra e os seus miseráveis destinos, também isso não conta.

    Deixar-se sorridentemente fotografar, na Síria, ao lado de um jihadista que dias antes se fizera filmar a trincar, LITERALMENTE, o coração que arrancara do peito de um soldado governamental que antes torturara até à morte também não conta.

    Classificar sonoramente como “low-life scum”, numa comissão do Congresso, um grupo de americanos e americanas da organização antiguerra Code Pink, que entoavam slogans e exibiam pacificamente cartazes acusando de criminoso de guerra o criminoso de guerra Henry Kissinger (que ia ser carinhosamente inquirido sobre uma porra qualquer), também não conta. A “escumalha” manifestante resumia até, alto e bom som, o currículo do grande “estadista” inquirido, vê lá tu o descaramento: Chile, Vietname, Timor-Leste, Camboja, Laos. Esqueceram o Afeganistão, onde, depois do 11 de Setembro, planeava uma participação “privada” que, azar de merceeiro, borregou.

    Já deves ter pisa-papéis que cheguem, por isso não te ofereço um livro, mas, como não quero que te falte nada, toma lá mais um filmezinho, protagonizado pelo “herói” John McCain:

    https://youtu.be/5ApY-P6oAxU

    Post scriptum — Apesar de nunca ter ido à Lua, posso garantir-te, sem margem para dúvidas, que aquela merda está cheia de buracos.

  39. O idiota do Broas perdeu parte substancial do seu precioso tempo a pesquisar furiosamente qualquer coisinha que lhe permitisse arrotar umas postas de pescada fingidamente informadas. Certamente que este Hunter Biden, angustiou-se o Broas, bem entrosado que deve estar com as máfias merceeiras e ele próprio um merceeiro júnior, terá defensores que comem da mesma malga. Esses defensores terão seguramente spinado uns argumentos criativos para tolos que o pintem como anjo ou herói, tenho de encontrar qualquer coisinha que me permita ir para o Aspirina armar ao pingarelho enquanto esgalho uma punheta. Assim lamuriou para os seus próprios entrefolhos o adiantado mental Broas, cada vez mais angustiado. Foi directo à Wikipédia, muleta bendita de eruditos de aviário que não deixa por isso de ter méritos concretos, mas, para disfarçar as pegadas que o mostravam dentro do galinheiro, o que fez o Broas espertalhão? Elementar, meu caro Watson, pegou num dos milhares de links que a Wikipédia oferece na entrada “Hunter Biden” et voilá! Eizi-o no seu esplendor parvalhóide, mijando de cima da burra enquanto agita nas patas um conhecido pasquim do Império do Bem tão spinado sobre o assunto como o Hunter Biden da Wikipédia. Como é que eu sei isto? Não menos elementar, meu caro Watson, também eu sei o que diz a Wikipédia sobre o filhote cocainómano do corrupto senil que quer regressar à Sala Oral. Sei, porém, o que o Broas parvalhão ignora: a gabarolice do Biden corrupto em relação ao procurador ucraniano é conhecida há muito, muito antes do telefonema do Trump com o presidente ucraniano, e há para aí uns malucos, entre os quais me conto, que acompanham a novela desde sempre, quando o filhote Hunter nem entrada na Wikipédia tinha, enquanto o pseudojornalismo da manha que infesta o planeta, sobre o assunto, aos costumes disse sempre nada. O desbocado senil tem boa imprensa, óptima imprensa, e ele sabe bem que, faça a merda que fizer, tudo será encoberto ou muito bem spinado de modo a que o preto seja branco, o branco seja preto e ele e a sua quadrilha passem sempre, sequinhos da Silva, entre os pingos da chuva. Não é por acaso que um assunto velho como o cagar só se torna manchete quando vêem nele uma oportunidade para lixar o Bad Orange Man, ou Orange Man Bad, como queiram.

  40. Oh palerma, cagas muito texto mas não respondes à pergunta. Ja estava à espera. Não passas de um reles propagandista de meia tigela que se enche de importância, quando não veicula senão pseudo-informações de merda, pequeno atomo miseravel numa estratégia de desinformação que todos conhecemos, em direcção a retardados mentais que, como tu, vibram com Trampas e Bolsonarias, e agora em Portugal com o triste palhaço do Ventura.

    Palavra que não compreendo o que fazes por aqui, nem quem possa ser o publico que compra as tuas falacias que se topam a léguas. Eu não sou com certeza.

    Casota !

  41. Dwight Eisenhower e o Complexo Militar Industrial. Na América, é preciso um humorista para recordar História e chamar os bois pelos nomes, mas os merceeiros continuam a fingir que não ouvem e a tentar fazer com que outros não ouçam também:

    https://youtu.be/B9zF3za5n0M

  42. O Broas tem conadovírus na nalga esquerda e um furúnculo purulento na direita, além de uma verruga verde e amarela no escroto vazio e dois panarícios aventureiros, cor de burro quando foge, emigrados na testa, em estreia mundial. Queria doar o corpo à ciência, após o peido final, mas foi recusado, coitado! Temos fartura de abortos, responderam-lhe. Pobre Broas!

