Face it

Há dias, num café, ouvi duas senhoras a louvarem o Facebook. Porque descobriam esquecidos colegas de faculdade. Viam fotografias. Matavam saudades. Encantavam-se as duas com os encontros subitamente possíveis entre antigos amigos ou conhecidos. Uma delas disse que passava muito tempo lá a jogar um qualquer jogo cujo nome não apanhei; bem mais tempo do que o marido, acrescentou com orgulho. As senhoras estavam na casa dos 50 anos, classe média.

Achas benéfica ou prejudicial a crescente digitalização da vida social?

88 thoughts on “Face it”

  1. Acho que é benéfica a médio prazo. De tanto nos vermos e falarmos à distancia, vamos acabar por dar valor, como nunca, ao encontro face-a-face.

  2. A “digitalização da vida social” tem ênfase na “vida social”, e nesse caso não estou a ver como é que pode ser considerada de algum modo prejudicial. O Facebook é apenas mais uma ferramenta, embora fabulosamente eficaz, para o desenvolvimento desta. Um gigantesco café, se quiserem, por onde todos passam e revêm toda a gente. Mesmo com os amigos mais próximos, para os quais não necessitamos do Facebook para nada, acabamos sempre por descobrir mais qualquer coisa, mais um conhecimento ou interesse que não sabíamos que tinham. Mas serve sobretudo para os outros, os amigos menos próximos e os meros conhecidos.
    E quanto ao jogo que alegas não saber o nome (desculpa mas não acredito, é impossível estar no Facebook sem saber o nome – a não ser que não estejas), também o considerava uma praga, até que recentemente descobri o verdadeiro significado: o Farmville é uma rede social dentro de uma rede social. É um jogo que, pela sua interactividade e constante interajuda, permite o tal reatar de amizades, quando as pessoas, depois de se terem descoberto, descobrem que, como é óbvio, nada têm a dizer uns aos outros. O jogo trata disso, razão pelo qual é tão popular entre as senhoras.
    E para quem diga que não precisa nada do Facebook para a sua vida social e para os seus amigos, eu digo: pois não, não precisas. Tal como antes também não precisavas do telemóvel para a vida social e para os amigos. Mas tens um, não tens?

  3. como meio de comunicação: palminhas à engenharia social. :-)

    (de resto, serve como escape a isto:

    “Sexta-feira à noite
    Os homens penetram suas esposas
    Com tédio e pénis.
    O mesmo tédio com que todos os dias
    Enfiam o carro na garagem
    O dedo no nariz
    E metem a mão no bolso
    Para coçar o saco.”)

    :-)

  4. Deve ser a primeira vez que te vejo elogiar as maravilhas da tecnologia, Sinhã!
    Até usas a palavra engenharia. Bem, o facebook deve ser o máximo. :)

  5. como divulgação, guidinha, tem dias que dou o máximo; outros nem por isso. :-)

    (pois, deveria ter escrito divulgação em vez de comunicação. sinhãzices) :-D

  6. Divulgação em vez de comunicação? Mas isso altera alguma coisa do que eu disse? :)

    Diz-me, tens muitos amigos? :)

  7. altera: gabei o bicho, apenas, por poder fazer publicidade gratuita. :-)

    ui, o que não faltam lá são postiços que só lá vão quando, possivelmente, andam com o saco cheio. :-D

  8. Não abre as pernas

    o marido tropeça
    na dor de cabeça
    da Sinhã
    acalma o tesão
    na cerveja gelada
    ou com a mão
    dorme Sinhã
    cansada
    até de manhã
    fria
    esquiva
    no lar consentido
    gentil e meiga
    com mestria
    seduz um macho
    desconhecido e a jeito
    derretida em manteiga
    fazendo que faz
    um amor já desfeito.

