Give Donald Trump a change

Todos sabemos o que estaria agora a fazer. Trump viria berrar que as eleições tinham sido viciadas, que os resultados não eram legítimos, que Hillary não merecia ser Presidente, que devia estar presa. Directa e indirectamente, apelaria a manifestações na rua e a distúrbios violentos. Depois lá faria uma encenação qualquer onde diria o mínimo possível para que fosse considerada uma concessão de derrota. E partiria para a consumação do seu plano original: usar a mais extraordinária operação de marketing alguma vez realizada na América para começar a facturar, eventualmente lançando uma estação de televisão especialista em populismo e calúnias, um esgoto a céu aberto com uma escala planetária. Isto ou algo parecido. Mas ganhou, para incrível surpresa até da sua equipa de campanha – e para sua indisfarçável consciência de que se meteu numa camisa-de-onze-varas.

As diferenças no número de votos entre Trump e Hillary na Flórida, Pensilvânia e Wisconsin, correspondendo a 59 decisivos votos no Colégio Eleitoral, foram mínimas. Não é possível identificar as causas específicas para elas em cada Estado, pois ao limite a causalidade radica no indivíduo e poderá não ser tangível, comensurável ou racional. Para além disso, os números em si são apenas abstracções relativas, dado que espelham tanto os votos registados como a abstenção. No Wisconsin, em perto de 3 milhões de votos contados, a vitória de Trump foi por menos de 30 mil votos. Ora, enquanto Trump recebeu praticamente o mesmo número de votos do que Romney em 2012, Hillary recebeu perto de menos 300 mil votos do que Obama em 2008 e 2012. Neste caso, e obviamente, foi a abstenção que derrotou a candidata Democrata.

Dentre as várias explicações logo avançadas pelos comentadores, acusou-se Hillary de falhas na campanha; desde a ausência de uma mensagem clara, passando pela falta de uma agenda económica forte, e chegando ao desprezo estratégico e logístico pelos Estados que considerava imperdíveis. Estas e outras explicações poderão ter a sua parcela de razoabilidade e verosimilhança, vai sem discussão. Porém, todavia, contudo, qualquer interpretação dos resultados que se limite a apontar o dedo a Hillary não estará apenas a cometer uma injustiça ou a expressar o seu sectarismo, quiçá ódio. Muito mais do que isso, estará a ser activamente cúmplice da obscena golpada que marcou estas eleições presidenciais norte-americanas. Tanto a operação russa através do Wikileaks como a operação Republicana através do FBI criaram um opressivo manto de calúnias para o qual não havia defesa possível. Essas calúnias tinham em Trump um exímio artista de variedades para as transformar em espectacular material de campanha. Dado que a candidatura de Hillary, por ser a de uma mulher, iria partir inferiorizada e com o flanco exposto para investidas canalhas acerca do seu género, carácter e saúde, o efeito da repetição e legitimação das calúnias foi altamente eficaz, tanto para fazer regressar Republicanos que se tinham afastado de Trump como para afastar Democratas que não estavam apaixonados ou convencidos com Hillary. Neste particular, as duas cartas do FBI, acerca daquilo que não passou de uma encenação com emails que já tinham sido investigados, foram devastadoras. A primeira carta, a 12 dias da votação, altera por completo a paisagem mediática, colocando Hillary no centro de uma especulação desvairada onde a cada dia que passava estava a cair nas sondagens. E a segunda carta, a dois dias das eleições, volta a trazer o assunto para o palco no período crucial da decisão para mais de 10% do eleitorado ainda indeciso, um assunto que pelo simples facto de ser noticiado provocava danos na candidatura Democrata.

