Galiza, irmã

Quando é um galego a pedir a portugueses para retirarem as bandeiras de Espanha da via pública, cai sobre Valença um manto de vergonha que entristece, por igual, Portugal e Galiza.

Povo doente esse que se deixa ofender na sua própria terra. Não há Serviço de Atendimento Permanente algum que lhe possa valer.

38 thoughts on “Galiza, irmã”

  1. e porquê envergonha a galiza ? esquisito es tu que não percebes que há gente que respeita e não quer envergonhar o país vizinho. somos assim , os galegos , respeitadores . vê lá se aprendes qualquer coisa com o alcalde de tui.

  2. Quando tiveram de ir parir a Badajoz bateram com a mão no peito patriótico porque não queriam ser espanhóis.
    Agora porque Tuy lhe proporciona médico durante a madrugada levantam bandeiras espanolas indicando preferir serem espanhóis.
    Alguma vez alguém entenderá o que é ser português ou o que querem ser os portugueses?

  3. Val:
    Há tempos escrevi um texto em resposta a um do nosso amigo Reis, a discordar do hastear das bandeiras espanholas. Hoje é um Galego a denotar esse falta de patriotismo nos valencianos.
    Com o decorrer do tempo e das notícias que leio, noto que não há nenhuma diferença, pelo contrário, uma habitante de Valença que foi entrevistada disse que durante o dia têm melhor atendimento médico.
    Sabe-se que quando há estas manifestações quem elas vão servir e que objectivos. Regra geral é quem está confortável na vida e quer mais benesses: enfermeiros, médicos, autarquias locais – aqui medem a sua popularidade – comércio e restauração. Não é por acaso que o seu líder é dono de um restaurante. Do povo humilde só querem a sua aglomeração e discordância.
    Enquanto o povo não se convencer que só serve para servir a meia dúzia de caciques isto não vai para a frente. Nós o povo estamos sempre no meio e sempre fodidos. Passo a explicar: num governo de A, no princípio, encontra-se esse governo, no meio o povo e no fim a oposição. Muda-se de governo, passa para o governo a oposição, o povo contínua no meio e para oposição o ex-governo. Como vê estamos sempre dependentes destes caciques e eles vão-nos mimoseando com uns rebuçados, fiacndo para eles os chocolates.

  4. Vai viver para Valença palerma e depois quando sofreres na pele a falta de cuidados de saúde vem para aqui divagar

  5. O insulto dos valencianos à Pátria não tem perdão. Precisam de cuidados de saúde sim, mas psiquiátricos. De preferência na terra deles, para lá da fronteira.

  6. Só mesmo os cabrões é que podem gozar com a desgraça alheia. Vão a Valença para ver se levam nos cornos

  7. Não há mesmo pachorra para aturar certos imbecis chapados que para aqui aparecem, como este cretino que se esconde sob um pseudo pseudónimo espumante de raiva e imbecilidade!

  8. Há uma coisa que nunca compreenderás é o que é ser raiano. A relação dos raianos com a nacionalidade é uma coisa estranha se estudares um pouco de história verás que há delimitações de fronteiras no norte entre Portugal e a Galiza e Leão não é uma coisa assim tão antiga.

    As aldeias raianas sempre respeitaram muito pouco o conceito de fronteira, vai ao terreno e verás o que te digo. Por exemplo em Rio de Onor (metade “portuguesa” metade “Leonesa”, neste caso Rio Honor de Castilla, ou também Rihonor de Castilla, nome curioso para uma terra que fica em Leão, como os Leoneses gostam de dizer Leon Solo, em contraponto ao região autonómica Leão e Castela) os terrenos quer de portugueses quer de espanhóis encontram-se em ambos os lados da “fronteira” fronteira que sempre permitiu vidas conjuntas habitada a ser transposta sem passaporte e a ver casamentos passarem de um lado para o outro.

    Durante muito tempo o único mercado era do lado espanhol e não consta que a Guarda Fiscal apreendesse o contrabando ;-).

    Não tentes compreender os valêncianos, talvez não consigas, por muito que possam gostar da sua pátria, estou convencido que gostam muito mais da sua terra.

