Gente séria – e que sabe fazer contas – é outra coisa

"O que no passado tivemos e que não deveria voltar a repetir-se, e não vai voltar a repetir-se, é serem os contribuintes a serem chamados à responsabilidade por problemas que não foram criados pelos contribuintes, por isso é natural que sejam os accionistas e a dívida subordinada, nos termos da nova legislação, a responsabilizarem-se pelas perdas que venham a ocorrer".

"[A solução] é aquela que oferece, seguramente, maiores garantias de que os contribuintes portugueses não serão chamados a suportar as perdas que, neste caso, respeitam pelo menos a má gestão que foi exercida pelo BES".

Passos Coelho

"A solução de financiamento encontrada – um empréstimo do Tesouro ao Fundo de Resolução a ser reembolsado pela venda da nova instituição e pelo sistema bancário – salvaguarda o erário público".

"Os contribuintes não terão de suportar os custos relacionados com a decisão tomada hoje. A nova instituição será detida integralmente pelo Fundo de Resolução".

"Aconteça o que acontecer ao Novo Banco, [o Estado] não vai ser chamado a pagar eventuais prejuízos. Isso tem de ficar muito, muito claro".

Maria Luís Albuquerque

"A medida de resolução [para o BES] agora decidida pelo Banco de Portugal, e em contraste com outras soluções que foram adoptadas no passado, não terá qualquer custo para o erário público, nem para os contribuintes".

Carlos Costa

"A autoridade de supervisão, entre as alternativas que se colocavam, escolheu aquela que melhor servia o interesse nacional e que não trazia ónus para o contribuinte".

Cavaco Silva

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Fonte

22 thoughts on “Gente séria – e que sabe fazer contas – é outra coisa”

  1. Qual deles o mais aldrabão, nossa senhora…. , e curiosamente, ou não, todos do PSD.
    Mas deve ter sido coincidência.

  2. pois é, Biggus Dickus aprendeste under the great philosopher Testicles, tal e qual como o pastel do BPN do Beiças dos Cantos, vai ser tudo pago com a emissao de títulos de certified loosers .

  3. ah pois é , a politica está cheia de gente séria , destros canhotos e ambidextros , todos sérios.

    alguém com mais saber do que eu consegue perceber isto ? sério .
    https://ocorvo.pt/o-predio-do-estado-para-futura-residencia-estudantil-que-sera-um-condominio-de-luxo/
    fui ver quem era o figurão António João Barata da Silva Barão e apareceu isso , já em 2014/15. fui ver quem era o tipo por causa desta noticia :
    https://www.publico.pt/2020/07/28/economia/investigacao/novo-banco-vendeu-13-mil-imoveis-fundo-anonimo-deu-credito-recebeu-compensacao-estatal-perdas-1925986

  4. boa malha yo, anda-lhes a correr tudo mal, deve ser dos signos, então que vão à merda da maya, não é que alguém falou em lama e zás o tipo aproveita logo e faz um folhetim com a lama, o outro parece que é bruxo, claro, que, convenientemente o escriba agora omitiu o salgado, o mais inocente de isto tudo, não fosse salpicar pró zezito e correr o risco de ser acusado de 2 x pulha que é pulha, pelo meio insinuou iô para chegar a io, digo yo, e tentou uma conexão com outro, para induzir que ambos, yo e outro eram o mesmo, a mesma pessoa, dando a imaginar irmãs filatelistas e irmãs burrinas como fazendo parte da mesma congregação, desse modo ainda mais confundindo o outrissimo burro que já tenta até adivinhar o género dos comentadores, na fúria da impotência, parte para o insulto desenfreado dando soltura ao surto psicótico, e na dúvida já utiliza hermafrodita, assim cuida que acerta sempre no género, querendo ele dizer, heraumafodita (era+uma+fodita) hera do verbo ser, o descarado, depois, se eu o levasse, ia dizer-me que se contentava com uma coisita simples, só queria um bóbó, o tarado, o depravado, bóbó, é no restaurante, e só se fôr prato do dia, no coiso pode não haver, não é garantido nem sequer pró vôvô, andam a fazer muito contorcionismo, há entorses e torcicoles a pontapés, cabeças já enfiadas no reto, de resto, desde 2014 a cuidar da ninhada, e os cachorros ainda estão todos na mesma, não cresceram nada, nem pívedes, por falar nisso, o próximo filme é capaz de ser sobre candé e a candela, aí sim, vai ser aglomeração de militantes profissionais do negócio profissional da luta contra o racismo, porque não podia ter acontecido com um branco, e militantes do pan, por homicídio da cadela na forma tentada, o septuagenário de 80 anos vai levar com agravantes do carvalho, prosseguindo e quanto ao resto, só não se ilegaliza o inimigo porque não se pode, lá ia a aparência de democracia pro carvalho, a mesma treta prás leis, só não são retroativas porque isso é quase sempre inexequível ou mesmo impossivel, nuns casos os atos e os atores candidatos a serem retroativados já não podem ser atingidos, aqueles porque já se esgotaram, e estes porque já estão no cemitério, desde que se possa, são mesmo retroativas mas chamam-lhe retrospectivas, olham pra tras e prá frente, pra ver a merda que fizeram, e a merda que vão tentar impingir, no tocante ao restissimo, valupi que pague o que deve ao BES, a multa do selo do carro, e que não se esqueça de ver bem se ainda tem umas quotazitas por pagar ao ps.