Trump brinca com os racistas e taralhoucos mais perigosos na América, como a nomeação de Steve Bannon exibe. É algo que obriga a uma definição por parte da cada um de nós, ou estamos a favor ou contra. Os mornos serão vomitados pelo espírito da democracia e do humanismo. Mas antes disso, à volta disso e por cima disso, é o uso das mentiras e calúnias como principal arma política que mais nos deve alarmar. Porque a sua dinâmica e eficácia são profundamente insidiosas, como vimos em Portugal com Passos, no Brexit e agora nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016, para dar os exemplos mais próximos e mais graves. Perante isto, Trump não merece uma “chance”, merece é uma cultura onde haja tolerância zero para políticos que se servem da funcional estupidez de milhões para chegar ao poder.

58 thoughts on “Give Donald Trump a change”

  1. Ah, ganda Ignatz que continuas a defecar à grande.

    Pois é nada como uma “coltura de tolerância zero” quando é no cu dos outros, máiza a vaca da Hillary.

  2. Hillary perdeu porque foi incapaz de abandonar o discurso russófobo que envenena o planeta desde a queda do muro de Berlim. Há mais gente a estar farta disso do que aquilo que se pensa. A desgraça é que não há assunto sobre o qual Trump emita a mesma opinião em dois dias seguidos. Estávamos fodidos, assim estamos fodidos na mesma.

  3. e qual é o político que não se serve da funcional estupidez dos que ainda alinham na farsa da “democracia representativa ” e se dão à inutilidade de votar ?
    votar com base em quê , pergunto ? com base no programa ? nas promessas de campanha ? é tudo falso , tal como eles. uma vergonha apresentar um programa e , com desculpas de caracaca , fazer tudo ao contrário . pqp.

    o que vale é que cada vez mais espertos alinham no partido da abstenção. e isto um dia cai de podre. figurantes numa farsa ? só palermas.

  4. mais um post de mentira e sujidade. mais merda na ventoínha. mas, por outro lado, que maravilha que é saber que este ignorante continua fervilhar de ódio e maldade. que bom vê-lo vencido e de joelhos e a publicar, desesperado, textos de mendicidade intelectual ímpar. que maravilha não viver num mundo entregue a uma mafiosa, criminosa e escroque. o povo soberano não é nem nunca será estupidificado por escumalhas como a hillary e seus seguidores e propagandistas.

  5. uma candidata que foi apoiada BRUTALMENTE POR TODOS OS MEDIA COMO NUNCA SE TINHA VISTO à excecao da foxnews, vir-se queixar de uma campanha contra ela é algo de extraordinário.
    os “mornos” sao eleitores que querem paz e ordem, nao uma guerra com a russia e que nao estao dispostos a continuar a apoiar regimes genocidas como a arabia saudita. estamos contra, sim, e então? é uma guerra civil que queres, palhaço?

  6. se é para começar a contar espingardas e a cerrar fileiras quem perde é a democracia. mas ha muito que se percebeu que calhordas deste nível nao sao de esquerda, nem de direita, nem democratas, sao amorais globalistas e teem de ser derrotados democraticamente ou nao se nao aceitarem a democracia como claramente nao parecem aceitar.

  7. muito bem, Galuxo!
    os wikileaks mostraram-nos um relatório do governo americano enviado à escroque onde se conclui que a arábia saudita e o qatar financiam o ISIS para destruír a síria, começando por matar a população civil em massa.
    eu não entendo como é que alguém pode estar a favor dessa gente, juro que não entendo e revolvem-se-me as entranhas quando os ouço, tal como quando ouço revisionistas a negarem o holocausto.

  8. Valupi tem toda a razão.
    A golpada final foi decisiva. Agora é moda.

    Quanto à “tolerância zero” está de bom tamanho se for praticado o desporto favorito dos americanos: o tiro ao alvo no Presidente. Espantem-se se isso acontecer.

  9. Ignatz, Jasmim e Valupi, Têm alguma dúvida que o planeta não estaria melhor (sobretudo para muitos milhões de mortos e refugiados) se as políticas de aproximação, por exemplo, levadas a cabo por José Sócrates na Líbia, não tivessem sido substituídas pelas estratégia democracia-à-bomba,-tirar-quem-lá-está-e-depois-logo-se vê apradrinhadas pelas Hillarys, Rui Tavares, Ratos e Pachecos deste mundo?