  9. Pois, pois… :)
    Não tenho nada contra, pelo contrário, até acho muito saudável que as pessoas se reencontrem. E é divertido ver tanta amizade. Até entre pessoas que no passado nunca se suportaram. Deve ser a magia do Farmville. :)

  10. As reticências são para dares largas à imaginação… :)

    Queres toda a gente por perto? Eu não tenho tempo para o Facebook, já jogo jogos que cheguem. E cada vez que penso que a probabilidade de encontrar algumas pessoas é grande, passa-me a vontade. Quanto a algumas que gostaria de reencontrar, só de imaginar as gargalhadas que dariam se soubessem que eu andava à sua procura no Facebook, então é que passa a vontade toda… :)

  11. eu não te apontei o dedo, mário. muito menos o pénis.:-D

    (eu tomei e tu embrulhaste).:-)

    toda a gente, guidinha? sim, todas as que interessam. gente e vacas (que são uma minoria. :-)

  12. Estou de acordo com o Mário.

    A minha pergunta é, se as relações (que se perderam) são tão importantes assim, porque motivo se deixaram de ter (face-to-face)?
    Se calhar é porque não eram assim tão importantes.

    Ó vega é deprimente ver criancinhas de 50 anos a jogar farmville como se mais nada existisse.

    Admito que esteja enganado, mas o facebook é mais uma moda.

    Eu pela minha parte não tenho conta, nem tenho interesse a saber nada da vida de pessoas que se cruzaram comigo há 30 anos, assim como não tenho interesse em “amizades cruzadas”.

    Acho que muito deste fenómeno se deve ao “acordar” de muita para este mundo novo, mas quem anda a virar frangos digitais há vinte e tal anos já viu tanta coisa aparecer e desaparecer que tem por hábito relativizar tudo.

    Eu dou privilégio aos contactos peer-to-peer.

  13. tu hoje acordaste de cu para o ar, guidinha. não percebes nadinha do que digo

    (o que vale é que o post do zézinho fez-me apetites para sopa de nabiças e folhado de miscelânea).:-D

    uma moda até à seguinte, ibn, claro. :-)

  14. Nunca durmo de barriga para baixo, esse acordar torna-se impossível. :)

    Claro que não percebo. Nunca te tinha visto tão entusiasmada com as novas tecnologias. E mais, vou precisar de algum tempo para me adaptar a esta nova Sinhã. :)

    Mas como sempre abriste-me o apetite. Há coisas que nunca mudam. :)

  15. como sabes que nunca dormes de cu para cima: estás de vigília enquanto dormes? :-)

    entusiasmada? :-D eu só opinei. ora se posso publicitar o que gosto de fazer, alcançando um grande número de pessoas, sem ter de depender de alguém, e ainda por cima a custo zero – venham mais coisas dessas. :-)

  16. Se nunca adormeço nem acordo nessa posição, existem razões muito fortes para acreditar no que disse. :)

    Entusiasmada, sim. Bates palminhas e falas de escapes… :)

  17. adormecer e acordar não é dormir. :-)

    sim: palminhas ao meio de divulgação, carago, porque a maioria usa como mkt pessoal – não para se promover enquanto veículo de cultura ou de prestador de serviço mas para engate ou escape. :-)

  18. Pois não, Sinhã. A verdade é que ninguém me garante que logo após adormecer não levante voo e passe por todas as posições possíveis e impossíveis. Mas não prova que eu tenha acordado mal disposta hoje. :)

    Um dia ainda te vejo bater palminhas ao Magalhães. Ou isso ou a fumar… :)

  19. eu acho piada quando ouço.:-D

    “Dizem que é mau, que faz e acontece,
    arma confusão e o diabo a sete.
    Agarrem-me que eu vou-me a ele
    nem sei o que lhe faço…
    desgrenho os cabelos
    esborrato os lábios.
    Se não me seguram
    dou-lhe forte e feio:
    beijinhos na boca,
    arrepios no peito.
    e pagas as favas
    eu digo: – “enfim,
    ó meu rapazinho
    és fraco pra mim!”

    De peito feito ele ginga o passo
    arregaça as mangas e escarra pró lado.
    Anda lá, ó meu cobardolas
    vem cá mano a mano
    eu faço e aconteço
    eu posso, eu mando.
    se não me seguram
    dou-lhe forte e feio:
    beijinhos na boca,
    arrepios no peito.
    e pagas as favas
    eu digo:”-enfim,
    ó meu rapazinho
    sou tão má pra ti!”

