Enfiar o Barreto

Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação. Isto chama-se condicionar a opinião pública.

António Barreto

*

Alguém é capaz de explicar esta declaração?

Já agora, não andarão os professores também a condicionar a opinião pública através dos programas escolares? E existirá alguma forma de comunicação que não vise condicionar a audiência? É proibido condicionar? Devo desligar o ar condicionado?

50 thoughts on “Enfiar o Barreto”

  1. Vejamos:

    O António “Barrete” considerou ainda que as tentativas de controlo da opinião pública são maiores em Portugal que nos outros países europeus, porque no mercado português da comunicação social a pluralidade é menor, devido ao reduzido número de grupos de comunicação “Tudo se concentrou, e hoje existem dois ou três grupos importantes na comunicação social, que estão relacionados com grupos económicos ou com o Estado, ou que devem ao Estado, ou que estão ligados aos bancos que estão ligados ao Estado”, afirmou.

    Que raio, não existe em Portugal revista ou jornal, TV ou rádio, que, não tenha o seu espaço anti-socratico e anti-governo. Será que é o governo a tentar criar a tendência pimba do “quanto mais te insulto de tudo, mais faço por gostarem de ti”. Deve ser.

    O Barreto fala de grupos económicos como quem come uma torrada. Ora, devo ser eu que tenho um contrato com um grupo económico para produzir umas coisas de cariz altruísta e filantrópico, devo ser eu. Aliás, já que se discute o papel do Figo como apoiante e contratado, que tal discutir-se, e até investigar-se, porque carga d’água um conhecido e mediático sociólogo da nossa triste praça de trastes é contratado por um grande grupo económico, desafecto ao governo, e vai daí desata a falar mal do governo e do PM sempre que abre aquela bocarra ensonada. E a respectiva companheira? Também receberá algum? Afinal, pássaros com a mesma plumagem, tendem a voar juntos… Hoje, o casal está em campanha.

  2. Ontem, no Prós e Contras, ouvi exactamente o mesmo – pelo Prof. António Hespanha – mas ao contrário: 2500 a 3000 pessoas que quase diariamente debitam suposições, construções ad-hoc sobre convicções pessoais, porém na sociedade civil… Quem é que dos dois – Prof. AH e Dr. AB, tem razão.
    (claro que cito de cor o professor; foi o que apreendi, não penso estar a errar.)
    Leonor C. Pinto

  3. E, se num repente, o Sócrates tivesse um comportamento a Alberto Jardim:

    “andam para aí uns tontos no contenente a dizer e a escrever pilhéria, que fiz isto e aquilo, vão-se todos f…, mais, vou contnuar a apertar a mão ao jovem Pedro e ao Figo e o pecoço a esses biltres de m… que não têm argumentos”.

    Seria impulse.

  4. Desliguemos os ares condicionados, caro Val, sempre poupamos energia.
    O que acho curioso nos fazedores de opinião e em particular nos que são Professores é não condicionarem mas manipularem.
    O outro fenómeno curioso ( ou não ) é todos dizerem que isto se passa desde sempre …mas só agora falarem tão “corajosamnet” do tema. São uns heróis, num momento de tão “graves” atentados à liberdade de expressão a maioria da opinião publicada é claremente contra o Governo e em particular contra Sócrtates. Ainda bem. Vivemos em democracia. Mas deixem-se de tretas e não nos tomem por burros.
    Cumprimentos

  5. O Barreto é uma nódoa de incompetência e mediocridade intelectual. Desde que faz estudos para a Jerónimo Martins para sustentar as suas campanhas publictárias (Pingo Doce), vejam a tristeza em que se tornou a imagem da marca…

    Nem para vender merceearias serve, quanto mais para fazer análise política.

  6. Essa dos professores é bem lembrada. O programa e-escola também deve fazer parte do ‘plano’. De entre todas as classes profissionais, Sócrates decidiu facilitar a compra de computadores aos professores, que agora os podem utilizar para espalhar por toda a internet mensagens que revelam o quanto o adoram. Não há dúvida de que o homem pensa em tudo!

