Estado especial de bovinidade

José Manuel Fernandes espera receber explicações de Fernanda Câncio a respeito do que um cidadão egípcio resolveu fazer à sua família. Seria fácil aproveitar a ocasião para trazer outros casos pitorescos da História da Psicologia Clínica, mas tal não faria justiça à estupidez que foi produzida. Mais relevante é lembrar que foi a esta indescritível figura que Belém encomendou uma golpada eleitoral que metia ousados actos de espionagem ao Presidente da República por um agente ao serviço de Sócrates que andava pela Madeira a sentar-se em mesas para onde não tinha sido convidado. E quando o DN publicou o email que explicava a manobra, a primeira coisa que lhe ocorreu dizer foi que o SIS tinha invadido os computadores do Público. Como nunca pediu desculpas por essa afirmação, é provável que ainda acredite nisso.

O Zé Manel não está só, porém. Aquilo a que se convenciona chamar direita por desleixo conceptual, que ocupa os lugares nos actuais partidos da dita e nos meios de comunicação que servem esses interesses, que se passeia por algumas universidades como docentes ou palestrantes, é feita desta estirpe de especial bovinidade.

18 thoughts on “Estado especial de bovinidade”

  1. Há fulanos que se gostam de pôr em bicos de pés para tentarem chegar aonde os outros já estão por direito próprio. Basta saber ler o que escreve Fernanda Câncio e o que escreve o antigo amante do regime albanês para se saber distinguir. O fulano é tão bom… tão bom… que primeiro foi elogiado pelo sr. Continente e, mais tarde foi corrido, porque não tem competência, como se prova à saciedade. Há quem queira dizer “tá-tá e não lhe chegue à língua” e o Zé Manel é um deles. Deveria dar-se bem com o palhacito da Madeira… pois quando abre a boca só diz asneira.

  2. o gajo e’ mesmo estupido. o’ ze’ manel, ouvi dizer que uns padres violaram uns miudos. portanto os catolicos sao todos maus. ah, e um portugues bebado matou a mulher e o filho, portanto os portugueses sao todos maus. ah, e um jornalista mentiu, portanto os jornalistas… ah, eras tu.

  3. Ó Valupi, uma coisa te peço não faças no próximo ano! Deixa de ofender os pobres dos boizinhos, coitadinhos que, além do mais e nesta época, até nos lembram o presépio de Belém!

  4. Astuto, este JMF. Descobriu um padrão de comportamento novo, o MTB (Muslim type behavior- as siglas em inglês têm pinta). Aplica-se quando há comportamentos que são típicos dos muçulmanos, como raptar crianças. Assim, se por acaso o raptor não for muçulmano, está enquadrado de qualquer forma neste padrão, e a visão do mundo fica intacta. Outros casos típicos de MTB a ter em atenção, porque todo o cuidado é pouco:

    – Não gostar de carne de porco e enchidos.
    – Recusar bebidas alcoólicas, especialmente a zurrapa “lá da terra” oferecida pelo sogro.
    – Ajoelhar e rezar.
    – Afirmar “Não vais sair à rua vestida dessa maneira!”
    – Falar línguas não-europeias.
    – Exigir respeitinho à mulher e filhos.
    – Ter nascido num país estrangeiro.
    – Bater na mulher.

    Tudo casos de contaminação cultural da parte desses perigosos potenciais terroristas, e que nunca se tinha ouvido falar por cá antes do multi-culturalismo, que como todos sabem, está morto.

    Falando em raptos para o estrangeiro, aqui fica uma grande reportagem. Não tem muçulmanos. Mas enquadra-se no padrão.