  5. É verdade sim senhor só não são retroativas porque já não podem atingir aquilo que visam, quando podem atingir, chamam-lhe retrospectivad
    Quanto à polémica aqui levantada sobre os giradiscos, ainda conservo uma garfonola do tempo da minha bisavó, que funciona a gás natural, nem precisa de manivela, as ventosidades funcionam bem para os graves, já quanto aos agudos, é mais difícil a reprodução e podem sair molhados .

  6. Já andei ! No duplo sentido do termo.
    Já caçei, já fumei, já bebí, já comi salgado, já abusei do açúcar e pasme, até já caguei ! Portanto, faz favor de não me atingir com retroatividade porque se tudo isso fôr proibido pró futuro, não me atinge !
    E sobretudo (e gabardine) não venha com petições censórias e excludentes ! Vá ao dentista!
    Não se ponha a olhar para trás e para a frente, ainda já um jeito ao pescoço, olhe pelo espelho retrovisor, o que está a pedir não perspectiva nada de bom quanto ao que se está a discutir noutro lado, num local lá mais para a frente, muitas questões são assim : querem (no presente) discutir o futuro, e pumba, pedra de tropeço, caem logo no passado !
    Se tem dúvidas, pergunte onde é o outro lado da rua !
    Boa noite, já andei !

  7. “E sobretudo (e gabardine) não venha com petições censórias e excludentes !”

    na tua religião chamam-lhe liberdade de expressão quando aplicadas a anti-fachos.

  8. Este post ainda está de alguma forma relacionado com o anterior ou com a falência do jornalismo em Portugal Quem é que hoje nas redacções está para relatar factos e informar e deixar os leitores formar a sua própria opinião sobre factos concretos quando pode de alguma forma meter a colher? Em Portugal sobram opinion makers e comentadores enviesados sempre no estrito cumprimento dos verdadeiros objectivos dos media em geral dependentes de alguém e determinada ideologia e escasseiam verdadeiros jornalistas. Na televisão até opinam com os olhos. Basta lembrar que o diário de referência hoje em Portugal é propriedade da Sonae. E não nasceu de certeza depois do Belmiro descobrir uma grande vocação pelo jornalismo livre e independente. Onde aliás até o principal editor criou uma revista de vinhos para promover os vinhos da própria família?! E se possível acabar com o benefício do Porto aos pequenos viticultores no Douro. Vale tudo e mais alguma coisa e menos independente era impossível. Se bem que também estou convicto que o problema da imprensa escrita hoje já extravasa em muito o verdadeiro jornalismo livre e independente. Que podia ajudar os jornais e que é aliás o único caminho para voltar a restabelecer alguma confiança com os leitores nunca duvidei. O problema a jusante é o numero de leitores de papel numa sociedade de consumo como a nossa, além dos tablóides, que ainda restam.