  7. Ele como ministro foi uma nódoa, ajudou a destruir a Reforma Agrária e agora aparece a querer o quê? Volte para a Suíça que lá o dinheiro é mais branco, como o OMO…

  8. Barreto e C.ª (os outros, tb sobejamente conhecidos) só vomitam algo parecido com ideias ou opiniões a troco de uns “trocos” ou para se vingarem de quem neles se cagou. Por isso as suas fuças, já não as quero ver, sequer, desde há muito – digam que sou mal-educado que me estou cagando para esses trastes todos, só merecem trampa fedorenta pelo focinho!

  9. António Barreto mete dó. É mais um “intelectual” que se foi na enxurrada. Pelo esgoto abaixo…

    Digo-o com sincero e profundo desgosto: era uma voz que eu respeitava, mesmo quando discordava das suas opiniões. Quando um País pequeno (e com uma dimensão cultural pequeníssima) vê desaparecerem, do Mundo dos sãos, nomes como os de Medina Carreira, Vasco Pulido Valente, Pacheco Pereira, Vasco Graça Moura e António Barreto, entre outros menores (como o M. Sousa Tavares) é caso para decretar luto nacional pela nossa intelectualidade. Que o mesmo é dizer pela saúde da nossa vida cívica e da nossa Sociedade…

  10. O Barreto é um bom exemplo do que pode ser um cocktail de misérias profundas: está velho e rezingão; está despeitado porque ninguém lhe liga nenhuma; é pago para escrever pilhérias num jornal cujo dono se queixa de que o governo não lhe permitiu mais um dos negócios que tinha um potencial de ganhos chorudos (a propósito alguém ainda se lembra das famosas OPV’s lançadas pela SONAE na década de 80, cujo ritmo alucinante foi travado por Miguel cadilhe quando era ministro das finanças?)

    Ai Barreto, Barreto, que saudades do tempo em que era ministo do comércio e aconselhava as donas de casa a guardar os restos de comida no frigorífico…

  11. Marco,

    Eu concordo com tudo o que disseste. De facto, apontas nomes de pessoas que num certo tempo produziam opiniões credíveis, mesmo quando discordávamos. Hoje não prestam para nada.

    Quanto ao Barreto, acho que devia fazer um programa com o Pacheco Pereira, algo dentro do género “Comédia Trágica”

  12. Carmen Maria, o que me preocupa não é o facto de algumas pessoas envelhecerem mal, mas sim a incapacidade gritante de o País, a Sociedade em que vivemos, as substituir! Onde estão em Portugal, hoje, os Intelectuais reputados? Com ou sem ideário político, ou ideologia específica, não é isso o que me preocupa. Que nomes apresentaríamos hoje para ombrear com aquilo que, no seu tempo, significaram vultos com a dimensão cultural de Jorge de Sena, Vitorino Nemésio, António José Saraiva, Jacinto Prado Coelho, ou mesmo Fernando Lopes-Graça, Orlando Ribeiro, Natália Correia, Francisco de Sousa Tavares, entre alguns outros mais? Um só, Eduardo Lourenço, sem dúvida. Mas permanece a questão: que tipo de Sociedade poderemos nós almejar ser sem termos, no seu topo, um escol de personalidades especialíssimas que nos sirvam de farol, de referência intelectual e também moral? O que estará a esboroar-se na dimensão cultural de Portugal?

  13. Há e sempre existiram pessoas notáveis em Portugal de intelecto fino o suficiente para produzir resultados… Senão como explicam que este cantinho tenha a a sua soberania há 900 anos e não tenha sido alvo de fagocitoses???
    Actualmente incorre no risco de ser “fagocitado” por um qualquer BCE… Mas 900 anos é dose porra!
    O Barreto pertence a uma classe daqueles “que já foram e esperemos que não tornem a ser…”, o Medina, o Soares e outros tantos que podiam formar um grupo no Facebook!!!
    Não retiro mérito ao Barreto que pode até ser de um “intelecto avantajado” na sua altura, mas em 2010 vivemos num mundo bem diferente daquele onde o seu intelecto se desenvolveu…
    Não deixa de ser intelectual portanto, o Barreto, precisava apenas de muitos upgrades e como tal um modelo de processador obsoleto…
    Quanto ao tema do post, a propaganda já existe há muito tempo, só deram por ela em plena Era da Informação???
    São os tais modelos obsoletos de que se falava…

