Gineceu

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Helena Roseta é uma das minhas personalidades políticas favoritas. Foi íntima de muitas figuras que fizeram a nossa História na segunda metade do século XX. Foi uma das fundadoras do Botequim, tinha 24 anos. É arquitecta. É mulher. E sempre que fala parece dizer o que pensa.

Uma das provas de Portugal estar amaldiçoado desde Alcácer-Quibir reside no facto de esta pessoa nunca ter sido Primeira-ministra ou vir a ser Presidenta da República.

35 thoughts on “Gineceu”

  1. Será mulher, arquitecta e fundadora do Botequim, mas em política é um calhau com olhos, uma espécie de Manuel Alegre de saias. Deixa-a lá estar sossegada, para parolos como tu a admirarem, e poupa a Pátria a mais disparates.

  2. 3 Perguntas:

    1ª Come-se bem no Botequim?

    2ª Essa do “Foi íntima de muitas figuras que fizeram a nossa História na segunda metade do século XX” é uma boca para o Alegre?

    3ª Onde é que aprendeste a escrever “Primeira-Ministra” e “Presidenta”? Tanta juventude, tanto disparate…

  3. Registo que o Valupi, às 05:29 AM de hoje, estava a postar inanidades sobre a Helena Roseta, acompanhados de uma foto erótica da dita, com uma perturbadora saia vermelha… Foste apanhado, puto!

    PS: E quem são as outras? Odete Santos? Celeste Cardona?

  4. Decididamente, Valupi, você tem um fraco, por sinal muito forte, por pessoas particularmente emotivas. Aprecio e muito a sinceridade, a frontalidade e o desapego ao poder que a Helena Roseta sempre mostrou, mas corações moles em cargos como os que referiu não dão bom resultado – lembre-se de António Guterres.

  5. Valupi,

    Partilho esse teu projecto de entregar (temporariamente?) a governação do país a uma equipa de esclarecidos. Gente com quem se podem trocar duas ideias. Possivelmente foi a isso que (a propósito do teu admirado Bénard da Costa) aludiste, ao falar em «gerontocracia».

    Não conheço bem Helena Roseta, mas, como proposta tua, voto de olhos vendados. Até porque te sei encontrar, se nos tiveres enganado muito.

  6. Valupi,

    Tenho de acrescentar que não aprecio governantes autistas, mas completamente permeáveis, também não, e muitas vezes, como sabe, é preciso cortar a direito para se chegar a bom porto, tomando medidas bastante impopulares.

  7. Eu arquitecto e ateu me confesso: que Deus nos livre dela!! Nao da uma para a caixa… Ja chegou o que fez em Cascais! E o que me faz quase todos os dias…

  8. Valupi,
    Não desfazendo da personalidade da senhora, que mal conheço pessoalmente, este último comentador tem carradas de razão no que toca à sua passagem pela CMC…

  9. Valupi,

    conforme a desvelada generosidade de alguns comentários anteriores inequivocamente atesta, ter a Helena Roseta no poder seria dar pérolas a porcos. E os porcos que contaminam estas nossas bandas estão muito bem com o pechisbeque que ciclicamente reelegem.

    Por outro lado, é verdade que à dita não faltam qualidades humanas, humanistas e intelectuais, e que no seu passado político deu mostras cabais de algum pragmatismo e consequência. No entanto, ela carece de um sem-número de características imprescindíveis ao desempenho dos cargos a que aludiu (e felicito-o pelo resgate do vocábulo ‘presidenta’, tão abstrusamente desconhecido em tempos de paridades à boca cheia).

    É que a maioria esmagada de ignorância dos portugueses não passa sem rever-se — tenhamo-lo sempre presente — nas pessoas que designa para a governar. Tem de ser alguém, pelo menos e por ordem alfabética, igualmente atrasado, bêbado, burro, cabrão, compadre, corrupto, desonesto, deturpador, estúpido, filho da puta, hipócrita, ignorante, imbecil, ineficaz, invertebrado, irresponsável, mal-arranjado, malcriado, maldizente, mal-educado, malfazejo, otário, parcial, preguiçoso, sem escrúpulos, subornável, venenoso, viperino, vira-casaca, xenófobo (lamento, mas o comentário tem um número de caracteres limitado). Não cumulativamente, obviamente, se bem que alguns… Mas não quero ser injusto: não são os portugueses; são eles e o Mundo (quase) inteiro — é a ‘desnatureza’ humana.

    Os salta-valados é que são os gajos certos para os futebóis deste País. Esses sim, aguentam-se em cima do touro até sucumbirem à própria senescência. Que ninguém os quer tirar de lá. E, se quer, não consegue…

    Posto isto, não esquecer que “Portuguese do it better”, “vá para fora cá dentro” e “o que é nacional é bom”. Afinal, por quem vai o Scholari substituir o Jorge Andrade, porra?

