Galinha tonta

A oposição diz que Sócrates é um demónio por estar no Governo e um demónio por ameaçar abandonar o Governo.

A oposição não quer que Sócrates governe nem quer ela governar.

A oposição, pois, é cobarde e desmiolada.

35 thoughts on “Galinha tonta”

  1. Pensam uma coisa e o seu contrário. Mas não criemos ilusões, Val. Não estamos perante um processo dialéctico da oposição. Não!… Trata-se apenas da expressão de um estado sofrível de intelectualidade e de ética. Só.

  2. Não senhor. Trata-se de medo. De pavor. Oiçam o Portas como treme de pensar que o Governo os vai deixar assim, na mão. Sem rumo e em desordem.
    Parece impossível!: Ganhar as eleições, tentar governar e fazer um OE e defender os seus princípios!

  3. Val,
    Já o general romano topava isso há 2000 anos. Viriato acabou por ser, históricamente, um herói vencido no jogo do empata que legou aos contemporaneos essa táctica: se não pode vencer joga para empatar.
    Uma táctica que junta fraqueza, ou cobardia, à falta de ambição.

  4. Com esta oposição o que é que se esperava? O PSD é uma manta de retalhos sem rei nem roque. Os outros partidos têm uma agenda muito própria, muito mesquinha, alguns de sobrevivência pura, outros de aproveitamento de franjas descontentes com o PS e PSD que apenas aspiram a melhorar o seu fraco pecúlio de votos. O superior interesse do país, aqui, só atrapalha.

    É caso para dizer que esta oposição é uma autêntica empata fodas. Nem faz nem deixa fazer.

  5. É o que acontece quando os países perdem a soberania para uns quantos banqueiros. Os governos passam sá a definir quem tem a chave da caixa das bolachas.
    Ganda trabalheira, fazer um Orçamento de Estado, discuti-lo, etc.!
    Para isso prefiro ir à Costa da Caparica… Dââ…

  6. &

    Seguindo o teu primeiro comentário, afirmo a minha total incompreensão perante o fenómeno. Estando os países em causa com dificuldades, a opção é estrangula-los anda mais ?!…

    Só posso entender daqui, que não estando em causa a soberania em matéria de fronteiras, estará em causa outro tipo de independência, e isso assusta-me.

  7. Proposta:
    Numa próxima legislatura sou de opinião que se devia criar ou uma lei ou estatutos a definir as competências dos membros do governo, principalmente do 1º. Ministro.
    Quem se candidatasse a 1º. Ministro, não podia ser casado, não ter companheira ou namorada, dormir sozinho – caso sonhasse alto – alguém podia ouvir esses sonhos, não ter criados ou criadas. Viver como Salazar vivia. Se fosse numa redoma de vidro melhor seria.
    Não falar para ninguém a não ser nos debates na Assembleia da República. Não poder frequentar restaurantes, tascas ou outras equiparadas. Se quisesse almoçar levava uma marmita – há muitos trabalhadores que o fazem e não morrem. No seu gabinete não haver mais que uma pessoa contando com ele.
    Ser receptivo às injurias, maledicências, mesmo quando o seu nome for posto em causa. Na comunicação social tem de lhes dar o benefício da dúvida, dizer sempre amém com ela, só em caso de o matar é que tem direito a dizer ai. Saber ouvir todas as críticas, quer sejam construtivas ou destrutivas, principalmente de Mário Crespo, José Manuel Fernandes, António Ribeiro Ferreira e outros quejandos quer sejam dos jornais, Público, Correio da Manhã e Expresso. Ter consciência que ser 1º. Ministro, é durante o dia, a semana, o mês, o ano e os quatro, se a legislatura for até ao fim.
    Para muitos esta é que é a verdadeira democracia. Agora uma democracia em que o 1º. Ministro contradiz e chama impreparado a um jornalista que lhe chama palhaço, mais de trinta vezes num artigo de opinião, não pode acontecer, se fosse trinta e uma compreendia-se.
    Na ditadura certos jornalistas calavam-se, tinham medo de ir parar à cadeia, andavam de braço dado com esses governantes, aí não havia asfixia, respiravam bem o ar da ditadura. Agora com a democracia sentem-se pressionados, querem agarrar certos tachos, para os conseguir dizem-se mártires, falam da asfixia democrática, esquecendo-se que nunca como hoje, houve tanta liberdade de opinião, basta ver os blogues, em que todo gato-pingado pode botar escrita. Não estão preparados para o contraditório. Querem ser os donos da verdade. Seja ela contada da maneira que for. Não interessa que seja verdade, o que interessa é que o povo tenha conhecimento.

