Ivermectina e COVID – A caminho da evidência?

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Nota

– Há muitas e muito boas razões para não ver a ivermectina como uma panaceia milagrosa para a prevenção e tratamento da COVID-19. Essas razões poderão estar a explicar o estatuto semiclandestino deste vídeo, o qual existe e não existe oficialmente. Algumas declarações mais inflamadas também poderão ter levado os seus autores a pedirem para que se tirasse destaque à peça, não faço ideia.

– Todavia, a conversa que se registou é de cientistas, reunindo áreas da investigação, prática clínica e farmácia. E estes cientistas, por razões também científicas e por princípios morais e éticos, mesmo civilizacionais, apelam a que se valorizem as evidências já estabelecidas quanto à segurança do medicamento e os resultados entretanto recolhidos com doentes COVID em Portugal (e não só).

– A seu favor, pense-se na altíssima ineficácia dos medicamentos e tratamentos oncológicos quando os doentes estão em fase terminal (por vezes, com 95% ou até 99% de ineficácia) e de como, apesar do devastador custo em sofrimento para os pacientes e suas famílias, e dos gastos financeiros para particulares e/ou Estado, se avança para a sua aplicação como imperativo cego. No caso, a acção da ivermectina em quadro de infecção viral está estabelecida, embora não haja estudos suficientes como tratamento da COVID-19 para que as autoridades de saúde possam usá-lo no Serviço Nacional de Saúde.

– Em suma, é inquestionável o mérito, e urgência, do debate.

15 thoughts on “Ivermectina e COVID – A caminho da evidência?”

  1. a primeira imagem que associo a banha da cobra é o venturix a vender elixir nacionalista para multiusos patrioticos em cima duma caixa aberta na feira dos porcos.

  2. Agora estão contra a Nação Portuguesa?
    Nos anos 90, veio cá uma Comissária Europeia de um partido liberal.
    Afirmou no Porto, que era preciso arrancar as vinhas do Douro, porque não eram competitivas.
    É isto… “laisser faire, laisser passer” … que os Abrilistas querem?
    Dar cabo de Portugal?
    Chega!

  3. qual nação, essa merda existe ou é só falta de noção? fecha a net e vai vender banha da cobra pró relógio que os gajos dão-te lições de internacionalismo multicultural.
    dar cabo do chega?
    viva portugal!

  4. A verborreia do SAP e do Yo, que hoje ainda por aqui não apareceu deve-se a quê? Transtorno de saúde mental ou hábitos aditivos, vai dar tudo ao mesmo mas ponho a questão. O Sap parece uma praga. Ninguém vos lê. Eu tento mas ao chegar a 3a linha chega de Chega. No meio do vosso trabalho de desmontar texto do dia e os comentários a falta de argumentos pois repetem sempre os mesmos, torna-se evidente. Aí gozam com “os intelectuais de porcaria” que ousam pôr em causa as vossas convicções. Por vezes um comentário com uma única frase vale mais que a vossa verborreia.

  5. Pessoas de bem… evitem escrever essa palavra, por causa dos algoritmos de procura, escrevam cheganos xeganos e outras merdas que se lhe colam muito bem.

  6. Caro Valupi:
    As poucas coisas que se sabe sobre a Ivermectina é que é um antiparasitário usado para o tratamento da Pediculose, Escabiose e Filariose (vulgo piolhos, sarna e filária que provoca a elefantíase), tendo tido alguma ação no Zica e no Dengue, doenças víricas, mas com muito poucos estudos. Ponderou-se, após notícias de que in vitro na Austrália, destruía em 48 horas o virus SarsCov-2, mas não há estudos no homem, tirando um pequeno feito no Bangladesh, em condições não muito aceitáveis. Quando o ex Bastonário da Ordem dos Médicos, meu colega Gerónimo Sousa afiança que não tem efeitos laterais, ou são mínimos, não está a falar verdade. Há casos relatados de hepatoxicidade grave ao medicamento. Em resumo, não há estudos, não há estado da arte, para o uso como profilático para o Covid 19. No seu último parágrafo mistura o uso de medicamentos off label em situações desesperadas e, embora em certos casos sejam graves, com uma doença cuja taxa de letalidade se situa nos 2% e que pode ser evitada sem recurso a medicamentos. É preciso mais estudos e de grande escala. Até lá, pensando no milagre suposto da Hidroxicloroquina, não a transformemos em droga milagrosa.
    Com os melhores cumprimentos
    Américo Costa

  7. Américo Costa, a taxa de letalidade da COVID é de 100%… para quem morre. E quanto à hepotoxicidade grave, isso serão casos de sobredosagem que não desmentem a segurança do medicamento já com décadas de uso.

