Esquerda jelatinosa

É a esquerda folclórica que nos tocou neste cu do mundo, com tão pouco respeito próprio, ou já em delírio de privação, que até dá vivas a quem goza com ela e enche o bolso no avacalhanço. E depois o capitalismo é que está a dar as últimas, berram trôpegos uns aos outros à volta da fogueira.

23 thoughts on “Esquerda jelatinosa”

  1. eheheheh. A revolução está aí, Camarada. A € 0,60/minuto.

    Já leste esta pérola, do grande e inimitável Carlos Vidal?

    os “Homens da Luta” tecem uma outra estratégia, mais intrigante e geradora de maior perplexidade.
    Ao contrário de se integrarem no sistema (mediacrata), que sem dúvida tem poder para os calar e comprar, estes tipos mimetizam antes os tiques dos não integrados, dos que se recusam, ou dizem recusar integração. Ou seja, servem a imagem dos que compram oferecendo-lhes um “boneco” ridículo dos “resistentes”, ridicularizando portanto a imagem dos que dizem nunca se venderem.
    Não ridicularizam o sistema, ridicularizam a crítica do sistema. Neste caso, político e mediático. Quer dizer, ridicularizam a “esquerda”, mas parece-nos a todos que atacam a direita (o sistema PS/PSD/CDS). Mas atacam-na mesmo? É nesta dúvida que reside a sua eficácia. Num certo momento ninguém sabe ao certo o que querem.

    “Ninguém sabe ao certo o que querem”. LOL, LOL e mais LOL.

    (O jovem designer aqui ao meu lado, que realmente não é a lâmpada mais brilhante do candelabro, acha que “significa” alguma coisa. Não sabe bem é o quê. E eu é que sou a “geração Rasca”…)

  2. Gelatina escreve-se com «g» ou estarei a ver mal. No meu dicionário que estu agora a ver (Lello) aparece com «g». Será alguma intenção que não apanhei???

  3. Este Valupetas está cada vez mais previsivel: depois dos corporativos, dos jugulares e do FazFavores terem dito o (mal) que pensam dos humoristas em causa, chegou a vez do Valupetas fazer o seu papel de papagaio dos «homens do Pinto de Sousa». Já se tornou habitual ver o Valupetas limitar-se a ser um eco ou um bajulador do que os Galambas, as Cancros, e os boys corporativos escrevem. Este é só mais um post que cumpre essa regra. Nada de novo nada e de que não se estivesse à espera, portanto….
    Agora, o que é curioso neste caso dos humoristas é, apesar deles serem e fazerem uma caricatura da esquerda revolucionária dos tempos do PREC, verificar que as maiores manifestações de desagrado e irritação tenham vindo dos apoiantes do Pinto de Sousa, que os classificam como palhaços, idiotas e com cheiro a mofo. Sendo que os tipos da direita (conservadora ou liberal) também não acharam grande piada ao «gozo» do Jel nem ao facto de a sua canção ter sido a vencedora. Estranho, não?
    Ora, se os «homens da luta» andam a gozar com a esquerda do tempo do PREC as reacções deviam ser exactamente o contrário do que foram, ou não? Os socretinos deviam estar a rir-se da ridicularização da «esquerda imbecil», mas mostram antes desconforto e irritação. A verdade é que estas reacções nada têm de estranho. Porquê? Porque a critica dos «homens da luta» vai muito para além do PREC, e nem é este o alvo principal, nem mesmo aqueles que andam a protestar. Estes são apenas o meio e não o fim da critica. É que não é por acaso que eles se servem de símbolos, de atitudes, de slogans e de músicas do tempo do PREC. Estes símbolos pela força que tiveram (e que pelos vistos ainda têm) permitem desmontar mais facilmente todo o discurso hipócrita actual que fala em direitos dos trabalhadores, em poder do povo, em direitos sociais, etc, etc. Assim, porque é que a sua critica acerta em cheio no alvo? Porque há um vazio à esquerda: na esquerda que reclama, porque os seus protestos ou lutas não têm as consequências que deviam (tal como os «protestos» para fazer rir do Jel); e na «esquerda» aldrabona porque o seu discurso e agir já não têm nada de esquerda. A razão para os socretinos terem sido aqueles que mais ficaram irritados com a sua prestação é, por isso, simples de perceber: são aqueles que se sentem mais atingidos com a classificação de hipócritas e aldrabões. Revêem-se na acusação e na crítica e sentem-se desmascarados.
    Em suma, a direita ficou incomodada com o «reaparecimento» dos símbolos do 25 de Abril e do PREC; os socretinos ficaram irritados por serem expostos na sua hipocrisia; e a esquerda que se assume como tal fica incomodada por serem expostas, de forma humoristica, a sua impotência e suas acções e luta sem consequências de facto. Por outras palavras, o desconforto revelado pelos socretinos com a «ridicularização» da «esquerda imbecil» reside no facto dessa ridicularização mostrar a impotência dos «folclóricos» para contrariar a governação anti-social e neoliberalizadora da «esquerda» aldrabona. Que assim também fica exposta na sua hipocrisia e receosa de que a «luta» deixe de ser «alegria»…

