Introdução à hermenêutica laranja

«Cavaco foi um político acidental que só depois se revelou um grande político.»

Durão Barroso

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É nosso dever interpretar estas palavras que reúnem duas das mais importantes figuras da história do PSD e da direita portuguesa. Deixo um pequeno guia para análise:

– No caso, político acidental significa “político por acidente” ou “acidente de político”?

– Cavaco revelou-se um grande político antes, durante ou depois da Inventona de Belém?

– O BPN pode ser inscrito na lista dos feitos grandiosos de Cavaco dada a dimensão da roubalheira e do prejuízo – muitos milhares de milhões de euros – que ela causou aos portugueses?

– Sendo Durão Barroso o político que chegou a primeiro-ministro tendo jurado ser essa a missão da sua vida, e que depois aproveitou o cargo para abandonar os eleitores que o tinham elegido e o País por troca com uma carreira de alto burocrata europeu e de altíssimo lobista internacional, qual será realmente a sua concepção de “grande político”?

Venham daí esses exercícios hermenêuticos acerca destes dois criadores do Cavaquistão.

9 thoughts on “Introdução à hermenêutica laranja”

  1. ele devia querer dizer que cavaco era um político ocidental e que só mais tarde se revelou ser um político, quando o autor da frase inventou as camaras Covak .

  2. «Cavaco foi um político acidental» porque conseguiu ir no seu “Diane” até à Figueira da Foz sem ter nenhum acidente e «só depois se revelou um grande político» (safa!), quando me convidou a mim pa ir pó seu guverno.

    Topas?

  3. o que o homem disse é cagativo , não vale a hermenêutica , o pior é se entrevistaram o cherne para o relançar, : jasus, cohorror , um remake destes.

  4. Aproveito o espaço não por ter alguma coisa a comentar sobre se Cavaco foi um bom político. Para mim não foi mas pelos vistos há muita gente que acha que sim. Que diz até mais, diz que a seguir a Salazar está ele. De facto um esteve 48 no Governo, Cavaco entre Governo e Presidência esteve 20 logo o 1o ganha em número de anos de acção política. Agora o assunto que aqui me traz. Eu recebo um relatório no e-mail que se chama Expresso Curto. Hoje é um jornalista muito credenciado chamado David Diniz que o coordena. Trata ele de numa escrita inflamada de denunciar o Governo por não ter divulgado, a partida, as 1500 págs. do documento enviado para Bruxelas com as propostas de como vai ser aplicado o dinheiro de recurso que a UE disponibiliza para restabelecer a economia no pos- Covid. Lendo tudo conclui que as 1500 págs afinal foram divulgadas e chegaram a sua atenta análise ontem. Ora bem como ninguém lê 1500 págs e escreve sobre elas em meia dúzia de horas, David Diniz cria a sensação que lhe estavam a esconder as ditas e que o Governo tentou minimizar esse facto e que só depois de exposto perante isso libertou o documento. Escrever na areia tornou-se moda mas faz efeito. Qual? O Governo queria esconder o que envia para Bruxelas logo o Governo esconde de nós as intenções governativas portanto não merece a confiança. Parabéns David Diniz pode continuar o subtexto tem muito que se lhe diga e o seu é exemplar.

  5. Também reparei nisso hoje, logo de manhãzinha.
    Só que o DD não é um jornalista lá muito credenciado…
    Fez primeiro uma afirmação gratuita e bombástica sobre a “falta de transparência” do Governo, que nos “ocultava” as “medidas muito difíceis” acordadas com Bruxelas, ai Jesus, que iriam sobretudo desagradar à Esquerda, e tal, passou o seu pobre fim-de-semana a roer as unhas, em ansiosas trocas de mensagens “com o Governo”, para ver se não acabava completamente desmascarado, que sim mais que também, e no final disto tudo a sua montanha pariu um ratinho envergonhado, descobrindo-se, afinal, que a informação “muito relevante” que o Governo nos “ocultara” versava sobre… qualquer coisa irrelevante sobre umas cenas que vão mudar relativamente às Ordens Profissionais, que nem as próprias tiveram qualquer interesse em contestar…
    São assim, os dias destes “jornalistas” pouco conceituados, mas muito engajados, mais as suas notícias “curtas”, do tamanho da perna da mentira…

  6. É bem feito. Ninguém vos manda ler pasquins nem newsletters de jornaleiros.
    Quanto ao outro, razão teve o Miguel Portas quando lhe chamou o manhoso dos pasteis.

  7. Sem qualquer dúvida, para os portugueses foi um desastre aquela rodagem
    até à Figueira da Foz pois, deu azo a um dos piores P. Ministros que, não sou-
    be gerir os montes de dinheiro entrado no País para o seu desenvolvimento!
    Deixou-se rodear de bajuladores que, se esqueceram do país e, trataram das
    suas vidinhas com a SLN à frente do BPN grande financiador do projecto da
    “quinta da coelha” onde, altos membros do PSD “compraram” casinhas perto
    da praia e, tantas outras trafulhices que nunca mereceram a atenção do po-
    der judicial … tudo não passou de fantasia!!!

  8. Cavaco nunca se preparou para ser o que quer que fosse para além de lutar para conseguir ser um lugar de Snr. “Doutor” à secretária de uma Repartição Pública na hierarquia média do salazarismo, ou na maior, caso fosse empurrado para tal; um “empregado de estado” ao serviço de; servil.
    Afinal foi empurrado para político por acaso, incidentalmente, porque o manobrismo genético do actual Presidente e mais alguns iguais viram nele o idiota útil no momento.
    Muitos e muitos mais, depois, viram e serviram-se disso em proveito próprio pelo que tornou-se uma utilidade permanente, para mais, uma vez que havia “massa” a rodos para distribuir; não por acaso trocou as pescas, a metalurgia e agricultura por “fundos” a maior parte dos quais foram parar às mãos dos Ministros e Secretários de Estado, “os ajudantes” conselheiros que jogavam e manipulavam a “esperteza” do idiota feito a empurrão primeiro ministro.
    Durão Barroso, não sendo idiota como o Mestre, foi aluno diligente desta escola de oportunistas e desde aí toda a sua vida foi tratar da sua própria vida prostituindo-se e tramando quem se intrometesse no caminho; nós sentimos que ele viu (e Pacheco) as armas nucleares no Iraque mas não sentimos nem nos apercebemos bem, de conhecimento directo, o que foi ele mais para além do que foi o burocrata visível por cá, na UE e sobretudo porquê a sua lampeirice em ser serventual do banco Golden Sachs americano mal saiu da presidência da UE; depois de Portugal e UE teria recebido guia de marcha para novo serviço ou foi recompensa do prestado.
    De qualquer forma, e sobretudo, uma miséria somada à miséria geral do cavaquismo.

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