    Quanto a ser preciso mais estudos, pois claro, é disso mesmo que se trata. Mas um dos médicos alega que há alturas em que é preferível arriscar, tal como se fez no caso do HIV, em que se começou a dar aos doentes terapêuticas que ainda não tinham sido validadas pelas autoridades, embora resultassem da investigação e de um número de casos de sucesso com humanos que, precisamente, estava a justificar os estudos em curso. A fazer fé no que se diz neste vídeo, por médicos no terreno, a situação é equivalente.

  8. Joe Strummer, se acaso viste o vídeo, terás constatado que os participantes não ignoram essas posições e têm outras opiniões baseadas na evidência já estabelecida há décadas a respeito da segurança do medicamento e também baseadas nos resultados que alguns clínicos registam pela sua própria prática no quadro COVID.

    Dito isto, há boas razões para ainda não se usar a ivermectina para a COVID em Portugal e muitos outros países de forma generalizada, dado que há muitos estudos entretanto feitos que continuam sem ter revisão científica (esta umas das razões mas pode igualmente vir a considerar-se preferível recorrer a outros fármacos).

  9. Do que se trata é que o tipo de informação veiculada nestes vídeos ( não é o único, o fenómeno é global) deve ser contrastada. Tão simples como isso, o desespero e medo de muitos pode induzir a muitos erros, como no caso da cloroquina.

  10. Joe Strummer, estás a errar no alvo. Este vídeo não pertence ao teu grupo “nestes vídeos” porque aqui tens responsáveis de saúde a falarem de factos incontestáveis (como seja o da ivermectina ser um medicamento com décadas de utilização segura) e de resultados significativos (pese não serem suficientes de acordo com as regras da evidência científica). Por exemplo, no próprio vídeo é sugerida a hipótese de haver causalidade genética tanto para a COVID como para os efeitos associados à ivermectina no quadro COVID.

    Donde, a conversa acerca do medo, desespero e cloroquina nada tem a ver com as declarações e testemunhos, e também os apelos, registados no vídeo.

  11. A questão não é o medicamento não ser seguro para o uso homologado é o facto de não haver suficientes garantias para o seu uso no tratamento da covid 19.
    https://www.covid19treatmentguidelines.nih.gov/antiviral-therapy/ivermectin/

    Este tratamento não foi iniciado por esses médicos mas por médicos americanos que até levaram o caso ao Senado americano, também o caso da cloroquina foi ouvido na mesma sessão. Antes já tinha transbordado para a opinião pública através das redes sociais.
    https://www.google.com/amp/s/amp.france24.com/en/live-news/20210115-miracle-drug-ivermectin-unproven-against-covid-scientists-warn

    O medo e o desespereo estao nas pessoas -não no vídeo- e as as suas reações podem ser imprevisíveis face a certo tipo de informação.

  12. Joe Strummer, a questão, aquela que está em causa no vídeo, é a de o medicamento ser seguro para diferentes usos, primeiro, e de parecer seguro e eficaz para quadros COVID iniciais, finalmente e para o que no caso importa. Pelas mesmas razões, atente-se, e ainda por outras especialmente relevantes (algo a carecer de prova adequada, óbvio, mas a ciência avança sempre assim no início, sem certezas suficientes).

    Vários médicos, em diferentes partes do Mundo, têm usado inúmeros fármacos para tratar doentes COVID em registo experimental, um deles a ivermectina. Se resolveres perder o teu tempo a acompanhar o assunto, verás que há uma caudalosa informação que corre os trâmites usuais numa situação onde se cruza a emergência médica e a metodologia clínica.

    São vídeos como este, dada a função e responsabilidade dos participantes, que podem contribuir para substituir o medo e desespero pelo conhecimento informado e pela esperança racional.

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