  9. A corrupção é hoje a principal agenda política da direita em Portugal. Como as desigualdades sociais e estado social eram e bem as principais bandeiras políticas da esquerda. Que hoje também já abocanhou a corrupção. Bem, o que dizer de grandes potências como França ou Itália em que não há semana em que não se veja algum político de referência envolvido nas malhas da corrupção? Muitas vezes até por meras politiquices. Porque a corrupção ainda é um crime público. Daqui ao processo Marquês em Portugal também foi um saltinho. E ainda é o que também acaba por inquinar qualquer discussão política em Portugal. Vai qualquer dia para uma década.

    Como senão bastasse Portugal descobriu finalmente o que era a banca privada na crise com o mesmo nome em 2008. Começar por dizer que no meu mundo ideal nem havia banca privada. Mas sem banca privada também não estávamos na UE. Eu também não gosto de turistas mas a verdade é que sem eles nem recursos tínhamos para preservar a nossa orla marítima. E atenção, não gosto que me venham chatear mas também não vou chatear ninguém para tirar selfies a segurar a torre Eiffel. E se quando ainda havia algum racional na discussão política em Portugal e qualquer um de nós só passava a desconfiar do outro a partir do momento em que esse outro fornecia alguma razão para tal, hoje já nascemos todos corruptos em Portugal. Benzidos por toda a opinião pública e publicada. Desde o PM a qualquer administrador de tasco. Correndo pois desde já o risco de ser o único português, ainda assim gostava de declarar que até à data não tenho qualquer razão para desconfiar da actual Administração do NV. E muito menos de Mário Centeno que assinou a venda em 2017 em nome do Estado português. E até algum sinal efectivo em contrário, para lá deste bate boca populista, considero todos como gosto que me considerem a mim.

    Eu nunca duvidei que Portugal não podia deixar cair um banco da dimensão do BES. Que só directamente já custou muito mais do dobro do capital contingente de que agora se fala muito. E sobre a canalhada do ir além da troika que governava o país à altura e que precisava de uma saída limpa, já não vale a pena dizer mais nada. Muito menos das actuações à época da resolução do BCE e da sua sucursal em Portugal, o BdP. A verdade é que bem ou mal a UE não deixou grande escolha. E o mesmo aconteceu aquando da venda à Lone Star. Que já agora é bom dizer, porque não apareceu mais ninguém. A Marilu tentou vender o NV com todo o lixo que lá enfiou várias vezes e nada. E também não foi por acaso que nem foi preciso mudar de vendedor. Já que estava lá e já devia ter um calo no cu e tudo… E o capital contingente que também já fez correr rios de tinta foi o que foi logo identificado como isso mesmo – contingente. Não vale a pena agora grandes discursos repletos de hipocrisia política da Mortágua. Portugal nunca conseguiu acomodar financeiramente a resolução do BES. Assim como em 2017 ainda não podia com o problema do NV. Tão simples como isto. Se nem o capital contingente conseguiu adiantar. E como se pagar algum problema a prestações fosse alguma originalidade do Centeno no mundo actual.

    A verdade é que saímos do procedimento por défice excessivo e poupámos muitos milhões nos juros da dívida. A verdade é o que eu sempre digo aqui, a economia é confiança. E tivemos pela primeira vez o nosso MF à frente do Eurogrupo. Que não foi coisa pouca para Portugal. Tivesse a espanhola conseguido agora o mesmo. Finalmente e a poucos dias de ficarmos todos a conhecer os resultados da auditoria da Deloitt, parece que o NV – nos idos de 2018 – vendeu mais um lote de casas que tinha mal parado no activo. Mal parado no tempo do Salgado, que até vendia o que não tinha, queria dizer qualquer coisa. Será que por alguma razão ninguém queria? Porque parece que já foram catalogados como tóxicos. Porque até houve mais um concurso e mais uma vez só apareceu um fundo abutre. Se bem que a Helena Roseta que deve conhecer tão bem o lote como eu, provavelmente até na Av. da Liberdade fazia habitação social. Esqueceu-se foi de ir aos concursos. Começa a não haver pachorra para tanta esquizofrenia. O NV vê qualquer transacção escrutinada dez vezes entre instituições portuguesas e europeias mas como não envia as “facturas” a um demagogo como Rui Rio… Houve um concurso, com a UE a pressionar por todos os lados a limpeza dos balanços dos bancos desde o crash e parece que apareceu um fundo abutre para comprar um lote com alguns milhares de casas por atacado. Coisa pouca.