  14. eu explico : pagamos , através dos impostos obrigatórios ( não sou obrigada a comprar jornais , tvs ou revistas e a pagar os salários de quem lá trabalha ) a esses 2500 / 3000 mil boys , metidos no aparelho de estado , para nos condicionarem a opinião. é de uma pessoa ficar a sentir-se com o barrete enfiado , não é?

  15. Marco,

    As questões que colocas são assertivas. Não temos intelectuais reputados, porque os que existem hoje como reputados não permitem a emergência de novos talentos , provocando um efeito “tampão”. Quem pelas suas mãos passa, (não nos podemos esquecer que alguns são professores universitários) só têm sucesso se seguirem determinados modelos.

    Vou fazer um desabafo. Há coisa de um ano, pensei em fazer um mestrado em filosofia. Fiz pesquisa e descobri algo insólito. As teses de mestrado que eram orientadas pelos professores que me interessavam, eram na área da estética. Pasmei e desinteressei-me pelo tema. De facto a estética e áreas concomitantes não me interessam.

  16. mf, tu, que dizes pagar Impostos (só porque são obrigatórios…) que me dizes da criação de um Cartão de Contribuinte Honesto, CCH, que passasse a ser de apresentação OBRIGATÓRIA quando se recorre a um qualquer serviço do Estado, tipo ir a um Hospital, chamar a Polícia, ou os Bombeiros, circular de carro ou a pé na via pública, o que achas desta ideia? Não te parece que iria combater a fraude fiscal e permitir, assim, que os nossos impostos baixassem bastante? Votarias, neste pressuposto, a favor da criação de um tal cartão? E, já agora, terias tu direito à obtenção de um CCH?…

  17. A Carmen Maria acertou no fulcro da questão da intelectualidade em Portugal…
    Eles existem, só não são “viabilizados” pelos obsoletos modelos anteriores, cujo maior receio é serem ultrapassados no seu próprio ego…
    O CCH seria uma boa ideia, não fosse elevar os números da corrupção nas finanças para valores nunca vistos… Mas o pessoal dos Restauradores, faria um dinheirão a falsificar tais cartões… Aqueles estímulos económicos que Portugal precisa!!!

  18. Ó Tiago, tem dó. Não vejas malandrice em tudo. Se fosse como dizes, todos os Cartões que actualmente já existem (incluindo as Cartas de Condução, BI’s, etc.) teriam transformado os Restauradores na maior praça financeira do Mundo, não te parece? E olha, fico muito contente por concordares comigo, pelo menos em princípio, que um CCH seria uma boa ideia. Que, óbviamente, não é minha, nem sequer original: algo de muito semelhante se passa já em Países que levam a sério o interesse público e o dinheiro dos contribuintes, como os Estados Unidos da América, onde a fraude fiscal é moralmente (e criminalmente, bem entendido) tida como um delito extremamente grave. Uma questão de mentalidade…

    Carmen Maria, tocas aqui num ponto muito delicado: se as coisas são mesmo tão horrendas como dizes, não auguro nada de bom à Cultura portuguesa. Se o Saber e a sua transmissão livre e competente estão assim enclausurados numa espécie de “panela-de-pressão” corporativa (e geracional também?), nas nossas Universidades – sobretudo as que lidam mais estreitamente com as chamadas Humanidades -, então estamos realmente condenados à indigência mental por várias décadas e à incapacidade de ultrapassar essa tragédia sem ser por meio… do rebentamento, por natureza violento, da dita “panela-de-pressão” (o que significa podermos estar a viver numa espécie de neo-fascismo educacional e termos, assim, que preparar o caminho para um novo 25 de Abril, desta vez intelectual?)! Nada em que eu não tenha já reflectido…

  19. creio que o “obrigatório” da mf quer dizer que somos obrigados a pagar o condicionamento de opinião ( que não pedimos , nem precisamos ) feita pelo boys no aparelho do Estado , Marco… nada contra se esse condicionamento fosse pago pelo partido no poder , dado esses condicionadores , na realidade , serem funcionários do partido e não do Povo.
    penso que há melhores formas de gastar impostos do que em centrais de informação. mas isso sou eu , que sou poupadinha.

