Ideólogos da pobreza

Segundo este analista, “o problema de Portugal não é a política orçamental”, mas sim “o excessivo consumo do sector privado, que durante mais de dez anos se habituou a gastar muito mais que o seu rendimento”.

“À primeira vista podemos ser tentados a dizer: e então? Porque deverão os mercados preocupar-se se os agregados familiares continuarem a consumir e as empresas portuguesas invistam com crédito? Desde que o Governo coloque as suas contas em ordem, o prémio de risco na dívida do Governo deve cair. No entanto, os mercados retiraram uma lição desta crise: a dívida privada excessiva torna-se, no final, dívida pública”, escreve o director do centro de estudos.

Daniel Gros considera assim que o Governo português tem pela frente o grande desafio de não só colocarem as contas públicas em ordem como também fazer com que o seu sector bancário assegure que as despesas caiam para níveis compatíveis com os rendimentos.

“Tal requereria uma nova queda no consumo (privado) acima dos 10%, e uma descida semelhante no investimento na construção. Ambos seriam altamente impopulares. Mas se tal não for feito, os esforços de ajustamento do país não poderão ser bem-sucedidos”, conclui.

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2 thoughts on “Ideólogos da pobreza”

  1. Pois. No fundo, era so matar uns 10 ou 15 milhões deles, uma pechincha em relação à população mundial. Porque mantê-los assim como estão, para além de ser um desperdicio de energia, é também correr o risco de incitar os outros paises a mandar para la dinheiro, ou a irem la passar umas férias, o que significa um desvio de poupança para caminhos invios.

    Boas

  2. Mas o nosso maior problema é ter montes destes funcionários pagos a peso de ouro a tratar da sua vidinha nos seus estaminés pagos por todos nós.
    Se começassemos a cortar nos gastos da UE, a fazer os banqueiros arcar com as suas responsabilidades, a taxar a especulação com taxas especuladoras, a acabar com os paraísos fiscais, fazer desaparecer o mercado de futuros, meter as corporações nos eixos, controlar o despesismo armamentista, enfim, dedicarmo-nos apenas a políticas de bem estar e bem produzir, talvez isto tivesse solução, mas saber que meia dúzia de nabos vivem à custa de todo um palneta e saber que ainda há parolos a comprar as revistas que mostram os esbanjamentos que eles praticam e programas a eles dedicados é de ter vontade de pegar num pau e rachar umas quantas cabeças entre as quais estará certamente a do pateta do Daniel Gros.

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