  5. E o cavaquinho ainda vai ter de explicar a história das «escutas», pois até hoje limitou-se a assobiar para o lado. E ainda diz, o basófias, que para alguém ser «mais honesto que ele tem de nascer duas vezes»!!! Nem sei como o Cardeal deixou passar esta em branco. Esta tirada “cavacunda” ofende o prórpio Jesus, que teve apenas um Natal verdadeiro, porque os outros são meras comemorações.
    O cavacundias vai ter de explicar, ainda, por que se julga «acima dos portugueses».
    Estas frases seriam um suicido se fossem pronunciadas por um outro qualquer politico destacado da nossa praça. Mas a direita e a esquerda ranhosas que temos já decidiram que o Cavaco é inimputável em Portugal, como o Alberto João na Madeira. É caso para dizer que com este PR «já chegamos à madeira». Da pior forma possivel.
    Esta vergonha que preside aos destino da República vem agora clamar contra os politicos que «falam alto» da crise, porque os mercados podem ouvir. Mas no dia 10 de Junho, com toda a solenidade, e quando estava no auge a crise grega, declarou do alto da tribuna: «Portugal está numa situação insustentável»! Os mercados entenderam «Portugal está na bancarrota» e cairam em cima. Este senhor pensa que não temos memória? Mas ele é inimputável, decidiram o PCP, o BE, CDS e o PSD! E toda a nossa suavissima comunicação social. Suavissima para o inimputável!
    Tivesse Manuel Alegre um pouco da «voz grossa» com que bociferou contra Sócrates e o Cavaco ia ouvir das boas no dia 29. Mas para isso era preciso que ele deixasse de fazer verso por umas noites, para fazer a recolha dos «primores» cavaquistas e esfregar-lhos na cara sem dó nenhum. O povo não merece ir ao engano desta maneira!

  6. Por muitas voltas que se tentem dar ao texto, a verdade é que, numa democracia que funcionasse normalmente, Cavaco teria sempre de se explicar sobre duas questões.

    Por um lado o episódio das escutas. Se o que parece é (e parece que é), a Presidência da República forjou e alimentou na comunicação social (com dossiers e tudo) um facto que só podia ter como objectivo apear o PS e Sócrates do poder, em benefício do PSD e da cavaquista Manuela Ferreira Leite. Ou seja, se o que parece é (e parece que é), um órgão de soberania, o PR, tentou, através de um facto inventado, influir nas eleições para outro órgão de soberania, a AR, a partir das quais um terceiro órgão de soberania, o Governo, se formaria, assim realizando o velho sonho laranja de “uma maioria, um Governo e um Presidente, só que agora com o centro geográfico em Belém. Ora, isto tem, na minha terra, nomes (golpe, conspiração, etc.), nenhum deles condicente com os deveres constitucionais do PR. E, por isso, Cavaco deveria, numa democracia, repito, normal explicar-se bem explicadinho.

    A segunda questão é a do negócio das acções da SLN. Resumindo, em duas transacções fora da bolsa Cavaco realizou entre 2001 e 2003 uma mais-valia de 140%, algo que nem nas célebres “bolhas” bolsistas alguém terá obtido e algo que não teve correspondência com qualquer valorização da SLN ou do seu principal activo, o BPN. E, por isso, duas questões se impõem: estariam aquelas mais-valias ao alcance de qualquer investidor, desde que, claro, tivesse para investir o dinheiro que Cavaco e família investiram? Se não, porquê Cavaco? É que, como é sabido, e recordando uma frase querida de um ex-apoiante de Cavaco, o Prof. César das Neves, não há almoços grátis e, por isso e pela posição que Cavaco ocupa (e quer continuar a ocupar), conviria esclarecer se este “almoço” tem, ou terá, preço, e, se sim, qual. Por outras palavras (e não tenho dúvidas que este seria o tipo de abordagem se se tratasse de outro político, e já nem falo do que se passaria se esse político fosse Sócrates), os portugueses têm o direito de saber se o seu actual (e, mais que provável, futuro) PR é refém de alguma situação menos clara, que possa interferir na sua capacidade de decisão. Diga-se de passagem que o que torna a coisa (ainda) mais nebulosa nem é tanto, a meu ver, o silêncio de Cavaco, mas, antes, as justificações que ele tem dado, cuja principal é a de que “entregou” a gestão das suas economias a vários bancos para que estes as gerissem da forma mais eficaz. Como se isso o desresponsabilizasse do destino das poupanças. Como se não houvesse ordens de compra e de venda ou estas fossem assinadas de cruz. Como se Cavaco, sendo um economista conhecedor, como gosta de se gabar, não tivesse a obrigação de torcer o nariz perante mais-valias de 140%.

    Uma nota final: até aceito que alguns, ou mesmo muitos, jornalistas, por preguiça, por agenda política ou por outra razão qualquer não queiram mexer nestes assuntos. Agora que todos assim ajam, e sem pretender entrar em teses conspirativas, já é, no mínimo, bizarro.