    Ó meu rapazinho, ai
    eu digo assim:
    “- Se não me seguram
    dou cabo de ti!” “

  20. Mal tenho tempo para almoçar, ainda me falam em facebooks. :)

    Sinhã, também achei muita piada. Mas o que te levou a pensar nesse fadinho?!
    Nem pensar. Sou muito pacífica. Mesmo quando usas essa técnica (escapativa) de insistir num pormenor, neste caso o meu acordar, alguma vez me fui a ti? :)

  21. :-D comecei a ouvir, na minha cabeça, essa música e pronto. :-)

    (não. quer dizer: só quando me mostraste, por email, quanto picante és) :-D

  22. Ontem houve uma que me picou. Ia voando da varanda abaixo. O que vale é que eu acordo sempre numa posição bem disposta, lá está. :)

  23. “…há dez anos, os cépticos da internet também estavam preocupados com o espaço público. Era verdade que a Internet podia ligar-nos a um novo mundo de informação, mas isso teria um custo social terrível, confinando-nos à presença de monitores de computador, longe da vitalidade de comunidades reais. Mas a verdade é que quase todos os grandes desenvolvimentos da internet nos últimos anos têm sido meios de aumentar a interacção social (…) … Depois de meio século de isolamento tecnológico, estamos finalmente a aprender novas formas de nos interligarmos”… (Steven Johnson , “Tudo o que é mau faz bem”, 2005)

    As redes sociais, os chats, os blogs, o email, o messenger, só mudaram a forma como comunicamos. Deviamos ter parado onde? Nos sinais de fumo? Nos arautos? Nas cartas, postais, telegramas, telex, telefone, pager, telemóvel? Ou a única forma “saudável” de comunicação é o Ó vizinho, tem salsa?
    O que está digitalizado não é a vida social mas sim a forma como, preferencialmente, comunicamos. E, comunicar, interagir, é sempre uma mais valia, não é?

  24. Val, há muitos jogos, mas apenas dois se destacam claramente dos outros em numero de jogadores, e não estou a ver duas senhoras de classe média na casa dos 50 anos a jogar Mafiawars. Mas posso estar enganado, não estava lá para ouvir a conversa, apenas adivinho baseado no jogo mais social de todos, e que é hoje, para muita gente, indissociável da experiência Facebook, e uma das grandes razões para muita gente aderir. Mas se não era esse, as minhas desculpas.

    Ibn Erriq, podes achar deprimente, mas se compararmos com estar em casa a ver concursos ou novelas, este ao menos tem alguma interacção com as outras pessoas. Eu chamo a isso progresso. Se é moda ou não, ou se ainda existe daqui a dois anos, isso ninguém sabe. Mas, tal como o Google, já atingiu uma massa crítica tal que duvido que desapareça tão depressa.

    Tereza, exactamente.

  25. (Vega, apesar de ter o computador ligado 24/24 e, por arrastamento, o Facebook também, não faço ideia de como se joga FarmVille ou qualquer um dos outros jogos, tendo até bloqueado na minha timeline todas as notificações de aplicações. É interessante como isso faz de mim, e de alguns outros, poucos, uma espécie de párias…)

  26. ahahah, até há duas semanas também eu, mas exigências familiares – nomeadamente a minha mulher que dizia que nunca, nunca, nunca iria para o Facebook e que hoje tem mais amigos do que eu – ditaram a abertura de um modesto quintal, porque ela precisava de vizinhos. Mas por uma questão de respeito pelos outros, criei um grupo especial de amigos entre os jogadores de Farmville (entre os quais respeitáveis advogados e administradores) e só autorizo as publicações para esses. Há que respeitar a newsfeed de quem não quer ser invadido pelo jogo.

  27. Vega, eu já tentei plantar uma horta ali fora e dei-me mal, portanto não tenho pachorra para andar a clicar em vacas, mas achei graça a essa dos respeitáveis advogados e administradores… será que as galochas deles são Prada?