    Talvez numa das transacções mais escrutinada de sempre em Portugal. E no BCE. E na UE. E até parece que não destoa de transacções idênticas de outros bancos, intervencionados ou não. Mas parece que eles pediram dinheiro emprestado para comprar. Como 99% dos compradores de imobiliário e nomeadamente de casas em Portugal. Como eu. Que depois ficam a pagar a dívida e o serviço da dívida na conta de exploração dos bancos. E os que não conseguem geram este tipo de activos mal parados nos balanços dos bancos. Que a UE nunca apreciou muito. UE que até criou um fundo – para salvar os bancos alemães e franceses – de que o Salgado nunca quis ouvir falar mas nós acabámos todos a pagar. Mas os gajos moram nas ilhas Caimão. Isso é que eu já não acredito, ninguém fica muito tempo nas ilhas Caimão além dos mergulhadores. E eles próprios devem ter muitas dificuldades em regressar a casa à noite com tantos residentes fiscais por barraca. Mas para o caso… Claro que o NV sabe muito bem a quem emprestou o pilim pela simples razão que o risco não concede empréstimos a quem não conhece. Como qualquer um de nós aliás. Desde que não seja o fundo da Marilu. Que basicamente também é isto que faz. A gestão dos cadáveres que a Marilu deixou para trás, como o Banif e o BES. Talvez um bocadinho incompatível. Mas sempre com a preciosa ajuda do BCE e do BdP.

    O verdadeiro mistério é como é que uma instituição financeira como o NV ainda resiste depois de tudo o que já se disse sobre o NV. Alguém ainda conhece alguém que ponha lá um cêntimo? Porque calha e ainda vem aí mais despesa precisamente por tudo o que se vai dizendo. Pode sempre acontecer que a Lone Star não consiga vender o NV em 2021. Que já ninguém queria em 2017. E depois é que vão ser elas. Mas a acontecer algo de género recorremos outra vez às contas de merceeiro do Rio. E se preciso for ainda chamamos um ex-vice seu na CMP. Outro campeão da luta contra a corrupção que nem a legislação que obriga as autarquias a declarar o seu património aplicou enquanto vereador da habitação. Um Elliot Ness ou será antes um Kevin Costner (?) que mandou os moradores do São João de Deus queixarem-se a Salazar aquando dos despejos. Sempre forte com os fracos. Mais um verdadeiro herói tuga.

  10. Apesar de ainda não se ter discutido no Aspirina o grande tema que vinha a ocupar o país antes de uma venda do NB em 2018. Ou o que fazer a tantos milhões da UE versus a estratégia do país para a próxima década. Algo que como não podia deixar de ser, também já está a ser conotado com não sei quantos casos de corrupção que ninguém conhece. Em primeiro lugar não saiu nenhum euromilhões a Portugal. Já toda a gente percebeu que a globalização nunca foi o que chegaram a pintar, além da total desregulação financeira bem evidente no crash de 2008, a pandemia só veio evidenciar ainda mais outros riscos. Com a China a abocanhar o que quer e o que não quer no espaço europeu. E já não são só infraestruturas, com a Alemanha a fazer o que pode e o que não pode para salvar algumas das tecnológicas mais avançadas com a subsequente transferência de saber e valor acrescentado. Com três das maiores economias do euro completamente arrasadas como ainda hoje se confirmou o pior, a prioridade da UE só pode ser a manutenção do mercado único. Entenda-se vendedores e compradores. Com os EUA com uma queda ainda mais brutal.

