Grandes enigmas da política à portuguesa

PCP e BE dizem-se os autênticos representantes dos trabalhadores, do povo, das minorias, dos pobres, dos desempregados, dos doentes, dos miseráveis e dos que aguentam ler os livros de Žižek até ao fim. Eles sabem que os males sociais nascem da exploração capitalista e de uma democracia que está tomada pelos partidos neoliberais. Ao mesmo tempo, estes dois partidos recebem muito dinheiro do Estado, têm muitos deputados, têm muitos militantes e simpatizantes, têm património físico e podem a qualquer momento convocar toda a imprensa para comunicarem o que lhes der na gana.

Ora, por que razão, ou razões, não associamos a estes dois partidos nenhum – nenhum! – contributo decisivo no combate à corrupção? À partida, seriam as organizações ideais para ter uma postura implacável e uma obra relevante e extensa. Possuem a ideologia, as prerrogativas legais, os quadros e os recursos materiais que lhes permitem perseguir e expor as inúmeras actividades corruptoras de que acusam a direita, a começar logo pelo detestado PS. Contudo, a temática da corrupção apenas lhes serve como munição retórica. É uma pólvora seca que utilizam para brincar aos revolucionários.

Nada disto, no fundo, é grave. Grave é ver PCP e BE a ajudar aqueles que não tinham qualquer visão para o País para além de serem eles a ocupar o poder.

9 thoughts on “Grandes enigmas da política à portuguesa”

  1. Eles não falam em corrupção porque, como dizia Cunhal, têm telhados de vidro, e por isso todos sabemos o que vai lá por dentro. Assim, não podem condenar uma coisa que praticam, isto é, a corrupção ou lá o que lhe queiram chamar. Fui autarca numa Câmara PCP e, portanto, conheço aquilo que faziam. Mentiam quando era preciso. Apanhei-os várias vezes a mentir, faziam jantaradas à conta do erário camarário, onde comiam e bebiam do bom e do melhor, tomavam medidas lesivas dos interesses dos trabalhadores, perseguiam os que não eram da sua cor, faziam admissões tendo como condição necessária e suficiente para a admissão possuir cartão do partido, e para cúmulo, agora até tenho um primo que é boy numa câmara pc, um incompetente, e onde aufere cerca de 3.ooo euros mensais. Como pode esta gente combater e falar em corrupção?

  2. E você não sabe, madame Cachucha, por que razões? Pois minha filha, O Lenine, O Kerensky, o Kautsky, o Blum, o Goebels, o Hitler, Trosky, Churchill, etc eram todos Judeus, tanto pela linha de sangue como da dos resíduos de vinho, vodka ou canja de galinha; até o Rockfeller, Salazar e Franco tenho quase a certeza que varriam o lixo para dentro de casa não fosse alguma moeda de prata ir parar ao meio da rua. E duvido bastante que 80 por cento das figuras mais conhecidas do portugalete politico de hoje, sem exclusão de ideologias, ficariam apurados se fossem à inspecção para a tropa.

    É preciso muita paciência par aturar os teus sermões estafados de equilíbrio democrático acompanhados da máscara de fingida admiração pela figura triste e marreca dos teus inimigos enquanto estás à espera dum emprego melhor. A tua avó deve chamar-te tantos nomes lá terra onde está. Coitada.

  3. Leio todos os comentários que aqui se fazem, com a receptividade e “respeito pelo bom senso de cada um” que desejo para a compreensão dos meus próprios…
    No entanto, Oh V. KALIMATANOS (!), perante este seu “naco de coisa nenhuma” – prosa é que não é! – e que nem se percebe a quem se dirige, não resisto a fazer um comentário, usando uma expressão que nunca pensei repetir e que por vezes aqui aparece no “Aspirina B” :

    – LARGA O VINHO, HOMEM, LARGA O VINHO…!

  4. penso não ser uma questão de vinho, Mendes.

    eu ando para te dizer isto há algum tempo, Kalimatanos: o amor, para ser amor, pressupõe sexo e, por isso, o que cá vens fazer é, perfeitamente platónico, inútil. :-)

  5. Então vens cá só para te regalares com a prosa, ó Mendes? Então nunca ouviste falar do José do Carmo Francisco, excelente poeta em residência, já com numerosos livros na alcofa. Larga a prosa. E “LARGA O VINHO, HOMEM, LARGA O VINHO…!” é expressão que nunca aqui vi gravada no blogue. Soa de alguém que está a pedir isso por amor de Deus. Pelo menos serve para ensinar boas maneiras ao Valito.

    Sinhã, “o amor pressupõe sexo”? Essa é do carulho. Por favor, não te metas nisso, ou não permitas que te metam nisso, à segundas-feiras.

  6. descansa, eu não sofro de diafobia. :-)

    (sabes o que é – é que vires sem vires, quero dizer vires por amor sem conseguires fodê-lo, é pura e dura perda de tempo) :-)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.