Exactissimamente

Uma escola que tem por cá ilustríssimos seguidores, de alguns dos mais lidos cronistas ao mais lido dos diários. Ai o cronista escreve mentiras? Não interessa, "é a opinião dele" - e "as pessoas gostam". Ai o título não coincide com o que está na notícia? Eh pá, se pusermos a verdade no título ninguém lê. Acusámos a pessoa e nem a ouvimos? Ela que nos ponha em tribunal - se tiver dinheiro para isso e se atrever a ser vista como inimiga da liberdade de expressão. O sucesso desta "escola de pensamento" é tal, de resto, que já estamos no ponto em que quem passa por maluquinho é quem se encarniça em, apresentando factos, denunciar mentiras. Como se a verdade fosse uma espécie - particularmente pouco sexy - de mania.


Sol, vistas e manias

20 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Tudo se resume à Justiça que nos é servida, nos moldes em que funciona
    só se torna num entrave à busca da verdade e de cobertura aos caluniadores!
    Não se pode aceitar a invocação da liberdade de expressão para caluniar por-
    que, essa liberdade acaba onde começa a liberdade dos visados!!!

  2. Temos que saudar quem aponta factos diferentes e interessantes para pensar. Estamos fartos de secretarios e ministro que aceitam benesses , numa optica sucialista e republicana justificavel, mas na moral burguesa condenavel.

  3. Uns baderneiros armados em ricos, uma vergonha de políticos que se dizem democratas.

    Vou de romaria a Santa Comba!

  4. Nem ao menos uma bocazinha, mesmo que ordinária para o 50º aniversário da velha ponte, porra!

    Ou serão apenas 42 aninhos?

  5. Diz a Câncio: «O sucesso desta “escola de pensamento” é tal, de resto, que já estamos no ponto em que quem passa por maluquinho é quem se encarniça em, apresentando factos, denunciar mentiras. Como se a verdade fosse uma espécie – particularmente pouco sexy – de mania.»

    Exemplos, assim a talhe de foice? Bom, que tal aquelas estórias da Hololandia que até a própria cronista glosa com alguma frequência? Ainda agora dei de caras com uma bem gira: a estória da Mucznik no inferno dos patêgos (que é o paraíso dos espertalhões, é claro)…
    https://www.youtube.com/watch?v=uV0171Nry5c

    Sim, queridos leitores, porque a estudiosa Ester Mucznik explica finalmente a força, a beleza interior, das almas mortificadas dos judeus que (segundo ela diz) metiam os outros judeus nas câmaras de gás às ordens dos nazis, e a sua enome vontade de sobreviver, o seu sublime apetite pela vida, o seu extraodinário instinto de conservação de seres humanos, apesar de já se saberem condenados à morte porque eram renovados todos os três meses.

    Mais comovente, só mesmo a vontade de aprender, de saber, de conhecer, das duas entrevistadoras e da própria Mucznik, que sabe que não sabe tudo, mas todos os dias publica novas lições de sapiência para edificação das massas. Obrigado, Ester Mucznik, parecem dizer os olhos das duas jovens, obrigado por tanta não-ciência, tanto coração, tão grande e desinteressada devoção à causa das grandes verdades eternas na educação das crianças e dos gentios.

    Para a semana, a estória do João Ratão que queria casar com a Carochinha, mas foram os dois gaseados pelos nazis, por Irene Pimentel. Não desliguem.

    E entrementes, para ir fazendo boca, não percam este pequeno vídeo do produtor caseiro americano que dá pelo nome de Dean Irebodd:
    http://codoh.com/library/document/1527/
    [cliquem em “Full version”]

    Dura 50 minutos, mas vale por horas infindas de explicações básicas, e não me parece concebível que não atinja até o mais empedernido dos milagreiros: as maravilhas do mundo de pernas para o ar reduzidas a cacos, sem resposta possível, pelo mais simples senso comum. Bloqueado no You Tube porque “This video contains content from BBC Worldwide, who has blocked it in your country on copyright grounds». Pois sim.

    Já lá dizia a cronista que quem passa por maluquinho…

  6. E por que razão ninguém comenta este comentário?

    Não exemplifica ele limpidamente a tese do certeiro Artigo de Fernanda Câncio?

    Ou exemplifica limpidamente de mais e faz-nos por isso emudecer?

    Ou será apenas porque dele transparece uma obsessão tendencialmente doentia com este tema?

    Ou então porque estamos demasiado cansados do mesmo e não temos vontade de o voltar a enfrentar?

