Exactissimamente

Carta aberta a um possível candidato

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Adenda

Seria interessante saber em que altura Sampaio da Nóvoa se convenceu de que daria um magnífico Presidente da República. Será um sonho de infância ou de adolescência? Surgiu-lhe quando visitava o Palácio de Belém à época em que era consultor do primeiro Sampaio? Terá aterrado na sua ilustríssima cabeça aquando da organização do 10 de Junho em 2012? Ou é fenómeno ainda mais recente, de meses? Conhecer esse calendário íntimo talvez permitisse decifrar um candidato cujo discurso é vexante e não tem ponta por onde se pegue.

Esta entrevista foi dada na sequência da apresentação da sua candidatura presidencial. Ou seja, é suposto que nesta altura ele já esteja em campanha. E estar em campanha implica ter previamente decidido quais são as principais mensagens que se quer transmitir. Pois bem, no final da entrevista foram estas as três principais ideias que retive:

– Sampaio da Nóvoa considera que o principal problema de Portugal radica na falta de uma ideia de futuro para Portugal.

– Sampaio da Nóvoa pretende ser Presidente da República para ouvir as pessoas e, a partir do que vier a ouvir, conseguir estabelecer que ideia seja essa.

– No entretanto, Sampaio da Nóvoa ocupará o tempo que medeia até à sua eleição no esforço de explicar ao País a sua própria ideia para o País – “uma e outra vez, e outra vez, e outra vez” – ideia essa que nasce de mais ninguém ter tido ideias, garante, e a qual consiste em ouvir as ideias de toda a gente ao mesmo tempo que se olham essas pessoas nos olhos pedindo confiança e espalhando energia. Ah! Não esquecer que a ideia com que for eleito terá de ser respeitada, independentemente dessa outra ideia que irá sacar aos portugueses após a sua audição. Isto ficou dito, é conferir.

Eis uma figura que parece a réplica vingativa de Seguro, embora menos tonta do que o original, alimentando o mesmo “magma de afectividade” e cultivando o mesmo populismo antipartidos de quem se imagina superior à política. Mas o mais extraordinário, ou assustador, é constatar que as suas palavras apagam a própria História. Ele descreve o País e a sua missão no topo da hierarquia do Estado como se tivesse aterrado em Portugal em 2015 e nada soubesse do nosso passado para além de generalizações e abstracções. Só se sente à-vontade para apresentar factos e referentes concretos quando fala da sua experiência académica ou biográfica. Quanto ao que se tem registado desde o 25 de Abril no regime e na comunidade, nicles ou merda. Daí o seu entusiasmo com o vocábulo “confiança”, precisamente aquilo que temos para gastar com os estranhos. Quão mais afastado do nosso quotidiano, mais confiança temos de convocar para permitir que alguém entre na nossa intimidade. Faz todo o sentido que se concentre no pedido da confiança.

Uma das piadas do ano está a ser a criação do mito a respeito dos seus dotes oratórios. Nunca a capacidade para o copy/paste tinha sido tão valorizada cá pelo rectângulo. Ora, sem o papel à frente, uma entrevista revela muito melhor os seus recursos dialógicos. O que saiu nesta ocasião foi confrangedor, e não me refiro só à vacuidade transversal a qualquer uma das temáticas abordadas. A perplexidade é a de que nada se salva. Aliás, algumas passagens merecem castigo. Como esta:

"- O que é que significa que estará numa luta intransigente em defesa do Estado social?

- Significa que quando alguém se apresenta a uma candidatura com esta responsabilidade tem que dizer claramente quais são as suas ideias para o País. E, em particular, no caso do Estado social, as minhas ideias são claras. Eu acho que Portugal precisa de ter um Estado social na Educação, na escola pública, no Serviço Nacional de Saúde, nas questões do trabalho, nas questões da Segurança Social, precisa de ter uma sociedade que tenha essa coesão que é dada pelo Estado social. E precisa de ter um Estado que, além disso, tenha a capacidade de investir nos sectores estratégicos para o futuro. Um Estado que tenha capacidade de acção e de actuação. Eu creio que isso é absolutamente decisivo.