  9. Ibn, pensa no que escreveste. Talvez entendas o que levou um galego a pedir aos portugueses para retirarem a bandeira de Espanha das suas casas e ruas.

  10. val não preciso de pensar no que escrevi, pelo simples facto do que escrevi ter sido pensado ;-)

    Exceptuado uma detalhe que se trata de opinião minha, o resto é factual. Que poderás facilmente constatar se consultares um compêndio de história ou geografia!

    Quanto ao facto do autarca de Tui ter pedido para tirar as bandeiras lá terá os seu motivos e esses nem sempre são obvios, e se fosse uma bandeira Galega?

    Se me perguntares se eu usava a bandeira espanhola, provavelmente, e repito provavelmente não. Mas talvez nem eu nem tu sejamos suficientemente empáticos para compreender os valêncianos.

    Vou mais longe, o protesto não deve ser inócuo, senão corre o risco de ser inútil.

    Mas queres mais exemplos de como se comporta a gente raiana? Lembras-te da famosa tentativa de criação do cemitério nuclear de Aldeadávila (Sayago, Zamora). Devias ter visto a união entre populações portuguesas e espanholas com manifestações conjuntas em ambos os lados da fronteira. Sabes a grande diferença de agora? Tudo era menos mediático. Claro que na altura os tugas não usaram bandeiras espanholas, mas talvez as tivessem rasgado ;-) . Já os do outro lado não eram muito simpáticos com Madrid.

    Mas nunca te esqueças disto, por irreverência daquelas gentes (“Galiza do Sul”) nasceu Portugal!

