36 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Esse discurso já não convence. Se forem com isso para as próximas eleições o PSD vai sair beneficiado. Se eu fosse do PSD esse seria o discurso em que eu gostaria que o PS se apoiasse.

  2. Alteração da Constituição de Portugal para 2012 para poder atender o seguinte, que é da mais elementar justiça:

    1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

    2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos.

    Todos os deputados ( Passado, Presente e Futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da S. Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.

    3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.

    4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

    5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde actual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

    6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses

    7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.

    O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.
    Assim é como se pode CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

  3. Não concordo com a Fernanda Câncio em alguns pontos, talvez de pormenor. Sobre o chumbo do PEC pela coligação PSD-PP-PCP-PEV-BE, Câncio diz:

    “O PCP, o BE e o PEV fizeram-no porque tinham a esperança de roubar votos ao PS e porque sabem que quanto mais à direita for o Governo mais têm possibilidades de os angariar.”

    Roubar votos ao PS, sempre, mas a segunda parte da frase não é verdade. A chegada da direita ao poder nunca foi boa para a extrema esquerda.

    Foi precisamente entre 1985 e 1995, com a direita cavaquista no poder, que se deu a gradual derrocada dos comunistas portugueses, caindo do máximo histórico de 44 deputados que tiveram, durante o Bloco Central, para 38 em 1985, 31 em 1987, 17 em 1991 e 15 em 1995.

    Os comunistas nunca mais regressaram ao anterior nível de votação que tinham, mas nas eleições de 1999, após o primeiro quadriénio de Guterres, subiram um pouco, recuperando 2 assentos na AR. A demissão em 2001 do governo de Guterres, que sempre foi boicotado pelos comunistas, foi fatal a estes últimos: nas eleições de 2002, ganhas pela direita, os comunistas desceram para o mínimo histórico de 12 deputados.

    Com Sócrates no poder, os comunistas conseguiram ganhar 1 deputado nas eleições de 2009 e 1 deputado nas de 2011.

    Este conjunto de dados (embora não exaustivo) sustenta exactamente o contrário do que Câncio afirma. Também haveria que considerar aqui o efeito Gorbatchov e o fim do comunismo na URSS, evidentemente. Mas para o PCP, a esperança de ganhar votos com a direita no poder não tem qualquer fundamento estatístico. Quem costuma ganhar os votos que a direita perde é o PS…

    Aí é que está: o pouco secreto desejo dos comunistas e bloquistas é que o PS se desgaste no governo e rebente por fim em eleições (ver a catástrofe eleitoral do PS nas eleições legislativas de 1985 ou a recente derrota estrondosa do PASOK na Grécia), para poderem ser eles, finalmente, a ganhar os votos de descontentamento popular. O PS é desde 1975 percebido pelo PCP (e agora também pelo BE) como a barreira que impede o aumento da sua expressão eleitoral e como o principal beneficiário, na esquerda, dos votos de descontentamento com a governação de direita. Deitar abaixo esse muro, por todos os meios, tem sido uma das principais estratégias da extrema esquerda desde o 25A. O desgaste fatal do PS no governo é a grande e única esperança para conseguirem isso. PCP e BE não deitaram abaixo o governo de Sócrates propriamente para meter a direita no poder (embora soubessem muitíssimo bem que isso iria acontecer), mas para tentar rebentar com o PS nas eleições. O que mais uma vez não conseguiram.

    O PCP e o BE, além de não terem a mínima consideração política ou respeito ideológico pelo PS, têm-no na conta de inimigo supremo. É bom que nunca nenhum socialista esqueça isto.

  4. O joão está muito preocupado com os discursos do ps.Esta proposta da Moreira isabel (apelido primeiro, para confundir?) é na minha opinião contra o parlamento.Circula na net anonimamente. O que está em causa, é qualidade dos deputados.Para isso, há que reduzir o seu numero e aumentar os ordenados para termos gente competente e com independencia para legislar.Abandonar a empresa, para ir para a assembleia,para uns pode ser uma especie de” totoloto” para outros é so prejuizo.Não sou deputado,nem tenho familiares e amigos nessa condiçao.

  5. Falando de impunidade! A ministra, abriu a caixa de pandora com essa afirmação.Dentro de pouco tempo não temos governo.Força.