  20. Carmen Maria, a solução não é desinteressar-se. Se desejamos fazer algo, fazemo-lo, independentemente da opinião dos outros. Em primeiro lugar, está aquilo em que acreditamos e se acreditamos, persuadimos os outros. Eu nunca desistiria por me deparar com um bando de enfermos, bem pelo contrário.

  21. Caro autor do texto em epígrafo:

    Assim realmente, não há condição para qualquer tipo de comunicação: como diz Habermas, tem que haver um mínimo de consenso, para que se possa estabelecer uma comunicação entre duas pessoas.

    Então o Sr. tem o desplante de considerar aceitável, e normal, este estado de coisas a que se chegou, e em que milhares de pessoas do aparato político-partidário-governamental, parasitam à custa do erário público, nada fazendo e nada produzindo, sendo funcionários públicos – porque comem da manjedoura do Estado -, e, ao mesmo tempo, não o sendo, – porque não estão submetidos nem ao regulamento disciplinar nem a toda a série negra de constrangimentos que se abatem sobre os verdadeiros funcionários públicos (aumento de metas de produtividade, conjugado com congelamento ou mesmo redução dos magros vencimentos, congelamentos de carreiras, humilhações, perseguições, enfim, tutti-quanti) ???

    E ainda por cima, quando são apanhados nos vários escândalos, “demitem-se” mas vão-se embora com indemnizações de marajás e chorudas reformas de aposentação?
    Mesmo que tenham apenas descontado apenas 2 ou 3 ou 4 anos!
    Acha isso bem? e Normal?

    Parafraseando Welsh: Have you no sense of decency?

    Link (McCarthy-Welch Exchange “Have You No Sense of Decency” delivered 9 June 1954 during the Army-McCarthy Hearings in Washington, D.C.
    http://www.americanrhetoric.com/speeches/welch-mccarthy.html

    Olhe, vou terminar com a ladaínha que e está na moda (PGR dixit):

    A Justiça aos Tibunais, a Política aos políticos.
    E acrescento eu, em seu proveito, e benefício: e a bandalheira aos bandalhos.

  22. Marco Alberto Alves

    Não sei se conseguiu detectar o meu sarcasmo e ironia… julgo que não!
    Ora o nosso amigo Sócrates conseguiu algo muito importante, com o qual este País ansiava há largos anos… Aumentar a eficiência da máquina fiscal e agilizar os processos de S.Receber, foi assim que fez “as maravilhas do défice em 3 anos”…
    Os EUA não são exemplo para ninguém, ou acha que lá não fogem ao fisco??? Lá é crime, cá também… Não estamos assim tão mal como isso, já estivemos bem pior…
    Quem foge ao fisco tem evidente poder económico, não acha que também teria poder para ter mais um cartão???
    E já agora quem atribuiria os certificados de honestidade??? Certamente alguém honesto…
    Se não existe ética em coisas bem mais simples, como na prestação de um simples serviço por parte de uma entidade pública, quer vopcê atribuir os rótulos de honestidade por esse Portugal fora????
    Você certamente não vive no mesmo mundo perverso que eu… que quando se cria uma lei, já existe um escritório (ou vários!!!) de advogados, a verificar falhas e casos omissos…
    Boas ideias por principio… Ora temos a Constituição da República, a própria Democracia, o Capitalismo, são tudo boas ideias “por princípio” até a sua sucessiva distorção transformar estes conceitos em monstros…
    Percebo as suas intenções caro Marco e confesso que concordo consigo quando diz que vivemos no estado “panela de pressão”…
    Deveria haver uma revolução (Se é intelectual, pacífica ou com sangue eu não sei…).
    Mas vai ter que haver as gerações passadas não se podem perpetuar, adiando a actual. Também concordo consigo quando diz que deveriamos saber qual o destino dos dinheiros públicos, mas essa transparência remeteria imediatamente para a revolução supracitada…