  4. oh poeta sindicalista! como sempre estás a ver mal, queres que te marque uma consulta na eurovisão?

  5. Penélope, acho que ficou claro no meu comentário o que é que eu «não percebi» no post do Valupetas, pá! O que eu «não percebi», «nem percebo», é porque é que ele e os seus «camaradas» socretinos se andam a lamentar por termos uma «esquerda imbecil» ou «folclórica» e «ridícula» que até nem se importa de ser «gozada», pá! Deviam estar contentes com tanta irrelevância e burrice, ou não? Ou queriam o contrário? Uma esquerda a sério e com poder? E também «não percebo» porque é que os socretinos ficaram tão irritados com um humorista que «ridicularizou» essa mesma «esquerda imbeci» e irrelevante, pá!
    Já percebeste o que eu «não percebi» na vossa conversa, Penélope? Ou essa esquizofrenia que vos caracteriza impossibilita-vos até de se compreenderem e conhecerem a vocês mesmos?

  6. jcfrancisco é um grande poeta a quem tudo se perdoa, até não perceber um trocadilho, burilado a partir do nome artístico do homem do megafone.

  7. Ora bolas, pelas alminhas de quem lá está… Não conheço nem sei o nome por isso não vi o trocadilho. Não faz parte do meu espaço…

  8. eu tenho mesmo de discordar com o adjectivo porque a gelatina vale mesmo a pena.
    (jelabinosa é a escolha perfeita, tenho a certeza):-)

  9. Pronto não batam mais no pobre – já disse que não sei quem é o «fulano» e por isso não percebi o trocadilho. não preciso de pedir mais – chega?

  10. Os muito mais velhos que nós tinham de ir ao oráculo para se conhecerem a si próprios e era preciso a intervenção dos deus para obter esse conhecimento.
    Mas o ds impante, qual empada cheia, é um sábio de conhecimento de sí próprio, coisa que os “socratinos” não alcançam nem alcançarão nunca. É, certamente, mais um que nunca erra nem se engana, dado o seu perfeito e absoluto domínio do conhecimento de sí: um atingido pela gnose divina.
    Ó ds, precisas de tanto palavreado retórico para postares uma texto tão atabalhoado que nem se percebe qual a ideia que queres fazer passar, tal é a baralhação que por lá vai. E isso é revelador, à vista desarmada, de que te conheces tão bem a ti quanto os “homenes da luta”.
    Nunca ouviste os idosos exclamarem: há se eu soubesse o que sei hoje, outro galo cantaria. Pois é, quando lá chegares, lembra-te, face às certezas fixas de hoje,vais ter de te penitenciar muitas vezes com tal conhecimento aquirido pelos que já passados muitos anos de vida confessam que, em cada momento, não sabiam nada.
    É que, como a memória ainda não fixa o futuro, julgar que se conhece a sí próprio é uma basófia desmesurada.
    e morrem sem se conhecem a eles como aos que patavina quem não se con mal se perce, que explicar

  11. O Adolfo, que já nos tinha revelado a sua excelente capacidade para construir «silogismos aristotélicos» absurdos, mostra-nos agora porque é que os socretinos não se confundem com os velhos socráticos. O grego Sócrates disse: «Conhece-te a ti mesmo». Os socretinos, pelo contrário, reconhecem que, como os velhos de outros tempos, precisariam da ajuda de deuses para terem o conhecimento de uma evidência: da evidência de que têm dificuldades em compreender coisas claras, sejam estas coisas textos ou a sua própria socretinice. Aliás, se o primeiro socretino teve dificuldades nesse domínio porque é que o segundo não as iria ter também?
    Mas, «prontos», se já foi cómico ver um tipo que se julga especialista em lógica a construir silogismos absurdos, agora a gargalhada ainda é maior ao ver um tipo que se julga especialista em hermenêutica a construir frases sem qualquer sentido (como é o caso da última frase, mas não só, que eu não sei se é chinês ou socretinês). Lá está: não se sabem olhar ao espelho, estes tipos!