  43. “não és americano, não vives lá, não acompanhas desde sempre a política dos USA, nunca estiveste ou participaste da vida política do dia a dia americano”

    Neves,
    por acaso, eu vivo nos EUA.
    Ainda ontem o meu filho me contava a conversa que tinha tido com um colega que dizia apoiar Trump. A primeira justificação que deu foi que, com Biden, a probabilidade dos EUA iniciarem guerras mundo afora é maior.

    Obrigado pelo vídeo, Camacho. Deste um grande baile aos perigosos ingénuos bem-intencionados desta casa.

  44. O problema, Lucas, com a percepção do amigo do teu filho é que resulta de declarações e promessas de Trump na campanha de 2016 que na prática deixaram muito a desejar. O tipo rodeou-se de neocons em quem delegou, na prática, a condução de quase toda a política externa norte-americana, já que ele está e sempre esteve muito mais preocupado com a agenda interna, com a necessidade obsessiva de ser amado pela base social heterogénea que o levou ao poder e continua a apoiá-lo indefectivelmente.

    Fazer-se eleger com promessas de acabar com guerras e depois rodear-se de trogloditas famintos de guerra como John Bolton (“To stop Iran’s bomb, bomb Iran!”) ou merceeiros não menos trogloditas como Mike Pompeo, bully gorduroso que corre o mundo a ameaçar amigos e inimigos com calamidades sem fim se não lhe fizerem as vontadinhas todas, é coisa que não lembra ao careca. Até porque estes gangsters loucos e jagunços de toda a espécie são exactamente os mesmos que queriam a Killary Klingon na Sala Oral em vez dele, e também os mesmos que agora promovem Joe Biden. Eles estão-se completamente nas tintas para quem é o inquilino da Casa Preta, desde que cumpra as agendas que, com uma mãozinha atrás do arbusto, os mesmos de sempre, o chamado Deep State, lhe põem à frente. Por isso apostam em todos, apostas múltiplas, não há como perder.

    O que é que lhe passou (e passa) pela cabeça para se rodear de gente que, em termos de política externa, está nos antípodas do que defendeu em 2016 não sei. Pode ter sido a necessidade de ter alguém que o ajudasse em filhas-de-putice concretas que genuína e cretinamente queria concretizar, como a inacreditável denúncia do acordo com o Irão ou o apoio cego (e cegueta) ao comportamento de Israel. Pode ter sido aquela filosofia de sentido prático que reza “keep your friends close and your enemies closer”. Não sei. Como podes ver no vídeo do meu comentário das 7.52, quando ele fala sobre generais famintos de guerra e complexo militar industrial, a análise é correctíssima, de uma lucidez espantosa, vinda de quem vem. Mas, quando olhamos para a prática, é uma desgraça, já que acaba por fazer-lhes as vontadinhas todas e o perigo de um erro de cálculo lançar o mundo na catástrofe total é cada vez maior.

    Porque o problema não é só o complexo militar industrial para o qual Dwight Eisenhower lucidamente alertou no seu discurso de despedida da presidência (também no vídeo das 7.52), a indústria da morte em que a América, sozinha, ocupa os três lugares do pódio mais os cinco ou seis que se seguem. É o seu entrosamento com a NATO, essa praga de milhares de generais, capitães, majores e outros parasitas menores, milhares deles civis (como o sipaio engravatado Jens Stoltenberg), que com o fim da URSS entraram em pânico com a desnecessidade previsível da agremiação e o fim dos confortáveis e bem remunerados tachos que ela distribuía e desgraçadamente continua a distribuir. São milhares de milhões, que poderiam ajudar a resolver problemas reais de gente real, e que vão direitinhos para essa corja de parasitas, para a indústria da morte que os promove e acarinha e para as indústrias de “demolição (à bomba) e reconstrução” suas subsidiárias. Toda essa escumalha precisa de inimigos, e quando não há inventam-nos, e se for preciso substituem-se a eles, fazem o mal e a caramunha, para no minuto seguinte berrarem às armas cidadãos, aqui d’el-rei, sai mais uma campanha bombista democratizante para a mesa do canto!

    Resumindo: estamos entregues aos bichos.

  45. As tuas análises são precisas, Camacho.
    Trump tem essa estranha característica de dizer uma coisa de manhã, anunciar o contrário à tarde e fazer o oposto à noite. Nomear num dia e demitir poucos dias depois.
    É uma técnica. E, por acaso, um técnica que entregou resultados. Os inimigos ficaram baralhados. Os amigos (e talvez o próprio Trump) também. E tudo fica na mesma. Para pior, já basta assim.
    Aceito que num segundo mandato esta táctica não produza os efeitos desejados. Ou que a fraqueza o faça recorrer ao habitual expediente de bombardear infelizes para mostrar que afinal tem força e assim unir os americanos. Mas isso torna-se mais provável acontecer por grande parte da velha política e da velha mídia americana e europeia permanecer entrincheirada nos seus preconceitos e ser incapaz de apoiar uma medida acertada que o homem defenda.
    O melhor é esquecer os próximos 4 anos e começar já a pensar em como as ideias de Tulsi Gabbard podem ganhar terreno no futuro.

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