Fica para mim

A publicação ilegal das escutas a Pinto da Costa, repetição sonora do que já tinha vindo a público por escrito, dá azo a uma oportunidade para distinguirmos a moral da ética – tomando aqui a primeira como o conjunto das regras objectivas de conduta admitidas numa dada época, e a segunda como a capacidade subjectiva de identificar o bem e o mal.

Aqueles que ouviram as gravações, alguns tendo de imediato utilizado esses conteúdos como material humorístico na comunicação social, validaram a publicação. A ilegalidade compensou, o culto da violação da privacidade foi exaltado. Constitui-se agora, com o exemplo de milhares e milhares, como um acto moral – ou seja, está de acordo com os costumes que uma dada sociedade institui como preferíveis. Já aqueles que se recusam a ouvir, porque não querem ser cúmplices, estão numa situação em que não podem fazer prova de uma ausência. A sua boa acção é invisível, parece inexistente, mas é real.

O provérbio As boas e más acções ficam para quem as pratica nasceu na Idade Média, um período de fulgurantes ensinamentos. Nunca deixará de ser actual, enquanto existir uma consciência ética algures no Universo.

49 thoughts on “Fica para mim”

  1. As escutas já eram do conhecimento público; portanto, a sua publicação na versão original não trouxe um acrescento de informação para a percepção de culpa. O que trouxe foi uma devassa que permite, como diz o Paulo, momentos de grande gozação. Contudo, tal ganho não compensa o que se perde.

  2. Cá para mim estás a confundir uma série de conceitos? Moral, ética e legalidade, não são obrigatoriamente sinónimos. Não é?

    Mas eu compreendo a tua preocupação, penso que não têm que ver com estas escutas, que interessam, em meu entender, apenas a quem liga à bola. A tua preocupação é por antecipação. Fazes bem!

  3. Claro que a publicação resulta da degradação total do nosso sistema judicial e isto nunca deveria ter acontecido nem nesta como em nenhuma outra situação.
    É deplorável o estado degradante da moral de Pinto da Costa, que perante os factos escandalosos da sua actuação vem publicamente se apresentar como se nada de irregular se tivesse passado com ele e apontando-se como um exemplo em relação aos outros e é incrível que o seja aplaudido publicamente por isto mesmo.
    A ética deve corrigir sempre em qualquer circunstância a moral, tradições, cultura, costumes ou seja lá o que for. Haja coragem para o fazer.

  4. Toda a razão Valupi.
    Já sobre os padrões éticos do paulo querido e do jv, eles revelar-se-iam em todo o esplendor se algum deles tivesse agora a decência de confessar duas coisas, todavia inegáveis: 1. Odeiam o pinto da costa, porque odeiam o porto; 2. São do benfica ou do sporting e, como qualquer pulha que se preza, sabendo que desde que há regime democrático não têm hipóteses de competir com o porto no campo, preferem e divertem-se com o terreno da pulhice.
    Para além da ética e da moral há o Direito, mas estes indigentes não percebem que o que fizeram ao pinto da costa corrói o Estado de Direito e caucionam, com os aplausos e gargalhadas alarves, todas as indignidades já praticadas e em curso.
    Entre o caso do pinto da costa e do sócrates há semelhanças e diferenças: 1. andaram cinco meses a escutar o sócrates com o pretexto de escutar o vara; mas andaram dois anos a escutar o pinto da costa com o pretexto de andarem a escutar o gondomar e o aliados do lordelo; 2. nem ao sócrates nem ao pinto da costa encontraram a mínima coisa com relevância criminal (quanto a relevância moral ou ética, gostava de saber o que as escutas a qualquer dirigente dos clubes dos pulhas ou do seu partido, se tivessem sido escutados durante anos, revelariam…); 3. Ao pinto da costa, com base em zero de relevância criminal, o MP acusou de corrupção activa; ao sócrates, igualmente com base em zero (PGR e PSTJ o disseram), o MP queria acusar por crime contra o Estado de Direito; 4. com o sócrates, enquanto os processos corriam,os pulhas procuraram aproveitar freeports, licenciaturas e quejandos para obter o que em eleições limpas não conseguiam; não obtiveram sucesso. Com o pinto da costa fizeram o mesmo, com idêntico resultado. 5. Ao sócrates, o PGR e o presidente do Supremo pararam a indignidade a tenmpo; com o pinto da costa o PGR estimulou a indignidade (veja-se o despacho de recurso obrigatório contra qualquer decisão judicial desfavorável à M. josé morgado, houvesse ou não razão ou fundamento; simplesmente incrível). 6. Com o pinto da costa ficou a anedota de um gajo de cabelo encaracolado a carcarejar na sic: “um presidente de um clube acusado de corrupção activa é uma coisa muuuuuito graaaave”; com o sócrates ficou a incrível imagem de um ex-juiz, professor, candidato a dirigende distrital do psd a clamar nas várias sics: “eu não acredito que um procurador e um juiz do meu país acusem alguém de crime contra o estado de direito sem terem razão para o fazer.
    Valupi, não te mistures com pulhas; muito menos com tripulhas.

  5. kjung, se acompanhas este blogue, reparaste que comecei por contar um episódio passado num café, o qual evidenciava, ou sugeria, duas realidades:

    – O interesse em ouvir as escutas a Pinto da Costa é transversal à sociedade, e transcende as questões clubísticas.

    – Uma informação colocada na Internet chega a toda a sociedade instantaneamente.

    Assim, a pulhice não está do lado da resposta popular, antes nos agentes que provocaram o fenómeno. Por outro lado, as gravações nada trazem de materialmente novo, já tínhamos lido na imprensa o que lá estava. Finalmente, a comparação com o caso de Sócrates tem mais pontos de diferenciação do que de similitude: neste caso, o processo já acabou e Pinto da Costa foi ilibado, no outro estamos perante um Primeiro-Ministro que nem sequer foi arguido.

    Para mim, o que está em causa na situação destas escutas ao Pinto da Costa é a reflexão a fazer quanto aos indícios de deriva para uma sociedade que aceita ilegalidades que violam a privacidade. A justa luta é no plano da lei, se vivemos num Estado de direito.

  6. A privacidade:
    O jornal de Notícias de domingo dia 24/01/2010, na sua última página, trás um artigo de Zita Seabra, sobre “Escutas a Pinto da Costa”.
    Concordo com tudo o que diz Zita Seabra, só discordo do tempo e da pessoa a que a mesma se refere. Como se sabe antes de estas escutas virem para a comunicação social, outras por lá andaram, enxovalharam outras personalidades, e não vi uma defesa de Zita Seabra. Sei que foi e é uma defensora dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos, li o livro que escreveu, não me lembro o título, sei que era sobre a sua passagem pela clandestinidade. A páginas tantas, revela que para expulsarem um membro do Comité Central do Partido Comunista, como não conseguiam pela via de votação, apelidaram-no de homossexual, tendo a pessoa em causa posto termo a vida.
    Não a vi com a mesma frontalidade defender os que foram enxovalhados no processo Casa Pia, no Freeport, no Face Oculta e muitos outros? Será que não quer cuspir no prato em que come? Ou porque os barões do seu partido não o permitir? Não foi a sua líder e secundada por esses tais barões que queriam as escutas reveladas? Ou só acha que os defeitos só existem nos outros e quando são nos nossos passam a virtudes? É fácil vir para a praça pública com defesas destas, o que acho justas, mas com os outros eram na mesma, justíssimas.
    Quando se vem defender personagens como Pinto da Costa, sabe-se à partida, se vai granjear simpatias e antipatias clublísticas e por isso não se é beliscado em nada. No dia de eleições, seja para AR, PR ou Autarquias, ninguém quer saber disso para nada. Se fosse para dizer o mesmo do 1º Ministro, lá vinha, Pacheco Pereira, Eduardo Martins, Agostinho Branquinho, que só sabe dizer apoiado e tantos outros, insurgirem-se contra ela e pediram a sua exoneração, e não se sabe se usavam os métodos usados como o PC.

