Inteiros

Para o ex-secretário-geral do PS, o partido está «ensanduichado em duas frentes», uma à esquerda e outra à direita.

«PCP e BE denunciam as patifarias que o Governo tem feito com os direitos sociais, mas também têm responsabilidade directa e decisiva na criação deste Governo», acusou, referindo-se à fuga de votos do PS para estes partidos.

Quanto à direita, para Ferro Rodrigues, PSD e CDS «insistem em falar no passado como se o PS e José Sócrates fossem responsáveis por toda a crise, uma mistificação que estão a aprender na prática».

«Não nos podemos deixar intimidar, sufocar, nesta tentativa de nos cercarem à direita e à esquerda», alertou.

Ferro

*

Debaixo da superfície da política organizada institucionalmente, onde cada partido é um agente conflitual com a sua identidade, corpo e respectivo eleitorado, existe uma dimensão de fusão entre a ideologia pré-partidária e a cidadania militante. Neste espaço todos não seremos de mais. É um local de encontro, de reconhecimento.

Tentar entender, e logo depois tentar compreender, o que levou o BE e o PCP a serem cúmplices da estratégia de PSD, CDS e Belém é um exercício que não se pode evitar por respeito intelectual próprio. O diagnóstico revela um tríptico onde à esquerda as abstracções são o factor principal para a decisão política e à direita o resultado concreto é o objectivo único na decisão política. Isso leva esta esquerda a recusar todo o compromisso e negociação, pois seria a negação da sua realidade meramente abstracta, e leva esta direita a ter como solitário critério a conquista do poder, o ideal concreto ao qual se reduz cinicamente a sua praxis.

Entre estes extremos, o centro. Pode ter vários nomes, várias inclinações. Mas seja lá o que ele for, não será o deserto do cinismo, nem a esterilidade do fanatismo. Será o que nós quisermos, que o mesmo é dizer que será o reino da liberdade. Com os pés bem assentes no concreto e os olhos postos no abstracto. Inteiros.

29 thoughts on “Inteiros”

  1. “Inteiros” se fossemos o homem de Platão ou da “dupla substancia” de Descartes. A realidade é outra e o que vemos sâo homens estilhaçados. Ferro e Sócrates que o digam. Foram arrancados bem pela raiz, tanto do espaço que ocupavam como da sua hionradez. É muito curto pensar que a infamia atinge apenas o caracter ou o espirito de alguém, como estivesse em palco o legitimo confronte de ideias. Dá jeito sugerir que é isso mesmo, porque de caminho se escamoteia o assalto ao espaço económico que por nossa condição ocupamos e somos.

