10 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Tudo claro, sucinto, limpo, incontornável lógica e racionalmente.
    Até o bestunto de caca rala do JMT apenas conseguiu balbuciar qualquer coisa como “ele só fala de si” e ficou-se. Calculem um tipo que é convidado do PR, como alta personalidade do saber para falar de Portugal, e passa o tempo a falar de Portalegre, dos pais e dos filhos e o resto de si próprio e de sua oportunista e imoral escalada nos jornais pelo método sujo do jornalismo tablóide, tudo o conseguiu comentar é, precisamente, um aparte sobre o que lá não consta e não é mais que um reflexo condicionado próprio.
    Também a Clarinha do eixo Expresso-Sic e seus colegas de carteira se referiram ao texto como “mais do mesmo” e coisas sinónimas. Mas a Clarinha teve a ideia de lembrar que “nem sabemos quem escreve, se não será o Formigo” (cito de memória, o sentido é este). Ora este tipo de “argumento”, vindo de uma jornalista-escritora batida que sabe distinguir a escrita de qualquer grande escritor quase como um conhecedor de arte distingue o pintor ou um músico distingue um compositor, que abona a tal personagem para além de um preconceito de reflexo condicionado como o do outro? E o mesmo para os fedorentos agora todos camaradas na Sic-Expresso como para todo o maralhal comentarista do jornalequismo português.
    Porra, junto de vós está um crítico de literatura, peçam-lhe um estudo comparativo dos discursos, dos textos e dos livros e provem se existe algum Formigo ou não.
    Assim até parece que o “formigo” ou formigueiro existe sim nas vossas cabeças e vos corrói, localizadamente, a corrente lógica do entendimento.
    O caso real, da existência e prático, é que nenhuma daquela gente e muito menos do jornalismo normal vulgar que é mundo por cá, é intelectualmente capaz de esboçar uma análise crítica que encontre objecções de paradoxos ou contradições na linear e categórica argumentação de Sócrates.
    Para os trastes do nosso “comentário” caseiro o argumento do “formigo” é um bom álibi para medíocres.

  2. Em Portugal não se associou só o défice à crise. Em Portugal ainda se foi mais longe e passou a associar-se o processo Marquês à crise. Sim o que não falta por aí é grunhos a dizer que Sócrates levou o país à bancarrota e percebe-se logo a associação. E a origem, no Brasil do Moro. Daí a comparação inevitável com Lula.

    Desta vez, com três das quatro maiores economias do euro já em dificuldades, alguma solução surgirá. E um instrumento de dívida comum para mutualizar os custos fiscais do combate a esta crise ainda é o que representará menos custos para todos. Não fazer nada custaria muito mais. E quando falo em não fazer nada incluo os empréstimos de mecanismo de estabilidade europeia com as condições do costume. Para não falar do mais grave. Dos muitos eleitores que nunca perdoariam a UE. Com tanto Salvini à espreita por essa Europa fora. E não estou nada certo que os coronabonds venham a ser a solução económica para esta pandemia. Já se deviam ouvir as rotativas em overload no BCE.

  3. Por estas e por outras é que há que calar este gajo o mais rápido possível. Em terra de ratazanas cegas (pelo ódio, pela inveja, pelo rancor ou seja o que for), alguém com dois olhos abertos é desconforto a eliminar.

  4. Ainda a este propósito acho muita piada a duas preocupações que passaram a ser muito debatidas na Comunicação Social. Preocupações neo-liberais muito características, que surgiram logo depois de umas declarações do PM que correram mundo. A primeira sobre o que os eleitores holandeses e alemães vão continuar ou não a tolerar?! Quando em Portugal devia era debater-se se os eleitores portugueses vão continuar a tolerar encher-lhes os bolsos com as nossas receitas fiscais.

    E a segunda sobre quem pagará os muitos milhões que os vários Estados mais afectados já estão a gastar? Tanto na área da saúde como para manter a economia, o emprego e o rendimento das pessoas acima do limiar da miséria total?! E eu contra questiono quantos milhões custaria depois levantar várias economias do euro com dívidas superiores a 150% e taxas de desemprego de dois dígitos? Quanto custaria e quanto tempo demoraria. E sobretudo, ainda seria em Democracia?

