Helena Matos em softcore

Helena Matos comentou a entrevista a Sócrates recorrendo ao estilo softcore: sabemos que alguém está a foder alguém, mas não se apresentam imagens explícitas. O que permite dizer que era tudo a brincar, que a pila nem sequer tocou no pipi*, caso o espectáculo dê para o torto. Por isso abre o texto com uma paralipse, recurso típico dos ataques ad hominem e subterfúgio preferido das insinuações cobardes:

Não quero saber da mãe, do primo, do tio e de quem mais seja das relações do cidadão José Sócrates.

Não? Certezinha? Então porquê começar por sugerir ao leitor que Sócrates não está sozinho na suposta marosca, antes é todo o clã que actua em conjunto? O texto mantém a insídia inicial, ou aumenta-a, fazendo variações à volta dos casos que a imprensa tem publicado, investigado e explorado. A imprensa e as autoridades, vamos também lembrar. O que faz de Sócrates o político mais exposto, mais estudado e mais transparente de que há memória; até os notários portugueses andaram a virar gavetas e tapetes ao contrário à procura de um metro quadrado falcatruado para o entalar. Tal como o processo de licenciamento do Freeport é o acto governativo mais explicitado na comunicação social em toda a História de Portugal, e já lá moram perto de 9 séculos. No entanto, apesar de qualquer pulha ter chafurdado como bem lhe apeteceu na torrente de informações tornada pública, Sócrates continua objectiva e factualmente imaculado no plano legal. O mesmo já não se pode dizer de parte da elite cavaquista; mas, shiiiiiuu, disso é que não convém falar ― a liberdade de imprensa não foi inventada para chatear o actual Presidente da República e sua filiação partidária, como o Zé Manel e o Pacheco poderão esclarecer se houver dúvidas.


Ah, e a moral? Urram Pacheco Pereira, João Miguel Tavares, a esquerda imbecil, o refugo da direita e qualquer calhau com dois olhos que Sócrates, mesmo com a papelada em ordem, é um malandro que prevaricou moralmente. E não precisam de provas, basta-lhes o que outros disseram que talvez tenha acontecido. Um malandro, como escreve a Helena, que tropeça sistematicamente no seu passado. O que, para ela, resulta no desprestígio do cargo que ocupa. Olha que é preciso ter azar: o homem é atacado com calúnias sobre a sua licenciatura, a sua actividade profissional e a sua responsabilidade governativa, até sobre a sua vida pessoal e a da mãe, e, ainda por cima, é ele que anda a dar mau nome seja ao que for. Sobre esta campanha negra que dura desde 2007, a Helena não tem um caracter para gastar. É fenómeno igual ao que penaliza ainda mais as vítimas da violência doméstica, quando familiares, vizinhos e autoridades tomam o partido do agressor.

O que lhe importa é papaguear a actual táctica gerada na Presidência e promovida pelo Pacheco: o futuro está em risco, as próximas gerações não vão ter nada, não existe Governo, estamos nas mãos de um déspota furibundo. O acto de enfrentar a crise com soluções é designado como comprometer o nosso futuro. Aqui, tenho de te fazer justiça, Helena, pois acredito piamente nas tuas palavras. Tu vês o dinheiro que poderá ser investido na criação de riqueza colectiva como um desperdício. Preferias tê-lo seguro num banco amigo. Ou melhor, na Suíça, em nome de um fogareiro se preciso for, ou noutro desses locais simpáticos e exóticos propícios a malabarismos financeiros. E, de preferência, ao cuidado da malta do PSD e CDS, posto que esses têm vasta experiência bancária, não são publicamente acossados pelo passado e seguramente que não têm capacidade para inventar o futuro. Aí sim, os vossos filhos e netos não teriam com que se preocupar. Espera, o quê? Que estás a dizer? Que eu estou a lançar torpes insinuações e que isso é muito feio, muito injusto? Diabo, vou passar a ter mais cuidado com as coisas que ando a dizer sobre as intenções de terceiros, então. Obrigadinhos pelo apropriado aviso, obrigadinhos.

Quando a TVI passou as imagens do filme que já tinha passado em registo sonoro e simulação visual duas semanas antes, e que correspondia a notícia com mais de 6 meses de pândega na imprensa, Helena Matos fez esta shakespeariana pergunta: O que fica dum país que vê e ouve isto? Trata-se de uma questão relativa a imagens que a autora terá considerado gravemente obscenas e dissolutas, assim confirmando que o estilo hardcore, definitivamente, não é o seu.

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* Um pipi, por exemplo, mas há outras possibilidades, ok?