  7. Achei o seu post de uma preciosidade incomum, nos tempos que correm, e sobretudo nesta insana blogoesfera, que é a nossa.
    A caracterização que faz, a pretexto das “escutas a Pinto da Costa”, do que é moral e ético pareceu-me bem, mas um pedaço redutor.
    Faz anos que me debato, e investigo, com a distinção entre Ética e Moral.
    Confesso-lhe que ainda não fui capaz de lá chegar.
    Lendo Aristóteles, Durkheim, Spencer, Kant, Stuart Mill, Espinoza, Marx, Hume,a Biblia, os antesocráticos gregos, que criaram a trilogia Logos, Ethos e Pathos, tropeço sempre em dificuldades.
    As definições que você propõe, não me parecem mal, mas deixam de fora, sempre, alguma coisa.
    Vamos complicar.
    Eu ouço as gravações/escutas (parece que ilegitimas…) e aquilo que lá está sobreleva sobre o acto de escutar o que não devo e o que não é sequer relevante do ponto de vista da LEI (que reflecte a MORAL num determinado tempo…).
    Se esse meu juizo, que não é sustentável pela LEI, mas pode ser respaldado pela ÈTICA (que, como sabe, não carece de sujeitos em concreto, e de um tempo determinado…) estiver correcto, as perguntas que lhe faço:
    1/ Posso lê-las a partir de um juizo que retroage?
    2/ Posso divulgá-las a bem da cidade?
    Cumprimentos,
    J. Albergaria

  8. Efectivamente o que aqui está em causa é a “tripulhice”. Essa forma muito portuguesinha de querer espreitar pelo burado da fechadura está aqui bem patente. Tem razão o “kjung” quando se insurge não só contra o “pau mandado” que colocou essas escutas no Youtube, mas contra todos os “mirones” que se babam com o que podem ouvir lá (porque eu não ouvi, nem quero ouvir, porque não quero contribuir para a devassa…Nisso sei que há muitos, que me seguem e o Valupi disse, por muito mais acertadas palavras do que eu, que querer ouvir aquilo é dar cobertura aos “prestadores de serviços”, que estão acima de outros maiorais…) e que fazem guerrilha clubística com o facto. É a sua (deles) “vitória” (já que no campo desportivo têm ficado a anos LUZ…). Basta ter “apreciado” um empastelado “jornalista” ontem na SIC Notícias, de seu nome Rui ai.ai.ai. Santos, com dor de corno e a reproduzir o que tinha ouvido para se notar a nojice que é a comunicação social quando se trata em tentar arrasar o Pinto da Costa (não bastava isso, ainda lhe atiram pedras e o tal sujeitinho, disse, que “…é a reacção ao que ele -PC – tem vidndo a dizer…quando se dirige da forma que o faz para com os adversários…). Em vez de ter uma atitude didáctica e dizer que, sendo um caso de polícia e desvalorizar o efeito das circulação das escutas, ele próprio, comenta da forma mais imberbe e acusatória que é própria do seu babiento ódio ao FCPORTO. Desliguei quando o fulano começou a “desculpar” o Sá Pinto, dizendo que lhe “arranjaram a estrangeirinha…”. Só mesmo do gajo…

  9. Caro Kjung, só gostaria de te perguntar se concordas e achas correcta a atitude actual de pinto da costa e se o facto de ter ser sido ilibado pelo Direito (e bem), o ilibou, também, dos actos que realmente praticou? E Já agora se concordas com estes actos.
    A minha «pulhice» só resulta de ver a desfaçatez de alguém que nunca negou os factos criminosos de que é apontado e se exibe nos media como se fosse alguém imaculado, acima de qualquer suspeita, como se aquilo que realmente fez, fosse a coisa mais natural do mundo.
    Se a pulhice fosse avaliada pela clubite, como me avaliaste, e se eu fosse do Porto, realmente eu ir-me-ia sentir envergonhado e se não pedisse desculpa ficaria caladinho para que não se desse azo a esta tão «divertida» indignidade.
    Ou será que achas que os outros que não são do Porto, se deveriam calar e aplaudir por terem sido tão indignidamente «comidos».
    Porra, a parolice tem limites.

  10. Val, tens razão quanto à necessidade de distinguir a responsabilidade dos agentes oficiais da violação da privacidade da responsabilidade do “Povo” que tem um interesse transversal em ver o que está nas escutas, mas as questões não são independentes. Quem acusa alguém odiado pela maioria ou simplesmente impopular sabe que beneficia, á partida, do aplauso geral e, em Portugal, sabe que não tem só os 15 minutos de fama; porque há falta de assunto, terá muitas horas de fama, de entrevistas, telejornais, fotografias, vedetismo. Por isso há que ter as maiores reservas nessas situações e as regras de Estado de Direito servem exactamente para garantir os direitos das pessoas, para proteger dos abusos da populaça, dos julgamentos feitos nos jornais e no espectáculo das televisões. Como há tempos dizia um tipo de laço na televisão, mas para tirar a conclusão exactamente inversa, se não houvesse tribunais para proteger as pessoas, o moleiro estava fodido. O problema é quando os magistrados são eles mesmos agentes da violação do Estado de Direito.
    Por exemplo, quando a m. j. morgado reabriu todos os processos já arquivados (e arquivados porque os magistrados responsáveis não tinham encontrado matéria de crime) colheu o aplauso ululante da populaça, foi vedeta de todos os telejornais, era a equipa-maravilha. Mas passados dois anos, quando todos os tribunais, sem excepção, deram, afinal, razão àqueles primeiros magistrados e não viram qualquer sustentação nas acusações da equipa-maravilha, a esta ninguém vem pedir responsabilidades sobre o dinheiro dos contribuintes gasto, o tempo e esforço ocupado aos tribunais, os incómodos provocados aos participantes no processo, o desgaste para o bom nome e a reputação, nacional e internacional, nada. Pura e simplesmente, ninguém lhes pede contas.
    Mais, em qualquer Estado de Direito digno desse nome, a avaliação profissional desta equipa-maravilha seria feita em função do sucesso que as suas acusações viessem a obter em tribunal. Mas em Portugal, Estado de Direito da treta, a avaliação é feita em função do número de acusações! Se acusas és mais bem avaliado do que se arquivares. Pode custar a acreditar, mas é assim, é um escândalo.
    Por isso tens razão quando dizes que a luta justa é na lei, é pelo Estado de Direito. Tão urgente como era, em 1980, o regresso dos militares aos quartéis, é agora o regresso dos magistrados aos tribunais. Ou és magistrado ou és vedeta da rádio, da televisão e da cassete-pirata. Não podes ser as duas coisas ao mesmo tempo.
    PS:caro jv, percebo o teu ponto e seria muito fácil para mim dizer que critico aqueles actos, que nunca os praticaria, etc, etc. Simplesmente, não sou juiz moral de ninguém e o pinto da costa não foi acusado de falta de moral, foi acusado, como tu dizes, de factos criminosos. Ora o que todos os tribunais disseram é que quanto a factos criminosos o que havia naquelas acusações era zero. Já agora, gostava de saber se tivesses andado anos a ser vilipendiado, objecto das piadas de todos os engraçadinhos, veres a tua privacidade em livros e filmes feitos para o voyeurismo da populaça, veres a imagem denegrida por todo o lado, seres sancionado por aqueles pretensos crimes e, no fim, os tribunais viessem dizer que afinal havia zero, gostava de ver como reagias.

  11. Vá lá, vá lá, ser apodado de pulha é apesar de tudo menos mau que levar com um tratamento de verme, que foi um dos termos simpáticos que o p.costa utilizou num discurso em s.j.madeira em referência ao seu inimigo de estimação sulista…(disponível no youtube, já agora, para os interessados…)
    Há anos a fio que p.costa a propósito de tudo e de nada se mete com o benfica. se perde o culpado é o benfica, se ganha, ganha apesar do benfica. festeja os inúmeros títulos ganhos nas últimas décadas invocando o benfica.é uma obsessão pelo benfica, isso nota-se. esperar que este tipo de comportamento ganhe amigos fora do universo portista é pouco razoável.diz-se que qualquer coisa que se diga conta o p.costa tem adesão fácil no povo, já que a maioria o odeia.este é um grande insucesso do p.costa. não obstante o fcporto ter vindo a ganhar quase tudo internamente, a popularidade do clube não subiu.
    diz-se que a publicação das escutas não trouxe novidades, já que as transcrições já tinham saído em jornais. pois é, só que essas mesmas transcrições eram veementemente negadas pelos portistas, como sendo invenção dos mouros do benfica. agora, não o podendo negar, ficam muito escandalizados com os atropelo ao direito. repare-se que a justiça para eles pouco importa, o relevante é o direito.ainda na semana passada, o p.costa pedia a um governante um apito encarnado. nessa altura não vi nenhum dos seus entusiasmados apoiantes tecer uma única consideraçãozita que fosse. quando o p.costa convidava juízes para o camarote presidencial também não vi ninguem defender que os juízes deviam regressar aos tribunais…

  12. Caro Kjung, penso que não estou enganado, mas há uma diferença grande em relação aos tribunais, que simplesmente não julgaram aqueles factos criminosos, simplesmente por terem considerado as escutas ilegais e estas não poderem servir como prova. O crime está lá escarrapachado e não há maneira objectiva de a ele fugir(não é pretenso). Não é uma questão processual que vai apagar tudo aquilo que foi feito.
    O que me admira é ver alguém que tem os seus telhados de vidro, estilhaçados, apontar o dedo aos outros, em alto som, dizendo que possivelmente têm telhados de vidro e que se calhar não poderão escapar impunes como ele. É esta impunidade que tão orgulhosamente PCosta apresenta que me surpreende.
    Claro que quanto ao resto que diz respeito à privacidade dos outros, não concordo mas é este o país que temos e no caso de P.Costa foi ele que deu cobertura total a Carolina Salgado, até apresentando-a ao Papa dando-lhe assim alguma credibilidade.