    Até já.

  10. Renato C.,

    O seu texto até podia ser giro se através dele você não tivesse tido a “delicadeza” de agredir os comentadores anteriores com todos os adjectivos que lhe ocorreram, e, supremo requinte, por ordem alfabética, até onde o número de caracteres disponíveis o permitiam, a fazer fé na sua conversa.

    Vamos lá ver se percebi: há uns dias atrás Fernando Venâncio elogiou-lhe a escrita, e agora temos que gramar com a sua desmesurável arrogância e má educação! Não encontrará outra forma de se evidenciar, já que é apenas isso que pretende?

  11. Renato,

    Cá este “suíno” ainda se lembra bem da passagem de Helena Roseta pela câmara do município onde residia à data. E não se recorda de um só motivo para aplaudir tal mandato: a virtual inexistência da CMC foi o ponto mais notável desse período.
    Mas aparecerá sempre quem queira descobrir pérolas escondidas, ignoradas pelas massas estúpidas… mesmo que tais pérolas já tenham tido ocasião de mostrar todas as suas reais capacidades executivas, sem qualquer sucesso digno de nota.
    Mas também isto faz parte do nosso fado: somos um eterno alfobre de génios incompreendidos e subaproveitados, jóias que só brilham à vista esclarecida dos iluminados do costume. Mas, note-se, trata-se quase sempre de génios sem obra, outro produto bastante comum das nossas imaginações inflamadas.
    Como política, o seu salto para o comboio anti-“aparelhismo” de Manuel Alegre também não pressagia nada de bom.

  12. Elsa:

    Relendo com mais atenção, constatará que tive o cuidado de me referir apenas a alguns comentários. Se quer que precise, àqueles que recorrem ao insulto e ao enxovalho pela simples razão da sua não concordância. Ao tomar a parte pelo todo inevitavelmente deturpa o que escrevi, o que lamento e espero estar a tempo de poder corrigir.

    Por conseguinte, as ‘características’ que enumero não se dirigem a ninguém em particular, menos ainda a qualquer dos comentadores que me antecedem ou sucedem e com muitos dos quais aprendo bastante, mas sim à massa heterogénea de portugas que nos arrasta para a lama, de que são exemplos acabados os casos de Marco de Canaveses, Felgueiras, Gondomar, Madeira e muitos mais que aqueles que gostaríamos de ter de reconhecer.

    Quando me detenho a observar o rumo que o País tem tomado e a recompensa dos eleitores aos homens do leme, sinto-me parte de uma infinita minoria. Não sente?

    Quero, ainda, dizer-lhe que sou um rapaz muito frontal. Se quero insultar alguém não ando com rodeios — insulto. Em todo o caso, é raro fazê-lo, e decerto nunca por discordarem do que exprimo. Prefiro o sal da discordância ao enfado do consenso.

    Voltando à vaca fria, a verdade é que a Helena Roseta e outras pessoas de perfil ou atitude idênticas nunca serão políticos eficazes. Falta-lhes a ambição. Falta-lhes o estômago. Não acredito que haja muitos sítios neste País a cujo topo se consiga chegar sem ter as mãos sujas quanto baste. E a pessoas como a Helena Roseta, uma vez num cargo qualquer, há sempre um bando de abutres prontos a puxar o tapete quando os desejos deles não são ordens.

    Por isso, não tenho qualquer dúvida: a Helena Roseta não será bem sucedida como governante seja do que for.

    E pronto. Chega de evidência, por enquanto.

    Até já.

  13. Agora pergunto eu: se quisséssemos fazer um Governo só com pessoas extremamente competentes, tínhamos gente suficiente?

  14. LR:

    Este leitão bairradino não conhece de tão perto a passagem da HR pela CMC. Por isso, esclareça-me, por favor: o que foi que falhou?

    — Não havia um projecto de mandato?
    — Havia projecto mas não capacidade executiva?
    — Havia capacidade executiva mas não recursos?
    — Havia recursos mas não uma equipa de gestão habilitada e capaz?
    — Qual era a representação das forças partidárias na CMC à altura?
    — E, já agora, quem estava na administração central quando a HR coordenava a edilidade?

    De resto, concordo com quase tudo o que disse, mas recordo que o anti-“aparelhismo” de Manuel Alegre foi um efeito. A causa foi o pró-“senilismo” do PS. Não teve o meu voto, mas teve a minha admiração.

    Até já.

  15. Por lapso, não assinei as respostas a “Elsa” e a “LR”.

    Mas são, de facto, minhas, e não de um outro “Anonymous” qualquer.

    As minhas desculpas.

  16. Sim Renato, começa por se dirigir a alguns comentadores, mais adiante alastra à maioria dos portugueses, depois ao Mundo inteiro (ou quase) e por fim à natureza humana. Quem ficou de fora além de si?

