“Isto também tem de ter um pouco de boa disposição”

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O Sr. Araújo tem nojo ou medo do Sr. Ventura? É o dilema com que ficamos depois desta entrevista: Por que é que Ricardo Araújo Pereira não convida André Ventura? No segmento disponível, o famoso humorista nada explica, preferindo voltar a chamar maricas ao deputado. Na resposta deste, acima em exposição, testemunhamos a regressão do igualmente famoso líder do movimento anti-anti-racismo para os 10 anos de idade; o que corresponde, com rigor estatístico, à média da idade mental da audiência e eleitorado que persegue.

Ventura tem tentado com insistência aparecer na pantalha ao lado do RAP, por motivos que não gastaria meia caloria a elencar e que são exactamente os mesmos que levam João Miguel Tavares a publicitar os almoços e visitas caseiras com a estrela fedorenta cobiçada. Acontece que a razão está do seu lado: o RAP tem, realmente, medo de levar a maior coça da vida dele. Porque estamos perante dois grandes cómicos, dois monstros da bazófia, e o espoliado do BES pressente que a força está com o rival.

Vejamos, o nosso Ricardo faz humor a partir de crimes de violação do segredo de justiça, aproveitando para os legitimar e expandir no dano potencial ao celebrar a exploração mediática da privacidade, e até da intimidade fragilizada, e espalhando e reforçando calúnias sobre os alvos. Esta é uma actividade a que se entrega na imprensa escrita e na TV com afinco e proveitos invejáveis. E o nosso André faz humor a partir da violação dos direitos humanos, permitindo-se gozar com qualquer valor e instituição que tenha relação com o cânon da tradição greco-romana, cristã, iluminista e liberal que sustenta aquilo a que chamamos civilização ideal ou ideal cívico. Esta é uma actividade a que se entrega com entusiasmo no Parlamento e na inerente projecção pública. Pois bem, qual deles tem maior probabilidade de receber umas festinhas no lombo dadas pelo líder da única superpotência mundial?… Estas merdas pesam na cachimónia do Pereira que ainda não tem dinheiro para comprar um porta-aviões.

Que RAP e André Ventura são competidores no mesmo campeonato foi atestado recentemente por outra grande figura da comédia, de seu nome Rui Rio. Ele actua em vários palcos, com um reportório por vezes original e, noutras vezes, originalíssimo. No final de Julho, realizou o seu mais hilariante espectáculo até à data, ao declarar numa entrevista que admite alianças com o Chega caso essa agremiação de mutiladores “evolua para uma posição mais moderada“. A gargalhada foi geral, foi homérica, e continua. Desde aí, o Ventura nunca mais deixou de agradecer a Rio o estatuto de parceiro desejado recorrendo a um estilo chunga de fazer corar pedreiros e estivadores. Ora, o actual presidente do PSD, indiferente aos piropos do seu futuro ministro da ciganada corrupta e mostrando que já é um especialista em humor twitteiro de qualidade mundial, ofereceu-nos o seu entendimento do que foi a convenção do Chega em Évora:

Castração química e física, prisão perpétua, pena de morte, ilegalização de partidos marxistas, limitação de cargos governativos a quem tiver nacionalidade portuguesa originária, desprezo pelas minorias, abolição de direitos individuais, imposição de um estado securitário e destruição de ovários, eis alguns dos tópicos que fizeram parte substantiva das conversas dos delegados e dirigentes presentes na convenção do Chega em 2020. Rio acompanhou os trabalhos à distância como bravo líder da oposição e fatal próximo primeiro-ministro que é. Dessa torre de vigia da República, do regime e da comunidade, analisou, interpretou, antecipou, ponderou, considerou, matutou e, no momento exacto, conseguiu decidir-se: ia mesmo terminar o tweet com o emoji, giríssimo, de um gatinho a rir.

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8 thoughts on ““Isto também tem de ter um pouco de boa disposição””

  1. ambos disputam o troféu pallhaço do ano e o raspas não tem arcaboiço para o ventiras. faz umas leituras em estilo cómico-parturiente duns textos que lhe escrevem, nada de improvisos, as reacções vêm pelo auricular e a quantidade de merda que o ventiras debita por minuto não permite resposta do comando da emissão em tempo útil em directo ou sem enxertos em diferido.

  2. Lembram-se do Bruno Carvalho? Ocupou o espaço mediático durante muito tempo. Agora desapareceu, deixou de ser noticia. Ao Deputado Ventura, para tristeza de uns quantos, quando os media resolverem deixar de lhe dar tempo de exposição pública, desaparece como o Bruno de Carvalho.
    É um fenómeno fugaz que está a ser alimentado artificialmente, quanto aos fins é outra história….

  3. Por mim e para alegria geral, acho que o ideal para toda a malta que tanto gosta de um e de outro, era o seguinte, criava-se uma corrida de 30 minutos nos Estádio da Luz, já que ambos são do Benfica com a Cristina Ferreira de mini-saia a filmar em direto em stream para o facebook e o Goucha a arbitrar possíveis aldrabices, e se possível quem ganhasse era convidado a emigrar para os Estados Unidos com direito a um curso de reality show estilo do Trump, para assim poder no futuro dar garantias de sustentabilidade como futuro presidente de Portugal e assim a nação finalmente poder evoluir de acordo com a Eugenia americana e não só.