  2. Há uns tempos atrás o Valupetas disse que deixava de responder aos meus comentários (pois sensivel como ele é parece que ficou muito ofendido com uma comparação que eu fiz e que envolvia o Pinto de Sousa) . Nem sabem como eu fiquei triste e angustiado (até chorei… de riso), pois essa sua decisão queria dizer que ele ia deixar de beber copos comigo e que ia ficar com o vinho todo só para ele. E até o chessplayer, amante do bom vinho, estranhou e criticou essa sua atitude egoísta. Porque beber uma garrafa de vinho em conjunto faz bem à saúde e ao convívio; beber a garrafa de vinho sozinho pode deprimir e levar a alucinações.
    Pois é… Os últimos posts do Valupetas revelam isso mesmo: que o tipo está deprimido por não me poder responder e que anda a alucinar comigo. Estando sob o efeito da bebedeira solitária deve estar convencido que não se percebe que os últimos posts que escreveu se dirigem a mim e que são respostas aos meus últimos comentários no post do Vega e no dele mesmo. Pois tenho de te dizer uma coisa, Valupetas: percebe-se a milhas de distância, pá! Tens de largar o vinho, e já!
    De facto, no post do Vega eu abordei a questão da ausência de princípios ideológicos nos socretinos e a indistinção deles em relação aos neoliberais por mais que se disfarcem de «reformistas», e dei uma definição do que é ser-se de esquerda assim como referi a ligação histórica da social-democracia com o marxismo e as razões da ruptura entre os dois. Vai daí o Valupetas escreveu um post em defesa dos «reformistas», «centristas» e liberais (ou seja em defesa do PS, PSD e CDS), e contra os radicais e «imbecis» acusando-os de irrealistas, grevistas e barulhentos. Em resposta eu mostrei que o tipo e o seu discurso não passam de um produto da «pós-modernidade» e do individualismo reinantes, e que portanto o tipo se limita a reproduzir a voz do sistema e dos tempos que correm, onde imperam o vazio ideológico e a submissão à tecnocracia dominante, e que depois se reflectem, precisamente, em coisas sem significado ideológico nenhum como o «centrismo» e o «reformismo». Sob o efeito do vinho (é preciso não esquecer!), o tipo decidiu responder, uma vez mais, ao meu comentário, defendendo agora uma espécie de «síntese» entre a ideologia (o «abstracto») e a realidade (o «concreto»). O tipo que sempre se apresentou como anti-ideológico, ou até pós-ideológico (ou seja, pós-moderno), vem agora dizer que a ideologia (ou o abstracto) é parte daquilo que ele considera que é ser-se inteiro. E isto para quê? Para defender o tal «centrismo». Ou seja, mais uma mão cheia de nada do Valupetas, pois esta «sintese» foi, precisamente, a «síntese» já feita e defendida pelo Blair, e pelo seu discípulo português, o Pinto de Sousa. «Sintese» conhecida como «terceira via» (ou «esquerda» moderna, em português) e que é o embuste que fez tábua rasa do abstracto para abraçar e promover a realidade neoliberal concreta. De qualquer forma há sempre inocentes (veja-se os socretinos) que caem nesta conversa.
    Mas, «prontos», seguindo a classificação política do Valupetas, é caso para dizer que o socretino (ou apenas cretino) centrista é afinal um resultado da fusão entre o «imbecil» e o «ranhoso», o que segundo o dicionário até acaba por fazer sentido…

  3. Tanto palavreado para fugir à clara realidade de uma luta pelo poder que recorre às mais insidiosas manobras para conseguir dominnar e reinar sobre os “concorrentes”. Porque não reconhece, senhor DS, que andam todos ao mesmo, à esquerda e à direita, e que, de vez em quando, alguém se destaca da manada e dá uns saltos na planicie adormecida ou lamacenta? Sócrates foi um dos que deu um pulo e a manada ardeu de inveja. A matilha teve a certeza do que via e aproveitou o verdadeiro milagre da crise bendita, caida do céu, para derrubar a ousadia.
    Deixe-se de retórica. Beba um copo lhe faz melhor.

  4. Sendo eu representativa desta sociedade tecnocrata e sem ideologias, tenho estado a ler com interesse estas últimas discussões

    Mergulhada no quotidiano fui-me tornando “socretina” devagarinho, à medida que ia reparando em coisas concretas como o Simplex, magalhães, parque escolar, investigaçao, energias, novas oportunidades, etc.
    Estas e outras coisas concretas mostraram-me que havia de facto no governo de Sócrates um projecto construtor e de futuro para o país e que não se ficava pelo dizer mas se reflectia na realidade e que iniciava uma construção de futuro. Não há nada mais apaixonante do que um projecto valente “com pernas para andar”.

    A miserável e indesculpável campanha de insinuações, ofensas e “bota abaixo” que foi feita ao governo de Sócrates faz-me lembrar a perseguição que é movida em empresas ou organismos publicos muito burocratizados quando entra um novo funcionário cheio de garra que de repente começa de facto a apresentar trabalho e resolver problemas. Os outros funcionários não descansam enquanto não o correm de lá, para poderem voltar ao conforto inerte anterior.