    Não vi nada no seu primeiro texto que nos remetesse aos casos particulares que agora refere, nos quais provavelmente a esmagadora maioria dos portugueses não se revê.

    Já agora convém lembrar que elegemos pessoas e não deuses e duvido que Helena Roseta ou qualquer outro potencial governante coubesse nesta categoria.

  17. Elsa, rever ninguém se revê. Mas o certo é que os casos repetem-se amiúde por toda a parte.

    Panis et Circences é o nome do jogo. E para alguns rende mais que o euromilhões.

    Até já.

  18. Lá está, é uma senhora com carisma. Em aparecendo finalmente o Dom Sebastião, um dia destes, ficamos com duas pessoas com carisma. Três, contando com o João Benard.

  19. Renato,

    Se a memória apressada não me trai, a eleição foi em 82. Quererá isso dizer que ela deve ter “coabitado” com vários primeiros-ministros: talvez mesmo Balsemão, Soares e Cavaco Silva.
    A vitória da AD foi apertada, pelo que ela não deve ter disposto de maioria confortável. Mas o laxismo, a inacção e a tremenda inércia do executivo de então ainda hoje são recordados pelo próprio PSD de Cascais como coisa negra e a esquecer. Nas palavras de um comunicado da CML/PSD, “foi Presidente da Câmara de Cascais eleita pelo PSD, na altura em que ainda era militante deste partido, com um mandato apenas, pois não se recandidatou. Não se conhece e reconhece nada da sua acção em Cascais, nem deixou saudades.”
    Se havia projecto? De tal não me lembro pois nela não votei; mas todos os cascaenses com mais de 40 anos ainda recordam pela negativa o mandato de Helena Roseta. As suas razões terão.
    E não é questão de sectarismo: Capucho não me entusiasma mas dá provas de estar vários furos acima da sua ex-homóloga em termos de capacidades executivas.

  20. Já cá tinha passado de manhã mas não tive tempo de comentar, e vejo que isto está animado…
    Para começar:
    Penso como o Valupi que Helena Roseta tem o perfil, talvez não duma primeira ministra, pois como já disse o Renato, este, é um cargo para quem pode sujar as mãos, e os pés também, mas vejo-a, muito bem, como presidente da R. e, penso até, que assumiria o cargo com mais genica que o Sampaio e mais charme que o Cavaco, sim, porque o charme, nestas coisas também conta, é só olhar para o que se está a passar em França, não vale a pena entrar em detalhes, devem estar todos ao “parfum”.
    Depois, concordo e assino, se ele me der autorização, com o que o Renato já disse e tudo o que disse.

  21. Este blogue vai animado! Vamos então ao que interessa: a Helena Roseta é dos poucos políticos portugueses que tem as mãos limpas; além disso é uma mulher inteligentíssima e com um percurso político de grande coragem e coerência – concorde-se ou não com as suas ideias. merece muito melhor do que os comentários soezes que alguns aqui fizeram. enfim… pobreza de espírito… de facto, se quiséssemos construir um governo capaz, com pouca gente no país contariamos (a classe dirigente é de muito má qualidade, é por isso que o país está assim) mas, a Helena Roseta é, de certeza, alguém com quem se poderia e deveria contar. acrescento que não conheço a senhora, nem ninguém da família. gosto é de ser justa nas minhas apreciações.

  22. Sombra:
    Vamos lá dar a Deus o que de Deus é!
    A classe dirigente está assim, porque o país é de muito má qualidade. V. não vê por esses blogs?

  23. vejo, Anonymous, vejo, mas também sei que este povo quando bem dirigido apresenta excelentes resultados.a história demonstra-o desde a fundação da nacionalidade e descobrimentos até ao percurso e resultado dos emigrantes actuais. aqui, mal dirigidos, desde há bastante tempo é que tem sido o que se vê… não há povo, por capaz e heróico que seja que resista a este POLVO!

  24. Bons tempos em que o Zé Povinho era quem dava cartas (não te deixarei fechar, Gaiola Aberta!!!).

    Agora, só sobra (ou soçobra?) o obscuro e pérfido Zé Polvinho…

    Até já.

  25. pois, só k não é um polvinho, é mesmo um POLVÃO! assim mesmo, daqueles à italiana,mas sem pistolas k os de cá são mais medricas!

  26. deus me livre! presidenta da república? primeira-ministra?

    de onde vem tamanha estupidez? a mulher, coitada, nem a comentar se safa!

  27. achas, Imls? não serás tu k não te safas a comentar? vê bem, não és capaz de comentar sem cair no insulto fácil… eu, concordando ou não com as suas posições (isso não é para aqui chamado) sempre lhe reconheci muito mérito e muito nível. coisa, aliás rara nesta tumba à beira mar plantada!

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