    Posto que para uma muito jovem, muito pequena, muito pobre e muito periférica Democracia como Portugal já era bom que não deixasse de fazer o que vem a fazer de muito bem feito em várias áreas no pós-pandemia. Algo que escasseou mais no período que separou o crash da pandemia manifestamente por falta de recursos. O velho fado agora muito mais endividado por receita da própria UE. Porque ao contrário do que muita gente pensa, poucas matérias em Portugal são tão escrutinadas como a execução dos fundos europeus. Em Portugal e em Bruxelas e sem grandes histerismos. E na nossa actual situação de membros plenos da UE e do euro, portanto sem qualquer tipo de soberania que permita verdadeiramente implementar uma série de políticas públicas de cariz mais macroeconómico necessárias a qualquer planeamento estratégico, a verdadeira retoma tem que recair na não menos famosa reforma do Estado de que o país precisa há muito tempo. E a verdadeira reforma do Estado de que o país precisa há muito tempo passa sobretudo por reforçar verdadeiramente toda a Administração Pública.

    De mais escola pública, quanto inclusive já estamos com dificuldades em avaliar o abandono escolar a uma ainda maior aposta na investigação científica. De um SNS com muito menos parasitagem do sector privado a uma Justiça com muitos mais meios, muito mais célere e sempre no estrito cumprimento das balizas do nosso Estado de Direito Democrático. De mais eficácia de um conjunto de reguladores, logo a começar pelo BdP, tradicionalmente sem qualquer experiência na supervisão bancária a uma Segurança Social ainda mais efectiva na vida de quem mais precisa a várias agências públicas de planeamento estratégico e execução de fundos europeus ao longo do país. Não há Democracias fortes sem instituições fortes. E como os milhões são tantos mas ainda assim são menos que o défice de investimento público acumulado desde a crise de 2008, já devíamos ficar todos felizes se chegássemos a 2030 com uma Administração Pública capaz de enfrentar os problemas que não conseguiu enfrentar durante o crash. E mesmo alguns durante a pandemia.

    Outros temas como fusões de empresas ou mesmo joint ventures tão caras no discurso político de Rui Rio não têm nada a ver com o Estado. Se os mercados servem para alguma coisa é para avaliar as suas próprias necessidades. Até por algumas imposições como proibições de ajudas às empresas por parte da própria UE. Coisa diferente é a obrigação do Estado desde já em salvar o número máximo de postos de trabalho viáveis no futuro. Para não tornar a retoma muito mais complicada. Qualquer empresa privada viável deve ser apoiada nessa justa medida.

    O resto do caminho não se faz só caminhando como já se está a fazer há muito tempo. Para os mais distraídos. Não são os governos e muito menos os fundos que fazem os países crescer a longo prazo. Quem vai fazer o país crescer ainda mais são todos os portugueses devidamente habilitados. E a melhor aposta de qualquer Estado é o investimento nos seus cidadãos. Como aliás esta pandemia do Covid já se fartou de evidenciar. Com muita criatividade impulsionada pelo próprio Estado. Das Universidades Públicas a vários Centros de excelência espalhados pelo país. De que muitos portugueses, sempre embrenhados neste hábito de dizer mal que herdamos todos, nem sonhavam. E para os direitolas que andam sempre a acenar com o maior crescimento do PIB de alguns países do ex-bloco do Leste, para qualquer jovem Democracia tudo é melhor que herdar um país com mais de metade da população analfabeta.

    Finalmente e quanto à necessidade de um outsourcing estratégico como consultor não vou fingir que a ideia me agrada. Chame-se ele Costa Silva ou um guru da moda entretanto falido como Porter, hoje um monitor da Deloitt. Além de uma pasta ministerial com o nome de planeamento, julgo que já falei aqui da desestruturação do Instituto Nacional de Administração e da extinção do Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública. E uma entidade sólida que pensava em termos estratégicos: o Departamento de Prospetiva e Planeamento por onde passaram alguns dos quadros mais qualificados da nossa Administração Pública. Qualificação que já ontem urgia retomar precisamente para etapas como estas. Portugal não pode estar dependente de nenhum cérebro para dizer o que convém mais a Lisboa e/ou Montalegre.

