10 thoughts on “Este poderá bem ser o assunto político mais excitante do momento”

  1. Valupi, noto que este processo é uma não-notícia de carácter local que persegue o José Sá Fernandes desde 2014 (porque se lembrou de limpar as… ervas). Na altura, fizeram-se ouvir alguns blogues dos monárquicos lusitanos e de bandos de neo-nazis disfarçados. É estratégico, sabe-se que os seus legionários vão fazendo o trabalho de sapa em nome de um valor facilmente infiltrável e politicamente correcto que se chama “cidadania” (muitas vezes os blogues monárquicos e os neo-nazis propositadamente se confundem sob o manto de nacionalistas, na verdade). Há ainda uma fauna diversa de saudosistas (os abrunhos do CDS de que fala o DN vêm neste pacote), e que se mantêm activos mesmo no Aspirina B. Dou-te 5 minutos, vais ver.

    Nota, em destaque. De facto, a «mosaicocultura» dos neo-realistas portugueses decorada com um toque de colonialismo à anos 40 é uma coisa mesmo linda; idem mas com juros, outro tanto se poderá dizer sobre a agenda realista (!) dos neo-colonialistas em versão de 2016.

    Câmara de Lisboa vai acabar com brasões das ex-colónias no jardim da Praça do Império – PÚBLICO
    https://www.publico.pt/local/noticia/camara-de-lisboa-vai-acabar-com-brasoes-das-excolonias-do-jardim-da-praca-do-imperio-1667709

    «O jardim da Praça do Império, em Belém, símbolo da exposição que celebrou a ideia do Portugal pluricontinental durante o Estado Novo, vai perder parte da sua história.»

  2. é natural que o bolor salazarista, defensor do império colonial, se insurja e que a comunada sindicalista defenda os postos de trabalho dos jardineiros para receber as cotas e promover as greves. ninguém imagina quanto custa a manutenção desta parolada nacionalista e muito menos alguém se oferece para pagar a conta. tirem fotografias e façam um jardim digital que consome menos água e não precisa de manutenção.

  3. os jardins podem ser poderosos e mexer com o imaginário colectivo. talvez possa haver um estudo que comprove que os olhos de quem por ali passa brilham mais. :-)

    e é arte sim senhora, qual despesa qual quê, reduzam mas é ao caviar da cantina do parlamento e às deslocações. :-)

  4. Isto sobre a proposta os vencedora é interessante, bastante. E que o saudosismo tem medo do presente e do futuro, também se sabia. Se eles «confirmam os receios»? É claro.

    «Num anexo do relatório do júri ao qual o PÚBLICO teve acesso destaca-se que a proposta do atelier ACB Arquitectura Paisagista revela “preocupação com a integração dos elementos históricos”, promovendo em simultâneo a “inclusão de novos elementos simbólicos, nomeadamente o jardim das plantas dos Jerónimos e espécies arbóreas dos ‘quatro longínquos cantos do mundo que Portugal trouxe ao conhecimento Europeu’, Brasil, China, Índia e Japão”. Diz-se ainda que o projecto “valoriza os brasões em pedra do lago central” e que ele “amplia a capacidade de uso da praça, com a abertura de uma zona central de fruição mais confortável”.

    Segundo o júri, esta proposta “retoma o projecto original de Cottinnelli Telmo”, consubstanciando-se como “uma proposta de restauro”. Mais adiante diz-se que a solução proposta para o espaço verde em Belém “tem um especial cuidado na relação com a envolvente, ligação física ao rio, valoriza as ‘vistas’, realiza uma aproximação à história do lugar e integra o jardim no espaço citadino”.

    A polémica em torno dos brasões da Praça do Império estalou pela primeira vez em Agosto de 2014, quando o PÚBLICO noticiou que a câmara ia retirar do local as composições em buxo e flores que reproduziam os brasões coloniais, por considerar que esses elementos estavam “ultrapassados”. Na altura, o vereador Sá Fernandes alegou também que os desenhos dos brasões “há cerca de 20 anos que não eram intervencionados, sendo que alguns já nem existem no local, total ou parcialmente”.

    A notícia foi mal recebida pela oposição, o que levou a câmara a avançar com um concurso público para decidir qual o futuro deste jardim, que nasceu com a Exposição do Mundo Português, de 1940. De adiamento em adiamento, essa decisão acabou por só se concretizar em Dezembro de 2015. Os resultados foram conhecidos agora e confirmam os receios daqueles que se manifestaram contra o fim dos brasões.»

    Aqui, serviço público: https://www.publico.pt/local/noticia/fim-dos-brasoes-no-jardim-da-praca-do-imperio-recebido-com-criticas-1738752

  5. «A presidente do júri que avaliou as propostas para a “renovação” do Jardim da Praça do Império defende com unhas e dentes a proposta vencedora, destacando que com ela este espaço verde “passa a ser uma peça fundamental de Belém”, ganhando uma nova relação “com o rio, com os Jerónimos, com a envolvente e com as pessoas”. Quanto ao fim anunciado dos brasões, Simonetta Luz Afonso desvaloriza: “Foram a última das nossas preocupações”, garante.»

    Muito bem, é assim que os diferentes poderes (e o Poder Local Democrático é-o, por definição é democrático) devem falar com os cidadãos. A hidra de que falava está também no artigo, embrulhem.

    Aqui, principalmente para os lisboetas: https://www.publico.pt/local/noticia/brasoes-da-praca-do-imperio-foram-a-ultima-das-preocupacoes-do-juri-do-concurso-1738823

  6. Estive na praia e só agora regressei, porra! deixzem-me descansar para pensar sobre po assunto, talvez seja esta merda como o nome da ponte, fosse mesmo para mudar.

  7. «A iniciativa partiu de Rafael Pinto Borges, do grupo Nova Portugalidade, formado recentemente. “Temos de parar o processo de remoção da Praça do Império”, afirma Rafael Pinto Borges. O autor da petição, que junta figuras como o presidente da junta de Belém, Fernando Rosas, o deputado Filipe Anacoreta Correia ou o ex-presidente da câmara João Soares, defende que não é “justificado” um argumento estético ou histórico pela câmara municipal. De acordo com Rafael Pinto Borges, o processo mostra uma “má vontade histórica e ideológica”.»

    Valupi, lembras-te do slogan “Tens 18 anos e a quarta classe?” (a tropa procurava então carne para canhão para as suas fileiras, e até fez um refrão para os GNR nos tempos da luta contra o Serviço Militar Obrigatório). Pois é, esse slogan agora foi actualizado (em nome da cidadania, pois claro!):

    – Tens 18 anos, a quarta classe e queres ser fascista como nós?

    Fim dos brasões no jardim da Praça do Império contestado em petição pública – PÚBLICO
    https://www.publico.pt/local/noticia/fim-dos-brasoes-no-jardim-da-praca-do-imperio-faz-nascer-peticao-publica-173940

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