  11. As bandeiras espanholas hasteadas e o pedido do autarca espanhol para os valencianos as retirarem é uma lição de portuguesinho aos “portugueses de Valença”. Quando ouço pseudos dirigentes que, tudo fazem para colher dividendos futuros, não olhando a meios, tudo me leva a crer que não vamos a lado nenhum. Os valencianos querem um SAP a tempo inteiro quando sabem que das zero horas às oito o atendimento destes prestadores de serviço é mínimo, para não dizer que, nas maiorias das noites não atendem ninguém. Como é bom dormirem a noite toda e terem direito às folgas previstas na lei e ao outro dia irem para os seus consultórios darem consultas aos doentes – muitas vezes doentes do SNS. Os enfermeiros a mesma coisa, vão para consultórios prestar serviços. Se fossem obrigados ao descanso a que a lei lhe confere não havia desemprego na classe e não faziam pressões para tais reivindicações. Assim gostam e abusam no pluriemprego. Se durante a noite tivessem que estar a pé a desempenhar o serviço no outro dia não sentiam vontade de ir para outro serviço.
    Depois virem dizer que vão içar a bandeira Espanhola como agradecimento é de uma cobardia disfarçada. Mais-valia dizer que é como forma de luta. Se eu pudesse decidir propunha um referendo para se pronunciarem se queriam ser Portugueses ou Espanhóis. Os que intercedessem por Espanha além de pagar os impostos que como os Portugueses pagam, ainda lhes criava um como turistas ou coisa que lhes valha. O que o País lucrava. Não havia tanto desemprego, os subsídios baixavam. Aí os que optavam por a portugalidade estavam num oásis.
    Que bom era todos os Portugueses terem um SAP e um hospital à beira da porta. Quem me dera um e se possível com um túnel para não apanhar frio ou chuva nas minhas deslocações e não gastar dinheiro com estas. Fazem-se auto-estradas, melhora-se as redes viárias mas mesmo assim queremos as mesmas regalias. Que bom mamar na mãe e na alheia. De há uns anos para cá infelizmente a minha vida tem sido entre clínicas e hospitais privados. Como gastava muito dinheiro à minha custa resolvi optar pelos públicos. Neste momento bendigo essa decisão. É se tratado com um carinho que não supunha haver. Pelo menos no IPO do Porto.
    Há dias depois de fazer uns exames esperava pela consulta pré-operatória e sabia que estava demorada. A médica quando nos consulta olha a todos pormenores. Era a segunda vez que tal me acontecia – rever algum exame que na consulta anterior a médica notou algumas anomalias. Na sala de espera quase todos reclamavam com a demora. Alguns já propunham o pedido do livro de reclamações. Eu que já não sou nenhum maçarico nestas andanças sei o que a maioria deseja, é união, porque isolados não sabem valer os seus direitos. Para mim os meus direitos são um bom atendimento e que quem me trata me trate bem. E é isso o que a médica faz a todos os seus doentes, seja novo, velho, bonito ou feio. Nunca perca esse dom doutora Adelaide Osório.
    Entre todos o que esperavam pela consulta estava um casal humilde do concelho de Mirandela que tinha saído de casa às seis e trinta horas. Todos se compadeciam com esse casal – o que acho normal – mas quando chegava a vez da consulta ninguém a oferecia – não o pude fazer era o último a ser atendido. Reclamar, opinar, todos nós somos bons mas, prescindir da nossa vez em solidariedade com o próximo isso esquecemos. Um sujeito que esperava a sua vez começou logo a culpabilizar José Sócrates, a ministra da saúde e direcção do hospital, além da médica. Perguntei ao casal se alguma vez tinha posto o seu caso ao presidente da junta ou da câmara ao que disse que sim mas de nada valeu. Se eu fosse presidente de junta ou da câmara não me sentia bem com a minha consciência, ou por outra, não admitia que conterrâneos meus, com dificuldades intelectuais e monetárias andassem de Anãs para Caifás sem ser com a protecção dos serviços sociais que existem nas câmaras municipais. Subsidia-se tudo: clubes de futebol, ranchos folclóricos, festas em honra de santos, grupos da terceira idade a passear por aqui e por ali – não digo que não se faça – mas, este merecia ser mais olhado.
    Quem não queria um SAP ou hospital na área da sua residência? Quem não queria um médico só para si? O que falta é condições ao País para nos oferecer tal benesse. Todos exigimos do País. O que é que oferecemos? Maledicência, hastear de bandeiras, provocações. Acho que o País nos dá mais do que merecemos. Por mim me penitencio e dou um exemplo: no dia cinco de Fevereiro do corrente ano tinha um exame à bexiga. Nesse exame foi-me detectado anomalias e proposto uma cirurgia o que tinha de ficar em lista de espera. Passados uns dias recebo um vale cirúrgico com várias ordens e hospitais onde podia ser operado. Fui falar com o meu médico ao IPO e foi-me aconselhado se eu preferisse o acompanhamento dos médicos desse hospital tinha de optar pela ordem do Terço no Porto. Assim optei e dia seis de Abril pelas dezanove e trinta fui operado. Como vêem em dois meses é resolvido o meu problema. Sem contribuir com nenhum euro. Digam-me quantos países proporcionam às suas populações serviços assim? Só sabemos contradizer e se referirmos ou elogiamos somos uns lambe botas.
    Por isso volto a referir entre ter um SAP ou hospital só para inglês ver, prefiro andar mais uns quilómetros e ter um serviço digno. Continuem a pôr bandeiras Espanholas às janelas. É chique e talvez as janelas beneficiem com isso mas, só demonstra o nível das populações. Em lugar do SAP deviam pedir escolas.

  12. Ibn, mas a única forma de protesto consistia nessa ofensa a Portugal e à memória da Galiza? Tu próprio repetes as razões pelas quais é relevante a declaração do alcaide de Tui, precisamente por causa dessa irmandade que eu assinalo no título do texto.
    __

    Manuel Pacheco, excelente crónica.

  13. Valupi, Achas mesmo que os valencianos tinham como única intenção ofender Portugal?

    Não achas um argumento ligeiramente primário. Como te disse, talvez nem eu nem tu sejamos suficientemente empáticos, se vivesse no interior provavelmente sentirias o fenómeno de forma diferente. Imagina que vivias em Mogadouro e fechavam o SAP achas que sentirias o mesmo que morando em na Av. Colombano Bordalo Pinheiro e fechassem o Centro de Saúde de Sete Rios? Talvez não.

    Sabes, é muito fácil criticar sentado no sofá.

    Tenho compaixão pelo patriotas primários que todos os dias confessam o seu amor ao país mas que na primeira oportunidade o fodem se isso for vantajoso para os seus interesses.