    Depois de tantos erros ao nível da coesão territorial que resultaram na desertificação que se conhece bem e todos os anos ainda é mais evidente na época dos incêndios. Mas até a última reforma do Estado operada pelo PRACE em 2007, com um governo PS, criou Gabinetes de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais em vários Ministérios que têm produzido muita informação estatística muito relevante. Já um pensamento mais estratégico também nunca lhes foi pedido. Dito isto e absorvendo a necessidade que o PM talvez tenha sentido de abrir a discussão estratégica à sociedade civil devido a uma atitude de retoma completamente inédita da parte da própria UE, nada contra um português como Costa Silva. Muito pelo contrário. Um quadro altamente qualificado da área das energias que ao longo dos anos, até em vários artigos na imprensa, já tinha dado provas de um saber muito abrangente. E como português interessado, como é óbvio dei-me ao trabalho de ler o seu ensaio. Ao contrário de muitos críticos que já criticaram o dito plano por tudo e mais alguma coisa. Como o que contém e o que não contém.

    O plano contém o que tem que conter e confesso que até me surpreendeu muito pela amplitude do conhecimento. Nem conheço muitos portugueses capazes de um exercício tão amplo e tão diverso. E já li muito planeamento estratégico em Portugal. Nem o plano nasceu só de uma cabeça como também acusam Costa Silva. Só não percebe logo dezenas e dezenas de consultas quem nunca leu algum documento desta natureza. Como tal e não me passando sequer pela cabeça começar a questionar alguém ponto por ponto, inclusive sobre matérias que manifestamente domina muito mais que eu, diria que há algumas ideias perfeitamente exequíveis e até rapidamente e outras que não faço a mínima ideia. Ao nível das infraestruturas mais básicas como o atraso da ferrovia ou o novo aeroporto talvez lembrar só, que agora com mais calma dada a diminuição do tráfego aéreo, talvez não fosse má ideia Portugal voltar a olhar para o faseamento de Alcochete em vez do remendo Montijo.

    E também não podia concordar mais com a reforma da Administração Pública necessária e bem evidenciada no plano. Que é quem verdadeiramente executa os planos, as reformas e em última análise os fundos! E o que não contém, como questões operacionais, não tinha nada que conter. E até já ouvi o proponente dizer que não foi por falta de ideias. Quem tem que fazer escolhas é o Governo e quem vai operacionalizar as escolhas são as muitas agências públicas ao longo do país. Que é outra reforma que o país precisa como de pão para a boca – a regionalização. A grande razão dos fundos de coesão. E nem nunca conseguiremos uma verdadeira coesão territorial sem uma verdadeira regionalização. Já ontem era tarde para começar a descentralizar o país de uma vez por todas. E estes é que deviam ser os verdadeiros desafios do Estado para a próxima década. Porque são as Instituições fortes e os cidadãos habilitados e sempre devidamente esclarecidos que fazem as melhoras escolhas e os melhores países. E não só os melhores destinos turísticos.

    O Estado Social prioriza recursos públicos e forma pessoas e quadros qualificados que depois têm boas ideias que geram algum valor acrescentado para todos os portugueses. Uma boa distribuição dos rendimentos é subjacente ao próprio conceito de Estado Social. E como até já acontece numa área agora muito em voga, até pela imensidão da nossa zona económica exclusiva e também muito presente no plano de Costa Silva, como as várias economias do mar. Onde o Estado português já foi inclusive capaz de formar algumas das melhores cabeças que pedem meças a cientistas pelo mundo inteiro.

    E pelo meio, um capítulo menos feliz da nossa história como comunidade ainda se deu ao luxo de pôr o Oceanário de Lisboa – uma das melhores infraestruturas públicas do mundo na área, que verdadeiramente é de todos nós e só podia estar ao serviço de todos através do que melhor que já se faz nesta área da ciência em Portugal – nas mãos de um grupo de merceeiros que gosta muito de vender tudo o que não é made in Portugal. E que ainda-por-cima ainda gosta mais de pagar impostos na Holanda. Tem lógica. E que por alguma razão também sempre gostou muito de ter alguns peixes graúdos, agora não do Oceanário mas da política no seu Conselho de Administração. Para depois parirem campus de faculdades de economia de pensamento único e pomposas Fundações – que todos sabemos para o que servem verdadeiramente – e por essa via acolherem todos os Ressabiados Unidos da Nação, como cientistas sociais do calibre do António Barreto. Para de algum modo também por via de alguns relatórios sinistros tentarem influenciar algumas decisões do país. Sempre assente em mais precariedade laboral e menos produção nacional. O Róró deve andar a dormir.

