Ghost in the machine

Não temos nada a acrescentar a uma polémica sobre a qual tudo está dito e da qual não ficaremos reféns.

1º Editorial do Público pós-Zé Manel

*

É pena. Lamentável. Inaceitável. Porque não está tudo dito, longe disso. Cada vez mais longe disso. O que significa estarem reféns da polémica. O fantasma do Zé Manel continuará a produzir um jornalismo assombrado.

20 thoughts on “Ghost in the machine”

  1. Logo a seguir, a nova directora disse: “não escamoteamos o facto de ser nossa primeira obrigação repor essa credibilidade ameaçada, conscientes que estamos da percepção pública de um excesso de peso ideológico no jornal. Acreditamos num jornalismo culto e responsável, que desafia o sensacionalismo e as agendas informativas cada vez mais estreitas”. Isso é uma meia confissão, mas é importante, embora ela pudesse ter dito, mais claramente, “agendas políticas”.

  2. Há um problema antigo que me afastou desse jornal – terem feito uma série de trabalhos ditos de investigação a partir de cartas anónimas. Incomodarem pessoas de boa fé como Óscar Lopes, Fausto LOpo de Carvalho, Edite Estrela, Mário Ventura. «Credibilidade ameaçada» ??? Pode repetir???

  3. Dito desta maneira, soa a grande cobardia, quando toda agente está à espera que se diga de uma vez claramente, aquilo que foi sempre dito de forma ambígua, por meias palavras, que nunca foi nem desmentido, nem totalmente confirmado, nem assumido. Soa a um acto de cobardia porque não há coragem, mais uma vez de alguém se assumir, sem ter medo das consequências de se ser verdadeiro e coerente valendo assim mais manter este silêncio incomodativo.

  4. “O fantasma do Zé Manel continuará a produzir um jornalismo assombrado”.

    Pelas piores razões pois quando alguém se prostitui uma vez será capaz de sempre se prostituir.

  5. bem, com o Fernandes a bazar devo estar a caminho de ser reabilitado um dia desses. O maior ideólogo tuga da bondade da invasão do Iraque em 2003 – um erro que vitimou dezenas de milhar de inocentes e afundou a credibilidade do liberalismo no cinismo calculista de uma posição geoestratégica, da cotação em dólares do ouro negro e da vingança do bush filho pelo falhanço do pai. Um terror em termos de valores humanistas e civilizacionais. Enfim, o mesmo de sempre. Venha um novo começo, pois então.

  6. Z
    Ao ouvir o CD do Sting, fragilidade, veio-me à lembrança a fragilidade do ser humano. Seja pelo que dinheiro for, a nossa honra deve ser sempre preservada, por dez mil euros! Quem diz que ganha quinhentos mil por ano. O que o meu País está a produzir. Vou parafrasear o outro. Não me agarrem. Quero mesmo ir para a ilha. Mas não a da Madeira.

  7. O número da bola
    Quando era miúdo era usual nas tascas e cafés a venda de caramelos, chamados cromos, com a caricatura de jogadores de futebol. Nestes vinha como prémio numa senha, uma bola, uma caderneta, esta tinha a finalidade de ser preenchida, o que era raro, só um podia ser o sortudo, dado que na maioria dos cromos, repetia-se a caricatura de todos os jogadores das equipas de futebol da 1.ª divisão, era assim chamada, não havia a liga Sagres nem a de Honra. Só havia um cromo com uma caricatura, que era chamado do número da bola. Com a caderneta preenchida o dono da mesma recebia um prémio extra, além de ser visto como um grande coleccionador entre a miudagem, um miúdo com futuro.
    Se alguém tiver a ideia de organizar uma caderneta de cromos entre jornalistas, o que não é difícil, são tantos ou mais que os jogadores de futebol, dou a ideia de se pôr como número da bola o José Manuel Fernandes, não lhe faltam (des) atributos. Os jogadores de futebol sabem fintar o adversário; o Fernandes também sabe e de que maneira; o jogador sabe fugir às marcações; o Fernandes é craque; o jogador simula uma falta; o Fernandes simula umas poucas; o jogador sabe marcar penalty; o Fernandes usa e abusa deste dom; o jogador quando marca um golo despe a camisola; o Fernandes veste umas poucas. Só noto uma diferença, enquanto o jogador mostra tristeza na sua substituição, o Fernandes mostra alegria.
    Tenho consciência que vou ser criticado por vários jornalistas, por os não ter escolhido para número da bola, vão dizer que tem os mesmos atributos, e até concordo, mas quem tem a difícil missão de seleccionar está sujeito às críticas e eu aceito-as.
    Pelo acima descrito, a escolha do meu número da bola, vai para José Manuel Fernandes.