  14. Valupi, quem é que se ofendeu foi Portugal? O que é isso de Portugal, o rectângulo ou o conjuntos dos portugueses?, desses quem se ofendeu?

    Se há coisa que não se pode acusar os galegos do sul é de falta de patriotismo, e falo de patriotismo material e não confesso.
    Porventura te lembrarás como defenderam galhardamente (dentro das suas possibilidades) quando Napoleão mandou invadir Portugal pela segunda vez. Como sabes, o pobre o Soult não teve um passeio até Lisboa (aliás, não passou o douro), como tinha acontecido com Junot e com cáfila de nobres de Lisboa a ajoelharem-se-lhe aos pés, esses sim, devem representar o modelo de patriotismo e não são o indigentes de Valença.

    Como já disse, eu faria o mesmo que os valencianos? Não sei, não vivo lá nem sofro na pele o mesmo que eles. E Tu?

  15. Bom dia, não pude estos dias partilhar convosco nin lêr o Aspirina e hoje sábado relendo os post atopeime iste tema no que me vejo na obriga de dar a minha opinão .
    Caro Manuel Pacheco, saudos, fez tempo que não te lia por cá, um prazer.Não recordo o comentario sobor do hasteado das bandeiras de Espanha , no que ti me dis que tivemos há tempo diferenzas, acho que o melhor estamos a falar dum erro, além disso acredito que as nossas diferenzas não seríam importantes.
    O tema das bandeiras de Valença, comenzo por dizer que mais uma vez, para situar-nos, concordo coa opinião de Val. Não gosto nada de que valencianos hastearam as suas ruas de bandeiras espanholas, acho que não gostou a portugueses, galegos, e foi indeferente a espanhois de madrid, onde me atopo agora nestes días . O negocio acho que não é rendivel para os inversores,
    As bandeiras têm significados diferentes, dependendo sempre do mundo que seja. A bandeira da antiga URSS teria um significado diferente en Moscova que no Kazaghistão, pois assim a bandeira de Portugal para os portugueses é muito importante e é um simbolo de identidade sem duvida que não fez duvidar a nenhum. A bandeira de Españnha não tem para tudos os espanhoiso mesmo significado, só recordar que os espanhois lutaram numa guerra civil bem recente e que uns tiveram uma bandeira, a da república e os outros a que está en vigor, na primeira república houve em pouco tempo outra bandeira, assím que uns fazem uso particular dela, a direita e outros a esquerda e os nazonalistas repeta-na sen mais, e há nazonalistas na que para eles e o símbolo da opresão. Espanha é diferente , é um estado com varias nazons sem estado , emtre elas a Galiza. Agora bem eu acho que hastear a bandeira espanhola em portugal e um feito mais agresivo que se em Tuy se hasteara a portuguesa. Postos assim quero dizer que se ofendes muito os teus compatriotas não deves fazer tal feito, pois como é o caso acho que têm o desprezo de portugueses, de espanhois de bom pensamento, haverá que pense diferente, e por suposto de galegos.
    É porque não a galega?, houverá sido diferente a percepção , e estariamos a falar doutra coisa. O reconhecer de facto uma realidade que é, a galega perto da que eles vivem, recordariam a sua hestoria, o pacto de Tuy a loita entre galegos e portugueses que antes foram galegos. Veriase como um facto de mais que agradezemento de união de pontes, o outro e não saber onde vivem. Galiza não vai numca conquistar Portugal, a sua bandeira sería uma expresão de união de irmaus pelos que percorre mesma sangue, genética e lingua .

