Estado da Nação

QREN: Passos elogia “participação responsável” do PS e quer repetir exemplo com Documento de Estratégia Orçamental“Sempre que o Governo solicitou o nosso contributo, o PS deu-o”, respondeu António José Seguro ao elogio feito pelo primeiro-ministro.

Desemprego volta a recuar em Dezembro

Confiança dos consumidores em máximo desde abril de 2010

“Há gente na RTP que não faz puto”

Nove em cada dez taxistas enganam o Fisco

3 thoughts on “Estado da Nação”

  1. Portugal surpreende o mundo da finança. Chovem elogios. Só falta as agências de notação de risco traduzir a coisa num triplo A ou perto disso. Apenas alguém do FMI pôs um pouco de água na fervura: “a situação está volátil” . Como quem diz, “vamos lá ver em que é que isto vai dar”. E os mais cépticos ou avisados deste lado percebem que assistimos a uma manobra colossal de encobrimento do fracasso da cura pela austeridade que mata cruelmente todos os dias milhares de pessoas. Na Síria são as bombas lançadas sobre os bairros revoltosos, e na Europa do Sul é a morte lenta por asfixia financeira. As pessoas deixam-se morrer e os mais apressados ou desesperados suicidam-se. Neste panorama, sobressai a entrega passiva e conformada do povo português, que bate no peito pelo despesismo pecador acima das suas possibilidades. A serpente tentadora do “leve agora e pague daqui a quarenta anos” ou do “leve três e pague um”, acabou endeusada, ocupando agora o lugar de um Deus destacado, entre Deuses. O mundo olha admirado para a nossa submissão à Deusa do Crédito Barato, que nos seduziu antes e nos suga agora o que nos emprestou, mais a própria vida. Ouve-se um lamento, aqui e ali, e nunca no lugar onde todos haveriam de acorrer, lá onde reside o Sumo Sacerdote da Deusa: Belém. Ficam-se, quase sempre, pela porta do sacristão, em São Bento.

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