  8. Z
    “vender não vendi, Manuel, agora se dei já não sei. Interessante, esta entrevista. Bom, tenho umas coisas para escrever, juízo!”
    Não estou a compreender, não me referi à sua pessoa.
    Unicamente referia-me a Armando Vara.
    Se me expliquei mal, peço desculpa.
    Neste blogue defendo sempre a união entre todos.
    Houve dois que me ofenderem, nunca mais lhe respondi.
    Com os restantes faço tudo para haver consenso.
    Se não percebo do que falam, limito-me só a ler.

  9. claro que era o Vara, mas eu de manhã dá-me para meter com as pessoas numas viradas. O Vara está tramado, quem fez o comentário mais glacial sobre o assunto foi o Medeiros Ferreira: o peixe tem o tamanho adequado para a caldeirada, nem grande demais nem raquítico. Pois é.

  10. Amigo Manuel Pacheco
    Se me permite sugiro que se escreva um ensaio sobre a relação entre as origens da corrupção e o número da bola. E tudo isto porque, segundo corria na sociedade de calções e sandálias ( os que as calçavam )da minha rua, o número da bola (numa atitude de grande corrupção) como cromo mais difícil estava agarrado ao fundo da caixa, querendo isto dizer que nunca saía.
    Este modo de operar, digno da “cosa nostra” fez que eu nunca tenha atingido o santo graal dos bonecos da bola. Este era a bola, devidamente exposta entre pastilhas elásticas,chupas “Pirata e chocolates Regina, igualzinha a todas aquelas com que os jogadores a sério marcavam golos de sonho nos campos do Benfica e Sporting ali mesmo ao lado.
    Tudo isto para dizer que comparar JMF a um número da bola é um insulto aos rebuçadinhos tão doces da minha infância e a tudo aquilo que eles representam para a minha memória. JMF é apenas um ácaro e como tal apenas digno de figurar numa caderneta de bichos repugnantes e peçonhentos. Esmague-se pois o ácaro,embora pense que ele conseguirá sobreviver num outro qualquer meio húmido e fétido (ELES ABUNDAM POR AÍ).

  11. Jafonso
    “como cromo mais difícil estava agarrado ao fundo da caixa, querendo isto dizer que nunca saía.”
    Na minha terra, o taberneiro ou o dono do café tinha mais sensibilidade e ao felizardo que lhe saía o número da bola, era um dos filhos dos caciques cá do burgo. Geralmente era o que tinha mais dinheiro e mais comprava caramelos, nós os pobres limitávamos a receber os repetentes, que eram enjeitados por esses meninos.
    Sobre o insulto para os rebuçadinhos tão doces, acredite, estive para o comparar (MJF) aos animais e repteis que também existiam em cadernetas, não o fiz pelo motivo de os rebuçados serem seres mortos, – não se sentem – os outros (Animais e repteis) tem vida e não gosto de fazer sofrer ninguém e comparar (JMF) a alguém vivo é decretar-lhe o funeral.

  12. z,

    será que a tal pergunta que já aqui apareceu (porque é que há tão poucas mulheres na política) terá resposta – parcial – no que a Michelle diz? A atracção fatal pelo poder, pelo menos nos moldes em que o seu exercício foi desenhado ao longo de milénios pelos homens, pode não se enquadrar na forma de exercício do poder tal como as mulheres o anseiam…Especulo, mas é uma hipótese.

  13. Penso que sim Edie, que o busílis da questão está no que dizes na esteira da Michelle. Bonita mulher, não? Olha o riso aberto dela.

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