Impressão atmosférica

Segundo a última sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF, o PSD obtém 44,3% das intenções de voto contra 26,9% do PS, aumentando a diferença face ao anterior Barómetro. Outra curiosidade diz respeito à descida do BE, CDS e CDU.

Interpretação:

– O eleitorado adora Passos, mas este tem de estar caladinho. Quando abre a boca, e insiste em mostrar que consegue ter ideias, vê as sondagens andarem para trás. Isto coloca-lhe um fascinante desafio para a campanha eleitoral, havendo a forte possibilidade de ele ir de férias durante esse período e se limitar à publicação de fotografias onde aparece em calções.

– O BE, CDS e CDU, os partidos que votaram contra o Orçamento, ou mudam de vida ou farão melhor em mudar de país. A segunda opção sendo bem mais exequível do que a primeira.

– Os mais de três milhões de grevistas, respectivos familiares e simpatizantes, que abominam o centrão dos interesses e exigem o imediato fim da austeridade, não têm telefone fixo.

6 thoughts on “Impressão atmosférica”

  1. Certo. Já tínhamos percebido, mais depressa do que ele, que o trabalho de PPC até às próximas eleições é estar calado e recolhido. Óptimo emprego! Tem boa voz, mas, quando canta política, soa a música pimba. As pessoas com telefone fixo gostam mesmo é de olhar para ele… a colaborar.
    Para o CDS sugiro a Holanda, ou a Suíça, dado que gosta de esquiar; para a CDU, a Coreia do Norte – vão precisar de combatentes para conquistar a Coreia do Sul e as inscrições já abriram; para o BE, talvez Cuba, mas têm que se despachar! Ou a faixa de Gaza.

  2. A procissão ainda nem saiu quanto mais chegou ao adro. Quando for a doer – quando o votozinho for pensado com a carteira e não a debitar opinião pelo telefone – é que vamos ver quem ganha, quem perde já que em politica NUNCA há empates. Em tempos idos- mas não muito longínquos – falou-se no juntar actores no que se chamou o “acordo da Panasqueira”. Era uma mina! Sondagens nesta altura em que tudo muda a uma velocidade estonteante são autênticos peidos ao vento. Mais nada…

  3. O que as sondagens captam não são intencões de voto (até porque a questão não se põe) mas sim o humor momentâneo e reactivo das pessoas face a um determinado momento e atmosfera politica.As pessoas querem castigar o PS e fazem-no nas sondagens e nos diversos foruns que por aí abundam. Natural e terapeutico, face às exiguas ferramentas que as pessoas dispõem para canalizar o seu descontentamento social, pessoal ou politico.
    Depois a austeridade cultiva o discurso do novo teso. Por toda a parte e a todos os niveis a hypertesão veio para ficar. Houvesse mais criatividade e menos cultura de dominio dos sentidos e do cerebro que a nossa sociedade tanto preza e poderiamos ao mesmo tempo que limpavamos as finanças pubicas fazer uma nova e saudavel revolução sexual. Mas a verdadeira, a da Bayer. Abaixo os tesos mas viva a tesão!!

  4. Val, ainda estás no impressionismo?!…
    Esta sondagem é tão fugaz como as que a antecederam e não representa, para já, coisa alguma de concreto, considerando o ritmo dos acontecimentos a que temos assistido ultimamente. Tudo isto é poeira, deixa-a assentar.
    Só mesmo tu, Val, te dás ao trabalho de tanta pincelada.

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