    No seu comentário fez referência ao facto de a sua mulher “ter mais amigos”. Essas listas de “amigos” são uma das poucas coisas que me incomoda nas redes sociais. A palavra “amigo” foi vulgarizada, destituída de sentido, amigo passou a ser qualquer desconhecido que se adiciona a uma lista.
    Uso muito o facebook. Sou relativamente nova por lá, dois três meses, mas estou de pedra e cal. Na minha lista de contactos não tenho ninguém que, de uma forma ou outra, não conheça, a maior parte, muito mais de 90%, pessoalmente, e contacto com toda a gente (e não são 10 ou 20…). Nada de muito estranho para mim, há muito tempo que, até a família, contacto digitalmente (temos, inter-família, uma espécie de rede social privada há mais de 10 anos e desde aí que estamos muito mais “perto” uns dos outros), mas o facebook veio trazer uma novidade em termos de tempo e espaço. No facebook temos, no mesmo momento, acesso a pessoas que preencheram espaços nas nossas vidas temporalmente muito distantes uns dos outros. Nos contactos que faço através do facebook redescubro memórias de mim que, às vezes, são quase conflituantes e deslumbro-me quando me apercebo que à distância de duas janelas tenho duas pessoas importantes na minha vida mas que preenchem necessidades completamente diferentes.
    Deviam, todas essas pessoas, ficado no passado? Não vejo porquê, muitas outras ficaram e lá continuarão, mas será que o reencontro virtual, ou através do virtual, é menos importante que um insuportável jantar de curso?

  28. Vega o que referes relativamente aos concurso é exactamente a mesma coisa.
    Chamas interacção, de facto é, mas será mesmo?

  29. Gostei do poema da garagem e do pénis. Quem é o autor? ( gostei, apesar de achar o poema um pouco deprimente…)

  30. tereza, não sei que marca são, mas é sempre desconcertante ver um post onde X achou um bezerro Côr-de-Rosa perdido, conhecendo nós a pessoa em causa como o respeitável Dr. X na vida offline. A mim faz-me sempre rir um pouco, mas como dizem os ingleses, “no matter how high the throne, a man always sits on his ass”.
    Quanto à questão dos amigos, a palavra “amigo” neste caso é apenas aquela que o Facebook usa para definir as nossas ligações, não lhe atribuo mais importância do que isso. É evidente que há sempre vários graus de amigos, e podemos inclusivamente definir diversos círculos com diferentes níveis de acesso ao nosso perfil e ao que publicamos. Como na vida offline, portanto, embora um pouco mais evidente para aqueles que são, por assim dizer, cortados. Eu prefiro não o fazer, não ponho lá nada demasiado íntimo, e é uma excelente ferramenta para irmos seguindo os acontecimentos da vida dos que nos são menos próximos ou que estão mais distantes, conhecermos os filhos, onde trabalham, etc, etc.

  31. Ibn Erriq, é exactamente isso. O Farmville não é só um jogo, nem a piada dele está na mecânica de jogo. A piada está precisamente na interacção entre os vários jogadores, nas entreajudas, nas visitas às quintas respectivas, nos comentários que se vão fazendo aos progressos dos outros, no facto de ser essencial socializar com outros para se progredir. É uma comunidade, bastante activa por sinal. Experimenta, para veres o que quero dizer. Não se compara à vida social real, e é apenas um jogo, como é evidente, mas é infinitamente superior a estupidificar à frente da televisão.

  32. (Vega, com o que tem chovido as quintas devem estar cheias de lama…. Já viu? Andar a sujar-me toda, atolada nos pastos?… Ainda se nas visitas servissem uns lanchinhos…)

  33. tereza, o farmville é a quinta ideal. Lá, nunca chove, e tudo cresce em poucas horas. É uma quinta muito sitcom. Mas há, apesar de tudo, bastantes subsídios, ou não estivéssemos a falar de agricultura…

  34. Vega, Como sabe desse tipo de jogos, existem às centenas senão milhares na Internet. Antes do facebook ganharam notoriedade outras plataformas, por exemplo o Hi5

    Ainda bem que há gente que adora jogar, se isso a distrai é bom. Mas não deixa de ser deprimente a importância, às vezes doentia, que crianças de 50 anos dão ao tema.

  35. Jogar é bom, logo que não seja em excesso. Quando perco a capacidade de jogar, sei que estou deprimida. Enquanto jogamos e não perdemos a criatividade, estamos no bom caminho. Neste momento, ando numa fase mais “down” e noto essa inaptidão para o jogo.

  36. Ibn Erriq, eu tento não fazer esse tipo de julgamentos. Não são mais crianças do que aqueles que vão todo o santo Domingo ao estádio berrar impropérios contra o árbitro, e que dão uma importância doentia a esse tema. Não passam de jogos.