    Se se der ao trabalho de responder caro Marco, volto amanhã…

  23. Lembro que na altura foi montado o circo. Foi proferido um despacho (publicado na imprensa, em violação do SJ e já a tenda estava montada e o recinto cheio). Lido o despacho que ordenou a detenção e levantamento da imunidade parlamentar de Paulo Pedroso, foram tantos os que acharam os fundamentos frouxos, as ilações extraídas das escutas telefónicas muito discutíveis. Todos esses, quiseram crer na existência de outros elementos, de outros indícios, mais sólidos, para justificar a prisão preventiva de Pedroso. Dizia-se então, que o processo contra Pedroso não podia ser apenas aquilo. Apesar da indistinta rede de circulação de informação, que envolve juízes, procuradores, políticos e a Felícia judiciária, até uma certa altura ficamos sem saber tudo. E assim, se tramou a vida e o futuro de um politico promissor, decapitou-se, de uma acentada, um partido político e foi lama a jorrar pela sociedade portuguesa e, no fundo, bastava que os responsáveis, os magistrados envolvidos, tivessem tido maior decoro, maior respeito e menos enfeudamento a lutas partidárias. Passados estes anos todos, verifica-se que, nada mudou, voltou tudo a acontecer e com os mesmos mecanismos, mais uma vez, uma indistinta rede de circulação de informação, que envolve juízes, procuradores, políticos e a Felícia judiciária, voltam a fazer das suas. Bom, já nem vale a pena mencionar que o mesmo trabalho ufano não se verifica quando os alvos são outros, não, não vale a pena. Nós sabemos destinguir o trabalho desta indistinta rede de circulação de informação, que envolve juízes, procuradores, políticos e a Felícia judiciária, consoante se trate de certos alvos ou alvos outros.

  24. E no entanto, ficou por explicar como o miúdo abusado, identificou o sujeito, por um sinal, que apenas pode ser visualizado, estando a pessoa em pelote (na praia em calções não é visível).
    Daquí a 50 anos já não serei vivo, caso fosse, gostava muito de ver a documentação que a Catalina Pestana tem para revelar.

    E outra coisa: malditas prescrições (um atavio para retirar serviço de cima da mesa dos magistrados).
    Na América não há!
    Et pour cause, o Polanski, vai-se f… por inteiro!
    E bem merece.

  25. gosto do barreto como voz off nos programas de tv, a mostrar como evoluímos nos últimos 40 anos, na saúde pública, no acesso ao ensino, no acesso aos bens materiais…
    mas a sua análise política é sempre tolhida pelo seu negativismo, pelo seu ódio. e não há volta a dar-lhe. está cada vez pior. deve ser da companhia da mena mónica. daria um óptimo elemento na porqueira do plano inclinado, ao lado do crespo, pronto a ler o epitáfio do seu país . fuck barreto!

  26. É sempre o inverso do que eles dizem, mais ou menos isto:

    “Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à custa do Governo. Isto chama-se condicionar a opinião pública.”

  27. Vox,

    Sei bem que tu identificaste o sujeito que te tramou a vida. Ainda hoje não podes ver um título como este “enfiar o Barreto” e vens logo ufano. Compreendo o desgosto que ainda sentes e isso explica sobremaneira a forma como a levas, à vida. Mas atenção, por mais difícil que seja, não confundas as situações. Ele tinha um sinal, tinha? Pois é, os sinais, os sinais.

  28. É, desabafa meu caro. Mas tens a certeza que a mãe do gajo era prostituta? Faz sentido. Duas vidas destroçadas, é o que é. A tua e a dele. Pobres diabos. No fundo tenho pena.

