Ensinar os pobres a combater o despesismo e o desperdício


Os Portugueses, uma vez mais na sua História, estão a dar provas de maturidade e de sabedoria. Aperceberam-se da dimensão da crise e da necessidade de mudança, adaptaram os seus hábitos de consumo, muitas vezes combatendo o despesismo e o desperdício. Têm demonstrado, por outro lado, um admirável espírito cívico e de entreajuda perante o agravamento das situações de pobreza: a sociedade civil mobilizou-se de forma notável através de inúmeras iniciativas de voluntariado e de apoio social, seja a título individual, seja com base em instituições particulares de solidariedade e nas autarquias.

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Ao longo destes tempos de sacrifícios, não perdemos o sentido da coesão nacional. Percebemos claramente que o conflito pelo conflito não nos conduz a lugar nenhum. De facto, não podemos exigir a coesão europeia se não mantivermos a coesão nacional. Os exemplos dramáticos de alguns países evidenciam até que ponto a legitimidade para reclamar ajuda depende da credibilidade que tivermos. E a credibilidade conquista-se por nós próprios, não é um elemento que possamos ter por adquirido.

Do rei da sonsaria

5 thoughts on “Ensinar os pobres a combater o despesismo e o desperdício”

  1. “Pão e vinho sobre a mesa” a este povo basta, por mais que lhe preguem na missa dominical que “não só de pão vive o homem”. Esta linguagem já é excessiva para o seu entendimento e projecto de vida, que há séculos nâo vai além da subsistencia. Felizes e até devedores dos que nem o pão do dia-a-dia conseguem.
    A direita conhece bem os seus e por isso lhes chega com tanta facilidade aos quatro cantos da alma. Basta inventar umas mentirolas contra a utopia de portugueses com futuro diferente e o povinho da iliteracia crónica cai-lhe nos braços..

  2. Pois é, Mário! “O povinho da iliteracia crónica a quem bastam os pasquins estilo “correio da manha”, há que mantê-lo nesse estado! Essa foi uma das razões por que Sócrates provocou a ira dos direitolas manholas cá do burgo! Arrancar as gentes a esse crónico marasmo, levar, p.e. o Siza Vieira às escolas públicas, que esbanjamento e despesismo inútil. Que o povinho continue bonzinho e pequenino a fazer as suas casinhas forradinhas a azulejo superportuguês, assim é que é, assim é que deve continuara a ser!

  3. Aqueles que ainda têm frigorífico e nada têm para lá colocar,têm uma excelente oportunidade de poupar na luz, pois podem desligá-lo!!!

  4. Um país cheio de “maturidade” e “sabedoria” que derrubou o Governo Socialista e elegeu estes estarolas. Grandes sábios!

  5. banco alimentar único caso de sucesso na banca portuguesa com acções em permanente valorização, a jónette foi nomeada presidente da federação europeia dos bancos alimentares e já pensa num banco alimentar na grécia.

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