  10. galuxo, não é “depois logo se vê”.
    é intencional.
    desestabilizar o médio oriente, espatifar aquilo tudo com exceção de alguns como arábia saudita e o qatar para que estes continuem, em cartel, a fazer 1,5 biliões de dólares por dia com a venda do petróleo.
    matar, expatriar e deportar milhões de civil para a europa e com custos sociais e económicos exclusivamente para esta.
    chantagear emocionalmente as populações europeias com a conversa da ajuda humanitária, poupando, evidentemente, a arábia saudita a essa cartilha e menos ainda a tal esforço.
    culpar a rússia por tudo isto.
    nada disto é por acaso, antes é intencional e aterrorizante.

  11. até os alemães na década de 30 e 40 tinham menos culpa em ignorar o que se passava nos campos de concentração do que o mundo civilizado tem ao ignorar a chacina genocida que criminosos de renome internacional como hillary clinton tem promovido no médio oriente. é inacreditável e assombroso o silêncio e o spinning de autênticos goebelzinhos como este valerico.

  12. a líbia são trocados, o problema chama-se cimeira dos açores. pede contas aos que ficaram na fotografia e ao padrinho do portas, um tal rumsfeld, neoconeiro-mor encapotado. o resto foi efeito dominó da merda feita pelos que agora aparecem com propostas inovadoras para implantar o fascismo democrático do trampalhadas.

  13. Infelizmente. Não encontro elementos para discordar de ti, Enapá. A complacência e conivência da vanguarda intelectual e política europeias para com essa realidade que entra pelos olhos dentro é mais aterradora do que a eleição de um troca-tintas para a Presidência dos EUA.

    Ignatz, qual a diferença entre a fotografia das Lages e a gargalhada da Hillary a comentar o assassinato de Kaddafi?

  14. enapa

    Agora foste longe demais !
    O fdp do criminoso-mor responsável pela chacina do Médio Oriente actual é Republicano e chama-se George Bush, filho !
    E teve 2 amigalhaços e um camareiro. Este último é português e também é direitolas.
    A Hillary não é chamada a essa quadrilha.
    Vai ser aldrabão e vender fardos de palha pro raio que te parta,
    Enough is enough !

  15. galuxo tenho poucas dúvidas que essa conivênvia da vanguarda intelectual é norteada apenas por interesses económicos, toda essa vanguarda paga as concretas faturas da luz e do supermercado com dinheiro que direta ou indiretamente provém dos interessados que acerrimamente defendem e propagandeiam no espaco publico. é da natureza humana, mas quando se atinge a demência e a cegueira totais, como estamos a atingir, há que meter ordem no manicómio.

  16. “… qual a diferença entre a fotografia das Lages e a gargalhada da Hillary…”

    o problema da humanidade são as gargalhadas do putin, da marina, do orbán, do ergodan, do assad, do temer, do kkk, de todos os neofachos, neonazis e neocons que se juntaram aos trumpeiros para uma nova encenação do mein kampf.

  17. jasmin, a hillary tem tudo a ver com a história dos médio oriente nos ultimos 6 anos e ja nem falo no apoio que deu à invasao do iraque pelo bush filho contra alias o seu proprio partido. a escroque viu e aplaudiu a chacina do saddam e do kadhaffi e viu a desgeaca da populacao civil desses países, viu o isis nascer e aliou-se a quem o alimenta ainda hoje. viu e apoiou a desgraca na siria favorecendo rebeldes e o isis. nao ha desculpa para uma verme como a hillary. hillary é, na sua malvadez e por oposiçao ao bem divino, um forte indício da existência deste último.