  29. concordo. felícia judiciária é das melhores que surgiram aqui…
    Mas parece-me, PG, que dás uma imagem demasiado leviana da senhora. Apesar de tudo, ela chegou a casar com um dos judiciários. Coisa decente…

  30. A meu ver, pôs-se hoje aqui a nú um dos maiores problemas de Portugal. A falta de elites. Sim a falta de elites como deve ser e não este conjunto de pessoas mal formadas e ressabiadas, pseudo-intelectualoides de esquerda e de direita que se arrogam de serem inteligentes, mas só conseguem produzir clichês gastos ou imitar tudo o que vem lá de fore, pois a sua capacidade criativa e produtiva é muito reduzida.

    No campo intelectual, continuamos ainda hoje, condicionados por quem foi formado por maus professores. Reparem quem ficou a dar aulas nas escolas e universidades, durante a ditadura? O que aconteceu a todo um conjunto de pessoas que se opunham ao regime e que faziam questão de pensar pela sua prorpia cabeça? Foram escorraçados, presos, incriminados e até muitas vezes mortos, deixando como grandes pedagogos da Elite Portuguesa, os bufos, os invejosos e mentecaptos, todos aqueles que não conseguindo ser alguém por sí, o era através da delação e do aprisionamento dos verdadeiros pensadores Portugueses.

    Veja-se a forma que durante muitos anos se utilizou para ensinar nas universidades. Os professores eram considerados seres de tal forma iluminados, que tentavam “afogar à nascença” todo o pensamento contra-corrente ou que ameaçasse o status quo vigente. Os seus tiques autoritários e de completa arrogância são hoje bem visiveis nas atitudes de pessoas como António Barreto e Medina Carreira. Estes senhores comportam-se como os professores que não suportavam as mentes irrequietas e irreverentes dos que os rodeiavam e consequentemente combatiam essa irreverência não através da produção de saber, mas da ridicularização e do autoritarismo.

    Hoje, essas elites mal formadas estão nos lugares de poder. O que fazem quando não conseguem atingir os seus objectivos pela sua inteligencia e valor? Utilizam todos os esquemas que lhes ensinaram os seus velhos professores.

    eu sei que estou a ser injusto para uma quantidade de pessoas, cujo o perfil e o pecurso académico não se encaixa no que acabei de escrever. É o risco das generalizações. A esses o meu mais sentido pedido de desculpas, pois para mim são os grandes herois do nosso País.

  31. Marques Mendes, ex-presidente do PSD e actual empregado do Joaquim Coimbra dono do jornal o Sol, disse: «Hoje instalou-se na sociedade portuguesa um clima de suspeita. Suspeita de promiscuidade entre poder político e poder económico e empresarial, para além de uma suspeita, que eu considero injusta, de que há cumplicidade entre as altas instâncias da justiça e o poder político». Livra!

  32. O Calejado: na mouche.

    PG: certeiro. É terrível a completa falta de ética e de pudor dos gajos do psd. Pudera, são pagos para isso, mas ainda assim não há um que escape, a quem mais achei piada foi ao Menezes. Continuo a desejar-lhes isto.

  33. oh , Marco , por mim é já amanhã que sai o cartão , desde que….saia outro de “gastador de impostos honesto , sensato e comedido ” . está boa essa de responsabilizar só quem paga e não quem gasta. pode ser que não te importes de trabalhar prá central , mas importo-me eu. utilizador/pagador , não é isso que está na berra ? pois quem usa , que pague.