  6. Concordo com João. Esse discurso não convence. Falta humildade e auto-crítica ao PS. Há hoje o problema dos contratos ditos “blindados” com as PPPs nos quais o PS tem muitas responsabilidades; a política de ataque aos funcionários públicos, designadamente a que foi conduzida pelos ministérios da educação e da saúde, e que reduziu a base de apoio do PS; e a gestão privada dos hospitais públicos (que já vinha de Durão Barroso) que é uma forma de descapitalização do SNS. Enfim… falta aí alguma auto-critica ao PS, creio eu.

    Quanto aos objectivos dos partidos à esquerda do PS no derrube do governo, o que F. Câncio diz não é exacto. Do que se sabe, concretamente, é que o PCP e o BE pretendiam (e pretendem) a renegociação da dívida. O PCP é mais radical que o BE, pois aceita a saída de Portugal da zona euro e da UE. O PS, como é evidente, está em profundo desacordo com isto. São essas “divergências políticas insanáveis” (F. Assis) que inviabilizam uma coligação PS/PCP/BE. Percebe-se que é, hoje, mais provável um governo PS/PSD (sem os neoliberais do PSD, como é evidente) do que um governo PS/PCP/BE. Assim sendo, a diferença ideológica entre o PS e o PCP/BE acaba por ser maior que entre o PS e o PSD. Relativamente ao CDS não comento, pois esse partido tem muito pouca consistência ideológica.

    Quem traiu o eleitorado de 2011 foi Passos Coelho, que afirmou que derrubava o governo Sócrates devido á austeridade excessiva mas acabou, em deriva voluntarista, por aplicar ainda mais austeridade do que a troika o obrigava. E agora, devido às dificuldades financeiras, acabou também por trair o próprio liberalismo que foi também a sua bandeira eleitoral. Mas isso será um mea culpa que o PSD terá que fazer, num futuro próximo…

    Quanto às razões, digamos que, estratégicas do derrube do governo pelo BE e PCP, bem… eu não pertenço a essas organizações, por isso fui perguntar.

    Segundo me explicou uma pessoa de um desses partidos, o medo era que a permanência do PS no governo a fazer “política de direita” descredibilizasse a esquerda de tal forma que, quando a direita finalmente ocupasse o poder — aconteceria, inevitavelmente, pois a austeridade na Europa daria em recessão mais ou menos por esta altura — pudesse depois executar o programa que está hoje a seguir, mas com condições políticas muito mais “propícias ao liberalismo económico” do que as que hoje dispõe. Disse-me também essa pessoa que se Sócrates tivesse continuado no poder e fosse agora a eleições, a direita iria fazer campanha a dizer que a culpa era do socialismo, e que o resultado eleitoral do PS poderia cair para os 20%; que o próprio BE e (embora em menor escala) o PCP teriam dificuldade em fazer campanha no meio de toda essa demagogia anti-socialista. A direita teria, então, condições para obter uma vitória eleitoral como já teve no tempo de Cavaco, uma maioria absoluta do PSD obtida cavalgando uma plataforma eleitoral neoliberal. Disse-me também que a Constituição estaria em grave risco.

    O que é que acham destes argumentos?

  7. Os marxistas riem-se do que vocês aqui escreveram, que consideram visões subjectivas e decadentes da história. Os do PCP dirão que é um exemplo de ideologia burguesa. Eles acreditam no poder da matéria (a super-estrutura económica) sobre as ideias (a ideologia). O PCP e, em menor grau, o BE são contra a integração europeia e a zona euro. O PCP considera a União Europeia uma força de integração económica capitalista.

    O PCP defende a reestruturação da dívida e a saída da Europa, colocando Portugal numa rota paralela às economias emergentes do Sul da América. Os próprios marxistas culturais, que preponderam no BE, relativamente aos marxistas ortodoxos que preponderam no PCP, defendem isso, mas com certas nuances (são, aparentemente, mais europeístas, mas na prática também colocariam Portugal de fora da zona euro e, portanto, numa tentativa rota de afastamento da UE).

    Vejam a Jangada de Pedra, livro já com muitos anos de José Saramago, e onde era a própria meseta ibérica que se separava da Europa e se movia para o Hemisfério Sul.

