Esta legitimação moral de Trump deve ter consequências políticas

“Nunca embarquei muito nesta ideia de que o novo Presidente norte-americano é tão mau, tão mau, tão mau, que representaria uma força do mal tão grande, que tinha de sair derrotada”, começa por afirmar Passos Coelho em entrevista à Renascença.

“Muitas pessoas defendem-se através de expressões mais nacionalistas, mais ditas populistas, mais centradas sobre si próprias, às vezes convencidas de que dessa maneira recuperam o seu passado, a sua soberania sobre as coisas e, infelizmente, isso já não é susceptível de acontecer”, analisa.

E Hillary Clinton também não se afastou muito desse registo, defende Passos. “Nós já não víamos, na disputa norte-americana, ninguém que defendesse um modelo de sociedade aberta, livre, global. Todos acusavam este toque [populista], que é mais exponenciado pelo senhor Trump mas que não estava ausente da senhora Clinton”.

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15 thoughts on “Esta legitimação moral de Trump deve ter consequências políticas”

  1. “Esta legitimação moral de Trump deve ter consequências políticas”
    não tem, nem vai ter. lá, como cá, ambos alegam que não tinham consciência que era obrigatório pagaram segurança social.

  2. são os “nossos” Trump a “falar”. Como é versão portuguesa, são uns tesos com pretensões intelectuais ao seu nível (zero)

  3. … é assim que ele vai incrementar a construção civil e vai criar milhões de empregos.
    Manda prender os imigras mexicanos, pões os gajos a construir o muro, e depois expulsa-os.
    É assim o plano para construir o muro de borla sendo os mexicanos quem o vai pagar.
    Nada original, by the way.

  4. o excerto em que o passarola legitima o trump ficou na gaveta ? é que neste li :

    não acredito que o trump seja filho do demónio ( eu também não , é muito branquinho )

    recuperar o passado nacionalista , por mais fórmulas xpto que debitem , já não é possível ( global veio para ficar , deve ser isso )

    o trump , e a killary tb , não defenderam um modelo de sociedade aberta , livre ,global .

    eu acho que sei ler , e legitimação moral do trump não li , mas pronto , posso estar enganada , por isso se alguém me quiser fazer um desenho explicativo , agradeço :)

  5. um palhaço a citar outro palhaço é como se pode resumir este post.
    só quando começarem a entender que a derrota de hillary começou a ser desenhada por ela própria.
    ontem, daniel oliveira, no peido do mal, observou certeiramente que trump ganhou graças a voto democrata em estados considerados strong blue.
    hillary ao chamar deplorable ao seu eleitorado e aos indecisos perdeu qualquer hipótese de os recuperar a tempo.
    ninguém que tenha dúvidas gosta de ser desrespeitado ou chamado de idiota, e esta é uma liçao dura mas justissima e útil para todos os que não entendem o que se passou e que teem muito que aprender na vidinha.

  6. Espere até ele apresentar como candidatos, Relvas para presidente e Moedas para trocos, digo, vice-presidente .
    Também é menino para apresentar como alternativa, a Marilária, digo, a Marilú .
    Assim faz o pleno.
    Espeeeerto, esse moço . Diria mesmo, burro como uma Portas .

  7. Estas declarações equívocas de Passos Coelho são, de facto, indicativas que o líder do PSD é um cadáver político que, pelas escolhas que fez em 2010 e 2011, se viu colocado entre a espada e a parede.

    Foi coisa que eu mesmo aqui havia referido, em 2012. Vítor Gaspar havia sido enxertado no seu governo pelo Finanzführer Schäuble, destronando o conselheiro Vítor Bento, o preferido de Cavaco Silva e, muito provavelmente, das elites nacionais. Vítor Gaspar entra em cena alardeando ser um Salazar pós-moderno, sem a mácula ditatorial porque devidamente coligado com a cartilha neoliberal europeia. Ora isso tornou-o, quase instantaneamente, no ministro das finanças mais odiado da República Portuguesa.

    Gaspar nunca compreendeu o quão o populismo profundamente anti-liberal de Salazar era central nas suas políticas. A política económica do ditador é fundamentalmente contraditória com o neoliberalismo de Milton Friedman, que Gaspar tanto defende. Creio bem que este facto mostra que o “passismo” nada mais era do que uma ideologia geneticamente modificada; algo bem menos consistente que uma “geringonça” que parte das suas contradições para construir algo que possa funcionar. Em vez de acordos que podem não ser à prova da lógica fundamentalista da direita, mas funcionam dialecticamente, o programa do governo Passos-Portas foi um Frankenstein político, uma plataforma política embusteira e inviável, provavelmente saída da imaginação embotada das elites que o Finanzführer representa. Esta aliança contra-natura, encarnada por Gaspar, traiu, como era previsível, os interesses dos pequenos detentores de capital produtivo — comerciantes, empresários ou agricultores — que constituem a principal base de apoio do PSD.

    Passos Coelho mostra pois, com declarações incompreensíveis e contraditórias, que continua entre a espada e a parede. Ele navega entre o facto de ser um reconhecido agente da euro-oligarquia financeira e, em particular, dos interesses alemães — facto que não pode renegar — e, simultaneamente, militar num partido cuja base de apoio, de tão castigada que tem sido pela euro-oligarquia, olhar para o Donald Trump com grande simpatia e, quiçá, ambicionar um tal líder, um nacional-populista que tão bem a represente, à frente do PSD.

  8. O maior número de votos da Hilary foi como a maioria do Passos.
    Não serviram de nada, Costa e Trump lixaram a maioria!

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