  13. Estás enganado, jv: os tribunais que julgaram o pinto da costa consideraram as escutas legítimas, tiveram-nas em conta e, mesmo com elas, disseram, todos eles, sem excepção, (tribunais de 1ª instãncia e a Relação), não há crime. A diferença para o caso do sócrates é que neste as autoridades judiciais disseram, logo à partida, que as escutas eram ilegítimas; no caso do pinto da costa consideraram-nas boas. A semelhança é que no caso do sócrates disseram que mesmo que fossem legítimas não havia crime; no caso do pinto da costa simplesmente que não havia crime, mesmo sendo as escutas boas.
    A tua confusão advém do facto de os tribunais administrativos, que julgavam, não os supostos crimes, mas as sanções desportivas aplicadas por liga e federação, considerarem que escutas de processo crime não podiam ser utilizadas noutros processos para efeitos de sanção desportiva.
    Mas estás a ver como no fim tudo ficou mais claro, mais moral, mais ético. É que no teu primeiro comentário tinhas vindo com a treta da moral como se fosse isso que te importava e que estava em causa. Mas agora sim, a declaração de interesses está feita: és do benfica e tens todo o direito a ser. Mas se fosses magistrado isso não deveria determinar o sentido da tua sentença; é aí que entra a ética. É por isso que aquele gajo que vocês têm na liga, o ricardo costa, porque tem tudo confundido debaixo da brilhantina do cabelo, decide ao mesmo tempo contra o direito, contra a moral e contra a ética.

  14. Não tenho formação em Direito, acho que estou desculpado…E eu a pensar que enviar prostitutas a árbitros era crime…mas não, quando muito será uma quebrazita de ética…

  15. Ó JV, se durante uns meses largos pusessem sob escuta os presidentes de outros clubes não se apanhava nadinha, nem parecido? Lembras-te do que afirmou Santana Lopes na TV depois de pedir a demissão de presidente do Sporting? Ainda andavas de fraldas? Pois disse para quem quis ouvir, que não tinha fígados para fazer o se devia fazer naquelas funções e perguntava se não tinham ouvido falar dos “encontros” no Canal Taveira. Pois é, mas de repente só escutam o Pinto da Costa a oferecer fruta aos árbitros. Os outros nunca puxaram a brasa à sua sardinh! E aquela classe de tantos craques que por lá passaram era também ela tão falsa como Pinto da Costa. Até o Mourinho ganhou campeonatos com resultados falsificados. E não há árbitro por essa europa fora que não tenha recebido uns cabazes de pera rocha, maçãs reineta e garrafões de vinho verde. Não admira os troféus ganhos lá fora e as classificações honrosas!!! Tudo comprado com fruta!
    Evidentemente que se o homem está lá há trinta anos, puxou mais brasas que nenhum outro presidente, para as suas sardinhas. Mas só por isso. Porque todos puxaram e continuam a puxar.
    Vocês estão cegos ou quê?

  16. Não percebo o que é que a argumentação do FV, a Carolina Salgado e o Benfica vêem fazer aqui, sabendo que estamos a falar de um caso de tribunal. A tese do kjung parece clara como água, embora ninguém esteja a por as mãos no fogo pelo PdC.

  17. Fosca-se, a merda do futebol é uma moléstio tão á ou pior do a religião, PQP!!!
    Mete-se a bola e quase toda a gente perde o tino, porra!
    Que tristeza, que nojo!

  18. Peço desculpa por alguns erros de escrita do meu comentário anterior…
    Deveria ler-se assim:
    Fosca-se, a merda do futebol é uma moléstia tão má ou pior do que a religião, PQP!!!
    Mete-se a bola e quase toda a gente perde o tino, porra!
    Que tristeza, que nojo!

  19. Por falar em divulgações ilegais. Moralmente e eticamente reprovável e ainda acrescentaria: crime. Mas não é por falta de aviso que estes casos se vão sucedendo “Sorria, está a ser filmado.”

  20. É lamentável.
    Doutos comentários com inverdades, mesmo mentiras, metendo-se no ruído José Sócrates (detergente universal, em caso de nódoas persistentes)…
    Já que não têm decoro, não me roubem a inteligência e montem a praça de touros lá para as bandas do dragão para deixarem de “marrar” com o vermelho…

  21. “O problema é quando os magistrados são eles mesmos agentes da violação do Estado de Direito.” COMPLETAMENTE DE ACORDO.

  22. Em breve termos a reprodução das escutas Vara-Sócrates.
    As equipas da mizé custaram fortunas ao Estado apenas para justificar a paranóia do PGR.
    O Governo, todos os governos, têm estado refens da “justiça”, ou seja da associação pj/mp.

  23. josé albergaria, as definições que usei são básicas, até simplistas, e apenas pretendem servir a espontaneidade de uma conversa de tertúlia despretensiosa. Como sabes, a história desses dois conceitos, ética e moral, radica nos alvores da filosofia Grega, passando pela civilização Romana e cultura judaico-cristã. Existem tantas definições quantas as escolas de pensamento e autores, épocas e contextos. Daí, poder ser útil esta posição, já que informas estar preocupado com a destrinça entre eles:

    http://criticanarede.com/html/fil_eticaemoral.html

    Quanto às questões que trazes, a resposta é muito fácil: não faço a menor ideia. Isto porque a ética, tal como a entendo, não é passível de ser dada de empréstimo. Cada um é que descobre qual o sentido da sua acção.
    __

    kjung, também farias bem em rever as tuas primeiras considerações acerca do Paulo Querido, pois ignoraste a sua sequência – a qual começa por apontar a ilegalidade. Essa referência, e respectiva hierarquia, não é um pormenor da sua mensagem.

  24. Só agora cheguei aqui e com aquilo que acabo e ler, só tenho a dizer que sempre percebi que as escutas seriam ilegais e não serviam de prova, pois se assim não foi, o problema ainda é mais grave para mim, pois se aquilo que eu ouvi nas escutas não é crime e não interferiu directamente na verdade desportiva, então vou ali e já venho e realmente estou a mais aqui e nem devia sequer ter comentado coisa alguma pois não me identifico com nada disto. Agora percebo o descrédito que passa pelo futebol e ainda pasmo como tanta gente participa nesta farsa, para mim já chega.
    Quanto ao presidente P.Costa disse e mantenho «É deplorável o estado degradante da moral de Pinto da Costa,», eu que fico contente quando o Porto perde a nível interno e mais ainda quando ganha a nível internacional, porque nos promove como país se calhar tenho uma visão demasiado ingénua, em geral, ao fenómeno desportivo actual.

  25. Muito bem.
    Fico com a certeza que também não leu o DN aquando da publicação das notícias sobre as famigeradas “escutas” do PR, já que aquelas tinham por base a violação assumida de mails privados.
    Uma vez mais, muito bem.

  26. Nuno Albuquerque, a violação dos emails do Público foi uma resposta à violação da Constituição pelo Presidente da República. Estou agradecido ao DN por ter esclarecido a situação dessa forma inequívoca. Não tem comparação com a divulgação ilegal de material na posse da Justiça.