  18. e quero ainda acrescentar que a maldade de trump é, ainda assim, humana.
    já a maldade de hillary é desumana, transpersonalista, ao exigir.lhe qualidades impossíveis (acredita, por exemplo e confessadamente, num mundo sem fronteiras), desune o homem de si próprio, da sua natureza, e inevitalmente dos outros.
    no fundo, a sua missão é, por definição, diabólica.

  19. ” já a maldade de hillary é desumana, transpersonalista, ao exigir.lhe qualidades impossíveis (acredita, por exemplo e confessadamente, num mundo sem fronteiras), desune o homem de si próprio, da sua natureza, e inevitalmente dos outros.”

    eheheheh… o trampalhadas é humano porque quer um mundo com fronteiras, muros a pagar pelo lado grafitado e devolver os imigras à origem para os unir.

  20. ignaroncio, nós, homens, somos seres altamente territoriais, precisas de provas? a separacao territorial nao é sintoma de doença nem de desuniao, é condiçao, pressuposto e requisito de sã convivência e cooperaçao.

  21. qualquer muro é preferível a dar o poder a quem dizendo-se humano quer colocar a humanidade a lutar por um mundo sem fronteiras. se alguém com o poder belico dos eua tem a ousadia de pretender impor um mundo globalista e sem fronteiras é o fim desta merda toda, por isso é que a hillary escroque nao pode NUNCA passar e qualquer trump é nao só preferível como necessário para acabar com uma tal contagiante atracao pelo abismo.

  22. Ignatz, estás a misturar para baralhar.
    Putin, Assad ou Farage pertencem a um baralho diferente de Erdogan, Johnson ou Temer.
    O Erdogan é tratado como o principal aliado da Europa e dos EUA na região. Para estes, mais dezena de milhar menos dezena de milhar de presos políticos e jornalistas, a aguardar pena capital, é igual ao litro.
    Johnson é idêntico a Trump. Não diz a mesma coisa dois dias seguidos. E Temer é um usurpador alçado ao poder para proteger um bando de ladrões, aproveitando o juiz que corrompeu, subornando com ordem de soltura os corruptos, para prender as vítimas e subverter a democracia.

  23. não estou a baralhar nada. foram todos escolhidos a dedo e o baralho é totalitarismo, nazismo, xenofobia e ultranacionalismo, tudo malta que apoiante da eleição do trampas, rejubilaram com a vitória, já declararam planos para futura cooperação e alguns deles foram ou vão ser recebidos pelo palhaço americano antes de tomar posse. uma caldeirada perfeita para a próxima guerra mundial.

  24. Ignatz, acho que é esse pacote de carimbos simplistas disparados indistintamente a tudo o que não é do nosso agrado que está a escangalhar a democracia.

  25. Foda—ce,
    ENAPARVO !

    Fico agora a saber que, tal como a Hillary, até Jesus Cristo se descesse agora á Terra seria classificado por ti como “diabólico”, visto que ninguém melhor que ele pregou “contra as fronteiras que separam os homens” ! vê lá tu bem que esse perigoso “diabólico” se atreveu a pregar que os Homens são todos IRMÃOS !!!

    Confessa que tens um problema visceral, irracional, com a Hillary, tal como tens com o Sócrates, pá !
    Pode ser que haja uns comprimidos para te aliviar os sintomas dessa doença.

  26. Enaparvo

    Para teu governo, muito antes da Hillary, quem inventou a globalização foram os portugueses, pontapé de saída dado pelo Infante D. Henrique, esse perigoso “diabólico”, esquerdista, e provavelmente LGBT.

    Conheces os versos do Pessoa ?
    Mar Português:
    “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
    Deus quis que a terra fosse toda uma,
    Que o mar unisse, já não separasse.
    Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, …”

    E os parvos querem andar para aí a fazer “muros”.
    Quando o que faz falta é acabar com as armas, pá!

  27. “hillary é, na sua malvadez e por oposiçao ao bem divino, um forte indício da existência deste último.”