    Essa invejazinha mediocre, a sede do pote e a ignorância, são as razões que encontro para essa campanha contra o governo de Sócrates.

    Voltando às analogias, esta discussão de agora entre a pureza ideológica ou programática e o compromisso democrático remete-me para os fundamentalistas religiosos. Se não soubermos à luz dos nossos princípios olhar para a realidade e estabelecer um diálogo construtivo com os nossos pares mais vale refugiármo-nos numa biblioteca e deixarmos de ter a pretensão de construir alguma coisa.

    Em relação ao BE é um facto que recusou governar quando teve oportunidade e é também um facto que é um dos responsáveis pelo actual governo. Ainda bem que não tem hipóteses de algum dia vir a governar sózinho porque adivinho uma tirania burocratizada e ineficiente se assim fosse.

  5. ibmartins, nós já temos disso obrigada Como eu já referi, o be o pcp podem ter errado em nao terem falado com o ps em 2009, mas não me venham é dizer que 35 anos depois , o pais está no bom caminho.E sim tem que haver um certo nivel de ideologia e principios.Acho essa comparação com os fundamentalistas religiosos ridicula e sem fundamento

  6. Mas se o PS é um partido tão bom, tão histórico e o diabo a sete, porque motivo não despreza, de uma vez por todas, a esquerda radical? Queriam assim tanto o apoio deles? Prontos, não façam birras: entendam-se com o CDS-PP – pelos vistos, a vossa “esquerda” é facilmente aceitável aos olhos da direita, e isso aos vossos olhos, é perfeitamente natural. Se em vez de “partido de direita”, preferem o usar o termo “partido de governo”, isso é convosco e com as pessoas iletradas que vão nas vossas cantigas, mas por favor não obriguem os outros a chamar sol à lua. O PS é tão de esquerda como o Fernando Nobre é independente. E o Assis, se tornasse aquele corpo mais tonificado e começasse a vestir mais barato e melhor, vos garanto que conseguia acordos à esquerda. Cada vez que olho para o Seguro, lembro-me sempre do violador de Telheiras: não percebo como é que conseguiu chegar aqui.

  7. Charles (não a sapataria), o PS despreza a esquerda radical. É isso que faz dele um partido tão bom, tão histórico e o diabo a sete ou oito. Precisamente.

    Quanto à esquerda e direita, são conceitos transitivos. Para a teorização do centro, Aristóteles. Como introdução, claro.

  8. Uau, Val!
    Gosto dessas tiradas de génio: “para teorização do centro, Aristóteles”. É a mesma coisa que se falar de D. Quixote: toda a gente fala nessa obra detestável, e contudo, quase ninguém a leu. Se tivesse lido (mesmo) Aristóteles, fique descansad@, que eu teria dado conta. Não foi o caso.

  9. val, não é que esteje bebado rsrsrs mas olha que os bebados muitas dizem as verdades que os sóbrios cobardes tem miufa de dizer

  10. o centro é um vazio, e a verdade é que as coisas são masi distintas do que se parece.E a verdade é que todos os partidos sociais democratas foram nessa lenga-lenga,e foram mais longe do que certos partidos da direita nessas reformas estruturais. Mas ok eu sou um social democrata classico de esquerda(um não centrista não tem que ser logo comunista temos pena mas é assim val) e a valupi é uma centrista liberal.

