Exactissimamente

«Dizer que, já nos anos 90 do século XX, se lidou com manifestas situações de crime sexual por parte de padres de acordo com as regras vigentes à época não só é um exemplo de cinismo inacreditável - é também um sinal de que aqui, como noutros países, e sem espanto, há seguramente uma realidade encoberta e vasta, só menos evidente e chocante porque provavelmente mais consentida e integrada socialmente, num contexto em que a espiritualidade católica não tem concorrência e se confundiu durante séculos, para tantos ou quase todos, com a possibilidade de alguma educação e de superação da pobreza extrema, para além do cumprimento exigido dos deveres sociais da época.»


O que é que não se percebe na palavra “abuso”?

12 thoughts on “Exactissimamente”

  1. normalizar crimes subjugando-o à categoria de pecados dos homens de Deus que também são homens é crime a dobrar. está tudo errado nos homens que fazem a igreja católica, nada se aproveita e tudo rejeito. psicopatas.

  2. O chato é quando mete menores, e agora está mais difícil para os padres portugueses do que era antigamente.

    No antigamente havia igrejas cheias de jovens adultas catequistas e sempre havia uma ou outra que desviavam os padres do pecado com menores.

  3. não é chato: é crime. estou disponível para lhes cortar a pila a todos na tábua com um facão adiado. e depois metê-las em frasquinhos transparentes com éter para eles usarem, juntamente com o terço, pendurados por uma corda trabalhada em trança, ao pescoço. que maravilha. e ainda lhes aproveitava o sangue para fazer uma rica cabidela de colhões à moda da casa com folhinhas de hortelã: almoço obrigatório para eles da chef Olinda. !ai! que riso

  4. por falar em crime, gaza.
    mal posso esperar pelas sanções aos oligarcas israelitas

  5. Oligarcas é na Moscóvia, pá! Lá, como cá, chamam-se empresários, empreendedores, homens de negócios, magnatas, milionários e multimilionários, frequentemente visionários, quando muito capitalistas. Haja respeito!

  6. Hipocrisia das hipocrisias é o clemente Cardeal ir a Roma para entalar Francisco por crimes de que (o cardeal) passou a ser co- responsável. Já devia ter pedido a demissão. A Assembleia da República portuguesa devia incluir na Constituição a proibição da igreja poder exigir o celibato ou castidade. Um dia isso vai acontecer. Portugal tem razões históricas para dar esse primeiro passo. A igreja cometeu horrorosos crimes na nossa pátria. Sei bem quão meritórias são algumas das suas actividades.

  7. Ateu irreciclável que sou, sempre apreciei Anselmo Borges, o homem que não renega o padre que também é, mas talvez mais ainda o padre que recusa fidelidades caninas e assume e honra a sua condição de homem, homem livre que reflecte sobre a sua condição de homem em Deus e não receia a fragilidade e contradições que essa condição implica. Para adoçar a boca a quem possa interessar, aqui fica um excerto do texto do DN acima linkado pela yo:
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  8. Não faço ideia porquê, na submissão do comentário desapareceu o excerto do texto de Anselmo Borges. Nova tentativa:
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  9. Ateu irreciclável que sou, sempre apreciei Anselmo Borges, o homem que não renega o padre que também é, mas talvez mais ainda o padre que recusa fidelidades caninas e assume e honra a sua condição de homem, homem livre que reflecte sobre a sua condição de homem em Deus e não receia a fragilidade e contradições que essa condição implica. Para adoçar a boca a quem possa interessar, aqui fica um excerto do texto do DN acima linkado pela yo:
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    《 Pergunto: Não tem Nietzsche razão? Não é isto que se passa hoje: desorientação, falta de sentido, a consumação do niilismo?

    Deus tinha de morrer, porque o Deus anunciado pelo cristianismo oficial era o inimigo da vida. No seu O Anticristo, Nietzsche condena o cristianismo como “a única grande maldição, a única máxima corrupção interior, o único grande instinto de vingança, (…), a única imortal mancha desonrosa da humanidade…”. Porquê? Porque Deus foi “degradado a contradição da vida, em vez de ser a sua glorificação e sim eterno! Em Deus declara-se a hostilidade à vida, à natureza, à vontade de viver! (…) Em Deus diviniza-se o nada, canoniza-se a vontade do não-ser…!”

    Isso, porém, aconteceu, porque Jesus, o “ditoso mensageiro” que “morreu como viveu, como ensinou”, “para mostrar como se deve viver”, foi, segundo Nietzsche, pervertido por São Paulo e pela Igreja. Como pode ler-se nos escritos póstumos, “a Igreja é exactamente aquilo contra o que Jesus pregou e contra o que ensinou os seus discípulos a lutar.” “No fundo, houve apenas um cristão, e morreu na cruz. O “Evangelho” morreu na cruz”. O que se seguiu foi uma “má nova”, uma “notícia infausta”, um “Disangelho.” No entanto, “o cristianismo autêntico, originário, será possível em todos os tempos…” Jesus tinha acabado com o próprio conceito de “culpa”, tinha “negado todo o abismo entre Deus e o homem, ele vivia essa unidade de Deus e do homem como a sua “boa nova””. Foi São Paulo que avançou com a doutrina absurda do Deus que entregou o Filho como vítima – “que paganismo horrendo!”, exclama Nietzsche. “Paulo foi o maior dos apóstolos da vingança…”, e os sacerdotes enquanto senhores dominaram as consciências escravizadas através da moral do ressentimento.》

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