    ibn: trato eu de ser empático co teu razoamento, mas discordo em parte. Eu são da fronteira, da parte espanhola, e não vejo tudo como ti dis das gentes arraianas, tudo o mundo defende os seus intereses e o seu peto, isso está por acima das nações , mas o prezo a pagar niste caso para fazerem uma reclamação social e muito alto, é um desprezo para tudos os portugueses e para os galegos que pensamos que temos mais de juntos que de separados.
    Creio que usas muito a demagogia, como de patriota de sofa etc. a dignidade tem-se ou não se tem. O que não concordo é com a tua visão da hestoria. não temos tempo de partilhar da mesma , mas so dizerte que usada assim cada um a sua maneira e esprimida numa frase cada um di o que melhor lhe vai, e se pode foder o outro melhor. So dizerte uma coisa, a hestoria contada como está por Espanha e por Portgugal, como nações que tiveram que reafirmar a sua mitología o que fai e travar-no meio os galegos e deixar-nos sem hestoria, nós nada fomos nim para uns nim para outros, fomos domados, castrados por uma banda e pola outra olvidados.
    Quando dis :
    Mas nunca te esqueças disto, por irreverência daquelas gentes (“Galiza do Sul”) nasceu Portugal!
    Assim, assim é facil eu resumo a hestoria como eu quero a minha maneira, quanto errado estas, e que merda de frase. A hestoria fição e o pior que há, so uma pequena sintese : a Gallaecia romana foi a Galiza que a hestoria chama reino de Leão, os reis de Leão eram galegos, aqui se criavam aqui eram enterrados e deles sairam todos até d. Afonso henriques, e tudos eramos o mesmo, e a mesma lingua falavamos, e os documentos mouros chamavam a tudo o reino dos galegos ” e entraram no reino dos galegos pola porta de Coimbra”, só por dar um anaco. E não sigo pelo da brevidade.
    só digo que respeito muito tudo portugal e lá me sinto como que algo meu há , porque precisamente e a hestoria o que me fai pensar assim, o mesmo que quando estou a vêr a Catedral de Santiago ou a de Porto, estou a pensar en tudos os fitos históricos en nas gentes da época e como eram e por isso digo que em Portual é o lugar onde vivem os cidadãos que querem e se chamam portugueses, que é uma forma de viver e de ser no mundo, muito semelhante a galega, por certo, e que a sua hestoria está feita muitos séculos e por muitas circunstancias emtre elas uma , Espanha, mas que empeza no que juntos fomos na Gallaecia romana, sueva, e em algo que não vem do ar: a lingua.

  16. Reis, confesso que tive alguma dificuldade em compreender o que pretendias dizer.

    Mas tens alguma duvida que foi pelo facto nobres do condado Portucalence (a quem muitos carinhosamente chamamos galegos do sul) não aceitarem a perda de poder para os nobres galegos que leva ao nascimento de Portugal? Eu não tenho. Sabes foram Os Mendes da Mais e outros que forçaram o Afonso Henriques a enfrentar os Peres de Trava. Disso não tenho grandes dúvidas.

    Acho que não me fiz entender, provavelmente achaste que galegos do sul eram os de Vigo ou Ourense, não, não são, são os habitantes de Entre o Douro e Minho.

    Compreendi que ficarias satisfeito se em vez da bandeira Espanhola fosse a Galega, era exactamente isso que eu prendia dizer. Será que o alcaide da Tui tinha a mesma expressão?

    Contudo Reis, penso que tens um equivoco quanto a Portugal. Sim é um facto que ser Galego do norte (margem esquerda do Minho Ou galego do Sul margem direita do minha é muito semelhante. Mas Portugal é muito mais que isso, é um pais que varia a cada 100 Kms, mas que tem uma língua em comum e uma identidade em comum.

    Felizmente nesse aspecto somos diferentes de Espanha, noutros infelizmente somos diferentes, é a vida…..

    O que eu pretendo dizer é que tentar compreender as populações da raia a partir de Lisboa é uma coisa deveras perigosa. Quanto à bandeira se leres o que escrevi verás a minha opinião.

  17. Ibn, primária é a reacção de encher de bandeiras de Espanha as ruas portuguesas para se fazer alusão à Galiza. Eu, se habitante em Valência, iria protestar contra essa estupidez.
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    reis, muito obrigado pelo teu testemunho.
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    Eça de Querós, larga o vinho.

  18. Valupi, o teu erro sistemático é este: “eu, se habitante Valência”, aliás, consegues em três palavras cometer dois erros. Se tu fosses habitante de Valência vivia no sul de Espanha e não no norte de Portugal. Posto isto, o segundo erro é o típico se fosse eu acontecia e fazia. Ora aí reside o busílis, não és tu e como tal tentas, provavelmente sem sucesso, colocar-te na pele daquilo que não és.