  11. Vêm aqui uns maduros cheios de sabedoria vender “esquerda” e falam do pcp e do be.
    Oh! Meu Deus! Livrai-nos de tal gente. O que é esquerda? É após o 25 de Abril começar uma reforma “agarra” no Alentejo e eu a vê-los partir aos domingos de manhã nos autocarros da câmara pagos por nós a caminho Alentejo. Durante o dia presumo devem ter trabalhado muito, bebido melhor porque à noitinha voltavam de dá com sacos cheios de produtos hortícolas, fruta, etc. Devia ser produto do seu trabalho. Na semana seguinte o mesmo foróbódó. Até que os pobres agricultores alentejanos os mandaram à fava e que fossem roubar para outro lado. Isto é ser esquerdalho.
    Depois criaram comissões de moradores em tudo quanto era sítio. Pediram à câmara plantas, água, utensílios para ajardinarem as pracetas junto a suas casas. Passados tempos estava tudo seco e a água servia para os revolucionários esquerdalhos lavarem os carros. Tanto que o comuna presidente da câmara numa reunião ainda pensou pôr contadores nesses locais. O melhor foi arrancar mesmo as torneiras. São assim os esquerdalhos.
    Havia um fiscal da câmara que durante um ano não apareceu ao trabalho. O vereador eleito nem o conhecia. Porque não vem fulano? Diziam os colegas: está com baixa porque ele é nas horas vagas é árbitro de futebol e aleijou-se. Uma noite estava esse vereador no átrio da câmara ao mesmo tempo uns tipos do sindicato comuna do poder local estavam no átrio com escadas a colar cartazes. Olhe, disseram ao vereador o tal fiscal que não aparece há mais de um ano é aquele que está naquela escada colando cartazes. Isto é ser esquerdalho.
    Uma reunião pedida pelos fiscais do mercado onde estava o tal árbitro já ao serviço. Para quê? Para desancarem no encarregado que não era de esquerda antes pelo contrário. E disseram na reunião: o encarregado não executa bem o seu serviço nem nós o podemos fazer porque ele faz escritas para os vendedores e portanto não tem força para os meter na ordem. Responde o encarregado: e vocês que levam todos os dias os sacos cheios de produtos para casa? Responde um: Ah! Mas eu não peço nada, são eles que nos dão.
    Que se há-de fazer? São assim os esquerdalhos.
    Poderia estar aqui toda a tarde contando histórias dessa gente do reles até ao presidente da câmara. Mas para quê? O povo português conhece-os bem e dá-lhes nas eleições o devido mérito.
    E depois vêm aqui cagar postas de pescada como se a gente os não conhecesse.

  12. Pois é! O pessoal mete-se com Deus e depois não quer apanhar. Mas…

    Falar em Deus é comum,
    menos para o ateu,
    afinal, Deus há só um
    ou cada um tem o seu?

    E sobretudo o que eu acho é que é preciso ter muita fé:

    Junta a tua à minha fé
    e mesmo que pouco rezes
    irás ver quão grande é
    o monte das nossa fezes!!!

    Numa palavra: para tudo Deus é sempre a resposta:

    ‘Té mesmo a quem não gosta
    a todos responderei:
    que Deus será a resposta,
    a pergunta é que não sei!!!

    O que eu sei é que já não vou ser contratado pela UC.

  13. Também estou nessa, Val, no centro está a virtude – Liberdade!
    Ó Charles, mandar o Val ler Aristóteles é o mesmo que mandar a Isabel Moreira ler a Constituição portuguesa. És demasiado presunçoso para puderes sair daqui inteiro. Espera pela tua vez.
    Abrupta

  14. Chamarem-me pedante ou presunçoso só me dá razão. E a Isabel Moreira bem que pode ir ler a Consituição; isso e a obra-prima “Ansiedade” – afinal de contas, ela não deve ver muito mais do que isso à frente. Coisa de nerds. “Espera pela tua vez” – não lhe admito esse “à vontadex” de, sem me conhecer de lado nenhum, me tratar por “tu”. Quer dizer, pode fazê-lo: mas isso indica bem o seu nível, ó ABRUPTA: o nível rasteiro de quem lambe muitas botas. Ou coisas pior. Vá ameaçar a sua família, os seus amigos, os seus superiores. De ameaças, vivem os medíocres. De desprezo, vive até Deus.

