14 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Rui Rio falou bem hoje no Parlamento: neste momento, o PSD prestará toda a colaboração ao governo (vamos a ver se cumpre). Em contraste com o Telmo Correia, que nunca perderá a oportunidade de fazer demagogia, para tentar recuperar os apoiantes que fugiram para o nacionalismo populista e para o radicalismo neo-liberal.

  2. O Carapinha tem o direito de elogiar quem bem lhe apetecer. Eu tinha a ideia que o Costa não queria a declaração do estado de emergência, foi o que li na comunicação social, lá teve que aceitá-la. Aliás até penso que politicamente o Marcelo tramou o Costa pois a concretização do estado de emergência é da responsabilidade do Governo. Agora vamos é ver se o Costa tem fibra para dirigir bem o país durante esta crise, o que eu duvido. Um molusco não tem fibra. Mas há que reconhecer que a situação não é nada fácil. A cara do Ministro das Finanças, esta quarta-feira, até metia medo, tais eram as olheiras que apresentava.
    A Ministra da Saúde andou por aí a dizer que o sistema de saúde estava preparado. Tretas.
    Ovar ficou isolado, fechando todas as actividades comerciais e industriais não essenciais estão fechadas. O problema é que há vários “Ovares” por aí que, mais dia menos dia, aparecerão.
    Estes e outros fechos terão inevitavelmente impacto negativo significativo no PIB e no desemprego, que subirá.
    E o turismo senhores? Aqueles pequenos empresários que investiram neste sector estão lixados não vão conseguir pagar os seus investimentos. As suas dívidas vão aumentar de novo o crédito malparado no sector bancário, o que determinará novo aumento das taxas bancárias.
    Os apoios anunciados pelo Governo de milhares de milhões de euros (onde estão?) são um passe de magia. Tretas. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal considera que as medidas anunciadas reflectem o desprezo do Governo pelo sector (em benefício do sector do turismo e restauração).
    Até o gajo da CGD vem agora anunciar medidas de apoio dando moratória de 6 meses no crédito pessoal à habitação e para as empresas, tal era a ânsia de aparecer publicamente. Neste último ano o gajo andou a esmifrar os clientes aumentado desmesuradamente as taxas que a CGD cobra para obter os desejados e fáceis lucros, coitados dos clientes velhos que ali são em barda. Na comunicação a CGD refere que “avaliará a eventual carência de capital até 6 meses, mediante pedido dos clientes e em condições de simplicidade de acesso …”. Ah! Ah! Ah! “a eventual carência”.
    Em 15 de Junho vencem-se obrigações do Tesouro de 8.000 milhões de euros. Duvido que o Tesouro tenha folga para satisfazer essa dívida. Vais ser preciso rolá-la a juros bem amargos.
    As taxas de juro da dívida portuguesa tem subido neste últimos dias – o tempo das taxas negativas já lá vai.
    Anunciar é fácil, concretizar é que é difícil. Faz lembrar os milhares de milhões do Governo. O que é preciso é aparecer nas televisões, o resto logo se vê.
    Avizinha-se um novo imposto.

  3. Pois é, eu mesmo, “Anunciar é fácil, concretizar é que é difícil”: tira o sono e cria olheiras para gozo dos para quem anunciar desgraças é fácil.

  4. José Neves:
    Gozo? Acredite que não. Felizmente os meus gozos são outros.
    Limitei-me a reflectir sobre o que provavelmente teremos que enfrentar. É que, parece-me, há gente que ainda não percebeu o que aí vem. Perante uma situação que é grave a preocupação do tal Carapinha é querer “demonstrar” que o Costa é superior ao Marcelo, querendo comparar o que não é comparável. Tal a ânsia de subserviência, num tempo que é de união. Neste particular prefiro a crónica de Ferreira Fernandes no D.N.
    De todo o modo, a bem de todos nós, desejo o maior êxito ao Governo, em especial a Pedro Siza Vieira pelas matérias que lhe estão atribuídas.

  5. O Pedro Siza Vieira só vai até onde a UE permitir. E depois do dinheiro adormecido da Ursula, hoje até chegaram boas notícias da Lagarde. A TAP, por exemplo, já devia ter sido nacionalizada. Não há outra maneira de defender algumas empresas estratégicas. E antes do Pedro já tinha sido assim com o Teixeira dos Santos. Infelizmente o país preferiu criar um adjectivo novo com o nome do PM. Que passou a servir para justificar tudo e mais alguma coisa por cá. Só não justifica mesmo a figura de parvo do Rosário agora no debate instrutório. Onde tinha finalmente que mostrar a mão. E o que que mostrou? Nada! E o que disse? Que tinha que ir com o escarcéu todo do bluff que montou com o Alex para Tribunal?! Contado ninguém acreditava. Quanto ao pantomineiro de Belém, para ser franco, cheguei a ter esperança que a quarentena – que ainda ninguém percebeu – demorasse mesmo quarenta dias. Não faz cá falta nenhuma. Independentemente disso, claro que tinha que criar algum facto alternativo para a reentré. Decidiu dar uma mãozinha à família. De quem já ninguém se lembrava em Portugal. Tirando a barulheira toda do parvo do Malheiro em Ovar claro.