  8. joão pft,tem sido sempre assim.Dentro de dias estão a defender as politicas do ps.A´te a reforma agraria de barreto vieram defender anos mais tarde.O que revela este comportamento? ao pcp só interessa” o quanto pior melhor”.aos bloquistas o interesse é aumentar a sua base social de apoio à custa do Ps,com o resultado desastroso que se verificou nas ultimas eleiçoes.Por causa do imobilismo é que o” comunismo” do leste morreu na miseria.

  9. No que diz respeito à europa estamos mais proximos do Psd.Na defesa das conquistas de abril por exemplo estamos mais proximos do Pcp e bloco,pese embora a reiterada politica de derrube dos governos do ps,com a posterior vitoria da direita,cujas consequencias são visiveis na perda de direitos.

  10. Julio o seu argumento é factual.,portanto não há duvidas.mas uma coisa é certa,a ideia do pcp era essa ao derrubar o governo do PS, aumentar a sua base social de apoio.Avaliou mal a situaçao tal como o bloco nas ultimas eleiçoes que pensava comer votos e deputados ao ps e foi o que se viu. perante isto não posso deixar de estar de acordo com artigo de fernanda cancio

  11. a comunada do pc e do tijolo não querem e não podem governar porque no dia que isso acontecesse caía-lhes a máscara e o eleitorado que ainda acredita em milagres evaporava, portanto a técnica é dizer mal de tudo e principalmente do ps para se manterem no mercado eleitoral e sacarem umas subvenções do sistema que combatem. já imaginaram louceiros & geróminos na tribuna do governo a fazer apelos a greves, manifestações e outras instalações de rua com que a intersindical costuma brindar a mobilidade dos contribuintes.

  12. Concordo com o que a Fernanda escreveu, exceto talvez na parte que o Júlio muito bem nota, pois, com a direita no poder, tem-se visto que, quer o PC, quer o BE, não se têm dado muito bem eleitoralmente.
    Voltam à baila os contratos “blindados” nas PPP’s que também servem para demonstrar a ineficiência do governo.
    Mas alguém sabe que tipo de blindagem é que esses contratos terão tão eficaz que ninguém a consegue penetrar?
    Não será isso apenas uma desculpa para nada fazer?
    Não seriam as pensões de reforma blindadas ao seu não cumprimento?
    Não é um contrato qualquer blindagem suficiente?
    Cumpre-se ou não se cumpre, e quando não se cumpre indemniza-se.
    Quanto ao que a Isabel diz ser necessário, de acordo, exceto no que diz respeito ao número sete, pois se o deputado for bom, porque é que não há-de continuar a ser útil ao povo que representa?
    Será qie só se consegue ser criativo, competente, honesto, trabalhador, dedicado, esforçado, responsável, produtivo, capaz durante dois mandatos?
    Já agora, o parlamento não é um emprego é apenas uma forma de servir a democracia e os seus pares, o mal é que o confundiram com uma entidade patronal e há por lá muita gente que não trabalha, apenas vai ao “emprego”.

  13. Estradas de Sócrates dão prejuízos de 5,7 mil milhões: Concessões assinadas pelo anterior Governo representam 54% do total do buraco das PPP.

    E andam os seguidores desta aberração a preparar-lhe o regresso. Entretanto goza férias milionárias à custas dos honorários públicos.Seja às custas dos otarios que pagam com suor e sangue o seu sustento

  14. Nuno, quando os comunistas afirmam defender políticas social-democratas ou do socialismo democrático, creio que não o fazem pelo fim em si dessas políticas, mas com o objectivo de mover a sociedade numa direcção mais consonante com os seus objectivos de longo prazo. Interessa-lhes, sobretudo, conseguir a tomada do poder por via eleitoral; para tal, necessitam de duas coisas contraditórias, necessitam do seguinte par hegeliano tese/antítese:

    1º) Uma situação económica calamitosa, que ponha as classes médias em enorme stress financeiro;

    2º) Um programa eleitoral que apele ás classes assim empobrecidas, que eles chamam de “pequena e média burguesia”.

    Em segundo lugar, também lhes interessa a alteração da correlação de forças entre “o capital” e “os trabalhadores” a que conduz uma sociedade onde o rendimento está mais bem distribuído; mas querem ser eles a tomar conta do processo e a dirigi-lo, por forma a introduzirem a pouco e pouco modificações do aparelho económico: nacionalizações, reforma agrária… Note que, após o colapso da URSS, eles hoje acham que tais alterações têm que ser feitas lentamente, por forma a que a “cultura socialista” e “o homem novo” possam ter tempo de maturação.