Agora, o Estado não substitui muitas dinâmicas da sociedade civil. Eu julgo que aliás uma das experiências, uma das aprendizagens, que esta crise nos trouxe é a extraordinária qualidade e dedicação do trabalho, sobretudo nos sectores sociais, no País inteiro. No País inteiro... Em associações ligadas à Igreja, em associações sociais, em movimentos diversos, nas próprias famílias que criaram uma malha, uma rede de apoio. Muitas vezes de apoio aos jovens, que vivem estas situações dramáticas de desemprego e de emigração. Muitas vezes de apoio aos netos. Noutros casos ao contrário, de apoio aos idosos, de apoio às pessoas que estão numa situação difícil do ponto de vista do envelhecimento. Eu acho que um dos exemplos mais extraordinários dos últimos anos foi esta capacidade de construir estas redes. Estas redes são muito importantes, estas redes são essenciais para o futuro de Portugal."

A única parte clara neste segmento está na pergunta. Ana Lourenço não lhe perguntou se ele sabia o que era o Estado social. Contudo, a sua resposta foi tão básica que se ficou por esse nível. O que a Ana queria inquirir remetia para o adjectivo “intransigente”; o qual é cabeludo, valente. Quem promete uma “luta intransigente” a respeito seja lá do que for está, acto contínuo, a declarar-se radical nesse ponto. Daí a relevância da pergunta.

Se a primeira parte da sua resposta é um nada onde cabe tudo, na segunda temos a defesa intransigente da política além-Troika e do discurso da culpa com que a direita decadente embrulhou a gula pelo pote. Descrever o propósito do empobrecimento e do desmantelamento do Estado social como a génese do “homem novo” que cria redes solidárias “essenciais para o futuro de Portugal” só não provocou o mínimo alarido porque se calhar ninguém conseguiu aguentar a entrevista até essa altura e a própria Ana Lourenço terá fingido que não ouviu.

Sampaio da Nóvoa é um provinciano. E uma excelente pessoa que deseja ardentemente aumentar o número de casos onde se valida o Princípio de Peter. Infelizmente, do que precisamos na Presidência da República é de um candidato que o fosse a contra-gosto, por obrigação, empurrado à força. Do que não precisamos é destes todos que se babam na via pública sonhando-se com autoridade para nos massacrarem com o seu bocejante narcisismo.

41 thoughts on “Exactissimamente”

  1. Diga o que quiser de Sampaio da Nóvoa. Agora Oliveira Martins tem tantas hipóteses de ser eleito como eu. Nem é mau homem, é honesto mas foi um fraco, fraquíssimo ministro das finanças. O tribunal de contas é respeitado mas não tem autoridade.

    O homem representa uma cultura muito lisboeta, uma classe média alta que ronda entre a Gulbenkian e o são Carlos, é totalmente desprovido de carisma, não tem qualquer capacidade de desenvolver uma ideia nova, é o velho Portugal do Dantas.

    Entre ele, Marcelo e rio não tenho dúvidas que qualquer deles o bateria. O primeiro, com todos os defeitos que possa ter, é muito mais ágil de espírito e de empatia. O segundo tem obra feita, tangível.

    Lamento, não tenho nada contra o homem, é uma das poucas pessoas decentes que por aí andam, mas pura e simplesmente não tem rasgo. Não passa no voto popular.

    Quanto a provincianos: também eu sou e com muito gosto. Porém digo-lhe, mais vale ser tosco saído do campo que um caco de louça de faiança de Sacavém a julgar-se minton.

  2. eu digo que sim, que é mesmo isso, mas a este texto – não ao outro. isto porque a brilhante ponte encontrada com o princípio de Peter à classe política, e ainda mais neste caso visto tratar-se de um político por ser ou de um académico a querer não ser político, é estrondosamente inteligente. e arrisco, ai como é bom arriscar!, afirmar que será mesmo uma generalidade possível encaixarmos o princípio de Nixon na classe política.

    não se tratando de uma crítica mas sim de um facto, fica completamente explicada a necessidade de rotatividade dos postos de trabalho na gestão, e supervisão geral, da Cidade. ando convencida de que os políticos esquecem-se de que estão a trabalhar e a ser remunerados, com o privilégio de que a sua remuneração não depende da avaliação de desempenho, por isso.

    era tão interessante que alguém se debruçasse academicamente sobre isto. estou a lembrar-me que, por exemplo, será o princípio de Peter a conseguir explicar a corrupção na política.