32 thoughts on “Helena Matos em softcore

  1. Valupi: apanhaste-a certeiro, caraças. Que orgulho que me dá que em Portugal haja gajos como tu, e mais do que orgulho, esperança,

    Ibn: eu não quero crer que tu não estejas a ver, o tio e o primo do Socrates são do psd e a marosca está preparada há milénios, engastada, pronta a ser usada e disparada quando conveniente, que já foi. Não conheces as traições na família quando há política e carcanhol ao barulho? Sorte a tua, guarda essa ingenuidade mais um pouco. E sobretudo não quero crer que tu não vejas o ataque que eles querem fazer ao que resta do dinheiro público de Portugal, privatizando a Segurança Social, a CGD e as reservas de ouro. Eles são do pior, atiçados pelos buracos do BPN e BPP e eu desejo-lhes que se fritem nas suas urdiduras. Ou tu és do psd ou do cds ou és masoquista.

  2. “Justa ou injustamente acossado pelo passado o primeiro-ministro está irritado com o presente e pode comprometer o nosso futuro ” (Helena Matos, assalariada do engenheiro que queria papar a PT e não conseguiu, atribuindo as culpas disso ao governo de Sócrates)

    “Justa ou injustamente acossado”, para a Matos, é igual! O que lhe interessa é que o PM está irritado. E não deveria estar, acha a Matos. Pois não, a gaja pensa é que o PM deveria ser julgado por um juiz isento como ela, Matos, e o governo entregue a pessoa idónea, como a Leite.

    “acossado pelo passado” diz a Matos, caindo em total contradição com a fórmula “justa ou injustamente” que tinha acabado de escrever! Aqui a fulaninha já não tem dúvidas: se é o seu próprio passado que o acossa, só pode ser justamente acossado.

    O passado, o presente e o futuro são aqui apenas ingredientes retóricos para a Matos poder glosar o presente mote da propaganda PSD-Rangel: Sócrates hipoteca o futuro dos portugueses.

    O título de “historiadora Helena Matos” com que a fulana entrou no debate de 24 de Abril da SIC-Notícias é hilariante. Não, a Matos não é uma jornalista assalariada do Belmiro, paga para dar largas à sua obsessão anti-Sócrates. Não, senhora. A gaja é historiadora e é nessa qualidade que a SIC a convida a comentar a política corrente, o caso Freeport, a entrevista de Sócrates, etc.

    Que pagode!

  3. A propósito, gostei de ver ontem o “gestor” e “liberal” Marques Lopes, no Eixo do Mal, a defender, contra o palhaço remediado Daniel Oliveira, o direito de Sócrates processar quem o calunia, implicando que o PM está mesmo a ser caluniado. A cara de parvo do Oliveira, apanhado de surpresa pela posição do liberal Marques Lopes! O palhaço ficou confuso. Mas afinal quais são as regras do jogo? Não era para negar sempre que Sócrates esteja a ser caluniado?

    Lembremos que Marques Lopes foi descrito como “uma pessoa de direita para equilibrar o painel” pelo director das Producções Fictícias, Nuno Artur Silva, quando da contratação do dito para substituir José Júdice no programa Eixo do Mal.

  4. Oh , pá , Valupi , pareces ser um homem com quem vale a pena conversar , sem grandes noias na cabeça , mas quando falas do Socras , muito sinceramente , raias o patetismo , sério. E não percebo. Sei lá , és mulher ou gay , e estás apaixonado pelo rapaz? Tanta cegueira junta só pode ser fruto da paixão : o amado , lá arriba , no pedestal. Só assim , julgando-te apaixonado , não te digo para largares os cogumelos.

  5. este Z é um pandego.
    Primeiro diz-se um berloquista arrependido, agora revela-se um acérrimo e apaixonado defensor do PS. Será que tão esdrúxula figura existe mesmo ou será que não passa dum alter-ego dum alter-ego?

    Pena já não acreditar no pai-natal!

    O gajo ou quer ir para a cama com o autor do “post” ou então, as sua mãos são as mesmas que acariciam o falo abandonado do autor nas noites de insónia.

  6. Também gostei de ver o Daniel de Oliveira no papel de coacher da democracia.

    Ele é bitatites sobre como o primeiro-ministro deve lidar com a pressão e a comunicação social. Ele é sermões sobre a importância da liberdade de expressão que avaliza todo e qualquer comportamento dos jornalistas.

    Só é pena os tiques fascistas da criatura. Ele é que sabe, portanto, isto, aquilo e aqueloutro.

    Impressionante aquela ideia de que todo o caso freeport não passa de uma cabala auto concebida pelo Sócrates. Soberba, DO!

    Esta gente transpira imaginação, foda-se!