    Porra que até o divino é aqui chamado como prova de que existe mesmo em oposição à existência provada do diabo na pessoa de Hillary.
    Não tarda muito e, tal como o bush filho, vai aparecer gente por aqui que fala com deus que lhes transmite por via divina o pensamento certo, as ideias corretas, a linha verdadeira, a verdade absolutamente verdade.

    A Hillary aprovou, consentiu, viu, admitiu todas as maldades, chacinas, massacres, horrores que se deram e dão no Médio Oriente, Egipto, Líbia, etc., e, cúmulo, e até se riu da morte do kadafi.
    Bem, e onde estão as declarações de reprovação do Trump? Por onde andava o caridoso “anti-diabo” que nunca ninguém o viu ou ouviu a interceder pelas belas almas de Kadafy, Saddam e os milhares de inocentes mortos desde o ataque ao Iraque, origem de todo o mal naquela área.
    O tal Iraque que quatro poderosos mânfios viu coberto de armas de destruição maciça e Trump não veio a avisar o mundo de que se tratava de uma escandalosa mentira para levar à guerra e matar gente inocente.

    Quem aceita que achou uma prova do divino é possuído de grande fé e logo também crê religiosamente que o mundo é composto de mal e bem e se se acabar com o mal fica apenas o bem e estaremos salvos: neste caso o salvador seria o Trump.
    Ganda malha!

  28. jasmin, nunca estive contra o sócrates e nunca me verás a favor das escumalhada mediatica, politica e judiciaria que o persegue seja qual for o desfecho do processo.

  29. neves falei em indícios nao em provas. e sim basta que trump ou qualquer outro como poderia ter sido sanders nao se tenha rido desbragadamente e tenha até ficado em silencio. o riso da hillary não é repugnante só pelo regozijo demente e alicinadi com a morte de alguém, mas acima de tudo pelo total desprezo pelo facto dei que a escroque não poderia ignorar de que a morte desse governante implicaria muito provavelmente o sacrifício de milhões de civis como se veio a demonstrar. o que o riso aliás demonstra é que o caos que se seguiu à morte de kadhaffi nao foi um acaso, foi intencional, era esse o plano.
    o povo soberano julgou-a e, na minha opinião, acertadissimamente.

  30. O enapa sabe bem que, em termos de fé e religiosidade, indícios para crentes são tomados como provas. Na religião não há provas materiais do divino e que, apenas há indícios que perante a fé do crente representam provas concretas: indícios e provas tem, em filosofia de religião, idêntico sentido e significado.

  31. que texto interessante que põe a nu a miséria: a verdadeira miséria consentida e aplaudida. e, não, trump também não me merece uma chance – apenas uma change.

  32. “Todos sabemos o que estaria agora a fazer. Trump viria berrar que as eleições tinham sido viciadas, que os resultados não eram legítimos.”

    Pois, “todos sabemos o que estaria agora a fazer”, mas, como não está, fazes tu exactamente o que achas que seria muito mal fazido se fosse ele a fazerê-lo. Nada mali, nã senhori!

    “é o uso das mentiras e calúnias como principal arma política que mais nos deve alarmar. Porque a sua dinâmica e eficácia são profundamente insidiosas”
    “eventualmente lançando uma estação de televisão especialista em populismo e calúnias”

    Pois again. Como o homem não lançou a tal televisão especialista em populismo e calúnias, lanças tu, não eventualmente mas efectivamente, uns posts especializados e generosamente recheados de calúnias, que é disso que se trata quando te metes a blaterar acusações sem réstia de provas, como aqui:

    “Para além disso, a operação russa através do Wikileaks” (10 de Novembro às 12.31)
    “Tanto a operação russa através do Wikileaks como …” (16 de Novembro às 12.32)

    Valupi McCarthy, novo campeão da pureza da América (e arredores, que é o que o resto do planeta é para ele) contra a Rússia malvada que vem por aí abaixo comer-nos as criancinhas todas! Às armas, às armas, enemy at the gates!