  8. O culto PS, do líder Sócrates, o “benemérito” que veio salvar o País… ahaha!
    Todos querem que o governo caia, mas ninguém quer ser responsável por isso, com medo que nas urnas os Portugueses penalizem os responsáveis…
    De resto os “timings” são diferentes, o PSD procura uma liderança, o Presidente procura a reeleição, até o Paulo Portas já começou com discurso de pré campanha, popularucho q.b para agradar…
    Mas a quem mais interessa eleições é ao PS, sobretudo se forem já e da responsabilidade do Presidente ou da oposição…
    Qualquer medida de agora em diante pode significar um crise política, ameaçar demitir-se não é mais do que um “bluff ranhoso” para uma situação de vitória de uma forma ou outra, ou a oposição é responsável pelo desmoronar do governo ou aprova o que nós queremos… Foi assim com o orçamento de estado…
    O presidente podia pôr ordem nisto, mas está amordaçado pela reeleição…
    A oposição está na mesma… O estado miserável do País só complica e atrapalha a situação de fragilidade política de todos os intervenientes!

  9. Tiago Mouta, chama culto do PS, do líder Sócrates. Então, e chama o quê ao que se passa nos restantes partidos? Há quanto tempo estão os líderes da oposição à frente dos respectivos partidos, alguma vez ouviu falar de possíveis sucessores ao Louçã ou ao Portas? No PCP tanto faz, até pode haver alternância do líder não há é no pensamento, a cassete é sempre a mesma. E depois temos o PSD e esse sim apareceu nas últimas eleições com uma líder e um discurso de culto de quem vinha salvar o País, e de caminho salvava também os valores da família e os bons costumes, enfim, a Política de Verdade em todo o seu esplendor. O problema é que os portugueses não quiseram ser salvos e agora a maltinha do PSD não está a dormir, está a fingir-se de morta, ninguém quer liderar aquela coisa que por acaso é o maior partido da oposição. O jeito que dão estas peripécias crespianas e outros “bluffs ranhosos”, como esse de acusar o Governo de inventar crises políticas, para desviarem as atenções do que se passa naquele antro. Imagino o que diriam os nossos isentos jornalistas e opinadores por essa comunicação social fora se tal crise de liderança se verificasse no PS.

  10. Cara Guida

    Vai me dizer que a Lei das finanças regionais não é um “bluff ranhoso” para a ingovernabilidade do País???
    No Bloco e no CDS, também existe o culto do líder, apesar de não estar tão “enraizado” nas instituições, como se nota no PS…
    A cassete comunista, já deveria ter passado a Blu ray, actualizar-se… O resultado das ultimas legislativas comprova este ponto de vista.
    O maior partido da oposição, não “cheira poder” há muitos anos (talvez por falta do culto do líder…), a verdade é que com, política de meias verdades também não vão lá…
    Mário Crespo, foi só mais um no meio de tantos…
    Já existem duas mini crises de liderança no PS, a candidatura de Alegre e os deputados que querem os rendimentos disponíveis na net…
    Concluo que para a próxima semana o governo alegará ingovernabilidade, por outra “calhandrice” qualquer…

  11. & e Carmim

    Hoje, na caixa de comentários do Jornal de Negócios, encontrei um texto muito interessante do “denys”, do qual retirei este final, que mostra bem como o festim dos mercados financeiros continiua.

    ” Sem pretender esconder debaixo do tapete os graves problemas financeiros do País, É UM FACTO, que mais do que a gravidade desses problemas, o que nos está a matar nos Mercados Financeiros e a arruinar o nosso futuro, é a especulação à volta dos CDS e das Taxas de Juro, os Contractos de Futuros sobre Taxas de Juro, os derivados dos CDS, etc. Nada de novo: Em 2007, morreram milhares de pessoas à fome em África (e não só), pois a especulação feita através de derivados sobre os produtos alimentares (trigo, soja, milho, etc), levou-os a preços tão elevados que os mais pobres não os podiam comprar. O mesmo se passou com o petróleo, que chegou aos USD 137 em Julho 2007. Como escreveu Warren Buffet, duas semanas depois do 11 de Setembro 2001: As verdadeiras armas de destruição massiva não são as armas nucleares, quimicas, etc. São os Derivados Financeiros . É o mundo que temos e que todos construímos.”

  12. Tiago Mouta,

    o PSD não cheira poder há muitos anos? Então o que foram Durão Barroso e Santana Lopes? Um autêntico fedor.

    E acha mesmo que é por falta de culto que o PSD não sai do buraco em que se meteu?
    Não será por falta de ideias e de líder?

    Quanto à lei das finanças regionais, diga-me como é possível que se defenda a austeridade no continente e o descontrolo fora dele ( e sabemos que neste caso, fora dele é Madeira)? Só com muita demagogia e pouca vergonha, não é?

  13. Tiago Mouta, falta de culto do líder ou excesso a um de seu nome Cavaco Silva que se comportou no partido como uma espécie de eucalipto?