    (pode ser uma carta aberta ao Sampaio da Névoa) :-)

  3. Desculpe, Valupi, mas não é nada exacto que um homem se defina inteiro numa entrevista. Não há ali nada de especial, é verdade. Mas o homem é íntegro, quanto sabemos, e quer chegar ao coração dos portugueses, fartos de serem escavacados por uma personagem pouco menos que inqualificável para o cargo que exerce. Mais um homem “distante” das pessoas (até ao desprezo, como foi Cavaco) é tudo o que os portugueses não precisam. Sampaio da Nóvoa tem alma. Se é mais provinciana que alfacinha, não perdemos muito com isso. Naquele episódio com o falecido marido de Maria José Morgado mostrou de onde vem. A direita vai adorar todos os “exactissimamente” como este que o Valupi publicou.

  4. acordaste tarde, a procissão já vai no adro, mas para o que é serve. desde que não se ponha a inventar novos partidos ou a querer governar, pode prefarciar-se à vontade que já estamos habituados.

  5. Valupi, vais ter de votar no Marcelo, no Rio ou em branco, não vai haver nenhum candidato meias-tintas, os Amado ou os Oliveira nem empurrados lá vão.
    Quanto ao discurso vexante e sem ponta que se lhe pegue até podes ter razão, embora eu ache que não a tens.
    Mas isso pouco importa, depois de Cavaco e de Passos Coelho vai ser sempre uma inevitável subida, igual ou pior é impossível.

  6. Por favor não ataquem o Sampaio Nóvoa , o PS escolheu está escolhido. O Guterres não quis o Vitorino não quis o Gama não quis o Sócrates não pode como tal habituem-se. !!!

  7. Até parecia que tinha “aterrado” no Blasfémias e estava a ler a
    helena matos! Não concordo com este exercício do Val tão pou-
    co com os comentadorfes de direita como o P.M.Lopes hoje no
    DN que, se ocupa da falta de experiência política de Sampaio da
    Nóvoa e da vivência partidária como se isso fosse imprescindível!
    Estes 40 anos de Democracia já fez afastar mais de metade dos
    eleitores da sua participação nos actos eleitorais, em grande par-
    te pelos maus exemplos dados pela partidocracia em vigor, desde
    os detentores da verdade o PCP até aos defensores da lavoura e
    dos reformados o CDS-PP, sem esquecer o grau abaixo de zero
    que são o p. ministro e o presidente em exercício!!!

  8. Post deplorável, revelador de uma visão clubística da política travestida de “análise”.
    O pior do PS está aqui representado: o aparelhismo bacoco e cego em todo o seu esplendor. Vale por uma coisa: perceber que não vale a pena votar PS nas legislativas.
    Alexandra Santos

  9. Caro Val,
    mesmo assim, prefiro engolir este do que apanhar uma diarreia com a ingestão de um dos outros. De qualquer modo, também não me entusiasmo com a proposta da Sofia.
    O Martins, para além de poder ser considerado um rapaz que gosta de coisas que aparecem na Gulbenkian ou no S. Carlos, tem pecado por permitir que o TC tenha sido utilizado na luta política, o que não faz parte das suas atribuições. Se a esquerda democrática não se conseguir mobilizar para arranjar outro de colheita decente tenho que colocar a cruzinha neste, sob pena de ter de aguentar mais quatro anos com um Cavaco em versão Pingo Doce ou Continente.

  10. O problema é que o homem quer ouvir ideias. Mau princípio. Há muitos IGNORANTZ por este país, abriladas e companhias, que dão o tom marreco à democracia que gostam de falar. Mais do mesmo, portanto.

  11. E depois, claro, o outro problema é que ele vem do PS, cujos políticos carreiristas facilmente o englutiriam nas suas visões ( à falta de melhor expressão) de (des) governação. Fica-te pelo meio académico e toma cuidado, que o princípio de peter existe mesmo.