  27. Pois. Era o que imaginava. Valores mais altos se levantavam.
    Admira-me que o PR ainda esteja em funções.
    Já agora, quem decidiu que o PR tinha violado a Constituição? Foi o próprio DN? O Vital Moreira, em um qualquer artigo de opinião? É que não me lembro de o TC se ter pronunciado…

  28. Não, Val, a sequência a que te referes é irrelevante. Quando as escutas do sócrates/vara forem publicadas, quero ver se valorizas a sequência do paulo querido (“é ilegal, é serviço público, é entretenimento”). nessa altura também haverá sempre um hipócrita ou um engraçadinho que dirá: “quero deixar claro, em primeiro lugar, que considero a divulgação das escutas uma ilegalidade, mas simultaneamente elas são um serviço público e uma gozação”. De facto, será tão divertido, tão engraçado, saber como eles se referiam á moura guedes, ao cavaco, ao portas, que gozo… E depois, o serviço público que isso constitui, saber como os nossos governantes combinam coisas e fazem estratégias, tem todo o interesse público. Aliás não era isso que dizia exactamente o tal professor, especialista em direito penal e em candidaturas ás distritais do psd? Bora lá então ouvir essa merda.
    Depois não tens razão com a história de que o pinto da costa era arguido e o sócrates não. para o caso isso é irrelevante. Quando alguém com acesso ao processo “permitiu” a divulgação no youtube, o pinto da costa não é arguido de nada, foi ilibado, o caso transitou em julgado, a violação da privacidade é pura e simplesmente inadmissível. Mais, o estatuto de arguido não serve para retirar garantias, deveria servir para as reforçar, embora seja exactamente o contrário que acontece por força da actuação da imprensa e da ajuda desinteressada da união soviétic, perdão, da magistratura.

  29. Quem decidiu fui eu, que o escrevi e escrevo, pois o penso. O Presidente da República jurou cumprir a Constituição, pelo que se espera dele que seja o garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Não o foi, tendo dado cobertura a uma grave perturbação do processo eleitoral das Legislativas.

  30. kjung, mas é verdade que elas são divertidas. Mais, eu já ouvi parte delas involuntariamente, nada podendo fazer para o evitar. A questão, para mim, era outra: tomar a iniciativa de as ouvir. O ponto mais interessante da sequência que o Paulo fez diz respeito ao “serviço público.” Não sei como ele fundamentaria essa afirmação, mas também pode estar a ser irónico. Seja como for, não foi ele, nem nenhum dos que as ouviram agora, que violou a lei. É por isso que o paralelo com o caso das escutas a Vara só colhe pelo formato, o serem escutas, não pelo contexto e consequências.

    A referência ao facto de Sócrates não ser arguido remete para uma questão que divide os próprios juristas, a de saber qual o destino a dar às escutas que levaram à instauração de processos e que, portanto, são parte deles. Há quem defenda a sua divulgação. Ora, no caso de Sócrates que nem arguido é, e também por se tratar de um Primeiro-Ministro em funções, a situação é a todos os títulos excepcional, não tendo qualquer comparação com esta de Pinto da Costa.

  31. Com a devida vénia, ao seu autor “Alvaro”, que publicou no blogue “PORTOGAL”, este texto e a exposição seguinte, queria, que aqueles que tiverem paciência para o ler, em especial o “JRRC” – “…para deixarem de “marrar” com o vermelho…” -, como refere e mostrar-lhe (a ele e aos que ostensiva e deliberadamente não perdoam as vitórias do FCPORTO) que “manobras” como as abaixo referidas são mais velhas do que o “Constantino, que já vem de longe…)e para tanto, não preciso, sequer, de ofender quem quer que seja (eu até que abomino touradas…). Lembrarei, para terminar, que a falsa ideia de que o FCPORTO, tem no Benfica o seu inimigo, não colhe, porque basta ter conhecimento do que eram as relações com o antigo Presidente Sr. Fernando Martins e com o facto de ainda hoje, em estágios de Lisboa a equipa ficar hospedada no Hotel daquele Sr. (que eu saiba ele não deixou de ser benfiquista e no tempo dele, o seu clube até ganhava mais do que agora, ao que a histórioa regista…).
    Passemos ao texto e à esposição (um pouco longa, do que peço desculpa pelo espaço ocupado e pelo tempo que leva a ler), que não sendo a una verdade,é, contundo, um contundente desfiar de factos, que deveriam ser analisados por qume de direito. Fica para conhecimento de quem ainda o não tem.

    21/01/10
    Em abril do ano passado escrevi este artigo. Continuo sem resposta de Pinto Monteiro e Maria José Morgado
    Quase dois anos depois o dossiê Apito Encarnado continua em banho Maria…de José Morgado

    “Somos um conjunto de funcionários de investigação que serve esta Instituição há muitos anos. Ela, apesar do momento negro que atravessa, ainda nos merece todo o respeito pelo seu passado recheado de excelentes serviços prestados à sociedade.

    Decidimos efectuar esta comunicação não só pela razão anteriormente aludida, mas também em respeito pela memória de muitos dos excelentes funcionários que a serviram”.

    Foi a 3 de julho de 2007 que o Procurador Geral da República (PGR) recebeu o dossiê “Tu, Luís…”, também conhecido como dossiê Apito encarnado. Na altura, a Procuradoria-geral da República anúnciou em comunicado ter aberto um inquérito «ao documento anónimo» em papel timbrado da PJ onde se levantam «suspeições e se fazem insinuações e acusações». Ameaçando os seus autores que «quaisquer manobras com o único fim de descredibilizar o Ministério Público, a Polícia Judiciária e as equipas constituídas não produzirão, certamente, os efeitos pretendidos e serão alvo de investigação para apurar os seus verdadeiros autores».

    Foram enviadas cópias para:

    Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional;

    Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol;

    DIAP – Porto;

    F. C. Porto e

    Produtora Utopia (como as filmagens tinham começado nessa altura, ainda poderiam “enriquecer” a personagem do Sr. Vieira).

    “Os depoimentos recolhidos são puros e verídicos, pois não houve qualquer tipo de manipulações, nem prévios treinos.

    Possuímos gravações de imagem e som, bem como documentação que comprova o aqui exposto e estaremos disponíveis para as ceder, desde que vejamos que o sentido a dar a estes casos seja o sentido da verdade e da justiça.

    Fá-lo-emos de forma anónima, como agora, pois não queremos colocar as nossas carreiras em risco..”

    Quem tem cú, tem medo e com esta (in)justiça à moda da segunda circular todos os cuidados são poucos. Pelo que a forma anónima como os investigadores se dirigiram a Pinto Monteiro e ao público em geral é bastante compreensível.

    Pelo contrário, a postura do PGR ninguém consegue entender. Porque se até hoje ninguém foi constituído arguído por tentar “descredibilizar o Ministério Público, a Polícia Judiciária e as equipas constituídas”, podemos acreditar que Pinto Monteiro já tem a certeza que o dossiê foi escrito nas instalações da PJ por agentes da Instituíção e que, no minimo, muito do que lá está merece ser investigado.

    Sendo assim porque não temos novidades em relação a Luís Filipe Vieira e a todos os outros visados pelo dossiê? Se foram tão rápidos a mexer em processos que já tinham sido arquivados por quem de direito, seria de esperar que alguns casos falgrantes como o vergonhoso jogo Estoril-Benfica já tivessem feito vitimas e portanto…porquê esperar tanto tempo senhor Pinto Monteiro? Se está à espera que esqueçamos o dossiê “Tu, Luís…” é porque não conhece a paciência e a resistência dos portistas.

    Por falar nisso, saia mais um resumo:

    Actos iguais, decisões diferenciadas

    Actos iguais cometidos por pessoas diferentes tiveram decisões diferenciadas, o que revela que a equipa do Dr. Carlos Teixeira protegeu nitidamente algumas pessoas.
    Analisando quem foi protegido verifica-se que estamos perante a rede de influências das pessoas que prestaram serviços e vassalagem ao S. L. Benfica e ao seu presidente Luís Vieira.

    Luís Filipe Vieira, José Veiga, joão Rodrigues, doping e os árbitros escolhidos pelo Benfica

    Não obstante o Sr. José Veiga ter sido escutado a solicitar que o árbitro, que dirigiria o encontro que a sua equipa realizaria no fim de semana seguinte, fosse contactado para beneficiar a sua equipa e apesar de ter ganho em casa do adversário por 0-1, o Sr. Magistrado entendeu que a matéria apurada não era suficiente.

    Apesar de lhe ter sido fornecida a informação que a seguir indicamos, relacionada com a época 2004/2005 (ano em que o S. L. Benfica quebrou o longo jejum), o Dr. Carlos Teixeira esqueceu-se de lhe dar o devido tratamento:

    As reuniões secretas entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. José Veiga com o presidente e, por vezes, um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga em locais (Bares e Restaurantes) devidamente identificados em Lisboa e cujos funcionários estavam disponíveis para testemunhar.