  4. Evidentemente, são dois humoristas políticos que se levam a sério não como humoristas mas como experts políticos; daqui o equivoco destas personagens pois fazem política disfarçados de humoristas, logo são, afinal, dois farçantes fedorentos.
    Ambos tratam de ganhar a vidinha pela inversão de papéis do que é o seu carácter genético; um já deu tudo por tudo na TV e na bola para se fazer e vencer na vida actual de enganos e falsidades que, agora, encetou como político do politico-vilmente incorrecto; o outro topou no humorismo o lugar ideal de, pela imitação, poder ser tudo o que lhe convém ser a cada momento para, desse modo, sacar dos donos empregadores o máximo possível.
    Ambos, estes sabidos políticos, usam e abusam dos acontecimentos políticos do momento que sempre estão a acontecer numa sociedade aberta democrática para, pela chicana terrorista um e humorista o outro, ganharem projecção mediática e desse modo fazer crescer o património e bem estar na vida.
    Ambos fazem parte da grande manipulação global actual só que estes não passam de pequenas marionetas locais dos grandes do mundo.

  5. Sim são fantoches sem dúvida e o mais engraçado é que na realidade estão a remar o barco para o mesmo lado, ou seja, o RAP diz sempre eu sou de esquerda, claro, por isso tem as filhas no privado e com o salário largo que o titi Balsemão lhe dá, é óbvio que lhe dá também uma agendinha de preconceitos, pois RAP, a mim não me enganas, és de esquerda e eu sou marciano, lol, por isso remas para o poder do titi, em relação ao outro remador o Vinturas, rema que se farta e é muito “engraçado” mas é um fantoche desafinado.

  6. Livra, eu nunca disse mal do Socrates nem me atrevo a brincar com o assunto, porque, caso contrario, nunca se sabe, pode acontecer Portugal ser invadido por nazis e então eu correria o risco ser denunciado como judeu pelo Valupi…

    Boas

  7. Os famosos bairros sociais que ao principio eram bairros de barracas, no século anterior eram muitos, claro que em maior número tanto em Lisboa como no Porto, muitos anos e muitas promessas depois criaram-se os guetos modernos que existem em todo o mundo, e que claro, são casas minúsculas, sem condições, tipo prisões, para onde se “atiram” as famílias que também, incrível, são seres humanos, supostamente inferiores, concretamente por serem emigrantes, entre outros fatores. É mais “seguro” para a nação fazer esta separação de acordo com a mentalidade reinante, já que assim os meninos e meninas de “bem” não se misturam com os pretos, ciganos e outros mauzinhos da fita. E depois dizem que nunca existiu nem existe racismo e xenofobia em Portugal. Cosmopolita claro para os turistas é bom assim aparentar, que se saiba não existem tour(s) turísticas pelos bairros sociais (lol) :P:D O Marcelo foi várias vezes a bairros para fazer de conta que se ia mudar esses mesmos bairros, pois, não mudou nada, como sempre. é sempre para parecer bem, país que vive à custa de mentira e aparência com “prestigio” não vem por bem.
    Porque é que o RAP e o Vinturas não brincam com estas coisas, será que ambos não tem coragem, ou afinal não tem piada, mas em Portugal todos direta ou indiretamente contribuímos para esta forma interessante de por um lado se ensinar os direitos humanos, direitos da criança e outras coisas importantes e por outro a não ligar patavina às realidades que não estão à vista, mas que para a deputada do PS gozam de boa vista, uau. Bem é mais do tipo as pessoas dos bairros sociais nunca se poderiam misturar com as demais, porque assim com a mistura de culturas diferentes, a nação “valente” deixaria de ter sentido. Ou provavelmente como me ensinaram a mim quando era puto que os ciganos eram maus, a maioria não percebe que isso é um preconceito e com a experiência de primeiro seres roubado por um cigano e aprenderes por ti a perder o medo e a olhar de forma normal e natural para essa pessoa, ela acaba por perceber que não tens medo e não te rouba (a vida na rua, não se aprende na escola nem na universidade), lol, mas isto não se ensina na igreja, no sistema educativo, aprende-se na rua, de preferência pacífica porque os medos que as outras gerações transmitem podem ser complicados de digerir. A mentalidade de salazar persiste, e por isso a luta continua. :-)))

  8. A estratégia do porco, a táctica do porco, o método do porco, o que dá gás ao porco, é a reacção em cadeia que, em sucessivas carambolas de indignação, consegue com os seus flatos. Sobre o porco, creio ser de seguir o conselho da neozelandesa Jacinda Arden em relação à besta de Christchurch: o nome de baptismo do porco deve deixar de poluir a retina, o tímpano e a pituitária da gente decente e o porco deve apenas ser referido como “o porco”. Assim, de cada vez que a boca-cloaca do porco polua os ares com um flato, a coisa deverá, ou poderá, ou poderia, em nome da decência, ser aqui assinalada apenas com um título, que seria também uma série, uma rubrica (a exemplo de “Começa a semana com isto”), com um título genérico que elucidaria imediatamente os frequentadores da botica.

    Sugestões:

    “Um porco é um porco é um porco” (-1, 2, 3 e por aí fora, de cada vez que o porco se peidar)

    “Um porco é um suíno é um javardo” (-1, 2, 3, etc.)

    Regista-se assim, contabilisticamente, a emissão gasosa e, simultaneamente, alerta-se a gente decente para fechar bem portas, janelas e postigos para conter a propagação do fedor.

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