    Mas, em todo o caso, se ele se enquadra na tese da Câncio e nós até estamos de acordo com ela, por que não merece ele um só comentário de resposta?

    Será porque afinal estamos todos a fazer como no aforismo do Frei Tomás: faz o que ele {ou a Fernanda] diz, mas não o que ela(e) faz?

    E se as “verdades” adquiridas sobre Auschwitz forem como as “verdades” adquiridas sobre Deus? Sobre a Família? Sobre a História Pátria?…

    Ou desconfiamos todos, com muita ou pouca razão, de que o Gungunhana não busca apenas a VERDADE sobre Auschwitz, mas apenas uma justificação que aplaque a sua incredulidade face à possibilidade real de aquilo que o pensamento massificado ocidental “pensa” sobre o Holocausto ser mesmo verdade, no essencial, manchando assim a sua crença na superioridade moral, intelectual e civilizacional da Alemanha – se não mesmo da “raça ariana”?

    Mas nada, silêncio, ninguém está para aí virado…

    Ao menos poderia algum de nós perguntar ao Meireles: ó, pá, e no colapso estrutural, tão idêntico, das duas Torres Gémeas, que até parece um decalque, também acreditas? E no “ataque” ao Pentágono? Com um avião comercial que se evaporou todinho, com passageiros e carga, quando explodiu? Também acreditas nisso? Se responderes NÃO, talvez consigas cativar alguém para começar a olhar para o Holocausto com os mesmos olhos com que nós, outros, olhamos para a América em geral e essa espécie de pústula chamada Israel em particular.

  7. Em primeiro lugar, muito obrigado pela sua detalhada resposta.

    Porém, como Engenheiro Civil, não me interessa tanto especular sobre os “comos” e os “porquês” de uma operação colossal, que desconheço em absoluto (como fazer implodir as duas Torres Gémeas da mesmíssima forma), mas sim ter absoluta consciência da impossibilidade física de conseguir tal feito apenas de uma forma acidental e improvisada. Impossível, ponto final. Tanto quanto ver dois veículos idênticos despistarem-se à mesma velocidade, no mesmo local, e as trajectórias dos despistes serem, por MERO ACASO, rigorosamente idênticas. IMPOSSÍVEL. E as consequências são evidentes, para quem as quiser retirar: só uma operação minuciosamente planeada de implosão controlada permitiria um tal feito. Como o fizeram? Ora, ora, meios é que não devem ter faltado e algum dia, finalmente, se saberá como foi e, então, quem ainda cá estiver poderá abrira boca de espanto, ou apenas balbuciar “como é que nunca ninguém se lembrou disso?”…

    E agora vou ver se arranjo uns minutos para ver o tal documento do CODOH, que também me faz muita “espécie” alguma simplificação daquilo que realmente terá acontecido relacionado com a chamada “Solução Final”, pois o que vi em Auschwitz deixou-me algo perplexo. Mas também esmagado – daí que não me sinta capaz de tirar conclusões apenas por mim próprio.

  8. Impero Davvero: Em primeiro lugar, muito obrigado pela sua detalhada resposta. Porém, como Engenheiro Civil, não me interessa tanto especular sobre os “comos” e os “porquês” de uma operação colossal, que desconheço em absoluto (como fazer implodir as duas Torres Gémeas da mesmíssima forma),

    Que tal enfiar dois aviões enormes (e ainda carregados de combustível) da mesmíssima forma e mais ou menos à mesma hora no interior das ditas? E depois reparar nos singelos factos de que ambos explodiram dentro delas e que as quedas verticais de ambas começaram aos níveis exactos da penetração dos aviões? Mesmo método testemunhado pelas câmaras, mesma fragilização das estruturas, mesmo efeito de pancaking, mesmo resultado final com uma quase simultaneidade explicável pela contribuição do impacto final da queda do primeiro gigante na outra estrutura analogamente fragilizada na sua vizinhança imediata. Não vejo onde está o mistério.

    mas sim ter absoluta consciência da impossibilidade física de conseguir tal feito apenas de uma forma acidental e improvisada. Impossível, ponto final.

    Enfiar dois enormes aviões idênticos dentro de dois arranha-céus gémeos e vizinhos um do outro parece-lhe «uma forma acidental e improvisada»?

    Tanto quanto ver dois veículos idênticos despistarem-se à mesma velocidade, no mesmo local, e as trajectórias dos despistes serem, por MERO ACASO, rigorosamente idênticas. IMPOSSÍVEL.

    Não acredita, portanto, que as torres gémeas foram impactadas por dois aviões praticamente da mesma forma?

