Good food for good thought

Leaders often use rousing speeches to evoke powerful emotions, and those emotions may predict when a group will commit an act of violence or terrorism, according to new research published in the journal Behavioral Sciences of Terrorism and Political Aggression. Analysis of speeches delivered by government, activist and terrorist leaders found that leaders’ expressions of anger, contempt and disgust spiked immediately before their group committed an act of violence.

“When leaders express a combination of anger, contempt and disgust in their speeches, it seems to be instrumental in inciting a group to act violently,” said David Matsumoto, professor of psychology at San Francisco State University

Among leaders of groups that committed aggressive acts, there was a significant increase in expressions of anger, contempt and disgust from 3 to 6 months prior to the group committing an act of violence. For nonviolent groups, expressions of anger, contempt and disgust decreased from 3 to 6 months prior to the group staging an act of peaceful resistance.

Matsumoto says the findings suggest a leader’s emotional tone may cause the rest of the group to share those emotions, which then motivates the group to take part in violent actions.

“For groups that committed acts of violence, there seemed to be this saturation of anger, contempt and disgust. That combination seems to be a recipe for hatred that leads to violence,” Matsumoto said.

Anger, contempt and disgust may be particularly important drivers of violent behavior because they are often expressed in response to moral violations, says Matsumoto, and when an individual feels these emotions about a person or group, they often feel that their opponent is unchangeable and inherently bad.

Leaders’ Emotional Cues May Predict Acts of Terror or Political Aggression

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Tradução:

Quando uma ministra da Justiça diz que a impunidade acabou graças a ela, e que levar a cabo operações policiais de recolha de informação já corresponde a uma punição sobre os cidadãos em causa mesmo que nem sequer venham a ser constituídos arguidos e ainda menos considerados culpados em tribunal, e quando um líder da CGTP ameaça um Governo com a eventualidade de ter de começar a ouvir a mal as suas pretensões, estamos perante discursos que expressam um grau de violência extremo. No primeiro caso, um governante declara o seu ódio contra certos indivíduos, nada temendo por publicamente os considerar destituídos de qualquer direito de defesa ou protecção. No segundo caso, um responsável sindical promete à turbamulta estar na iminência de chegar um tempo em que a selvajaria e a destruição – quaisquer que sejam as tipologias em que se concretize – serão meios legítimos para forçar alterações políticas.

Quem queira viver em democracia abomina estes trastes.

9 thoughts on “Good food for good thought”

  1. Será que as duas situação se equivalem? Não me parece.
    Da ministra ouvimos que um cidadão, desde que filiado no PS, não tem direito ao seu bom nome e ser presumido inocente até prova em contrário.
    Quanto à ameaça do líder da CGTP começo por dizer que não sou adepto da violência para atingir objectivos políticos, muito menos para combater um governo eleito. Mas o esticar da corda por parte do poder, a violência ( lá está, não é só a partir montras que ela se manifesta) de algumas medidas que nem sequer foram sufragadas ou até completamente contrárias às promessas que resultaram na escolha dos eleitores, pode levar a reacções desesperadas.Os insultos espontâneos aos ministros são disso exemplo e são já uma forma algo violenta de protesto.
    Embora anti-comunista ligeiramente primário, desta vez sou obrigado a concordar com um deles. Isto ou vai a bem ou vai a mal. E nem é preciso matar ou ferir alguém nem destruir o que quer que seja. Basta que sejamos intransigentes, nas negociações, nas greves e nas manifestações. Foi assim que entendi o que disse o camarada Arménio.

  2. Como de inglês niente, traduzindo a tradução chegamos à conclusão que temos à vista uma nova revolução semelhante àquela de há 38 anos após o Chaimite sair do largo Carmo.

  3. Faltou falar no insulto do Borges a todos que não apoiaram a sua brilhante TSU, do roubo que tem sido praticado pelo Governo contra os reformados,os pensionistas, os funcionários, os trabalhadores em geral,os velhos, os deficientes, os doentes ,os alunos . São estas algumas das violações morais (“moral violations” ),de que fala o autor do texto em Inglês, que causam comportamentos violentos e que resultam da constatação de que os ‘violadores são intrinsecamente maus(“inherently bad”) e sem emenda(“unchangeable”). Penso que é, de facto , nesta fase que nos encontramos e sentimos: violentados por gente má e sem recuperação. Daí, estarmos a um passo para o que não desejamos que aconteça mas que pode . Receio, muito receio.

  4. Eduardo J e AP Santos, se admitem que se possa levar a mal seja o que for em matéria de combate político contra um poder legitimamente eleito, então vocês abdicam da democracia constitucional e preferem a lei da força. É lamentável, no mínimo, para começo da conversa.

  5. Já disse que não concordo com a violência.
    Quanto à democracia constitucional tem sido comida por parva. Por exemplo, o governo tem feito precisamente o contrário do que prometeram fazer para serem eleitos. A direita tem maioria, a direita tem o PR, a direita tem o governo. Tudo eleito conforme as regras democráticas.
    Devemos então esperar que tudo se resolva a bem, lá para os vindos de 2015, quando já não houver SNS, Escola Pública, Segurança Social, protecção no emprego ou mesmo estado de direito como defende a ministra?
    Ou vai mesmo a mal, pela lei da força, com manifestações como a de 15 de Setembro ou a da CGTP, com greves parciais e gerais, as que forem precisas até que parem, ou caiam ou o diabo que os carregue?

  6. Desculpe Val, não quis dizer nada disso. Sou, e serei sempre contra qualquer forma de violência. Lamento que não me tenha feito entender claramente ou então, um de nós não entendeu o texto em Inglês . De qualquer forma, a sua reacção é quase tão violenta como aquela que eu repudio. Assim, não vale a pena participar aqui.

  7. Eduardo J, existe o direito à manifestação. Fazer manifestações não equivale a fazer alguma coisa a mal, é o contrário: a democracia está a ser cumprida se essa manifestação foi devidamente autorizada, de forma a preparar as populações e as entidades públicas para a sua ocorrência. Fazer greve é igualmente um direito, desde que a greve cumpra a Lei. Não há nisto nada de errado ou violento. Ora, o sentido da expressão “se o Governo não ouve a bem, ouve a mal”, dito naquilo que já era um grandioso exercício de força, só tem uma interpretação: ameaçar com o grau acima, ou abaixo, do que é a legalidade.

    Dizes que a democracia constitucional tem sido comida por parva porque há um Governo que não cumpre as promessas eleitorais. Nesse caso, imagino que tenhas uma proposta para alterar o texto constitucional de modo a impedir tal fenómeno, pois actualmente não consta lá nada que sequer tenha a mínima ligação com esse assunto. Qualquer Governo pode alterar – e deve mesmo alterar, é sua obrigação! – os programas eleitorais de modo a atender às necessidades da governação. Depois, no acto eleitoral seguinte, o eleitorado valida ou censura essas alterações. Isto é simples, e é a democracia a funcionar em pleno.
    __

    AP Santos, escreveste:

    “Penso que é, de facto, nesta fase que nos encontramos e sentimos: violentados por gente má e sem recuperação.”

    Ou seja, confirmaste a dinâmica que gera violência a que o texto alude. Foi por isso que te inclui na resposta ao Eduardo J.

    Quanto a dizeres que não vale a pena participar aqui, acho que és sábia.

  8. Não seria o primeiro governo a cair sem cumprir os quatro anos, ou seja nem sempre as coisas se resolvem no acto eleitoral seguinte. Desta vez , com as graves ameaças a tudo o que de melhor o 25 de Abril nos trouxe, julgo ser uma urgência patriótica derrubar este governo.

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