    Curiosamente, o sucesso desta estratégia tem ocorrido apenas em regimes democráticos de Constituição presidencialista. Nesses países é mais fácil centrar a propaganda eleitoral numa figura carismática. Isto é talvez contraditório com o marxismo-leninismo, onde o indivíduo é sempre subsidiário relativamente ao colectivo. Eles sabem isso, mas descobrem hoje grande consolo em Gramsci; na dialéctica entre o indivíduo e o colectivo, entre a cultura e a estrutural social, etc.

    Em Portugal há uma dificuldade de monta para os comunistas, e que deriva da integração de Portugal na UE e do caos económico que seria uma saída caótica da UE. Isso torna-lhes muito difícil o “avançar latino”, com calma. É que a primeira coisa que precisam de fazer é sair da UE e da zona euro. Assim sendo, os comunistas precisam de Portugal maltratado ou escorraçado pela UE — como parece estar a acontecer — para poderem ter alguma esperança de sucesso.

    Convirá, entretanto, perguntar á Sra. Merkel se é esse o seu plano…

  15. Os encargos que o Estado assumiu com as Parcerias Público Privadas (PPP) vão custar os portugueses 13, 1 mil milhões de euros, durante os próximos dez anos, segundo um estudo da Ernest & Young, soube o “Diário de Notícias”.

    Este estudo sobre 36 PPP, nos sectores rodoviário, ferroviário, saúde e segurança, foi encomendado pelo governo à consultora internacional, mas ainda não foi apresentado publicamente.

    Até ao final dos contratos, sendo que alguns só terminam em 2040, os custos chegam mesmo a atingir os 15 mil milhões de euros. Contudo, a parcela maior vai ter de ser paga nos próximos dez anos – 13,1 mil milhões de euros. Só as PPP rodoviárias têm um peso de 8,8 mil milhões de euros.

    Estes valores obrigam a uma renegociação dos contratos, o que, numa primeira fase, permite uma redução de 1,2 mil milhões de euros entre as Estradas de Portugal e cinco concessionárias.

    Nisto tudo, difícil vai ser a renegociação das ex-scut (vias sem custos para os utilizadores), já que é aqui que o governo vai conseguir poupar a maior parcela dos quase 4,5 mil milhões em rendas que o Estado paga em PPP.

    Recorde-se que nos últimos tempos, as PPP têm sido apontadas como uma das despesas que o Estado tem de cortar. Além disso, estão envoltas em suspeitas, devido à falta de transparência dos contratos e à fórmula usada pelo Estado para remunerar os privados.

  16. João as boas politicas de matriz social democrata,são um impedimento para afirmação do Pcp. Todas as derrotas do ps( algumas com com o voto do pcp em moçoes de censura), têm conduzido a direita no poder,dando origem na maioria das vezes a um retrocesso social.O ps quando regressa ao poder, encontra sempre os portugueses com menos direitos sociais do que aqueles que deixou. É nesta rotatividade que o pcp aposta,pois sabe as consequencias que isto tem na vida dos portugueses e o excelente contributo que dá para a sua estrategia de tomada de poder.O quanto pior melhor posto em pratica por lenine é a tatica paciente do pcp para um dia chegar ao poder.Rezo, para já não estar cá se um dia esse desastre acontecer.Espero que a europa, não faça o que o jõao diz e bem, de andar a facilitar a vida aos partidos que não a partilham por defenderem projectos de sociedade alicercados em ditaduras altamente repressivas e assassinas.

  17. Curiosidades…

    Como classificar quem fica absolutamente escandalizado com a transferência do “trabalho”para o “capital” que seria operado através das alterações ao imposto da tsu, mas diz sentir-se orgulhoso pela obra feita no período Sócrates onde, como nunca, os impostos dos portugueses foram desviados para o tal “grande capital”)
    (Etiquetas: zorrinho, banca, seguro, construtoras, etc.).

  18. Uma das melhores resposta a este post de saudosos é a de Isabel Moreira no post que se lhe seguiu.

    «O projecto de resolução do Bloco de Esquerda para a renegociação da dívida pública foi chumbado pela maioria PSD/CDS e PS, mas teve o meu [Isabel Moreira] voto favorável e a abstenção de seis socialistas.»