    Quem é que está interessado na ingovernabilidade é o Governo ou estas galinhas tontas da oposição? Numa atitude completamente hipócrita acusam o Governo de despesista, ignorando completamente o que levou o défice a atingir o valor actual, e não apresentam uma única proposta para o reduzir, só para o aumentar. Viu alguém chamar a atenção do Governo quando tomou as medidas que tomou para reduzir os efeitos da crise? Pelo contrário, da esquerda à direita ainda acharam que o Governo fez pouco, se lhes tivesse feito todas as vontades o défice devia estar para aí nos 20%. Alguém percebe por que motivo o BE e o PCP se aliaram à direita (no culto ao líder Alberto João) nesta lei das finanças regionais?
    Há pouco, ouvi o Ricardo Costa dizer, e sublinhar, que nesta questão o PS tem razão, mas que é um erro fazer disto uma crise política. Então, temos um Governo refém da oposição. Hoje, são as finanças regionais, amanhã será outra despesa qualquer. O papel do Governo é assinar por baixo, bolinha baixa, e arcar com a responsabilidade do défice. Portanto, não se trata da próxima calhandrice, mas sim da próxima despesa proposta pela oposição, caro Tiago Mouta.

  14. Guida, eles estão cheinhos de medo…o RCosta é a voz do dono, nada mais.Tudo o que vem da SIC é manipulação da opinião publica, chega a ser vergonhoso.

  15. K, a SIC a manipular, o Ricardo Costa a dar uma mãozinha à oposição? Nãoooo, são tão isentos. Aquilo não é a voz do dono, aquilo é análise política da boa.

    (tenho de discordar de ti, senão aparece o Vox a dizer que lá estamos nós a passar a mão pelo pêlo uns dos outros.:))

  16. passando a mão pelo pêlo, não estou arrependido de ter votado PS. Não ganhei nada com isso a não ser a consciência de que não contribuí para safadeza generalizada que anda pelos lados da oposição. E, no entanto, insisto, um governo minoritário de maioria relativa expressiva seria a melhor solução de governação democrática de um país civilizado.

    Ainda por cima são mal agradecidos: o PS nacionalizou-lhes o BPN e com isso salvou muitas fortunas de gente de direita. De todas as atoardas que lançaram contra o Socrates há só uma que não esqueço: o prefácio do Menino de Ouro escrito pelo Dias Loureiro.

    Faço votos de que o congresso extraordinário do psd continue a escavacação que merecem, veremos se o Menezes tem tomates para retomar as coisas que dizia.

    Vão ver o Invictos, ainda há coisas bonitas na política. São muito raras mas basta haver uma para que a esperança ainda se tenha guardada na caixa aberta pela bela e curiosa Pandora.

  17. ui:Invictus!

    Pois Carmen, como é possível tanta tecnologia, tanto ‘progresso’, num mundo tão desumano?

    E vem aí nova derrocada bolsista, ao que parece. Talvez tenha o efeito benéfico de calar as agências de rating esganadas para dar de mamar aos bancos que as sustentam.

  18. Reply mode…

    Caro edie:

    Para Durão o governo foi um “trampolim”, para Santana uma “miragem”…
    Eu acredito que no PSD existam “ideias e líderes” a mais, muita gente com visões diferentes do PSD, nenhuma delas compatível com a visão de Sá Carneiro…
    Atenção que eu sempre achei que a Madeira se deveria governar com o que tem, existem outras regiões bem mais carenciadas, a insularidade não justifica tudo…Não concordo portanto com o offshore madeirense, endividamento galopante, ou RSI (rendimento social de insularidade)!
    Mas num cenário de maioria relativa, não se pode ameaçar com crise política, a cada vez que se é contrariado, até porque o que precisamos mais, é de sinais de estabilidade…

    Cara Guida:

    Concordo na sua opinião acerca do Cavaquistão, o presidente interfere demasiadamente na vida do PSD, é uma faca de dois gumes, mau para o próprio Cavaco e mau para o PSD, logo, mau para a Democracia…
    Segundo A. Costa, a seguir vem a Lei das finanças regionais… Acredito que sim!
    A ingovernabilidade interessa a todos, a questão é que ninguém quer a responsabilidade para si, na medida em que será fortemente penalizado pelo eleitorado num possível cenário de eleições, ainda falta atravessar o “deserto do 3 meses”…
    O aumento do défice também já não é de agora, o próprio PSD ao combatê-lo aumentou-o, o descontrolo é tanto que ninguém faz “contas a sério” do défice talvez desde o 25 de Abril, mas o problem foi sempre resolvido aumentando a receita, pelo lado do Zé povinho…
    A crise de agora não é o défice, é apenas não existir mais margem para “esfolar os do costume” aumentando impostos (o que julgo ser o prenuncio de uma revolta social!!!), e ter uma credibilidade internacional duvidosa, o que nos aumenta o juro… Ou seja, já não dá para fazer estádios, autoestradas, pontes, tgv, e outras megalomanias sorvedoras de dinheiro, que nunca trazem o retorno esperado…
    Alberto João, já ultrapassou o culto do líder há muito tempo, já anda numa fase mais “endeusada”, tipo Buda, ahahaha…

    O défice, havendo coragem política, em si é fácil de resolver, mas insistem em manter algumas camadas da sociedade a viver “principescamente” à custa da miséria de todos, os mesmos que legitimam o que se vai fazendo…

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