    As reuniões efectuadas num Restaurante em Penafiel, bastante conhecido da gente do futebol, entre o Sr. José Veiga e vários árbitros e árbitros assistentes.

    As reuniões semanais entre o Sr. José Veiga com um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga na zona litoral centro do País, perto da residência deste último (por coincidência os estágios do S. L. Benfica, nessa época, eram efectuados no litoral e relativamente próximo do mencionado local). Este vogal, por sua vez, levava as indicações ao Presidente das exigências dos Srs. Vieira e Veiga que indicavam os árbitros não só para os seus jogos, mas também para os dos seus rivais.

    As reuniões entre o Dr. João Rodrigues com o Sr. Pinto de Sousa num Hotel de Lisboa.

    As reuniões entre o mesmo João Rodrigues, no mesmo Hotel, com vários árbitros.

    As fortes ligações do Sr. José Veiga aos Laboratórios Internacionais de Doping.

    Jogadores contratados para facilitarem a vida ao Benfica

    A promessa de contratação de um jogador do Guimarães. O Sr. José Veiga prometeu-lhe a contratação, caso não jogasse contra o Benfica. O jogador efectivamente não jogou. O Benfica tentou recuar na promessa, mas o jogador ameaçou que “metia a boca no trombone” e lá tiveram que o contratar.

    A promessa de contratação de um jogador do Estoril antes do “famoso” jogo Estoril-Benfica no Algarve. O Sr. José Veiga jantou com ele num Restaurante da linha do Estoril, tendo-lhe prometido a sua contratação, caso facilitasse a vida ao Benfica. As facilidades aconteceram, mas a contratação não.

    Roubo de igreja no Estoril-Benfica

    As reuniões efectuadas na semana que antecedeu o atrás citado jogo com vários jogadores do Estoril com o Sr. José Veiga e nalguns casos com o seu primo (o homem forte da segurança. Foi o autor da agressão no Aeroporto de Lisboa, quando o Sr. Luís Vieira foi “raptar” o jogador Moretto ao Brasil). Foram efectuados pagamentos pelo primo do Sr. Veiga, ao que consta, ao guarda-redes do Estoril. Sobre estes factos existiu a disponibilidade em falar dum elemento do Estoril. Aliás o homem propunha-se contar, não só, tudo sobre esta “novela”, mas de muitas outras que tinha conhecimento do Sr. Luís Vieira.

    Os homens do presidente

    As ligações do presidente do Belenenses aos Srs. Luís Vieira, Cunha leal, Tinoco Faria, Pedro Mourão, Frederico Cebola que influenciaram a decisão no caso “Mateus”. Foram inclusivamente denunciados os pagamentos que foram efectuados a alguns destes senhores por alguns escritórios de advogados.

    O Gil Vicente também gostará de saber que não foi prejudicado só na época passada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Ele pagou ao “paineleiro” Fernando Seara cerca de 100 mil contos (s/ recibo) para conseguir que o Alverca ficasse na 1.ª Divisão (era satélite do S. L. Benfica), prejudicando o Gil Vicente. Consta que o atrás referido “paineleiro” se juntou (falamos de escritório), há relativamente pouco tempo, ao já citado João Correia.

    Existiam nos autos indícios quer em quantidade, quer devido à sua relevância que justificariam, caso o Magistrado fosse isento, que os Srs. Luís Vieira, José Veiga, António Salvador, João Rodrigues, Tinoco Faria, Luís Guilherme, Cunha Leal, António Duarte, Pedra Mourão, Frederico Cebola, Paulo Relógio fossem colocados sob escuta, mas tal não interessava.

    Consta que houve interferência do Dr. João Correia junto da estrutura sindical do Ministério Público que, como se verifica, terá surtido, até agora, efeito. Será por ele fazer parte do Conselho Superior do Ministério Público?

    Saldanha Sanches

    O marido de Maria José Morgado trabalha há alguns anos para o Sr. Luís Vieira recebendo, sem recibo, elevadas quantias em dinheiro, mau grado não se coibir de criticar tudo e todos, nomeadamente as fugas ao fisco.

    Quando a Polícia iniciou, com o comando da Dr.ª Maria José Morgado, o afamado processo das Finanças, recordar-se-á V. Ex.ª que o mesmo se tinha iniciado com uma comunicação que circulava no interior das Finanças denunciando a forma como havia sido vendida a Fábrica de Louças de Sacavém.

    A mesma fora adquirida por negociação directa por uma empresa de que o Sr. Luís Vieira era sócio por um preço quase anedótico. Na altura apurou-se que viviam no Condomínio Privado que entretanto ali fora construido pela empresa compradora quatro Directores de Finanças.

    Na altura em que o processo decorria, o marido da Dr.ª Morgado escrevia pelo Natal no Expresso um artigo que denominava “Conto de Natal”. Fazia-o “camuflado” tentando atingir alvos concretos.

    Recordamos que efectuou um direccionado ao Sr. Vítor Santos – Bibi e, no ano em que o processo atrás referido se encontrava em fase de investigação, um que era direccionado à então Ministra da Justiça que, de forma cobarde, intitulou de “Etelvina”.

    Acusava-a de ter subido na vida à custa de práticas de baixa índole. Mais tarde ele e a mulher fizeram correr a notícia de que o processo não tinha tido êxito por interferência da Ministra para proteger um Director de Finanças.

    Sérgio Bagulho

    Quanto ao Sr. Bagulho eram conhecidas as suas fortes ligações ao clube S. L. Benfica e ao seu presidente Luís Vieira, com quem era visto frequentemente a jantar em Restaurantes de luxo da baixa lisboeta.

    Constava que era o seu novo “Suzano”, ou seja um dos seus homens de mão para efectuar trabalhos sujos, nomeadamente algumas cobranças.

    O Luís Vieira conhecia factos que revelados poderiam acabar com a sua carreira e jogava com eles, “obrigando-o” a fazer aquilo que queria.

    Era também comum ver-se o Bagulho a “pavonear-se” nos camarotes presidenciais do Estádio da Luz.

    Alguém de boa fé nomearia este homem para este processo?

    Manuel Carvalho

    Entretanto, o Dr. Cartas Farinha abandona a equipa, pois tem que ir cumprir uma comissão à Madeira.

    Quem é que aparece?

    O Sr. Manuel Carvalho.

    Nos corredores da Polícia consta que quem o indicou foi o Dr. João Correia, advogado com quem o Sr. Carvalho se reúne com frequência para receber directrizes, quanto ao caminho enviesado a dar ao processo.

    Sabemos, e só estamos a constatar um facto, das dificuldades financeiras que o Sr. Carvalho tem passado devido a uma desastrosa incursão no mundo empresarial.

    Durante esta fase do processo circulou muito dinheiro com proveniência do Sr. Luís Vieira e com diversos destinos.

    Pagamentos a Carolina Salgado

    A D. Carolina tem sido um dos seus destinos preferidos, tendo o seu último recebimento sido efectuado pelas mãos “sujas” da Sr.ª Leonor Pinhão.

    Esta entregou-lhe cinquenta mil euros com a indicação que não os depositasse em Portugal.

    A D. Carolina cumpriu e deslocou-se a Tuy, onde efectuou o depósito no Banco Santander.

    Outro dos destinos do dinheiro do Sr. Luís foi o pai da D. Carolina que igualmente se deslocou a Espanha para depositar as quantias recebidas.

    Leonor Pinhão

    Já que falámos na Sr.ª Pinhão, ideóloga do livro que originou a reabertura do processo, questionámo-nos de qual a razão da equipa “milagrosa” só ter usado o livro da D. Carolina e não outros escritos de credenciados jornalistas que denunciavam várias ilegalidades cometidas pelo Sr. Luís Vieira?

    Será o poder discricionário…

    Jornalistas que não interessam ao MP

    A título exemplificativo referimos o jornalista António Tavares-Teles que quase diariamente denuncia factos relacionados com o Sr. Luís Vieira – vide artigos recentes no jornal “O Jogo” em 8 e 9 de Junho de 2007.

    Por que razão não se investigam os artigos dos jornais Público dos dias 29 e 30 de Março de 2007, ambos na pág. 26 e Correio da Manhã de 10 de Maio de 2007-pág. 24?