  34. dentre os nomes que realmente incomodam o barreto, segue-se a “short list”, Carvalho Pinto José Sócrates Carvalho Pinto Sousa José Carvalho Sócrates José Sousa Sócrates José Carvalho Sócrates José Carvalho José Sócrates José Sócrates Sousa José José Sócrates José Carvalho Sócrates José Sócrates Carvalho José Sousa Sócrates José Sócrates José Sócrates José Pinto Carvalho Sócrates José Sousa Sócrates José Carvalho Sócrates Pinto José Carvalho Sócrates José Sócrates Sousa José Carvalho Sócrates José José Sócrates José Carvalho Sócrates José José Sousa Sócrates José Carvalho Sócrates Carvalho Pinto José Sócrates Pinto José Sousa Sócrates José Carvalho José Sócrates Pinto José Pinto Carvalho Sousa José Sousa Carvalho Sócrates José Carvalho Pinto Sócrates Pinto José Carvalho.

  35. Claro que não é proibido um governo comunicar e ter 3 mil pessoas ocupadas com a eficácia da coisa. O ponto é a partir de que momento é que isso deixa de ser diferente de ter um Ministério da Propaganda e acabarmos todos sem exprimir ou ler alguma vez uma única opinião discordante de quem governa.
    Por outro lado uma democracia pressupõe a existência de um 4º poder independente dos outros 3. O Estado pode e quanto a mim deve ter presença no sector da comunicação social, mas para garantir a pluralidade, não a força. A sua comunicação é legítima quando procura comunicar e convencer pela força dos argumentos e passa a ser ilegítima quando procura convencer pela força ou neste caso quantidade.
    E por muito que me custe, Liberdade é a moura guedes poder dizer mal à vontade – se for crime, há tribunais; se for mau, muda-se de canal e quando não tiver audiências acaba naturalmente.
    cumps,

  36. Onde é que o gajo em epígrafe foi buscar aqueles números, 2.500 a 3.000? Foi o Pingo Doce que lhos forneceu? Esgrime números como um aldrabão de feira. É um aldrabão de feira!

    3.000 pessoas no aparelho de Estado? De que estará a falar o bimbo? Estará com dor de corno por não serem todos empregads do Belmiro?

    O que sabe o bimbo sobre isso e sobre muitas outras coisas? Geralmente não sabe a ponta de um corno daquilo sobre que se pronuncia. Inventa, tem uma imaginação fértil, tipo diarreia. Está gagá, mas se calhar sempre foi assim.

  37. Um médico que no homem apenas vê o corpo, não passa de um veterinário. O político que no homem apenas vê o voto não passa de um canalha. Existem e têm nome.

  38. Pois é, Ravara, os canalhas abundam neste espaço de selvajaria, chamado aspirina.

    Por isso, é que eu disse, aos bandalhos, o que é da bandalheira.
    Pode-se substituir, ficando, aos canalhas, o que é da canalhice. Vai dar ao mesmo
    Esse PG, continua a, em desepero de causa, por falta de argumentos, a desviar os assuntos, e a inventar tiradas laterais, que nada têm a ver com a substância dos temas.
    O carácter vil e miserável da asquerosa criatura, ficou patente bem lá para cima.
    “Meus Deus”, como dizia o outro, “Porquê tudo isto?”
    Que interesses, que interesses se escondem?
    Ele lá saberá das suas (dele) razões …
    Por mim, o melhor é deixar os mortos enterrar os mortos …
    O que vale é que uma percentagem ínfima de gente, lê este repugnante e nojento espaço cibernáutico, que tem a pretensão de ser, afinal, o quê?
    Um asilo de esquizofrénicos políticos? Gente profundamente doente, ao ponto de distorcer a tal ponto a realidade, que pode acabar em doente mental, é coisa que não falta aqui.
    Gente que protege, feroz e deseperadamente, o tacho?
    Quem souber, – e quizer – que responda.
    Que tenha a honestidade, e a decência, para responder.
    Este é o meu último post, neste espaço nauseabundo.
    Parafraseando Lobo Antunes, e então com licença de Vossas Senhorias, puta que os pariu a todos!

  39. «Você [eu, Marco] certamente não vive no mesmo mundo perverso que eu» (Tiago Mouta). Tens absoluta razão, Tiago. Lamento imenso dizer-to.