    E as consequências são evidentes, para quem as quiser retirar: só uma operação minuciosamente planeada de implosão controlada permitiria um tal feito. Como o fizeram? Ora, ora, meios é que não devem ter faltado e algum dia, finalmente, se saberá como foi e, então, quem ainda cá estiver poderá abrir a boca de espanto, ou apenas balbuciar “como é que nunca ninguém se lembrou disso?”…

    Limito-me a repetir duas perguntas que já antes coloquei.

    Para apreciar a verosimilhança de uma tal operação, considere os imensos preparativos difíceis de esconder de uma demolição controlada dessa envergadura. Não é através de meia dúzia de operacionais a assobiar para o ar e a «esquecer» mochilas de estudante cheias de trotil em pontos chaves da estrutura, na véspera da demolição, que ela se consegue. É um bocadinho mais complicado e tem necessariamente de dar nas vistas, sobretudo em edifícios repletos de instituições (financeiras e outras) com seguranças próprias.

    Como é que se explica então:

    1) A necessidade do imenso risco acrescido e com que finalidade, depois do impacto dos aviões? Ou não houve impacto nem explosão dos aviões no interior das duas torres? Imagine que um dos aviões não tinha conseguido a penetração e explosão, ou nem sequer tinha conseguido sobrevoar o espaço aéreo de Nova Iorque. Como é que se disfarçaria a secreta demolição controlada da torre a que estava destinado? Ou não se teria procedido a essa demolição, evacuando às escondidas e à última da hora (provavelmente por artes mágicas análogas às da sua secreta instalação prévia) as cargas e outros materiais que a preparavam?

    2) A limpeza final da operação, que não parece ter deixado rastos, nem sinais detectáveis, nem o mínimo testemunho indiciante dos complicados e prolongados preparativos de uma demolição controlada?

    E agora vou ver se arranjo uns minutos para ver o tal documento do CODOH, que também me faz muita “espécie” alguma simplificação daquilo que realmente terá acontecido relacionado com a chamada “Solução Final”,

    «Solução final da questão judaica» era uma expressão consagrada desde o século XIX para a emigração dos judeus, e não só na Alemanha, mas até pelo Theodor Herzl, fundador do sionismo moderno, em carta ao czar da Rússia. O protocolo de Wansee, de resto, e contrariamente ao que se procura fazer crer, até usava uma expressão mais completa: a solução final territorial da questão judaica.

    pois o que vi em Auschwitz deixou-me algo perplexo. Mas também esmagado – daí que não me sinta capaz de tirar conclusões apenas por mim próprio.

    Isso de não tirar conclusões por si próprio é muito perigoso. Não deite fora a única arma que tem num mundo repleto de irracionalidade, propaganda e crenças descabeladas.

  9. Convém sermos precisos e por isso esclareço que mencionei a «quase simultaneidade» dos dois colapsos, mas na realidade nem sequer disso se pode falar: a torre Sul colapsou às 9:59 e a torre Norte às 10:28, ou seja houve meia hora de intervalo entre os dois colapsos.

  10. Impero Davvero: «Impossível, ponto final. Tanto quanto ver dois veículos idênticos despistarem-se à mesma velocidade, no mesmo local, e as trajectórias dos despistes serem, por MERO ACASO, rigorosamente idênticas. IMPOSSÍVEL.»

    Permita-me usar o seu próprio exemplo, nos seus próprios termos, partindo agora do princípio que não rejeita como facto histórico que cada uma das torres foi impactada por um enorme avião carregado de combustível que explodiu no seu interior.

    Se, conforme afirma, «só uma operação minuciosamente planeada de implosão controlada» poderia permitir o colapso das torres da forma que se verificou, e que de outra forma seria «tão impossível quanto ver dois veículos idênticos despistarem-se à mesma velocidade, no mesmo local, e as trajectórias dos despistes serem, por MERO ACASO, rigorosamente idênticas», por que razão é que, com tanto planeamento minucioso para criar a impressão (errada) de que o colapso se teria devido apenas aos aviões, não se escolheu outra forma de colapso tão possível quanto ver dois veículos diferentes despistarem-se a velocidades diferentes, em locais diferentes, e as trajectórias dos despistes serem igualmente diferentes?

    Estas coisas do «tão possível como» ou «tão impossível como» dão nisto.

  11. Precisão para evitar confusões: onde está «poderia permitir o colapso das torres da forma que se verificou, e que de outra forma seria» leia-se «poderia permitir o colapso das torres da forma que se verificou, e que sem essa implosão controlada seria».

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