  5. Camacho,grande Camacho !
    É tal e qual como dizes! Estes pilões que por aí resmungam, mesquinhos e avarentos como quem lhes paga,já preparam o pessoal para meter umas centenas de milhões no bucho de bancos,banquinhos e equiparados!
    5.000 milhões de € de ajudas,se a tropa da ganância levar 2,5 % de comissão para organizar o processo,elaboração de garantias,custos notariais,recebimentos ,transferências e portes,etc. e tal,tretas ò Rosa e dá cá o meu, abicha pelo menos 125 milhões. Isto se cobrarem 0 (zero) por cento de juros , mas é sabido que a Banca tem horror ao vazio, logo preparai as costas para uns 3 a 4 % de benévola taxa!
    Há mil maneiras diferentes de resolver,benignamente,este assunto, porém a canalha vai voltar com o estribilho da TINA !!!

  6. Estamos muitos de quarentena e temos tempo para elucubrações mais elaboradas que os meros desabafos,inevitáveis quando se topa com dislates arvorados em verdades.
    Imaginemos que por qualquer bambúrrio o Estado se lembrava de presentear um de nós,de parcos haveres e salário médio ( 1.200 €/ mês), com 1.000.000 de Euros ! De imediato começava a gritaria dos invejosos e semitas a ouvir:se : Estado pródigo,perdulário,a desfazer.se do que é de todos nós!É a bancarrota que aí vem !
    Olhemos o caso de perto: o cidadão premiado tinha duas hipótese,meter o dinheiro numa mala e arrancar para o estrangeiro ou ficava cá com a maquia. Deixemos o primeiro caso para outra lide e vamos ao segundo.De parcos haveres,não teria casa própria : como a maioria dos portugueses não pensa como o PR,o primeiro impulso seria comprar uma casa própria, digna e sem luxos. 250.000 Euros retirados do bolo, cujos impostos,escrituras,legalizações,etc.,etc., meteria no bolso do Estado imediatamene 40% desse custo. De imediato o feliz proprietário passa a pagar o respectivo IMI,enquanto for dono da casa,sendo desde essa data contribuinte líquido muito provavelmente por toda a sua vida !
    Mas uma família desafogada precisa de um carro razoável,digamos 50.000 € de carro.Aqui o Estado vai buscar logo 60% do total e o felizardo paga o combustível é 65% para o Estade,mais impostos vários anuais,mais vistorias oficinas ,seguros,etc.,que metem no bolso do Estado 90% de mais essa importância gasta.
    Perceberam já o que quero demonstrar: o Estado é um super-aspirador que em dois ou três anos vai buscar o milhão dado a fundo perdido,transformou o bafejado num preocupado contribuinte que faz movimentar à sua volta uma miríade de pessoas,todas igualmente a contribuirem para o Estado,e, habilidade suprema,melhorando as estatísticas,criando emprego, proporcionando contribuições para a Segurança Social,assegurando as pensões dos reformados !!!
    Resumindo: dar 1,000,000 € a qualquer um é um grande negócio para o Estado e â primeira vista não parece tal.
    Vem tudo isto a propósito da distribuição dos dinheiros da CE para atenuar os efeitos da pandemia. Quanto mais esmifrado for,quanto mais apertado o crivo das concessões, mais o Estado,e nós por tabela,perderemos. O Trump já teve quem lhe soprasse ao ouvido que era melhor dar dinheiro antes que depois e os cheques lá vão a toda a velocidade. Terá enlouquedido? Talvez,mas quem o segura pelas golas não irá em cantigas e lembra-se muito bem do que fizeram na crise dos sub-prime e do avanço que então deram à agarrada Europa.
    Depois disto vem todo o paleio técnico. Apanhar com o pedregulho na pinha é uma coisa,a teoria da gravidade explica,previne, mas não cura o ferimento.

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