    O que tenho tentado dizer desde inicio, sem sucesso, pelos vistos, é que é dificil julgar a atitudes de terceiros, resultantes da sua cultura e vivência, a luz das nossa vivências e culturas. Compreendes os risco não compreendes?

    Por isso te dizia que eu não sou empático o suficiente e tu provavelmente também não que nos dê aquele capacidade de juízo.

    Por isso te digo, eu não os “condeno”, digo uma vez mais, eu fazia o mesmo, não sei, só estando lá!

  19. É verdade, já estava com os cornos na paella. Quanto a não julgarmos os outros porque somos diferentes deles, não gostaria de viver nesse mundo. Seria uma chatice inimaginável.

    Prefiro a liberdade de pensar acerca dos outros, esperando que os outros pensem a meu respeito. Porque ganhamos todos com as diferenças de todos.

  20. ibn: desculpas se não pude esprimer melhor a minha ideia, escrevi mais co coração que outra coisa e iso para que não domina a escrita protuguesa tem maus resultados.
    Fiquei um pouco zangado, certamente, pela expressão de galegos do sul no entendemento que estavas-te a referir a Galiza de hoje. Isso tira a res de chão alguns dos meus argumentos, desculpas.
    Com respeito a hestoria não tenho duvidas do que dis, mas eu vejo tudo coma uma loita de poder ou ciumes emtre os nobres galegos, tanto do norte como do sul, e aqui estoume a referir a parte de Portugal de hoje e a Galiza de hoje. Os mendes, os trava, dona Teresa, de onde eles eram?. Tudos eram do mesmo lugar. Não é que dos galegos nascera Portugal, e que os galegos se separaram e de uma parte nasceu Portugal, mas naquela altura tudos eram galegos, assim considerados.
    Portugal tive a sua grande hestoria e o seu percurso por ela e assim se formou a sua identidade, os outros galegos tivemos a nossa e somos os galegos de hoje com persoalidae propia ainda que cada vez menos.
    Compreendo a frase de que Portugal muda como pais cada 100 kms. porque isso é a mentalidade galega, assim pensa um galego de Galiza de que o pais muda cada pouco e que cada sitio pequeno e un mundo en se mesmo, essa como outras coisas temos en comum, assim que compreendo bem o que quer dizer. Agora bem visto dende fora para o que não vive lá, acho que as diferenzas não são mais de as que podem ter em qualquer parte do mundo, eu vejo um portugal mais igualitario que diferente en se mesmo, a minha e uma visão muito limitada sim.
    Por remate repetir como um mau gesto o de Valença e que es muito comprensivo com eles. saudos.

  21. Val concordo completamente com o que dizes, mas como diria o teu amigo JPP, essa não é a questão.

    O meu ponto de vista é outro. Devemos pensar e criticar, contudo essas criticas são sempre à luz da nossas vivências e cultura e não dos outros. Estou a ser claro? Por alguma razãose defendem autonomias regionais, digo eu de que!

    O que não é correcto é julgarmos que achamos o que é melhor para os outros não sendo eles.

    Sabes porquê? Porque quando fazemos esses juízos estamos pensar no que é melhor para nós e não para eles ;-)

  22. Reis, estás a ver estamos todos de acordo.

    Por isso mesmo chamamos carinhosamente galegos do sul ás gentes de Entre o douro e Minho.

    Não tenho a certeza que D Teresa fosse galega, julgo que seria leonesa, assim como a irmã Urraca, mas pode pode ser que fosse galega, não tenho certezas.

    Eu próprio não sendo dessa região tenho especial carinho pela Galiza, se há coisa que me chateou foi ver que a ZON acabou com o tv Galicia. O que eu adorava ver os documentários! Fiquei fascinado pelas serranias do Caurel.