  12. manuel branco, concordo contigo, Guilherme d’Oliveira Martins poderia perder para um bufão ultrapopular como Marcelo, ou mesmo contra uma piada ambulante como Santana, já para não falar do Rio. Aliás, ele até poderia ficar atrás do Neto e do Morais, sei lá. Mas, e daí? Porquê encarar as eleições presidenciais com esse cinismo estéril? Por mim, ter alguém em quem se acredita é muito mais importante do que apostar em burros que parecem mais rápidos do que a concorrência.

    Por outro lado, no caso de GOM aceitar concorrer, quem sabe no que ele se transformaria perante a necessidade de se dar a conhecer como futuro presidente? Nunca o saberemos, é o mais provável.

    O provincianismo de que falo em Sampaio da Nóvoa é o da universidade, o único assunto sobre o qual ele está capacitado para falar com proveito para a audiência política e o mundo onde ele vai buscar os exemplos acerca dos seus méritos. Acontece é que a universidade não passa de um território muito pequeno na comunidade que somos.
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    Olinda, essa do princípio de Nixon é um achado.
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    Maria Abril, não me baseio só nesta entrevista, mas também no famoso discurso do 10 de Junho que lhe deu a fama e noutras declarações. Porém, esta entrevista já tem um peso especial por acontecer após o seu anúncio formal para a corrida presidencial.

    O facto de ser íntegro (e sei lá eu) não é condição suficiente para exercer o cargo de Presidente da República. Não estamos a tentar escolher um santo ou sequer um professor de moral.

    A direita o quê? Tem juízo.
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    Eduardo J, votarei em consciência na 1ª volta, o que poderá levar a um voto em branco se se mantiver o elenco que tem vindo a público. E votarei útil numa eventual 2ª volta.
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    J. Madeira, se o teu problema são os “maus exemplos da partidocracia em vigor”, então aconselho-te a colocares pelo menos 3 cruzinhas no boletim: Nóvoa, Morais e Neto. Andam todos a pescar nas mesmas águas.
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    Alexandra Santos, o grau de alcoolemia no teu comentário já entra na categoria de crime. Repara:

    – Qual é o meu clube?
    – Que achas que tenho a ver com o PS?
    – De que aparelhismo bacoco estás a falar? Será daquele que foi apoiar Sampaio da Nóvoa no lançamento da sua candidatura? Ou será daquele que irá apoiar Sampaio da Nóvoa quando o PS lhe declarar o seu apoio?
    – Que tem a ver a minha opinião, ou a existência do candidato Sampaio da Nóvoa, com as legislativas e o voto no PS?

    Sim, sei bem que não estás em condições de teclar, mas vai dormir, bebe muita água e volta cá depois de passarem 48 horas para perceberes o que andaste a fazer.
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    Tatas, dá lá um exemplo de utilização política do Tribunal de Contas. Quanto ao Nóvoa, nada temas pois será o candidato do PS.

  13. Val, ainda recentemente vimos este tribunal se atirar como gato a bofe ao TC a respeito de gastos! Noutro douto parecer questionava experiências profissionais como se tivesse habilitações e poderes para tal. Num outro criticava-se os gastos de um governo regional pelo governador se ter alojado num quarto duplo para poder dormir com a sua legítima que se tinha deslocado a expensas suas! Será que o TdC tem a mesma visão nos gastos que envolvem a PR ou o PM? E que dizer sobre as críticas às PPP’s do tempo do Sócrates, deixando na escuridão dos gavetões as efectuadas por governos anteriores?
    Não será isto política?

  14. Tatas, não, nenhum desses casos é política a menos que demonstres que o é. Não o estás a fazer, apenas referes assuntos variados pela rama. Por exemplo, estarias tu em condições de demonstrar que o Tribunal de Contas só se debruçou sobre PPP de responsabilidade dos Governo de Sócrates? Aposto que não consegues.

  15. “Olinda, essa do princípio de Nixon é um achado.”

    que a bimba ache coisas exóticas, já estamos habituados. agora comparares o presidente dos estados unidos, que manda em tudo, com o presidente de portugal, que manda zero, é bué d’ignorância.

    “Por exemplo, estarias tu em condições de demonstrar que o Tribunal de Contas só se debruçou sobre PPP de responsabilidade dos Governo de Sócrates?”

    não é nada comigo, mas já que falas na coisa, deverias pôr aí exemplos do que afirmas em vez de mandar trabalhar os outros. podes começar pela verificação das contas dos submarinos.

