Foliões

A 28 de Setembro, os partidos da oposição consideraram uma vitória ter desaparecido a maioria parlamentar do PS. Disseram que Portugal deixava de estar asfixiado, agora iria respirar fundo. A nova maioria trataria de pôr na ordem o Governo minoritário.

De seguida, os partidos da oposição foram convidados a participar na governação, tendo sido recebidos em igualdade de estatuto. Tudo estava em aberto, o PS não tinha preconceitos ideológicos, mas tinha o seu Programa. Os partidos recusaram a possibilidade de garantirem estabilidade e serem parceiros de desenvolvimento, disseram que serviam melhor o País se o Governo permanecesse periclitante.

Os partidos da oposição, honra lhes seja feita, revelaram-se bem melhores do que a encomenda: PSD e CDS são absurda e contraditoriamente despesistas, BE e PCP mandam ainda mais dinheiro para a Madeira.

Desconfio que o eleitorado não votou neste Carnaval.

18 thoughts on “Foliões”

  1. O que é de uma cobardia e cinismo atroz é o facto de todos espetarem o punhal bem fundo enquanto gritam em unissono ” Nós não o queremos matar, nós não o queremos matar”.
    Esta noite nas pantallas do costume os comentadores do costume vão repetir até à exaustão a mesma duplice lengalenga “é mau que se dêem sinais despesistas para o mercado mas o Governo podia aprovar as verbas para a Madeira”, ie, uma divisão entre a lealdade ao Psd (sem a qual perderiam o palco) e a razão, ou entre uns cobres ao fim do mês e a liberdade de expressão.

  2. A haver eleições antecipadas, a oposição já revelou a narrativa que vai querer impor – a do governo que fugiu (como Guterres) perante o pântano que criou por sua única e exclusiva responsabilidade.
    Espero que, por uma vez, o PS não se ponha à defensiva, mas perceba que esta é uma narrativa poderosa, que vai ser repetida até à exaustão desde o PC ao PP, e que se não ataca forte e feio, se não denuncia a ingovernabilidade e despesismo bárbaro de todos – e friso TODOS – os outros partidos (que ainda por cima é verdade), se arrisca a perder, ou ficar com uma maioria ainda menor. E até têm a enorme vantagem de ser a questão do dinheiro para a Madeira, que é extremamente impopular no resto do país. O PS dispôe de uma oportunidade magnífica para se definir de vez como “rigor e responsabilidade” contra o despesismo e “tudo-para-todos-e-que-se-dane-o-défice” dos outros. Espero que não a desperdicem.

  3. pois é, e a responsabilidade da oposição no tema é semelhante à do Almunia que afinal, ao que parece, é mas é antes da imprensa segundo diz a assessora.

    Vou mas é ler mais um pouco do Vieira – incrível como ele para demonstrar a fiabilidade do Bandarra encheu aquilo de citações bíblicas em latim! Está certo que estava a precaver-se ou a responder à Inquisição. Resultado: só aguento duas páginas por noite…

  4. a esta hora muitos estão já a pensar:
    «foi pra ‘isto’ que as oposições quiseram que o sócrates perdesse a maioria?!
    as minorias também são preversas como se comprova facilmente.
    enquanto que aqui no “contenente” estamos em contenção e sacrifício, ali na mamadeira nao tem nada a ver com a sicília cubana, os pacóvios do ‘contenente’ têm mais é que trabalhar para nós, aqui, na ilha mamadeira.

  5. Esta afirmação é demonstrativa da tua seriedade intelectual

    “De seguida, os partidos da oposição foram convidados a participar na governação, tendo sido recebidos em igualdade de estatuto. Tudo estava em aberto, o PS não tinha preconceitos ideológicos, mas tinha o seu Programa. Os partidos recusaram a possibilidade de garantirem estabilidade e serem parceiros de desenvolvimento, disseram que serviam melhor o País se o Governo permanecesse periclitante.”

    Claro que o governo tinha o programa, claro que devia esse respeito aos eleitores que votaram PS. Mas não estavam os partidos na oposição na mesma situação?

    Tu escreves qualquer merda, independentemente de ser séria ou não. Os teus textos, felizmente, para mim, representam o momento de humor do dia.

    O PS não foi sério na altura e tu continuas a não ser sério. Criou fumaça, e tu, das duas uma, ou és tolo e acreditaste, ou então vês-te impelido (não sei porque motivo) a escrever agora isto.

    Na opera bufa só acreditaram aqueles se vêm por obrigação moral a acreditar. Enfim!