    “tripamoura”, mas tu não vês que dizeres «E por muito que me custe, Liberdade é a moura guedes poder dizer mal à vontade – se for crime, há tribunais; se for mau, muda-se de canal e, quando não tiver audiências, acaba naturalmente.» é exactamente igual a “E por muito que me custe, Liberdade é poder-se matar e esfolar à vontade – se for crime, há tribunais; se for mau, há-de haver quem mate e esfole os assassinos e, quando não sobrar ninguém vivo, tudo acaba naturalmente”?

    “mf”, apesar de não nos conhecermos de lado nenhum (que eu saiba, claro), não te inibiste de me brindar com este simpático «oh, Marco, por mim é já amanhã que sai o cartão, desde que… saia outro de “gastador de impostos honesto, sensato e comedido”. Está boa essa de responsabilizar só quem paga e não quem gasta. Pode ser que não te importes de trabalhar prá central, mas importo-me eu. Utilizador/pagador, não é isso que está na berra? Pois quem usa, que pague». Ao menos concordas comigo que os Cidadãos também têm deveres e não apenas direitos. Quanto aos que nos governam, tens de aceitar as opiniões dos outros e perceber que não podes ser tu a impor as tuas. Na Democracia tens um voto e todos os teus direitos cívicos e garantias e liberdades constitucionais para provares que é possível ser mais honesto, sensato e comedido. Se me conseguires convencer de que és tu, pois garanto-te desde já o meu voto! Nem preciso de saber mais nada sobre a tua pessoa, ou sobre o teu carácter…

  40. Marco

    Você tem inevitavelmente uma visão “rosada” deste mundo onde vivemos…
    Onde não há perversões de qualquer espécie, onde a expressão máxima da participação cívica na Democracia é uma cruz num papel de 4 em 4 anos, onde temos direitos e deveres… Mas onde os direitos são por vezes atropelados e os deveres “empolados”!!!
    Onde o capital se funde e contamina tudo à sua volta, desde o regime mais impoluto, ao cidadão mais honesto, à justiça mais ímpia…
    O capitalismo em teoria é uma boa ideia, quando se parte de pressupostos idênticos, não quando tudo está subvertido por aqueles que gerem o próprio sistema, neste caso os bancos, seguradoras e grandes empresas… Que podem especular aqui e qali com efeitos devastadores, que neste momento podem levar países à bancarrota…
    O verdadeiro “círculo de abutres” que paira por cima de Portugal… Os especuladores à espreita da hecatombe económica, da crise política ou qualquer outra instabilidade que os faça ganhar dinheiro!

  41. Marco Alberto Alves há quanto tempo é pagador de impostos? Começou há quatro anos? É que a existir essa Central que fala e que diz não querer pagar, ela já existe desde o Cavaco e só agora é que o senhor diz que não quer pagar? Então porquê? Quando essas pessoas “trabalhavam” para o PSD não fazia mal? Só agora é que lhe pesa a despesa no bolso? Ou agora dá muito jeito vir com essa conversa para atirar areia para os olhos dos mais incautos?

  42. Caro “O Calejado”, pago impostos há já vinte e três anos (ainda paguei o Imposto Complementar, c’um caneco!…) e estou plenamente de acordo consigo, em tudo, excepto em duas coisas: ainda não sei bem o que seja essa Central (ali a “mf” é que sabe e até diz que eu “trabalho para ela”, a tal Central, claro), nem se ela já existia no tempo de Cavaco 1º-Ministro. Mas, acima de tudo, não pretendo “atirar areia para os olhos” de ninguém, o amigo é que leu o contrário do que eu escrevi! Ora leia lá melhor, que por mim está perdoado…

    Quanto ao que faço em concreto, no meu trabalho, pois posso afiançar à “mf” que desde há quinze anos para cá que me dedico a 100% à causa pública, na Administração Local, de uma forma honesta e competente, segundo diz quem me tem chefiado. E olhe que já servi sob Presidentes de Câmara e Vereadores sociais-democratas, mas também em Pelouros de Vereações comunistas e socialistas, sempre com a mesma dedicação, profissionalismo, isenção e imparcialidade. Ou pelo menos tentei o meu melhor…

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