    “e as mulheres americanas talvez gostem de tipos com a pinta e os modos dos patos-bravos”

    Pois pois again again. Para quem aponta como um dos principais defeitos de Trump o alegado desprezo pelas mulheres, esta rigorosa e científica catalogação psicossociológica das mulheres americanas e da motivação do seu voto também não está nada mal esgalhada, não senhor. Não tarda nada estás a explicar-nos como, sendo absolutamente desprezível e execrável agarrar as mulheres pela cona, é no entanto incontestavelmente defensável agarrá-las pelo cu ou pelas mamas. Ou pelos tomates, se forem transgénero…

  33. neves a filosofia da religiao o zé caralho que te foda.

    jpferra tu vai novamente pro caralho que ta foda bem fodido, palhaço, cúmplice de mortandade.

  34. Trump colocou-nos perante a armadilha do pos-modernismo. A falta de sentido que a velha ironia já não consegue preencher é percepcionada como caos por uns, com projecções e fantasmas por outros. Como é que se negoceia isto? Chegou o cansaço. É preciso uma nova sinceridade com significado e sem ambiguidade, que não torne tudo numa nova ironia. Krugman disse tudo numa frase “Já não há finais felizes” .That’s all folks.

  35. Se fosse capaz de dizer mais e melhor bem o faria.
    – Lucas Galuxo
    – enapa
    – Joaquim Camacho
    Sabem analisar e mostrar o mundo dos media que faz cabeças de quem não sabe, não quer ou detesta pensar e, por isso, engole o batido traduzido em todos os idiomas no tal mainstream.

    O contrapoder lúcido vai aparecendo.
    Já muitos sabem que há outras formas de combater o verdadeiro mal nascido dos interesses dos donos dos biliões que matam, dividem e trazem miséria e destruição a todos os povos.
    Os mesmos que agora não querem ajudar depois da total destruição de casas, hospitais, escolas e países inteiros para lhes roubar riquezas naturais.
    Vejamos o que nos trará o novo Presidente que os norte americanos elegeram com toda a legitimidade e, parece, querer romper a repetida e combinada estratégia de mais do mesmo com muitas armas para todos os que querem destruir regimes eleitos e estáveis.
    Mesmo perigosos desconhecidos descalços e sem fardas recebem o mais sofisticado material de guerra de origem denominada. Foi dito pelo novo Presidente.
    Espero que tenha excelentes guarda-costas e não facilite.
    O ódio anda à solta.

  36. Ah, ganda Ignatz.

    Aqui está como um post de merda, em que à vacuidade dos conceitos se juntam as interpretações mais hilariantes (a abstenção resultou dumas contas de aritmética manhosas ao estilo de alfaiate? coitado de ti, tinhas logo uma raposa no primeiro ano!), mas na realidade, quando tu deixas da tanga do “senhor Valupi” e começas a javardar na caixa de comentários como o porco do Ignatz, a dúzia de gatos pingados que todos os dias escrevem umas barbaridades piores que as tuas até os tornam num aparente sucesso.

    Defeca mais cá prós amigos, sim?

  37. podes crer corvo negro, quando vejo a “primaveraverao”a concordar com um racista e xenófobo como o enaparvo é que se vê que o populismo já mora entre nós.

  38. qual populismo, qual caralho. é neo-nazismo mas chamam-lhe alternativa de direita para enganar os parolos que gostam de cozinha de autor.

  39. Boa Ignatz, alguém que considere razoável o discurso que coloca reservas às ligações com um regime que trata mulheres, gays e como cães e não tolera outra religião que não a dos seus dirigentes é neo-nazi. Vais longe.

  40. ò lucas, qual é a dúvida? nazismo é fascismo racista e xenófobo, que é aquilo que o trump e a direita alternativa apregoam para fazer a américa grande de novo.

  41. Mal Lucas Galucho, se «trata mulheres, gays e como cães» isso é o que o Valupi/Ignatz faz aqui a toda a hora, abre os olhos mula.

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