  16. Não Val, não estou habilitado para tanto, estarás tu?! Mas recordo ainda o protagonismo de alguns dos seus membros na campanha de crucificação. E, francamente, não me lembro de ver relatórios a referirem males das PPP’s antes de 2004, já elas se faziam desde há dez anos. Quanto a não ser política estamos conversados. A deslocação da mulher do ilhéu é criticável publicamente, as dos restantes não! Se o TdC é assim tão imparcial, porque não veio a terreiro esclarecer? E quem audita o TdC? Faz-me sempre uma certa comichão ver os auditores darem espectáculo quanto a algumas auditorias ou a deixarem que outros o façam ficando num silêncio… Oportunista? Será?!

  17. Tatas, foste tu que trouxeste a problemática do Tribunal de Contas para o terreiro da suspeição política; logo, é a ti que compete a demonstração. Por mim, não me recordo de ver a actuação desse órgão a ser associada a tais práticas. Por outro lado, Guilherme d’Oliveira Martins tem uma imagem pública que se tem mantido imune a qualquer desequilíbrio institucional. Obviamente, posto que a função desse órgão é a de fiscalizar as contas do Estado, qualquer irregularidade que ele aponte a um dado Governo poderá suscitar suspeitas de perseguição política, mas repara como essa reacção se fica pelo mero fanatismo caso não seja demonstrada.

    O assunto é demasiado sério, e demasiado complexo, para entrar nele sem estudo.

  18. Aquele que chama bimba à Olinda, é de facto uma mão cheia de nada. De pontes nada entende mas alardeia «cá» um prontuário…
    Um daqueles que o favorite de MSoares nunca poderá encontrar, não vá pensar

  19. que li residem ideias. Já que anda à procura delas. Poxa, os marrecos são mesmo marrecos.

  20. Que classe a sua resposta ao meu comentário!
    Quanto à forma: diz muito sobre si. Quanto conteúdo: quero apenas esclarecer que talvez fosse mais apropriada se dirigida ao ex-líder da JS das propostas fracturantes.
    Alexandra Santos

  21. Ao que o Val chegou; propor uma batata intelectual, um inconseguido de verbo emaranhado de citações e frases de outrem à maneira da presidenta da AdR, um vazio político de quem nem uma ideia, um facto ou uma realização se conhece, um banana e amorfo que deixou o TdC ser utilizado escandalosamente anos a fio por um juiz ex-procurador contra o governo PS de Sócrates. Um tal de …, passou-me o nome, desapareceu-me tão rapidamente tal como o fanoso juiz ex-procurador desapareceu da vista dos portugueses mal esta maioria actual chegou à governança.
    Para quem não gostava de Seguro, o teatral arauto do falar grosso como pantomínia, querer colocar na presidencia um falalinhas-mansas e total indefinido político que, na sábia opinião do Valupi, nem precisa ser íntegro.
    À falsidade de um Presidente à la cavaco carregado de obras falsas Valupi quer um carregado de óperas bufas.

  22. sim, Val, é um achado de Rolando Bocanera, não é meu. meu mesmo é o passadiço que fiz do teu texto maravilhoso para o tal princípio que, muito resumidamente, diz assim: se dois erros não fazem o acerto, experimenta com três.

    (qual presidente dos EUA qual caralhos) :-)

  23. oh bimba, poupa-nos explicações de cultura merdosa colada a cuspo para armar ao cagalhão, qualquer curso do fundo de desemprego para formação de cabeleireiras fala disso e qualquer motor de buscar dá no mínimo 15 milhões de entradas para o princípio de peter e se embrulhares o nixon na pesquisa dá 2,8 milhões, já o rolando bocanera só da 2.700 entradas, o que é muito pouco para intimidades filosóficas.