  7. JMF tem um currículo que inclui actividade profissional num jornal privado que não depende nem nunca dependeu de subsídio-dependência.

    O jornal é tão independente quanto possível, e nunca se eximiu a zurzir seja no CDS, seja no caga-tacos Marques Mendes (de quem o proprietário do jornal Belmiro de Azevedo disse não o querer nem para porteiro) seja na máfia nortenha Fernando Gomes- Nuno asmático Cardoso-Manuela Melo e noutros distintos passarões ditos socialistas que conduziram o país ao estado em que estamos. Também li algo sobre a V. secção lisboeta (obras de ampliação do Colégio Moderno nos arredores de Lisboa, obrigatoriedade de parques de estacionamento nas escolas privadas da capital, excepção feita para o dito CM em Lisboa, onde se podia ou sei lá, ainda pode, estacionar na via pública, concessão essa feita, claro, no tempo em que o filho do bochechas era presidente da autarquia.

    Quem é Fernanda Câncio: tanto quanto sei, escreve uma merdeca duma coluna num magazine dominical dum jornal subsídio-dependente (pela via da publicidade estatal) e viveu maritalmente com sócrates (se é que isso dá currículo), estamos conversados.

    Passar bem.

  8. Ó seu Merdas! Em que estado ficou o País depois da governação desastrosa de Sá Carneiro/ Cavaco-ministro-das-finanças e Balsemão/João Salgueiro? Foi preciso, sem crise lá fora, nem grécias e irlandas a ir a pique, chamar o FMI e formar um governo de salvação nacional. Se nessa altura ainda andavas de cueiros, pergunta ao teu paizinho. Se és crescido e não fores analfabeto, lê a história recentissima do teu País.
    Ininterruptamente, desde 1979/1980, sozinho ou em coligação, com duas maiorias absolutas de Cavaco e até 1995, a tua Direita, seu Merdas, fez o que quis deste País. Se juntares a estes 15 anos de governação, os desatrosos tres anos de Barroso/Ferreira Leite e Santana/ Bagão feliz, são dezoito. Como tens lata ou fuças para falar do estado a que os «passarões socialistas» conduziram este País? Quem são os passarões que iam arruinando o maior banco privado portugues? E os que arruinaram o BPN e o BPP? Quem fez o contrato absurdo para a compra dos submarinos? Quem comprou de manhã o edificio dos CTT de Coimbra e o vendeu à tarde pelo dobro?
    E para que tudo isto passe despercebido andam há seis anos a vasculhar a vida de Sócrates e com tanto azar que não encontra nada de nada! Mas tiveram a sorte da calunia infamante gritada pelos meios de comunicação que os senhores do PSD e seus apaniguados controlam com mão de ferro, fazendo dos jornalistas uns cães rafeiros.
    Em que país vives, seu Merdas?

  9. Senhor Merda,

    espero que por “jornal privado que não depende nem nunca dependeu de subsídio-dependência”, não entenda que o jornal vende e dá lucro. O jornal, por se ter tornado num pasquim partidário e faccioso (não está verdadeiramente a tentar sair desse estatuto, apesar da saida do ZMF), baixou catastroficamente as vendas (no outro dia, estavam a oferecê-lo de graça num museu e quase todas as pessoas recusaram) e teve de despedir uma boa parte dos seus colaboradores. É mantido pelo dinheiro dos supermercados da SONAE.

    Depois diz que o jornal é tão independente quanto possível. Que independência possível? Combinar golpadas ao governo em conluio com Belém?
    Os seus padrões de exigência quanto à independência deixam muito a desejar, Merda.

  10. obrigado Olímpio, por fazeres um ponto de memória.

    Ainda assim, a nacionalização do BPN, o facto de 2/3 das ajudas orçamentadas para a crise por este governo terem ido parar à banca, os 4500 milhões falados do buraco e a injeção (novo acordo ortográfico?) de 500 milhões agora, a que acresce o parlamento estar à espera há três meses de explicações do ministro das finanças, mostram duas coisas: que o clube será maior do que referes e portanto os laços ocultos também.

    Os políticos governam-se antes do mais a si próprios e aos clubes que os suportam, parece uma máxima universal. Não?

  11. Gostava tanto de ser como o ANONIMO; faz cada intervenção. Sumário, objectivo, como o vazio do buraco negro. Não há volta a dar-lhe.

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