  6. Caro:eu mesmo,
    Porque carga de razão especial a si lhe PARECE que o Carapinha (e outros, gente) ainda não perceberam o que aí vem e até afirmar que Costa é um molusco e ao Carapinha não lhe PAREÇA diferente ou o contrário?
    Também lhe PARECE que o seu oráculo é mais verdadeiro!

  7. Até hoje a pior da data do combate à pandemia em Portugal tinha sido o dia em que os políticos passaram definitivamente para o volante em detrimento dos técnicos de saúde pública. Salvo erro, 12 de Março. Para a qual o país até já tinha tido a excelente ideia de constituir um órgão consultivo com os melhores técnicos de saúde pública como o CNS.

    Agora, com menos dias volvidos que o período de incubação anormalmente longo – cerca de 14 dias – do vírus causador da pandemia e portanto, necessários para avaliar as últimas medidas, lembrar só que em Hong Kong e segundo os melhores técnicos internacionais, o fecho das escolas foi só um dos maiores motivos do alastramento do vírus no território. E não estou com isso a dizer, como explicou na altura a DGS, que em determinada altura não viesse a ser necessário. Muito provavelmente ao dia de hoje até já tinha chegado essa necessidade efectiva.

    Mas a UE também não decidiu destruir logo a economia europeia durante o primeiro surto de Corona na Ásia como agora muitos queriam em Portugal, desde que ouviram falar do actual surto na China pois não? Para o bem de todos, as pandemias combatem-se por patamares e não por estados de espírito de leigos.

    E ontem assistimos forçados à rentrée do Marcelo. As boas notícias é que pelo menos na minha zona de Lisboa, a emergência do PR ainda não trouxe nada de novo. Durante uma pandemia devem-se ouvir em exclusivo os melhores técnicos de saúde pública. Ou alguém acha que uma figurinha como o porta-chaves de Fafe pode acrescentar alguma coisa a todas as medidas que já estavam a ser levadas por diante por parte das autoridades de saúde pública em Portugal?

  8. Nem um comentário mereces, desgraçado. Fodido estava o país se dependesse de (des)inteligências como a tua. Vai-te encher de moscas!

  9. Sejamos sensatos:
    Vale mais o Costa a dormir que toda esta cacalhada em sobre-rotação!
    Tenham dó! Aproveitem a quarentena e a emergência e descansem!

  10. Evidentemente, o meu “elogio” das 16:34 era dirigido mesmo ao mesmo.
    O animal até me faz perder a tramontana.

  11. Fartinho dos mesmos parvos:
    Relaxa pá. Vê se aprendes que há pessoas que podem pensar de forma diferente da tua. É só isso.
    E não precisas comentar os meus comentários.
    A diversidade é saudável.

  12. 15 de Janeiro de 2020, Olisipo City, Olimpíadas da Asneira, medalha de ouro para maior quantidade de bojardas por centímetro quadrado:

    https://youtu.be/ondY0igC4OM

    Ou, se preferirem, a quinta-essência dos “melhores técnicos de saúde pública”, prova de vida.

  13. Eu compreendo as críticas (merecidas) ao Marcelo. Eu percebo esta bajulação política (não se esperam tempos fáceis). Percebo isso tudo. Mas dizer que o Estado de Emergência não fazia falta é de uma ignorância que nem a uma pessoa sem formação jurídica se admite, dadas as explicações que já foram dadas .

    De uma vez por todas: sem um estado de excepção que suspenda certos direitos fundamentais, as medidas do Governo como a tomada no sábado, do encerramento de todos os bares durante um mês, daquelas que foram tomadas em Ovar ou daquelas que foram tomadas ontem, seriam claríssimamente inconstitucionais. Dirão: mas no sábado foram tomadas e não estávamos em estado de excepção. E então? Sem a supressão temporária destes direitos aquilo era uma aberração. Aquilo aconteceu e foi tolerado porque estamos todos apreensivos com o que aconteceu e foi aceite. Mas se os proprietários dos bares começassem a colocar em causa as medidas, que depois se juntariam os dos restaurantes, cabeleireiros, ginásios, etc. tinham toda a razão porque estava em causa uma abrupta violação do direito à iniciativa económica privada.
    Tem de haver uma lógica normativa, tem de haver harmonia legal. Não podem existir estas medidas, de forma arbitrária, geral e abstratamente a toda a população, sem um prévio estado de emergência que suspenda os direitos constitucionais que estão em causa.

    Em vez de pensarem aos espirros, aos saltinhos, doem 15 minutos do vosso tempo para elaborar um esforço intelectual maduro, coeso e estruturado.

    O presidente está francamente mal do ponto de vista político e institucional. Uma anedota. António Costa está muito melhor neste aspecto. Mas tem mais conhecimento Marcelo no dedo mindinho (mesmo sob um medo que o atormenta de cada vez que respira) que António Costa naquela enorme cabeça que te em cima dos ombros. Um primeiro-ministro que vem dizer que o estado de excepção não era necessário e ontem anuncia aquelas medidas? Mas iria anunciá-las sem a suspensão dos direitos fundamentais? Isto não é o Burundi. Há aspectos institucionais, solenes, jurídicos, que têm de ser respeitados.
    Aquilo que António Costa se deixou dizer só demonstra que intelectualmente é mirradinho. Não tem, não consegue, não vale a pena. Não dá mais.

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