  23. larga o vinho

    Frase produzida por um organismo unicelular não dá para mais e mesmo assim é um grande esforço que faz

  24. ibn: so uma coisa,assim é como a hestoria se conta,não te acuso,ja antes disse que tano por um lado como pelo outro os galegos ficamos no ar de hestoria, as coisas são assim. Se Galiza formara parte de Portugal esprimiria Portugal a sua orixe como agora?.
    dona Teresa era mais galega que eu, ela ficou viuva e fez casal com um dos membros da familia dos Trava,galego que tinha o seu poder principalmente no norte, a Coruña, ela era do origem dos Mendes. Dizem os hestoriadores que isse casamento foi uma causa que fez que o seu filho D. henriques tivera diferenzas con a sua mãe,coisa que aproveitaram os nobres para apoiar a d. Henriques , que tinha na altura dezaseis anos, para loitar comtra o poder do Trava, sem duvida loitas de poder no reino da Galiza. Nessa altura Galiza que foi a que criou o reino de Leão, o único que fez e que a corte fose para Leão, mais adiantada na loita comtra os mouros.Nesa altura foi o reinado do emperador Alfonso VI en Leão, mais galego que eu, porque Leão era mesmamente Galiza. Assim se explica o poder de Santiago o facto da construção da sua catedral e o poder que tinha a igreja de Santiago da que dependíam moitas outras sés atá Toledo. Dona Urraca era também galega, e dona Teresa ainda depois de que o seu filho tivera a victoria de Sam mamede em Gimarães, seguia a ter dominios o sul acho que Coimbra era do seu dominio. o idioma falado era o galego que vos fizeste evoluir e espalhar por todo o mundo, Castela nessa altura era um condado, idioma que seguiu a ser o idioma culto ainda quando muito tempo depois alfonsoX o sabio tinha a corte em Toledo.
    Bom isso é o que eu sei, e que outro dira outra coisa, isto aprendino eu pela minha curiosidade nesa altura da hestoria , numca me cadrou coisas que me ensinaram nas aulas, a hestoria de Espanha pasa de longo por tudo isto, e tudo o esprime dende o ponto de vista castelhano. Tampouco na hestoria nos diram que os suevos eram galegos os portugueses, seria tal como dizer que os italianos eram os antigos romanos, os portugueses gostam muito de centrarse no tema dos lusitanos como tronco diferencial, eu acho que é procurar un ar que justifique uma idea preconcebida duma nação que co orgulho do seu nacionalismo e a sua indepência pela que tanto loitou não gosta de reconhecer que todos vimos de outros.
    obrigado por tudo, não sou hestoriador, são um curioso simplesmente e tudo isto està sometido a melhor opinião, não é a palavra do papa. Agora que falei do papa, tudo o dito não é nada porque ha uma pata do banco ainda mais importante que os reis e os nobres citados, a Santa mãe Igreja, ela o poder, os bispos tinham exércitos e eles só reconheciam o seu poder, e Santiago, Lugo, Braga,Ourense, tinham poderes que não é momento de relatar, so dizer que ha verdadeira separação emtre Galiza e Portugal foi no Cisma de Occidente, quando os bispos de Braga e acho que Coimbra tinham como xefe o papa de Avignon e Santiago e Lugo a Roma, não sei se estou errado, mas acho que é assim e isso sim que foi uma fenda de facto emtre os dous paises.
    um saudo. desculpas por fazer disto uma leção de hestoria só quer ser uma opinião.

  25. Val pois não duvido, infelizmente eu tenho o pacote clássico e nesse eles acabaram com o canal :(

    Mas a mim não me vencem pelo cansaço qq dia mudo de operador!

  26. Reis, Obrigado pelo esclarecimento.

    Concordo completamente contigo quanto ao tronco da Nação Portuguesa, de facto ela vem de Norte dos Nobre de Entre o Douro e Minho (Galegos do Sul).

    Eu Vejo a questão da Lusitânia baseada no mito do herói Viriato, todos os povos precisam disso. Além do mais afastava-nos de Espanha ;-)

  27. O Viriato foi um tanso, Ibn, deixou-se endrominar…
    Pelo menos foi o peixe que me venderam quando o impingiram como o nosso primeiro herói.
    E às tantas foi isso que nos abriu a pestana e nos transformou no povo tão capaz de pôr os “bifes” com os copos na cervejaria a pagarem três vezes seguidas o seu bitoque como de levar os espanhóis a assinarem um tratado que nos oferecia de bandeja o Brasil…
    :)

  28. Shark,

    Não sei se existe algo de verdade no que li sobre o Viriato e os seus montes Hermínios. O gajo até foi sido assassinado para ser um herói completo ;-)

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