    A mentira

    A escritora do livro (que foi considerado relevantíssimo elemento de prova, tendo originado as reaberturas de inúmeros processos), Fernanda Freitas, disse (citamos): “Estou arrependida por ter pactuado por desconhecimento de causa com falsidades e invenções no texto que escrevi”.

    Alguém terá considerado esta afirmação?

    A criminosa Carolina Salgado

    Sabemos que existem vários crimes (furtos, fogo posto, tentativas de homicídio), cujos autores materiais já confessaram e imputaram a responsabilidade da autoria moral à D. Carolina.

    O que se passa com estas investigações e com a entrevista publicada no Correio da Manhã de 14 de Maio de 2006 em que um indivíduo exibia objectos furtados ao presidente do F. C. Porto e denunciava um plano de extorsão?

    Como é possível manter-se em liberdade alguém que cometeu tantos crimes com um grau de perigosidade tão elevado.

    Parece-nos, salvo melhor opinião de V. Ex.ª, que o quadro legislativo português não prevê a figura de “arrependido”.

    Qual o motivo de tal protecção e que “taxa de juros” seremos obrigados a pagar?

    Agressão a Ricardo Bexiga

    Mas já que falámos em crimes cometidos é altura de abordar a agressão ao Sr. Bexiga.

    Uma conceituada jornalista que colaborou com vários jornais de referência ao abordar a D. Carolina sobre a autoria deste crime referiu-lhe:

    “Então vocês vão cometer uma agressão num parque de estacionamento? Não vêem que foram filmados pelas câmaras de filmar”.

    A D. Carolina retorquiu:
    “Eu não brinco em serviço. No dia anterior mandei destruir as câmaras”.

    Para V. Ex.ª fazer um juízo sobre a maquinação que foi montada providencie no sentido de verificar se alguma vez aquele parque possuiu câmaras de filmar.

    A resposta que obterá será: NUNCA!

    A Sr.ª Pinhão nas reuniões que efectuou frequentemente no Restaurante Le Petit e no Hotel Mundial com a D. Carolina esqueceu-se de pormenores importantes.

    Como ideóloga também terá sido a Sr.ª que instigou a D. Carolina a cometer os crimes atrás aludidos?

    Retratá-los-á na sua “fita”?

    O roubo no escritório de Pinto da Costa

    Num dos furtos a que atrás fazemos referência foram recuperados pela P. S. P. na residência da D. Carolina alguns dos objectos que haviam sido furtados do escritório do seu ex-companheiro, escritório, cuja existência só os dois conheciam.

    Entre os objectos não recuperados figuravam vários quadros.

    O semanário Sol publicou a entrega dos objectos recuperados ao presidente do F. C. Porto.

    Imediatamente o Sr. Luís Vieira, ao ter conhecimento do artigo publicado, liga à D. Carolina dizendo-lhe que já não quer em sua casa o quadro do Cargaleiro.

    O referido quadro foi pelas mãos da Sr.ª Pinhão levado para o Porto e entregue à D. Carolina.

    Sabemos que o Sr. Luís Vieira aprecia obras de arte, nomeadamente quadros, e gosta de, quando entende oportuno, oferecer peças valiosas a Presidentes de Bancos.

    Depois os financiamentos estão mais facilitados, não é Sr. Luís?

    O local de aquisição dos mesmos também é igual e cirurgicamente seleccionado, não é Sr. Luís?

    O cadastrado Luís Filipe Vieira

    Mas para que V. Ex.ª faça um correcto juízo sobre o “pagante” desta farsa referiremos alguns factos do seu passado.

    Comecemos pelos pneus.

    A Polícia Judiciária possuía um dossiê sobre a actividade de tráfico de estupefacientes do Sr. Luís Vieira.

    O dossiê ainda existirá ou os seus “homens” já lhe terão dado sumiço?

    O Sr. Vieira demonstrava o seu receio às pessoas que lhe eram mais próximas na candidatura ao S. L. Benfica, pois dizia: “se eu lá chegar, vem logo à ribalta o esquema do pó nos pneus”.

    Nesta altura do negócio dos pneus apareceu um homem morto nas instalações da sua empresa.

    Talvez o então titular do processo, um colega já aposentado, queira agora contar a história das ameaças que o Sr. Luís Vieira, acompanhado por um grupo de ciganos, efectuou à sua família numa esplanada em St.a Iria da Azóia.

    Quando estes factos forem conhecidos talvez alguns responsáveis de transportadoras que efectuavam o transporte dos pneus queiram divulgar o que efectivamente transportavam.

    Também, poderá ser que os responsáveis da empresa de Braga que adquiriu esta empresa ao Sr. Luís Vieira divulguem a forma como foram burlados, pois os elementos contabilísticos da empresa foram previamente falsificados.

    Em Julho de 1993 foi julgado e condenado no Tribunal da Boa-Hora pela prática de um crime de roubo.

    Foi condenado a 20 meses de prisão.

    No acórdão do 3.º Juízo Criminal de Lisboa, o Juiz-Presidente, Afonso Henrique Cabral Ferreira, refere com alguma ironia que “esta história é diga da sétima arte” e destaca que “o Sr. Luís Filipe Ferreira Vieira foi o único que não se declarou arrependido pelo crime cometido”.

    Afinal a “queda” para a sétima arte já é antiga…

    Já não serve, vai para o lixo

    O Homem que lhe deu a mão e a quem ele deve a fortuna que hoje diz ter, era um Director de uma Instituição Financeira, António Pedra Almeida Gomes, que, entretanto, se aposentou e, como já não era útil, foi “descartado”.

    Aliás isso é uma das suas práticas, serve-se das pessoas e depois abandona-as.

    Recordámos que um dos homens de quem se serviu foi do então presidente do Benfica, Sr. João Azevedo.

    Como é seu apanágio, quando já não lhe servia, esquecendo os serviços prestados, descartou-o, conseguindo mal chegou à presidência do Benfica a sua expulsão de sócio.

    A máfia ao serviço do Alverca

    Enquanto Presidente do Alverca há muitas histórias, mas focaremos a relacionada com a adulteração de resultados nas últimas jornadas num ano em que o Alverca estava em risco de descer de divisão, mas salvou-se “empurrando” para a descida o Beira-Mar.

    Estes factos deram origem a um inquérito no Departamento de Aveiro, pois os mesmos foram conhecidos, após aliciamento efectuado ao guarda-redes do Beira-Mar Palatsi.

    O Palatsi deu conhecimento ao então presidente Mano Nunes e deslocaram-se ambos ao Departamento da P. J. em Aveiro.

    Apesar do inquérito ter sido distribuído ao elemento mais fanático pelo Benfica daquele Departamento o processo deu alguns “passitos”.

    Havia no inquérito informação que revelava haver resultados combinados nas últimas quatro jornadas.

    O Sr. Luís Vieira telefonou ao guarda-redes Palatsi dizendo-se director do clube que se deslocava a Aveiro na jornada seguinte.

    Esse clube era um dos três que lutava por um apuramento para a Taça UEFA. Quão habilidade maliciosa o homem tem…!

    O referido jogo terminou empatado, sem aparentes casos.

    Todavia, os seus tentáculos tinham que se estender aos jogos onde o Alverca intervinha.

    Resultados comprados

    Um dos jogos comprados foi em Campo Maior.

    Existem actualmente alguns atletas, que então jogavam no Alverca, disponíveis para falar.

    Nesse jogo o melhor goleador do Campomaiorense ainda na primeira parte simulou uma lesão e abandonou a partida.

    Não obstante as facilidades concedidas o Alverca não conseguia marcar.

    Já na parte final da partida quando o avançado Mantorras seguia com a bola o defesa que estava à sua frente mergulhou para o chão numa queda digna de um qualquer palhaço numa pista circense.

    O Mantorras marcou e o Alverca venceu 0-1.

    Outro dos jogos foi na Madeira com o Marítimo.

    Aí foi contactado o seu familiar António Simões, então treinador-adjunto.

    O resultado para, não dar muito nas vistas. foi um empate.

    Não deixou de ser uma surpresa o Alverca ter conseguido empatar no reduto madeirense.

    Na última jornada o Alverca recebia o V. Guimarães, candidato à Europa e o Beira-Mar deslocava-se a Vidal Pinheiro, estando o Salgueiros já com uma classificação tranquila.

    Houve que atacar nas duas frentes.

    Como o V. Guimarães não se vendia, pois pretendia ir à Taça UEFA, havia que comprar o árbitro.