  6. O país parou outra vez!
    Não é a final do campeonato do mundo da África do Sul, não é o jogo que atribui o título ao Benfica, não é nenhum sismo de alta magnitude, é apenas o fogo de artifício da Madeira a condicionar o futuro deste governo.
    À beira de mais um braço de ferro na Assembleia da República, Teixeira dos Santos veio mostrar e tentar condicionar a votação de amanhã. Com um discurso simples e directo deixou uma bomba nas mãos da oposição. Não acredito que se demita, nem ele nem Sócrates, parece-me que se está a preparar para responsabilizar a oposição pela, cada vez mais, inevitável subida de impostos. Mais, acredito que depois da segunda vitória do “governo da oposição” na Assembleia o “governo minoritário” submeterá a aprovação de uma moção de confiança na Assembleia da República, colocando a responsabilidade mais uma vez na oposição.
    Para nós, meros cidadãos, a ideia que passa é a de que o conflito apenas se agudiza porque estamos a falar do dinossauro Alberto João Jardim, que ofende, maltrata, desrespeita todas as pessoas do continente, e que mesmo assim tem e consegue toda uma série de benefícios para a Madeira, que lhe apenas são atribuídos pela subserviência do PSD nacional, que jamais abdicará daquele bastião laranja. De outro modo não veríamos agora Manuela Ferreira Leite a votar uma medida que agrava o défice, quando esta foi a primeira e mais acérrima defensora do controle do défice excessivo, mesmo que os valores em causa não sejam significativos. A questão maior está no sinal a transmitir às restantes regiões de Portugal que estatisticamente apresentam rendimentos per capita inferiores à Madeira. Todos se sentiriam vilipendiados nos seus orçamentos e se sentiriam injustiçados na sua cidadania.
    A nação aguarda impaciente por novos acontecimentos …..
    FM
    http://www.faroeomundo.blogspot.com

  7. UMA VEZ MAIS, FALSIDADES E DISTORÇÃO DA REALIDADE.

    Cito:

    “De seguida, os partidos da oposição foram convidados a participar na governação, tendo sido recebidos em igualdade de estatuto. Tudo estava em aberto, o PS não tinha preconceitos ideológicos, mas tinha o seu Programa. Os partidos recusaram a possibilidade de garantirem estabilidade e serem parceiros de desenvolvimento, disseram que serviam melhor o País se o Governo permanecesse periclitante”.

    É FALSO!

    Em democracia partidária, “Convidar partidos a participar na governação”, tendo desde logo sido nomeado o partido ganhador das eleições (minoritário) para formar governo, equivaleria a negar as diferença decorrente das ideologias e programas dos vários partidos, (uma negação-contradição insuperável) e bem assim, a pretender dar a ideia de que todos teriam ganho (outra contradição em termos eleitorais).

    Claro que, como o partido ganhador-minoritário “estava aberto”, MAS, “tinha o seu programa” (ênfase colocado no segundo membro da equação), qualquer “acordo”, dependeria não de acordos, mas sim da submissão dos partidos não-vencedores do acto eleitoral, ao PROGRAMA do PARTIDO GANHADOR.

    Donde, resulta clarinho como água da fonte, que o partido ganhador não tinha nenhuma intenção honesta de negociar fosse com quem fosse, mas sim e antes, de apresentar-se como vítima.

    “Os partidos recusaram a possibilidade de garantirem estabilidade e serem parceiros de desenvolvimento, disseram que serviam melhor o País se o Governo permanecesse periclitante.”

    Também é falso! Nada disso foi afirmado, nem ficou patente.
    E depois, em democracia, pedir a formações partidárias, que se unam, é uma impossibilidade inultrapassável, visto que, estes, por definição e exigências da sua vida própria, não representam nem podem servir a unidade nacional senão precisa e precariamente, quando se unem, ou seja quando se negam.

    Se vossemecê quer estabilidade, então avancemos para o presidencialismo.

    Mas um regime presidencialista, em que nem sequer exista Parlamento (desde sempre, na história portuguesa, o coveiro da Pátria).
    Nem sequer como elemento decorativo, interessa.
    E Você mesmo, afinal, acaba por me dar razão, ao concluir, e afirmar, que os parlamentares, só fazem tolices, e asneiras (despesistas), donde, não querendo decerto você levar com o labéu de faccioso e imparcial, caso assuma o ónus de defender que “o Parlamento só é bom quando os representantes do meu partido forem eleitos”, decerto que concordará que o melhor será mandar todos eles para actividades mais úteis e honradas, tais como plantar couves e grelos, e afins.