  15. ehehehehehhe
    Isto cada vez está melhor! O Valupetas (e outros ignorantes como ele) tem o costume de depreciar o marxismo dizendo que é uma filosofia situada no passado, «novecentista» como eles dizem, e agora foi desenterrar um tipo e uma filosofia com quase 2500 anos para sustentar a sua posição. Ao que chega o ridículo. Afinal, o que está em causa nem é nenhuma «síntese» (até porque isso seria demasiado hegeliano ou «novecentista»), mas apenas a doutrina do meio termo. Afinal eu estava completamente enganado: o tipo não é nenhum «pós-moderno», é sim um pré-moderno. E não digo que seja pré-medieval, pois quase que aposto que o menino cuja cabeça foi formatada em colégios católicos é um seguidor do aristotelismo medievalista que teve a sua máxima expressão em Tomás de Aquino.
    Portanto, surpresa, o filósofo em que o Valupetas se apoia nem é o Sócrates, mas sim o criador da teoria do hilemorfismo. Visão mais arcaica do que esta é difícil de encontrar, pois se analisar a história da filosofia com atenção, concluir-se-à que ela consistiu em grande parte numa desconstrução de basicamente tudo aquilo que Aristóteles disse (até a sua lógica foi substituida por uma mais moderna e matematizada). Desde Descartes e passando por Kant, um a um, os conceitos, ideias e teorias aristotélicas foram sendo postos em causa, seja no domínio da física, da metafísica ou da gnoseologia, seja no domínio da moral ou da politica. Em qualquer domínio da filosofia aristotélica está subjacente a ideia de que tudo tem um lugar natural, e daí, por exemplo, que ele legitime a escravatura afirmando que esta é, precisamente, natural. Aristóteles é um dos máximos representante da visão naturalista do mundo que ignora a história, o meio cultural e o meio social como determinantes na constituição daquilo que são os homens. Coisas que só a modernidade e principalmente os «ultrapassados» «novecentistas» vão ter em consideração. Também, por isto, não se exigia mais de Aristóteles; o que tem piada é ver tipos que acusam os outros de serem arcaicos, fundamentarem as suas posições em naturalismos com mais de 2000 anos, e que depois reclamam ter os «pés assentes no concreto» quando o que fazem é abstrair-se de tudo o que é história, social ou cultural para defenderem a doutrina do meio-termo. Os socretinos não se admirem, por isso, de ver um dia destes o Valupetas defender a doutrina social da Igreja, que, como lhe devem ter ensinado nos colégios católicos por onde passou, é a «doutrina moderada» (contrária aos excessos socialistas e liberais) que descobre a virtude e o meio termo… na caridade.

  16. Outra coisa: alguém que escreve “no centro está a virtude”, só pode mesmo lamber as botas de quem leu um bocadinho mais que “Os Maias” ou “Os Lusíadas”. Quando alguém faz frente ao seu mestre (que não foi além dos filósofos e do pós-modernismo), o cão de guarda mostra os dentes. E a caravana imperial passa, soberba.

  17. ibmartins, muito bem. Reproduziste na perfeição a cassete socretina. Desde o «modernismo», ao «centrismo», passando pelo deslumbramento tecnocrático e tecnológico, pela divinização do Pinto de Sousa e pela recordação do deicidio promovido pelos invejosos, não deixaste escapar nada. Muito bem…

  18. Vamos ver se nos entendemos numa coisa: alguém tem dúvidas por que motivo foi o Sócrates tão odiado? Sim, porque me parece evidente que foi mais odiado do que merecia… Não tem nada que ver com dinheiros, endividamentos, impostos ou essas comunalidades – ainda agora vão aumentar mais e mais, e povo come e cala. E gosta. Porquê?

    Pensem comigo: um povo retrógado, católico, repleto de “4.as classes de antigamente”, que dá duas maiorias consecutivas a Cavaco Silva… adivinhem lá o que tornou o homem tão detestável?

    Ainda acham que foram as novas oportunidades? Ou o parque escolar? Ou os sucessivos PECs? GET REAL!!!

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