  37. Vega, então não faça julgamentos, pense nisto, o que diz de alguém com 50 anos que fora do seu habitat tenta a todo o custo encontrar um computador com acesso à Internet, porque tem umas couves para colher?

  38. Vega, estou aqui com uma dúvida, porque realmente desconheço o facebook, vocês também jogam com as crianças ou é um jogo só para os crescidos?

    Pergunto porque de vez em quando também tenho de andar na lavoura, mas noutras paragens. :)

  39. Ibn, digo que tem que comprar um portátil e uma pen ;)
    Mas agora a sério, algumas pessoas preenchem vazios da vida com jogos, sejam o Farmville ou o Benfica, a grande maioria gosta de jogar q.b., outros não lhes dão grande importância. Depende de cada um. É assim, sempre foi e sempre será. Mas é preferível o Farmville às slots do casino. Se conhece alguém viciado no Farmville, pense sempre que podia dar-lhe para pior…
    E além disso, esse desespero não é muito diferente de quem, preso no trânsito, desespera por não conseguir ver o derby.

    guida, o Facebook está aberto a todos, novos e velhos. Experimente, at you own risk. E mais não digo…

  40. Vega, ainda não me senti tentada pelo Facebook (talvez lá para os 50). E, por enquanto, tenho outros afazeres em matéria de jogos.

    Talvez com o Facebook alguns críticos do computador do Engenheiro e dos jogos dos miúdos acalmem. :)

  41. quem o criou o farmeville é um génio em psicologia. o farmeville criou uma rede social que não existia. farto-me de receber pedidos de amizade de gente que não conheço de lado nenhum : miúdos , meia idade , velhotes ( velhotes mesmo , 70s ) , malta estrangeira , homens , mulheres , que só querem ter “vizinhos” , ( é preciso ter vizinhos ) e pessoas onde ir buscar bonus e cenas. não conheço nem metade da lista dos meus “amigos” . só “virtualmente “.
    as pessoas andam doidas com “” subir de nível e ter muitas coisas”. é muito engraçado ver como as pessoas se comportam . há quem partilhe tudo , há quem seja somítico ( é um jogo , caramba ) , há quem gaste dinheiro a sério nele .
    o farmeville merecia um estudo psicológico. vê lá se te animas , V.

  42. “quem o criou o farmeville é um génio em psicologia. o farmeville criou uma rede social que não existia. “

    mf, jogos do género existem às centenas pela Internet.

  43. Louvores não só ao Facebook mas a todas as outras páginas e outras coisas mais.
    isto foi o que de bom aconteceu a muita gente onde eu estou incluído.
    O ano passado cravaram comigo no desemprego, se não fosse este companheiro que tenho aqui na minha frente, não sei o que faria com os meus 62 anos.
    Assim passo por aqui, ou outros sítios, mando umas bocas é claro que há sempre alguém que fica chateado, mas que se vão encher de moscas.
    Agora vão ter que levar connosco, se não quiserem, tudo bem, podem juntar-se aos bafientos e mal-cheirosos críticos do magalhães, do J.B. S. Couto, das novas tecnologias, do Sócrates, etc.

  44. Os adultos estão um pedacito atrasados, só jogam às quintinhas e com os vizinhos. Os miúdos andam há anos a brincar com outros do mundo inteiro. Ainda no outro dia andei pegada com uma miúda de Singapura, para ganhar o raio de um troféu num jogo muito mais divertido (para mim, claro) do que as quintinhas. :)

  45. não sabia , Ibn. é a 1ª vez que jogo qualquer coisa na net. e nunca tinha visto pessoas a falar no café , tipo : o não sei quê às 8 da manhã já me tinha fertilizado as crops. ou junta-te ao meu job .. eu é mais canasta. ou sueca . mas acho o jogo bem giro e parece-me que assim transgeracional não deve haver muitos. mas posso estar enganada , claro.

  46. mf, por favor, um pedido… canasta?
    Na semana passada tentámos jogar canasta mas já quase ninguém se lembra das regras todas. Não jogava há uns vint anos… Posso começar a tirar dúvidas?

  47. mf, de facto com a penetração dos do facebook não haverá certamente. O que digo é que o conceito não foi inventado pelo facebook.

