fashion, shamanism, fascism, coke, cake, rococco, tears, sperm, spears, jewells, carreers

Um dos programas mais simpáticos da rádio portuguesa é o A Playlist de… na TSF. Os convidados trazem as músicas da sua predilecção e apresentam-nas em registo biográfico e/ou informativo. O resultado é uma viagem emocional e intelectual à interioridade – tanto a diacrónica como a sincrónica – de variadíssimas figuras públicas. No exemplo que realço, o da Carla Maia de Almeida, tive um duplo prazer acrescido ao prazer do todo: a recordação das calças à betinho e do estilo de dança respectivo, fenómeno folclórico do princípio da década de 80; uma canção e uma intérprete inesquecíveis – estas mesmo aqui por baixo.

17 thoughts on “fashion, shamanism, fascism, coke, cake, rococco, tears, sperm, spears, jewells, carreers”

  1. pois eu preferia o “quando o telefone toca” do matos maia porque apesar de poder dizer o meu nome era mais anónimo e só tinha direito a um tune enquanto que a playlist é um massacre de cantigas e paleio metido a martelo feito por uma agência de comunicação para o convidado promover a imagem. as excepções a isto são os expontâneos nunos fernandes thomazes que dão vontade de rir pela bravura taurina com que pegam o programa, porque os outros foram todos tocados na infância por chupetas brel & babetes thelonious monk o que dá vontade de chorar. a carla maia não conheço e não ouvi a tal playlist, mas é mais ò menos como diz a edie, um disco de 2008 encaixado nas memórias de 80, só se for para dar ideia que já sofria de ansiedade antes de conhecer a aninhas. e bora lá com playlistz.

    http://www.youtube.com/watch?v=srWOlCnY0K0

  2. Só para esclarecer os esclarecidos: a referência aos anos 80, por via das calças e dança à betinho, nada tem a ver com a Little Annie e sua canção – nem nas palavras da Carla nem em nada de objectivo na música.

  3. A referência cruzada fi-la eu “Curiosamente, o poema, sendo mais recente (200?), prova que o etéreo dos anos 80 veio para ficar.” E acho que a canção tem que ver, sim. Mas não nego a coincidência…

  4. Claro. A subjectividade é livre, assim como a arte. Complica-se um pouquito quando se acha que a nossa objectividade tem de ser esclarecida perante subjectividade do outro, o que também vale.

  5. as calças à betinho, imagino-as curtas e afuniladas e a dança assim meia aos saltinhos curtos também. até já te consigo imaginar, Val.:-)

    é a minha década musical preferida, a de oitenta, e tudo o que veio a seguir foi, e é, para mim, revivalismo ou chungaria.

  6. é uma canção óptima para se ouvir numa estrada secundária do alentejo no verão com o cheiro dos pinheiros e da areia por perto.

  7. ai que soutien redutor enfiaste nas mamas grandes e cheias e de bicos tesudos da música, edie!

    (de qualquer forma, muito, muito obrigada pelos teus ensinamentos mesmo quando completamente descontextualizados e do género espirro quando lhe dá o mofo – amofodeulhe. obrigada, tens o meu apoio, força nisso.) :-)

  8. de nada, olinda.
    Aceito que é redutor, nem sempre se pode ter uma visão tão abrangente – quatro números acima – como a de considerar que música foi nos anos 80 (período excepcional em que não houve chungaria nem revivalismo musical) e o resto é treta ou teta, ou lá para onde estás virada, hoje, em questões metafóricas.

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