    Aí foram contratados com êxito os serviços do ex-árbitro Sr. Pinto Correia.

    O Alverca venceu 2-1 (analisem-se as declarações dos responsáveis do V. Guimarães relativas a este jogo), mas não era suficiente.

    O Beira-Mar não podia vencer, pois se assim acontecesse seria o Alverca a descer.

    O Sr. Pinto Correia recebeu pelos serviços prestados neste encontro um veículo automóvel.

    Curioso, também, é o facto deste senhor, depois de abandonar a arbitragem ter iniciado uma actividade, até então para ele, desconhecida, comerciante de pneus – mais uma coincidência.

    Vamos ao jogo de Vidal Pinheiro.

    Como comprar o Salgueiros para dificultar a vida ao Beira-Mar?

    Através do presidente não, pois o Sr. Luís Vieira estava de relações cortadas, devido ao caso “Deco”.

    Há uma expressão que o Sr. Luís Vieira profere com frequência: “Se não podemos ir ao General, vamos aos sargentos”.

    Se assim o pensou, assim o fez.

    Contactou três jogadores, os mais influentes e conseguiu os seus objectivos, pois o Beira-Mar não conseguiu ganhar, apesar da excelente exibição.

    O jogo, que pasme-se ninguém estranhou, terminou 4-4.

    O pagamento aos três atletas foi efectuado pelo Sr. Manuel Bugarim.

    No início da época seguinte, estava o Salgueiros em estágio no Algarve, estes factos chegaram ao conhecimento do seu presidente.

    Imediatamente suspendeu os três atletas e rescindiu posteriormente os seus contratos.

    Entretanto os dois presidentes conciliaram-se.

    Na parte final da época as posições dos dois clubes estavam invertidas, o Alverca em posição já tranquila e o Salgueiros em risco de descer.

    O Salgueiros visitava o Alverca e foi combinado que o Alverca facilitaria.

    Esta combinação foi conhecida.

    No dia do jogo o então Director Desportivo do Alverca, Sr. Couceiro foi avisado telefonicamente que havia conhecimento, por parte de outros clubes, de tal intenção.

    Também o titular do processo existente no Departamento de Aveiro foi avisado.

    Como seria difícil efectuar a prova à posteriori, o referido investigador decidiu contactar telefonicamente os dois presidentes.

    Assim, o jogo decorreu normalmente e o Alverca venceu.

    Voltemos aos “passitos” do processo de Aveiro.

    O Sr. Luís Vieira já então tinha os seus homens na nossa Instituição.

    Foi avisado que as coisas estavam feias, pois haviam acontecido demasiados factos estranhos.

    Então, aquela mente matreira decide efectuar uma carta anónima dirigida ao processo onde imputa toda a responsabilidade dos factos ocorridos ao então Presidente da Assembleia-Geral do Alverca, Sr. Eduardo Rodrigues, seu único sócio na empresa que comprara a Fábrica de Louças de Sacavém.

    Quando o titular do processo, o tal fanático benfiquista de Aveiro, vem ouvir em declarações o Sr. Eduardo Rodrigues à sua empresa, em Alverca, por coincidência também, estava no gabinete do seu sócio o Sr. Luís Vieira.

    Ali se manteve e foi ele que “conduziu” as declarações do seu sócio.

    Também o Beira-Mar gostará de saber que não foi só prejudicado na época supra citada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Foi com dinheiro proveniente dele ou do Benfica que o Setúbal se “safou” na última época e o sacrificado foi novamente o Beira-Mar. Vamos aos factos. Recordar-se-ão do episódio do “rapto” do guarda-redes Moretto. Nesse ano o presidente do Setúbal chegou a anunciar que o Benfica é que pagou os ordenados em atraso ao plantei, pois conseguira contratar um jogador que já havia rescindido o contrato com o Setúbal. A História nunca foi realmente conhecida. Talvez o Sr. Rui João Soeiro que entretanto saiu de cena alguma vez fale quanto é que aceitou como dádiva para a sua conta pessoal. Entretanto, os actuais directores (Carlos Costa e Ronald Inácio) do Setúbal sabendo do que se passou contactaram o Sr. Luís Vieira e ameaçaram-no que se não fossem ajudados contariam o que sabiam. Assim, o Sr. Luís Vieira contactou o seu homólogo (e companheiro de negócios) da Naval, entrou com a “massa” e o “caldinho” foi “cozinhado”. Foi um pouco mal confeccionado, pois cheirou a esturrado, mas até agora ninguém notou o cheiro a esturro.

    Os negócios entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. Aprígio Santos são a pesquisa de terrenos em conta, nem que pertençam a reservas, pois vendem-nos a preço elevado ao fundo do BPN, havendo um conluio com o seu Presidente, Oliveira e Costa.

    O lucro obtido é repartido entre os três, e os accionistas do Banco são severamente penalizados.

    Roubo de milhões na transferência de Mantorras

    Ainda no Alverca fez o negócio “Mantorras”, estando nos dois lados da barricada, o que já de si foi muito estranho.

    Na altura, com a concordância do Sr. Vítor Santos – Bibi, engendraram um esquema para sacarem um milhão ao Benfica.

    A forma como tal se processaria consta do processo numa cópia manuscrita pelo Sr. Luís Vieira.

    Como o Sr. Luís Vieira tentou enganar o Sr. Vítor Santos, este cedeu a informação à TVI, conseguindo impedir a concretização da negociata.

    Recordamos que na altura o Sr. José Couceiro foi entrevistado nessa estação sobre esta transferência e quando lhe demonstraram que o Sr. Luís Vieira havia celebrado um contrato de cessão de posição contratual com a PGD, em seu nome pessoal, referiu de imediato que isso era um assunto de Polícia.

    Tinha razão o Sr. Couceiro, desconhecia era que o Sr. Luís Vieira a controlava.

    Como o dinheiro não saiu como havia idealizado, decidiu comprar jogadores à molhada ao Alverca para poder tirar o dinheiro que pretendia do Benfica.

    O desnorteamento para sacar a qualquer preço foi de tal ordem que até venderam ao Benfica um jogador, Anderson, cujas direitos desportivos não pertenciam ao Alverca.

    Quando o Sr. Luís Vieira percebeu que o Anderson não era do Alverca tentou que lhe devolvessem esse dinheiro, pois pretendia com ele comprar um apartamento para o seu filho em Miami.

    Houve nesta altura um desentendimento com o Sr. Bugarim que não concordava, pois havia outras parcelas relacionadas com outros jogadores vendidos que não haviam chegado ao Alverca.

    Esses valores saíram do Benfica em numerário, levantados por um ex-candidato à presidência do V. Setúbal e foram utilizados para adquirir pela empresa Turixira, cujo Presidente do Conselho de Administração era o Sr. Luís Vieira, terrenos na zona de Tavira.

    Há três empresários que se quisessem falar poderiam esclarecer toda esta tramóia.

    Um está disponível para falar, mas quando ouvido pela P. J. não sentiu confiança suficiente para “abrir o livro”, pudera…!

    Outro antes de falar foi contratado a bom dinheiro pelo S. L. Benfica para a função: “estar calado”.

    O terceiro está fora do País, mas perfeitamente localizado.

    Não temos opinião formada sobre o nosso colega titular do processo “Mantorras”, mas sabemos quem o rodeava e recolhia informação privilegiada.

    Foi essa informação privilegiada que levou o Sr. Luís Vieira a combinar com o Sr. Joaquim Oliveira a caixa no 24 Horas da sua ida à P. J..

    Tal notícia foi previamente combinada entre os dois e o que se passou foi uma autêntica encenação (lá vem outra vez a queda para a sétima arte) do Sr. Luís Vieira.

    Entender-se-á esta combinação, que retirou à P. J. a oportunidade de ouvir como arguido o Sr. Luís Vieira, quando se perceber quem está por detrás da empresa em Off Shore “Spinelli”, proprietária do Alverca.

    Serão os Srs. Vieira e Oliveira?

    A desorientação foi de tal ordem que ao que consta, para se verem livres de um jogador que tinha contrato até 2008, rescindiram-lhe o contrato por mútuo acordo, mas sem ele saber.

    Mas o caso “Mantorras” não é virgem.

    Outros roubos

    Os adeptos do S. L. Benfica deveriam saber qual o destino que os Srs. Vieira e Veiga deram aos dois milhões de euros que dizem ter custado o jogador Kikin Fonseca ao Cruz Azul.

