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Apesar de Martim Avillez ser o responsável máximo pela filha-de-putice que o labrego do Mascarenhas fez contra o Jumento, esta carta desperta simpatia e empatia.

Quanto ao mais, é curioso como os investidores na comunicação social não se dão conta da evidência: há um público maioritário que quer jornalismo, não quer o Zé Manel de Belém, as campanhas contra o engenheiro, a derrota do Estado de direito, o vale tudo dos ranhosos e dos imbecis. Porque o jornalismo, quando tem a coragem e os meios para ser idealista, dá sentido ao mundo. Retira-o quando se torna partigiano.

13 thoughts on “i”

  1. Como em tudo o que é bem feito tem saída. Alguns julgam que basta o nome e algumas notícias para se ter venda. Esse tempo e essas ideias já se foram.
    Hoje com a internet e os blogues, o consumidor de notícias, já não está dependente delas e não as consome. Todos nós já passamos por revoluções e inovações. Quem não se preparar para encarar o futuro recebe lições. Lições que deviam de vir da parte de quem se julga inovador.
    Aos jornais e jornalistas vai acontecer o que aconteceu às mercearias de bairro. Nunca se importaram com o desenvolvimento e hoje andam a carpir. O consumidor tem respeito por quem o trata bem.
    Não é com pasquins e jornaleiros que os convence. É como diz o ditado português: ganha fama e deita-te a dormir. Ou como a corrida entre a lebre e o sapo-concho. Que julga por ser rápida tem todo o tempo do mundo e depois admira-se de ser ultrapassada.

  2. “Hoje com a internet e os blogues, o consumidor de notícias, já não está dependente delas e não as consome”

    Na mouche, Manuel Pacheco. Porque será que tem havido tanto assanhamento do meio jornalístico contra a blogosfera que os desdiz??

  3. COMENTÁRIO PESCADO DO JORNAL DO PPD..HA POUQUINHO…

    «Aqui no Jornal Alaranjado dos DIREITOLAS alguém está à espera de verdade jornalística ?!
    Devem ser crentes, claro!
    Porque é que acham que este jornal está pior que a Grécia e inventa todo o tipo de notícias para tentar vender ?!
    Mas no fundo são burraldos, porque sabem que dizer mal de Sócrates é chão que já deu uvas, o povo já está de sobreaviso e castiga os DIREITOLAS de eleição em eleição.
    E são burraldos porquê?
    Porque se em vez de falar do pobre do Sócras resolvessem falar dos deles, sim OS DIREITOLAS QUE ROUBARAM MILHÕES E MILHÕES DE CONTOS NO BPN, BPP, BCP, BPA, CTT, NOS NEGÓCIOS DOS SUBMARINOS, NOS CARROS PANDUR E NOS HELICÓPETROS…iríeis ver que o Jornal Sol começava a vender melhor!
    É que sois burraldos porque não percebeis que o povo português no seu ADN é de Esquerda, foi esse o sentir do povo que venceu no 25 de Abril!
    FAZEI A EXPERIÊNCIA, COMEÇAI A FALAR DOS VERDADEIROS LADRÕES DE MILHÕES DE CONTOS, OS DIREITOLAS, E IDES VER QUE AS COISAS COMEÇAM A MELHORAR. (claro que eu não acredito que ireis fazer isso porque estais comprometidos com os Direitolas!)
    Se persistirdes nesse caminho suicidário então ides acabar por contribuir para nova maioria absoluta do PS..e será muito bem feito.
    Quem atira pedras aos outros e cospe para o ar…»

  4. Fiquei sem saber a que famílias pertence o grupo Lena, por que razão gastaram milhões no projecto jornalístico “i”, e se valeu a pena terem gasto esse dinheiro.

  5. O Avillez é um yuppie retardado que sofreu a mesmissima Lei que tanto apregoa aos outros.
    Pena nenhuma. Mas a matilha não o deixa cair daqui por uns tempos estará a colaborar com o dr. Balsemão ou na tvi, entretanto amparado pelo corporativismo da classe venderá o seu peixe como comentador nas habituais pantalhas como o fazem os treinadores no desemprego nos programas de televisão da rtp. No jornalismo de manada nada se muda, muda-se de sítio. A publicação desta bem o mostra.

  6. o jornal é um jornal com bom formato mas o conteúdo é uma merda. desde logo a passagem do ppm a grande repórter e a permanência da velha avillez só podia dar o que deu. a imprensa regional do grupo lena não pode andar a sustentar a militância política activa de meia dúzia de cromos pedantes lisboetas. como diria o martim, noutras circunstãncias, são as leis do mercado.

  7. Concordo, Assis, que são as leis do mercado e o Avillez ao abalançar-se ao projecto devia sabê-lo. As suas queixas, ao demitir-se, não fazem sentido, pois ele foi, como director e primeiro responsável pela qualidade do “i”, o responsável pela sua inviabilidade. Que estava à vista, há muito. Porventura, desde o começo.

  8. Também me aparece que é de muito mau jornalismo que se trata: mau no sentido de falta de isenção, de manipulação, de favorecimento de grupos económicos em detrimento da notícia. As notícias são ficcionadas pelo pensamento político de quem as faz, quem manda ou do grupo político dominante dentro dos jornais. E isso hoje, com a ilimitada informação e pontos de vista crítico que circula em cima do acontecimento na internet, é facilmente visível, posto à prova e desmontável.
    Eu, fui leitor assíduo do “DL” e “República” e depois, desde o 1º nº. do “Expresso” até meados de 80. Passei a ler o “Público” até 2007. Agora dava uma olhadela pelo “DN” e “CM” que são os jornais do café da bica da manhã, mas até mesmo isso desisti de fazer. Deixei de acreditar de todo nos jornais (jornalismo e jornalistas) e entendo que qualquer jornalista mente mais num artigo que o PM num mandato completo, contudo o jornalista quer convencer-nos do contrário.
    Os jornais e jornalistas continuam pensando o jornalismo como antes da pré-escolarização em massa e pré-internet e isso ser-lhes-á fatal. O desaparecimento contínuo de jornais estilo “independente”, antigo i, e agora do novo “i” tipo “independente”, vai continuar. Creio até, que de uma maneira geral estão todos falidos, mas aguentam-se à custa do benefício que ainda acarretam para os donos sob a forma de influenciar ou mesmo mudar favoravelmente as políticas dos governos.
    Ainda há pouco os maluquinhos do “eixo do mal” diziam que o PM jé se está burrifando para o que os jornais dizem, contudo o problema é que não é só o PM a fazê-lo, são talvez a grande maioria dos portugueses.

  9. A minha grande dúvida é se todos estes comentadores compram diariamente um diario. Por aí só vejo pessoas a lerem os jornais gratuitos. se não compramos jornais não temos direito a exigir um bom produto

  10. Pois é, esta gente , só sabe gerir bem com muito dinheiro. Foi assim que o Sr. Silva convenceu alguns de que foi um grande PM: quando jorravam milhões da CEE ! Fazer omeletes sem ovos é que é difícil. O Avilez é só um ‘piqueno’ exemplo do que seria do País se fosse gerido por similares.

  11. E a situação não vai melhorar. Nos EUA, já se fala em subsídios para os jornais. Por aqui, não deve faltar muito. Em nome da “liberdade de informação”. Vai ser difícil aos políticos resistirem a isso. Sobretudo aos que virem uma oportunidade de influenciar as redacções.

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