  24. olha em português o ditado para a incompetência de nixon: não há duas sem três – isto significa que tens mais uma tentativa mesmo depois de estares convencido de que o saber se resume ao google e de que, por princípio, o nixon é o presidente. :-)

  25. ignatz: reforma antecipada por incapacidade mental não é vergonha alguma. eu estou cá caso precises de desabafar. vá, força. :-)

  26. Caro Val, agradeço a sugestão todavia, não se trata de um
    concurso de pesca de votos! Para mim, considero ser da
    maior importância a eleição de um Presidente da República!
    Óbviamente, nem o Morais da corrupção tão pouco o Neto
    dos moldes são candidatos para levar a sério! Agora, com
    boas bases e discurso mobilizador Sampaio da Nóvoa pode-
    rá ser o Presidente que o País precisa … tem vontade própria
    e limpo da politiquisse em uso corrente no arco da governação!

  27. Val, para mim, um órgão que permite que um ou mais dos seus membros venha dar entrevistas e/ou participe em efabulações fantasiosas vertidas da propaganda mais rasca, está a fazer política. O TdC é um corpo técnico, não um tribunal político. Dele quero ouvir pareceres técnicos e não opiniões sobre o que entende ser ou não ser. Nunca ouvi da boca do seu presidente uma palavra clarificando o assunto, permitindo por omissão, o que considero mal, o pecado da opinião individual, pois a isenção do TdC deve praticar-se ao ar livre e em consenso, e não nos corredores do poder.
    Já agora, tanto me dá que o PS apoie o Nóvoa ou não. Não é o PS que define o meu voto ou me dá indicações no assunto.

  28. olha, o Eanes não era um político e só entrou na política depois de ter ser eleito PR, até fez um partido e tudo. o Cavaco sempre disse que não era um político e, no entanto, viciou-se na dita até hoje. portantes, meu caro Val, essa questão do traquejo político para ascender a PR não é coisa de vida ou morte. vai tomar ar!
    com todo esse teu poder de observação no detalhe do perfil do candidato ainda vais ser convidado do Observador. o político presidensiável Jaime Gama já lá está a presidir o dito. gente fina é outra coisa!

  29. Ó IGNORANTZES, tu nada sabes. Aceita o convite da Olinda e reforma-te. Bá, num tenhas bergonha, éze um dos muitos portugueses que sofre da cabeça. oqueie.

  30. Ora beie, a abaliare o que por aqui se escrebe, eu acho que qualquer um pode se presidente da republica. Se o gajo souber gritar e desfilar na abenida da liberdade, e soubere olhar de lado para as tropas e concordar em alimentar os caballos da belém, tão reunidos os requisitos. oqueie.

  31. jaime gama há anos atras, andou em campanha para lider do ps.o resultado foi uma derrota estrondosa.o seu discurso fazia sono,não galvanizava ninguem.depois de cavaco pior é impossivel.não estou a ver sampaio da novoa a fazer o papel do homem de boliqueime.calma camaradas.é bom ser exigente.para a direita qualquer merda serve como temos a prova!

  32. guilherme o.martins ( sosia do mister bean ) não tem perfil para esse cargo.é um homem serio,mas independente demais para o meu gosto. a independencia tem limites , que entre outras coisas, passa pelo respeito ideologico do povo que o elegeu.

  33. poizé, a independência tem um preço. fretes à direita que os direitôlhos aplaudem, mas quando toca a votar é no que houver mais parecido com o bolicoise. até ver ainda não se apresentou nenhum de direita e as escolhas que se perfilam são a merda que se sabe e não há direitolo que se preocupe com a qualidade, o importante é elegerem um gajo que dê garantias de foder o próximo governo e aqui o amigo valupi preocupado com as cólidades intrinsecas dum pacóvio que quer ser presidente vs hipóteses de quem nunca manifestou querer sequer ser empurrado.

  34. Um gajo volta de férias e o disco continua riscado.

    Eis mais um comentário pleno de democracia, cultura, civismo e humanismo.

    Fifi

    “para a direita qualquer merda serve como temos a prova!”

    Resultados das eleições só prestam quando se lá metem os nossos..

    Cxralho, gente assim e outra coisa, ide linchar uns capitalistas para a Venezuela pa,

    a luta continua, Soares e Fixe, 150,000 empregos, austeridade inteligente, primeiro as pessoas.

  35. Ignorantz pá, fala-nos do maior democrata do pôs 25 de abril pá, o cheio de co-lidade bochechas. Aquilo é que era um cv como deve ser pá, mais milhas viajadas que um piloto da lufhansa em fim de carreira.

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