    O site sportugal divulgou que o jogador veio a custo zero e eles, imediatamente, venderam-no para que se não falasse mais no assunto.

    Outro negócio que era importante perceber foi o do jogador Marcel.

    Na véspera da sua concretização, a sua anterior equipa foi jogar ao estádio da Luz.

    Foram severamente prejudicados, de tal forma que quem prestou declarações à comunicação social foi o seu presidente, agastadíssimo com o que se passara.

    Surpresa das surpresas no dia seguinte aparece a negociar o referido jogador.

    “Lugares na Liga são mais importantes que bons jogadores”

    Voltemos à época 2004/2005 (ano em que o S. L. Benfica quebrou o longo jejum), nomeadamente à sua preparação, na qual o S. L. Benfica em vez de contratar jogadores contratou pessoas para os órgãos sociais da Liga, controlando-a na sua totalidade.

    Este assunto é deveras conhecido do público em geral, pois o Sr. Vieira chegou inclusivamente a tecer declarações em que confirmava nitidamente as suas intenções.

    Porém, desconhecerá a maioria das pessoas o que foi negociado com o segundo clube com mais influência nesse ano na Liga (Braga).

    O Sr. António Duarte (representante do Braga) e n.o 2 do Sr. Cunha Leal tinha que dizer ámen a tudo o que este último quisesse.

    Os dois clubes foram durante a época escandalosamente beneficiados, mas no momento da decisão do campeonato, como o Braga ainda era candidato, ainda houve desentendimentos, mas decidiram oferecer o campeonato ao Benfica com a contrapartida do presidente do S. C. Braga construir, por adjudicação directa, o Centro de Estágio do Benfica, através da sua empresa de construção “Britalar”.

    Já que falamos do Sr. Salvador era importante investigar as ligações que possui à Bragaparques e ao Sr. Vieira.

    O Controlo dos órgãos da Liga não se limitava aos de maior visibilidade, pois o Sr. Vieira introduziu uma série de elementos que ainda hoje lá se encontram, nomeadamente alguns Delegados.

    Um desses Delegados, de nome Reinaldo, foi contratado no Algarve através de um colaborador do Sr. Luís Vieira, o sobrinho do Presidente da Câmara de Albufeira.

    Neste momento, já estão na Liga como Delegados dois funcionários das empresas do Sr. Reinaldo.

    São os tentáculos do polvo a crescer.

    Esse senhor Reinaldo foi o Delegado nomeado para o jogo Benfica-Porto da época 2005/2006 e que impediu, ainda sem as fichas de jogo entregues, a ida ao relvado, antes do início do encontro, de alguns elementos do F. C. Porto, nomeadamente um dos seus médicos e o seu presidente.

    Coincidência das coincidências, na época transacta, 2006/2007, o mesmo Delegado foi nomeado para o Benfica-Porto.

    Mas quem é este Sr. Reinaldo?

    É um fervoroso benfiquista e proprietário de várias empresas no Algarve, direccionadas para a venda e aluguer de habitação.

    É para as suas habitações que a Liga envia todos os elementos que têm de se deslocar para o Algarve.

    Por outro lado, o Sr. Luís Vieira custeia os alojamentos de férias dos árbitros e árbitros assistentes, observadores, delegados e assim por diante que frequentemente passam férias nas instalações do Sr. Reinaldo.

    O que receberá em troca o benemérito Sr. Luís Vieira?

    Filomena Pinto da Costa

    Recordaremos, por último, ao Sr. Luís Vieira que é do nosso conhecimento que o que conseguiu com a D. Carolina já havia tentado com a anterior esposa do Sr. Pinto da Costa.

    Mal a separação aconteceu, convidou-a para passar a passagem de ano no Hotel Montechoro e, em seguida, tentou inúmeras jogadas, mas infelizmente para si a Sr.ª D. Filomena é uma senhora.

    Para finalizar, senhor Pinto Monteiro…

    Por fim, sugerimos a V. Ex.ª, Sr. Procurador-Geral, que providencie para serem encontradas instalações para a equipa “milagrosa” na Rua António Maria Cardoso, pois os três episódios que a seguir contamos, assemelham-se a práticas ali, em tempos, realizadas.

    1. Quando da audição do empresário António Araújo o mesmo foi aliciado na presença do seu advogado a imputar as responsabilidades ao presidente do F. C. Porto, dando-lhe como contrapartida o arquivamento dos seus processos.

    2. A Sr.ª D. Filomena, ex-esposa do Sr. Pinto da Costa, foi ouvida por factos relacionados com a venda de um imóvel, num período em que já estava separada do referido Sr..

    Estavam em causa os valores da venda, pois havia a suspeita que o valor de escritura não seria o valor real.

    Prometeram-lhe o arquivamento dos autos, desde que se disponibilizasse a falar da vida do seu ex-marido.

    Apesar de não ter aceite não se coibiram de lhe efectuar algumas perguntas sobre tal senhor.

    3. Não obstante os intensos treinos, as audições da D. Carolina não correram sempre bem.

    Assim, à cautela o seu treinador colocava-se atrás do colega que procedia à audição para, por gestos, lhe poder dar indicações sobre alguma dúvida que a mesma tivesse.

    Entre outras indicações, recordamos a que se passou quando lhe perguntaram quem recebeu à porta da residência do presidente do F. C. Porto o árbitro Augusto Duarte.

    A D. Carolina respondeu imediatamente que foi o seu ex-companheiro, mas eis que o seu treinador brandindo a mão em sinal negativo, lhe dá indicações em “V” com os dedos indicador e médio, sugerindo-lhe duas pessoas e em seguida apontando para si, sugere-lhe que ela também recebeu o referido árbitro.

    Assim declarou a D. Carolina, pois é bem mandada.

    Realça-se que a D. Carolina quando este episódio se passou encontrava-se doente, inclusivamente acamada, não tendo sido, como é lógico, quem recebeu o referido Augusto Duarte.

    Presumimos que as investigações a efectuar nos processos relacionados com o apito dourado deveriam começar pelos processos arquivados, pois atentas as informações de quem não aceitou os arquivamentos será de prever inúmeras anuências aos objectivos da equipa “milagrosa”.

    Para tal deverão ser nomeados magistrados e polícias íntegros e sem máculas, para que se possa apurar todas as manigâncias praticadas.

    Acreditamos que V. Ex.ª desconhecia todos os factos aqui denunciados e que providenciará para que seja reposta a verdade, culpabilizando os verdadeiros culpados e inocentando os que não cometeram ilícitos.

    Lisboa, 3 de Julho de 2007

  32. Escusávamos era de gastar tanto com os Tribunais, designadamente o Constitucional (só em BM’s é um disparate). Deixávamos tudo ao critério subjectivo de cidadania. Aposto que resolvíamos o défice em três tempos.

  33. Nuno, tens de propor que se acabe com a democracia representativa e o direito de voto, subjectivo por excelência, e se substitua a República pelo reino dos Tribunais.

    Força nisso, não percas o balanço.

  34. Se um jornalista sabe e tem provas que a casa civil da presidência conspira contra o governo desde abril de 2008 com a colaboração do director e de jornalistas do público e que uns e outros procuram distorcer e ocultar tal facto, tem todo o direito de denunciar a tramóia e publicar as provas de que dispõe. Invocar aqui a privacidade é como a história do gajo que mata pai e mãe e pede ao juiz para considerar como atenuante o facto de ser órfão.
    Mas se essas provas estivessem na posse de autoridades judiciárias, MP, magistrados (no quadro de um inquérito, de um processo em segredo de justiça ou de um processo transitado em julgado e que ilibou o arguido) e fossem estes a fornecer ou a permitir o acesso do jornalista a mails ou escutas correspondentes e à sua guarda, a actuação de tais autoridades públicas seria inadmissível, como violação do Estado de Direito, dos direitos fundamentais dos afectados e dos deveres funcionais dessas autoridades.
    Por isso o caso das “escutas a belém” não tem nada a ver com as escutas do sócrates e do pinto da costa, mas também por isso a actuação/omissão das autoridades judiciárias nestes dois últimos casos (na hipótese das escutas ao sócrates virem a ser postas no youtube como foram as do pinto da costa) seria idêntica e identicamente condenável. Mas isto é assim tão difícil?

  35. Isso e não só.

    Encontro no Aspirina B a doação de sentido que devia estar presente no quotidiano de milhões de portugueses. E só não está (ainda) porque são uns bota-abaixistas ignorantes. Mas lá chegaremos.

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