  11. Diz Carvalho da Silva:

    A 3 de fevereiro de 2017 a Assembleia da República rejeitou, com votos contra do CDS, do PSD e do PS, projetos de resolução do BE e do PCP que se opunham à venda do banco à Lone Star e propunham a sua nacionalização.

  12. tassmêmoaver que bruxelas ia aprovar a nacionalização duma venda a prazo feita por marilú/coelho. antes de botar asneira é conviniente ler os papéis assinados anteriormente, verificar as possibilidades legais e os custos envolvidos.
    este não vai para spam

  13. Óóóóóo … que caralho … !
    Este comentador debita têstos tão extensos que nem cabém no computador, alguns até têm tranças para outros caixotes e mesmo rabos de cavalos pra textos anteriores do mesmo caixote, se eu fosse dono disto pensava seriamente em introduzir taxa moderatória, com o producto arrecadado fazia justiça social e no âmbito do estado social forte distribuia por outros blogs que tem mais deficit de participação, refiro-me ao P de Lacónico.

  14. já me esquecí do que ia dizer, já agora, alguém está interessado em comprar a merda dum technics suv-505, tenciono comprar um amplicador a válvulas, há uns tipos na serbia que fazem uns de excelente qualidade e a preços decentes, sou gente séria e sei fazer contas .
    Podem contactar comigo back channel, usem a funcionalidade PM ( Private Message ).

  15. tás interessado à troca por fardos de palha? anda aqui um gajo com excesso de produção e não tem onde guardá-los. contacta o reporter p.

  16. Isso do saudoso António Silva era do tempo da matia cachucha, a tecnologia já evoluí muito, frappé ? já tenho mas podes enviar o champagne, e até pode vir embrulhado num pouco de palha que conserva fresquinho, meio fardo é mais do que suficiente, fardos do snr. comendador P ? o Valupi que os meta na fiambreira e distribua em fatias por outros blogs mais carecidos, de momento estou a testar uma ideia genial que um engenheiro de som me transmitiu, amandei o gira-discos pra cima de um pneu colocado no chão e resolve de forma simples e barata o problema de degradação sonora por absorção de trepidações do avimento ( sem P por causa das cócegas ) já poupei uma pipa de massa, adeus centenas de modelos de isoladores de vibrações expúrias, adeus toca-discos caríssimos com o prato num lado e o motor separado noutro lado, é cada maluco, qualquer dia aparecia, oh! até já apareceu ! um visionário Assismar e a propor um modelo com o prato na rua de S. Caetano e o motor no largo do Rato !

  17. Se eu pudesse só comia peixe do Oceanário .
    O do mar está todo contaminado com mercúrio e bolinhas de plástico, o da aquacultura e o dos viveiros vem com antibióticos, hormonas de crescimento rápido e até uma substância esquisita, um pigmento sintético chamado cantaxantina pra lhe dar a côr de salmão, isso, claro, no caso do salmão, a nutricionista Fernanda Martins recomenda sempre aos seus pacientes (sic) para comprarem o salmão congelado capturado no Atlântico Norte.
    Como esse nunca está à venda nem nos restaurantes nem nas prateleiras dos supermercados, estará em marcha algum plano do Jirónimo Martins para venda de alguns exemplares que cairem na lata após morte natural ?
    Se alguém souber, agradeço que me informe . Deve ser edição muito limitada, tipo peça de coleção, um convite à degustação lenta .
    No entretanto, vou-me contentando com uns pastelinhos de bacalhau .

    Leitura deprimente sobre o salmão:

    https://magg.sapo.pt/vida-saudavel/alimentacao/artigos/salmao-esqueca-a-ideia-de-que-este-peixe-e-do-melhor-que-se-pode-comer-nao-e

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