  12. hum, caralho, tenho de ouvir a canção portanto, mas não é hoje, que estou na matemática e sou gamado no silêncio das formas. Mas até admito que posso achar piada.

    Quanto ao resto: Ds, não queres ter a elegância de mudar essa do cancro, acho mau gosto e por certo que a tua imaginação vai além, o problema é mesmo esse: vazio à esquerda, e o problema maior é que não é vazio retórico mas sustantivo. Os modelos de esquerda implementados por aí ao fora foi: tudo institucional, só estado, e depois as perversões dos poderes aparelhados. Mas mesmo no mundo democrático ocidental, agora depois da invasão do Iraque de 2003 esfrangalhou-se a confiança nas instituições, pois a invasão foi fundada numa mentira tutelada ao mais alto nível, infelizmente nas Lajes. Nunca sei se é Lages. Portanto não sei, mas vou rever o I, Robot com o Will S.

  13. Posso estar enganado,א,mas tenho uma vaga recordação de te ter «ouvido» classificar a Ferreira Leite como «a velha». Portanto, até tens todo o direito de achar que é de «mau gosto» chamar a Cancro de «Cancro», só que os PSDs também têm o direito de ficar ofendidos com as tuas classificações. E como os juízos estéticos são subjectivos eu também tenho o direito de avaliar determinadas pessoas como quiser. Gostos não se discutem, não é verdade? Mas até te digo mais: tenho a impressão de que a Cancro ficaria realmente ofendida era se eu tratasse de forma «cavalheiresca» por «menina», por «dona» ou por «senhora Pinto de Sousa». E até se percebe: nestes casos já estamos no domínio da realidade objectiva e factual e não meramente metafórica…

  14. Sim, e não só eu. E claro que sim, há gente que pode ficar ofendida com isso, incluindo a própria. No entanto peço-te que reflitas nessa tua palavra, é temível, e acho que só te desconsidera, mas tu é que sabes, claro.

    Quanto ao importante: os estados estão a desfazer-se por via das dívidas e dos orçamentos, e contra isso batatas, ninguém dá soluções, eu digo reset.

    Júpiter Pá: vê lá se tens idéia melhor, já me lembrei de uns trovões informáticos, enfim segue a pista de Peirce.

    bem, vistos os factos, jelatonoso é o ps ter nacionalixado o bpn, dir-xe-ia.

    ‘té

  15. ds
    A última frase, que não é frase, são restos que foram empurrados à medida que ia sendo construido o texto, como é evidente para qualquer honestidade. Contudo o ds, à falta de argumentação, agarrou-se numa linha de restos de palavras por apagar, como é evidente pela sua própria desconexidade.
    Mas a sua ignorância topa-se logo quando sabe que Sócrates propôs o “Conhece-te a ti mesmo”, mas não sabe que tal frase fôra inscrita muitos anos antes no frontespício do oráculo de Apolo em Delfos, atribuida aos sete sábios e especialmente a Tales de Mileto.E por isso a minha referência, que tal como os sábios gregos arcaicos, não se conheciam a sí próprios e tanto se questionaram, como pode ds arvorar-se sabedor inequivoco de quem se conhece e não se conhece a sí próprio?
    Ó ds, se te conheceres a tí próprio totalmente é porque descoras e não conheces o mundo circundante, as circunstâncias; se conheces totalmente as circunstâncias descoras o conhecimento de ti próprio. Podes pensar que ultrapassas esta necessária dualidade genética mas só te enganas. Para maior impossibilidade de ultrapassares tal essência humana, dá-se o caso de que não só as circunstâncias mudam continuamente como a própria vida humana física e psíquica muda com o tempo e as circunstâncias.
    É a vida.

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