  7. Estes “louva-a-deus” da blogosfera direita estão que não podem…

    Ele é muita preocupação com a obesidade do estado, mais o futuro das próximas gerações e, sei lá… a liberdade de expressão. Sinceramente, qualquer uma das fatiotas até lhes pode ficar bem, agora que a mantinha do défice encolheu. Só não joga com a amnésia que sofrem.

    Então, vá de defenderem o prestígio e honra das instituições. Se são suposições, blasfémias ou factos, pouco importa. O que conta são os elevados valores morais, éticos e sei lá mais as quantas que eles transportam.

    Se não fosse a capacidade que sobeja aos estados para pôr a mão por baixo de todos os bpn´s deste mundo, muita desta gente estava a ganhar a vida na estrada. Esperemos que a crise não perca as estribeiras porque não me espantaria ainda virmos a ver muitos deles vender salmos e santinhos à porta da função pública.

  8. Pois é, Z, visto não ser nem do psd nem do cds só me resta a 3ª hipótese e, se calhar sou ingénuo.

    Mas não o suficiente para acreditar nas campanhas negras, cinzentas ou brancas

  9. Rafael Pinto pá, estás doente. Primeiro tens de curar-te para depois curares os outros e só assim dás cumprimento ao teu nome, se não desces um ou mais degraus na próxima reencarnação. Finalmente se eu sou o que dizes, também és, porque só se reconhece nos outros aquilo que se transporta em si.

  10. Esta gente está desesperada, o Freeport é o que resta de argumentação para combater Sócrates, o tempo já escasseia, pois a eventualidade deste País continuar governável é uma tortura para eles!
    O que eles queriam era pôr Sócrates em prisão preventiva até ás eleições, devido aos únicos “crimes” que Sócrates realmente cometeu, foi ter conseguido fazer as reformas necessárias que acabaram com as mordomias de algumas elites profissionais que se julgavam intocáveis!
    A oposição ficou sem rumo, a direita não tem propostas o PCP perdeu a força que tinha nos Ministérios apesar de não governar, o único beneficiado com isto tem sido BE, mas mesmo esse, corre o risco de à boca das urnas as coisas não serem tão fáceis e o Daniel Oliveira tem bem a noção disso, por isso também é importante para os bloquistas demagogos manter o Freeport em lume brando

  11. Ibn: o caso freeport é uma construção da direita para tentar tomar o poder, com primo e tio ao barulho pois claro, mais uma série de envelopes que andaram a circular. Em qualquer caso são pinhões ou nem isso comparado com os buracões e as fortunas dos tubarolas do BPN e BPP, e, claro que os tubarolas estão muito preocupados que lhes vão seguir o rasto dos dinheiros e tenham de ‘pagá-lo’.

    De qualquer forma duvido muito que o Socrates tenha maioria absoluta, e a minha pena é que o Bloco não se disponha a participar numa plataforma governativa, mas ainda muita água vai rolar sob a ponte e tenho alguma esperança. Olha a direita como se une todinha para caçar poleiros, o flopes encabeça a tropa toda em Lisboa.

  12. Fiquei a pensar na pergunta que a Helena Matos faz no título do artigo. A quem é que hão-de ligar? Estamos com as eleições aí à porta, experimentem ligar à Ferreira Leite. Não é ela a líder da oposição e única alternativa a Sócrates? Têm é que ligar todos ao mesmo tempo, para ver se a despertam do estado vegetativo em que se encontra.

  13. (deve ser um grande negócio de máscaras e tamiflu; Tales de Mileto ficou rico porque para além do famoso e belo teorema: em triângulos semelhantes a angulos iguais opoem-se lados proporcionais, previu um ano bom de colheita de azeitona depois de dois anos de safra má, comprou os lagares fez monopólio e alugou-os, mas agora já não é preciso prever, faz-se acontecer, será?)

  14. Z, isto é português “eu também me parece que isto é boa idéia, …” ?

    Eu não me perece ;-)

    Mas voltando ao assunto, de que falas tu? Tens experiência do que falas?

    Mas isto é de facto esclarecedor não é? “Finalmente se eu sou o que dizes, também és, porque só se reconhece nos outros aquilo que se transporta em si.”

  15. Ui, Ui, o Sr não gosta que lhe apontem os erros!

    Eu parece-me que o cretino aqui não sou eu ;-) . Pois cá para mim quem não sabe os pronomes não merece grande credibilidade.

    Claro que me vou fuder com U, mas caso não saibas a tua mana está naqueles dias difíceis! Por isso vou ter que esperar. Não te preocupes não vais ser tio praticamos sexo seguro!

  16. Parece que temos maricononso! Estás à vontade, cada um dá para o lado que gosta.

    EU parace-me que …..

  17. sobretudo não percas a esperança ibn, pode ser que te encontres, lê com atenção, está lá tudo, se souberes inglês claro,

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