    Mas aí, claro, ocorrerá a inevitável redução de tachos (parlamentares, assessores, funcionários, etc.). Já agora, onde é que vossemecê “encaixa”?
    Assessor? Tratador de imagem-propagandista? Funcionário do partido? Coisa mais fina, tipo, administrador por parte do Estado numa empresa estatal? Deputado europeu? Talvez governador civil, não?
    Bastante tempo livre, parece que você tem.

  8. Ibn Erriq e Vox,
    Que grande confusão. Porque explicar uma falsidade é sempre preciso muita conversa silogística para baralhar.
    Então o governo, mal tinha sido designado e já estava criando “fumaça” e fazendo-se de “vítima” quando nem sequer começara a governar. E como tal, segundo a douta opinião dos dois, os partidos fizeram o manguito à proposição do governo auscultar a disposição deles para um eventual coligação. A propósito, Vox, então os partidos quando se coligam para um governo comum negam-se? Negam o quê? Bem, mas continuando, quando foram ascultados os partidos logo após as eleições foi só fumaça, então e quando, recentemente foram chamados a pronunciar-se sobre a possibilidade de um acordo para viabilizar o OE já não era só fumaça e todos aceitaram ir dizer de sua justiça sobre o assunto? E vieram para os media falar das suas condições para participar em tal acordo. Neste caso já tinham condições a propor e antes não? Se o PS aceitasse as condições de outro partido para coligar-se, esse tal partido já não se negava?
    Realmente, explicar coisas não factos mas imaginadas é complicado.

  9. Mas lhe garanto que se me tivessem “dado” 50 milhões, também eu lhe desejaria um “bom Carnaval”…
    Aliás como é possível não passar um “bom Carnaval”, com 50 milhões no bolso???

  10. Lá vai o Alberto João, bêbedo, vestido de rei cacique carnaval, de banhas à mostra, todo besuntado, fazer-nos um manguito nas (duplas) festividades que se aproximam, na Madeira.

    Enfim, um passo importante na redução do défice. Agora quero ver qual será o próximo passo do psd nesse sentido…e se mantém que temos cidadãos e territórios de primeira e de segunda. Os de primeira sendo, obviamente, os habitantes do “bastião da democracia em Portugal”(manelinha dixit) e os de segunda, aqui os cubanos que asseguram, via carcanhol fresquinho, a maioria do psd e do alberto no “bastião”.

  11. E pronto, já está. Mais uma esmagadora vitória da coligação negativa. Acho piada é aos argumentos. Se bem os entendi, a lei que acabaram de aprovar não é mais despesista, a anterior é que era, ou seja, os deputados da Assembleia Regional da Madeira, de livre e espontânea vontade, decidiram alterar a lei para passarem a gastar menos dinheiro, já este ano e nos próximos. É bonito. Afinal, o Alberto João é um exemplo a seguir pelos esbanjadores continentais. Só o PS é que não percebeu isto, é lamentável.

  12. Esta lei e o seu aprovamento pelo PSD foi para Cavaco brilhar em ano pré-eleitoral. Uma apostinha em como vai ser vetada de modo a que o grande homem do leme saia disto como o grande farol de estabilidade?

  13. Ó Mouta,

    Você é choné ?????

    O dinheiro publico é para uso privado, por acaso.

    O seu comentário admite que sim, por acaso, mas só por acaso. E não é o primeiro comentário que faz com subtilezas deste género.

  14. Adolfo Contreiras,

    Acredita mesmo, seriamente, no que escreveu?

    O governo fez “cinema” nas “coligações” governativas, se se lembrar o governo convocou os partidos da oposição e convidou-os a casar mas impôs as regras! Claro que era para os outros não aceitarem.

    No orçamento o CDS e o PSD abstiveram-se para evitar (digo) mais uma chantagem do governo. Ou seja para não lhe dar argumentos para não governar.

    Sim o governo está a cair sistematicamente no mesmo erro. Agarrem-se senão fujo. Não é de gente séria lançar a duvida da demissão se a AR aprovar uma lei. Se se querem ir embora que vão e assumam as consequências (Guterres fê-lo) senão sejam sérios e governem com as condições que têm, se são boas ou más, são aquelas que o povo português entendeu atribuir-lhe, pelos visto não tinha ficado satisfeito com a maioria absoluta.

    O homem, já toda a gente sabe que Vexa estudou lógica, por tudo e por nada lá vem os silogismos à baila.

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