  48. podes , eu tenho um livro algures. nem toda a gente segue as mesmas regras. eu jogo com malta que até conta o tempo , quando o tempo acaba ficas com as cartas na mão… e só abrem com 120…

  49. Sempre com 120? Mesmo com negativos?
    quem me ensinou a jogar foi a minha avó e não faço ideia qual era o tipo de canasta mas temos imensas dúvidas. Por exemplo, se o monte estiver travado com um beste ou bestão pode ser levantado logo na jogada a seguir desde que se tenham duas cartas do mesmo naipe na mão? é preciso avisar se nos faltar só uma carta para acabar? Os 3 pretos podem-se pôr na mesa se for para acabar o jogo? Pode-se travar um monte já travado?

  50. edie, é um jogo de outra galáxia, o mundo de Neópia, http://neopets.com/. É um dos sites de jogos para crianças que os meus miúdos jogam há mais tempo, e continuam a jogar apesar de todos os outros. Neste convencem-me a jogar, têm muito sentido de humor. Para além das centenas de jogos de todo o tipo (alguns perfeitamente jogáveis por adultos), têm os pets, animais de estimação que eles têm de cuidar, as comidas, por exemplo, são hilariantes. E depois é um mundo de actividades dentro do site, os fóruns, os amigos, as notícias, sei lá, é muita coisa, estão sempre a aparecer coisas novas, eu só lá vou ver a bola e ganhar uns pontitos. O site tem permanentemente milhares de miúdos de tudo o que é país, também têm os amigos, trocam mensagens entre eles, e competem, claro. São atribuídos pontos por jogo e é aí que entram as galerias de troféus. O problema é que há limites de jogos por dia e eu andei pegada porque cada vez que fazia os pontos necessários, no meu jogo preferido, o que não é nada fácil, o raio da miúda passado um bocado passava-me. Lá tinha de ficar o troféu para o dia seguinte, andámos uns dias nisto, uma mãe não fica bem vista. :)

  51. olha, parece-me mais ineteligível do que esse código que estavas a trocar com a mf.
    Se falassem em português não era melhor?

  52. Aí é que está, edie, a eles o português não chega. À pala deste site, e com a ajuda da irmã, o meu filho aprendeu a ler bem antes de entrar para a escola. E ela neste e noutros (com o empurrão do Engenheiro que introduziu a disciplina no primeiro ciclo) num instante, aprendeu inglês mais do que suficiente para comunicar com os outros, e ele vai pelo mesmo caminho.
    Portanto, são pontos afectivos para mim, para as novas tecnologias e para o Engenheiro. :)

  53. guida,

    num futuro não muito longínquo, os futuros adultos não vão perceber qual era a crise de terem computadores e inglês na escola…Aí é que eu vou estar em estilo velhinha dos marretas a rir com gosto.

  54. edie, os miúdos já percebem a vantagem. Há é ainda uns adultos renitentes. Logo lhes passa, hão-de fartar-se de brincar às quintinhas, acontece a todos. Hão-de evoluir, mas têm de pedalar muito para apanhar os mais piquenos, e agora desde o magalhães a coisa tem-se complicado, são muitos. :)

  55. Tem graça, a minha filha explicou-me que o acesso ao Magalhães ou aos e-escolas não foi só importante por ter aberto novas formas de comunicação mas, sobretudo, por ter equilibrado todos os miúdos. A satisfação dela é que agora, na escola, já não há diferenças entre quem tem e quem fica a ver, porque todos têm. E se isso é importante para eles, porque é, parece-me que foi um enorme passo.

  56. 2 cartas na mão e outro bestão , para destravar o monte ; é preciso avisar e perguntar ao par se podemos acabar ; os 3 pretos podem mandar-se com a última carta ; essa do monte já travado , não sei , mas às vezes pode ser que te convenha mandar bestões ( se estás a ir pró buraco , por exemplo e queres livrar-te das que valem mais ) e lá calha ter de os mandar , portanto acho que sim.
    e com os que eu jogo só podes abrir o jogo , por as cartas na mesa , com 120 pontos , mas normalmente é 50 até 1495 ; 90 entre 1500 e 2999 ; 120 para 3000 pontos ou mais. é lixado abrir com 120 , ou te calham bestões ou estás tramada.

  57. não é nada outro bestão , é só duas cartas na mão iguais à que está no cimo do monte , desculpa. para destravar o monte.

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