  19. O PS tem como estratégia para o país aprofundar a integração europeia, quer, explicitamente, federalismo. Ora, esta proposta de entregar Portugal completamente à Alemanha só pode significar duas coisas, ou o PS é um partido explicitamente lesa-pátria ou não faz ideia do que fazer e quer que outros, a Alemanha, façam por ele.

  20. Quem pôs o pais nas mãos da Alemanha, foi quem o empurrou para o resgate,o resto é conversa da treta.São os remorsos que movem este tipo de comentarios!

  21. Nuno, há quanto tempo anda o PS a dizer que a UE deve avançar para o federalismo? Verá que já é antes da crise, e que agora apenas se acentuou ainda mais, quer dizer, faz parte quer identidade ideológica quer das soluções concretas para a crise do PS actual.

  22. O problema, agora, é a fraqueza actual do Ocidente que, devido ao processo de desindustrialização que sofreu, tem menos recursos que no início desse processo, há 20 anos atrás. E em vez de ir à raiz do problema — a globalização mal feita e uma absoluta falta de controle sobre a indústria financeira (eu diria melhor, é hoje a indústria financeira que se imiscui como não devia no processo político, no Ocidente) — sacrificam-se os peões (PIGS) na frente de batalha e espera-se que a economia recupere, por obra e graça da divindade do neoliberalismo.

    Assim não vamos a sítio nenhum. Ou melhor, vamos para um certo sítio, vamos, e os leninistas nem vão precisar do quanto pior melhor; o pior é-lhes oferecido, assim, de bandeja.

  23. João, anda ha anos!mas nada adianta, nesta europa comandada pela direita e com este tipo de direção onde quem manda é quem mete mais dinheiro,mesmo que tenha retorno. Dá-me vontade de rir e de chorar, ao ver a impotencia de Durão Barroso nesta organização europeia.A europa é uma desilusão.Há dinheiro para muita coisa,mas já não há, para um pais poder resolver as crises mesmo que acionadas por terceiros.

  24. Nuno, a meu ver é evidente o que você diz.

    Quanto ao pior melhor com que jogam aqui os comunistas, uma coisa é também evidente, já desde Marx se dizia que o capitalismo leva a estas situações, portanto seja-se ou não comunista, não se pode dizer simplesmente que os comunistas esperam pelo pior uma vez que eles já diziam a todos (os seus escritos não são secretos) desde o ínicio para se esperar este tipo de situações que vivemos hoje em Portugal.

  25. “…pela obra feita no período Sócrates onde, como nunca, os impostos dos portugueses foram desviados para o tal “grande capital”)

    pois é oh amorpho! no tempo do socrates os impostos serviam para pagar estradas, hospitais, tratamento de lixo e abastecimento de água. agora não há obra, nem cobrança de impostos ao ganda capital.

    http://economia.publico.pt/Noticia/estado-concedeu-beneficios-fiscais-de-mais-de-cinco-milhoes-a-37-empresas–1564962

  26. Fónix, já não há cú para a conversa das PPPs.

    Adito só o seguinte : foi um regabofe mas não se gamou salários nem pensões nem se aumentou taxas moderadoras nem bem essenciais , reformaram-se escolas, estradas, saneamento básico, assistencia na saude , creches, blablablabla.

    Em contrapartida com estes que lá estão, pagamos o dobro dos impostos , o defice não diminui, a divida aumenta e o regabofe de despesismo deu lugar ao abate de tudo quanto é serviço publico prestado á sociedade.

    Penso que quanto a regabofes e competencias estamos conversados.

  27. o amor compreende-se, agora que Isabel Moreira; Proponho gaste tempo a elaborar sete regras para a Constituição todas da mais completa irrelevância passando completamente ao lado das incompatibilidades só evidencia o grau de alienação por estas bandas. não amará sócrates, mas o ex-pm era bem capaz de propor alterações daquelas, lá isso era.

  28. pois é ignatz, eu sei. mas a minha estupidez resume-se a dar cá uma saltada de quando em vez. E vejo-te sempre. como a estatística me diz que não pode ser coincidência, só te posso lamentar. tu não tens cura.

  29. cadê essa surpresa eleitoral dos países baixos que prometias para breve? ainda andam a contar os votos, só pode. troca de teclado para responder, que este tem sotaque de emigra.

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