Exactissimamente

«De acordo com os relatos feitos pelo FMI e pela CE, o governo português pretende prosseguir uma estratégia orçamental baseada: na moderação (e não em cortes) de salários e contratações na função pública; numa maior eficiência do Estado (e não na redução dos serviços coletivos prestados); e na redução dos juros, por via da credibilidade dos objetivos orçamentais (e não da redução da despesa). Afirmam ainda as instituições internacionais que as autoridades nacionais pretendem promover a competitividade da economia através de fatores não custo (qualificações, inovação, orientação exportadora) e não da redução dos custos salariais ou fiscais. E que pretendem assegurar a sustentabilidade da Segurança Social através da diversificação de fontes de financiamento (e não da redução de direitos). Ao contrário de outros tempos, as instituições internacionais não contestam estas orientações centrais da atual política económica do país.

Podemos encontrar diferentes razões para a anuência do FMI e da CE face às opções nacionais, mas uma coisa é evidente: no momento atual, a oposição de direita não pode contar com estes aliados tradicionais. Até que a maré mude, a tradição já não é o que era.»


O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

4 thoughts on “Exactissimamente”

  1. À situação descrita chama-se, precisamente, governar. E saber governar implica muito trabalho de equipa e estudo minucioso da situação para ‘fazer’ com o mínimo de custo para os portugueses.
    O contrário é não saber governar e fazer como faz, normalmente, a direita e fez Passos exagerando e duplicando à bruta a dose de austeridade em cortes cegos, desnecessariamente, para castigo dos portugueses e que só revela espírito de vingança que, consequentemente, joga mão do mais fácil e imediato e, sobretudo, do que lhe mandam fazer porque quem manda de fora também joga mão dos meios imediatistas em desprezo dos povos.
    Saber governar é, face à necessidade, inventariar, alterar e inovar o que se faz ou fez no passado em favor do futuro e identidade dos povos.
    A direita sem valores vai logo à cartilha do passado e aplica as receitas dessa cartilha sem mais ao contrário da esquerda que inova e cria novos caminhos tendo em atenção os problemas do povo como comunidade.

  2. Uma das maiores imbecilidades do discurso da oposição de direita é a denúncia da suposta política de austeridade que este governo continuaria alegadamente praticar, à revelia das promessas eleitorais. Ou seja, a direita não põe em causa a política financeira deste governo, mas denuncia a suposta incoerência de Costa e Centeno, que consistiria em prosseguir no mesmo caminho que o anterior governo.

    Se já é imbecil a direita acusar este governo de continuar com a política da direita, implicitamente aprovando a política deste governo, mais imbecil é não querer fazer distinção entre rigor orçamental (característica de qualquer boa governação), austeridade (necessária em tempo de crise financeira) e saque à população (política direitista a pretexto da austeridade).

  3. Prova provada que o governo está no caminho certo e que havia outras formas de governar e não como os sacripantas do PSD/CDS fizeram e queriam continuar.

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